Conectado com

Notícias Expodireto Cotrijal

Uso inteligente de tecnologias de irrigação torna Israel um grande exportador de alimentos

Painéis da Arena Agrodigital contaram como o país israelense transformou deserto em lavoura e se tornou um grande exportador de alimentos.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

Como um pequeno país, desértico e com grande índice de salinidade do solo conseguiu aumentar sua produção agrícola a ponto de se tornar um grande exportador? Essa questão foi respondida na terça-feira (07) nos painéis sobre Israel, na Arena Agrodigital.

A palestra “O ecossistema agro inovador de Israel”, que teve como mediador João Paulo Zampieri, fundador da ZMP Consultoria, trouxe o panorama dos investimentos em tecnologia para o agro realizados pelo país do oriente médio e como eles tem alcançado resultados promissores com o uso de inovações. Para contribuir com o debate também participaram João Vitor Zampieri, sócio da ZMP Consultoria, e Caio Naday Castelo Branco, representante do Ministério da Economia e Indústria de Israel.

Foto: Divulgação/Expodireto Cotrijal

“Um dos maiores exemplos de inovação para o agro que foi desenvolvida em Israel é a técnica de irrigação em gotejamento que fez com que áreas totalmente desérticas se transformassem em solo fértil sem ocorrer o desperdício da água, que é tão escassa no país”, explica o representante de Israel.

Irrigação inteligente e o uso de dados

Desde o primeiro protótipo de irrigação em gotejamento até o que é utilizado hoje em Israel muito se avançou em relação a tecnologia. A técnica garante uma economia de água de 25 a 75 por cento em relação a irrigação comum, pois equaliza o fluxo de água de forma constante e no mesmo volume.

As estruturas também oferecem dados em tempo real para os produtores, que junto com a análise climática e do solo conseguem adaptar o manejo e o uso dos recursos. Outro ponto positivo da prática é que a umidade da plantação não é excedida, garantindo mais saúde e prevenindo a ocorrência de fungos.

Reciclagem e dessalinização da água

Mas de onde vem a água de um país com índices pluviométricos baixíssimos? Do reaproveitamento, reciclagem e até da dessalinização da água. Atualmente o país consegue reciclar em torno de 85% de águas residuais, como esgoto. E do total reciclado mais de 75% é utilizado na agricultura.

Já o processo de dessalinização abastece metade da população israelense, gerando 37 bilhões de galões por ano. O uso e reuso de recursos hídricos, possibilitou não só o desenvolvimento agrário, mas também o crescimento econômico do país. “O grande ensinamento do povo de Israel para o agro brasileiro é a proatividade. Reclamar ou esperar por uma mudança de clima não traz resultado para a lavoura. O Brasil é um país rico em recursos hídricos, rico em insumos, um país privilegiado. Se os israelenses conseguiram transformar deserto em plantação imagina o que nós poderíamos fazer aqui”, provoca João Paulo Zampieri.

Referência mundial em inovação e tecnologia

Outro ponto de destaque da palestra foi em relação ao investimento em tecnologia. Enquanto o Brasil aplica em média 1% do PIB no setor de ciência e tecnologia, Israel totaliza mais de 5% do seu PIB destinado a pesquisa e desenvolvimento tecnológico. São mais de U$$ 800 milhões destinados apenas as agtechs. “O governo israelense colabora com as startups de diferentes maneiras. Há uma série de estruturas para suporte às novas empresas, desde o momento inicial, que chamamos de seed, até que suas soluções sejam completamente aplicáveis e acessíveis”, esclarece Castelo Branco.

São 7,2 mil startups existentes em Israel, das quais 675 são voltadas para o agro. Além de apoio financeiro e estrutural, as iniciantes israelenses contam com apoio governamental para se conectarem com diferentes ecossistemas de inovação no mundo, fortalecendo as relações internacionais.

Fonte: Assessoria Expodireto Cotrijal

Notícias

Brasil se despede do pesquisador conhecido por ser o pai do Feijão Carioca

Responsável pela avaliação e difusão da variedade mais consumida do país, agrônomo do IAC ajudou a redefinir padrões de produtividade e qualidade do feijão brasileiro.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

A história recente do feijão no Brasil passa, de forma decisiva, pelo trabalho do pesquisador Luiz D’Artagnan de Almeida, que faleceu em 02 de janeiro. A trajetória profissional do agrônomo no Instituto Agronômico (IAC) está diretamente associada à avaliação, validação e difusão do feijão carioca, variedade que se tornou dominante no consumo nacional e transformou o mercado do grão no país.

D’Artagnan ingressou no IAC em 1967, instituição vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, onde construiu toda a sua carreira até a aposentadoria, em 2002. Atuou na antiga Seção de Leguminosas, área estratégica em um período em que a pesquisa pública buscava ampliar a oferta de alimentos básicos com maior produtividade e regularidade de qualidade.

O ponto de inflexão ocorreu ainda na década de 1960. Em 1966, o engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes, então chefe da Casa de Agricultura da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), encaminhou ao IAC um lote de grãos de feijão com coloração rajada, até então pouco conhecida comercialmente. O material foi submetido a avaliações técnicas conduzidas por D’Artagnan, ao lado dos pesquisadores Shiro Miyasaka e Hermógenes Freitas Leitão Filho.

As análises envolveram não apenas o desempenho agronômico, mas também características culinárias, um diferencial para a época. Os resultados indicaram um material adaptado às condições de cultivo e com boa aceitação para consumo, abrindo caminho para sua adoção em escala mais ampla.

Em 1969, o feijão carioca foi oficialmente lançado, sob a responsabilidade direta de D’Artagnan, e incorporado ao projeto de produção de sementes básicas da CATI. A partir desse marco, a variedade ganhou espaço rapidamente nas lavouras e no mercado consumidor.

Na década de 1970, com a criação do Programa de Melhoramento Genético do Feijão, o material consolidou sua liderança. O feijão carioca passou a responder por cerca de 66% do consumo nacional, alterando padrões de oferta, produtividade e preferência do consumidor. O avanço teve impacto direto na organização do mercado, na estabilidade de preços e na segurança alimentar, ao fortalecer um alimento central na dieta brasileira.

Pelo papel desempenhado nesse processo, Luiz D’Artagnan de Almeida tornou-se conhecido entre colegas e produtores como o “pai do Carioquinha”, apelido que traduz o alcance prático de sua contribuição científica. Ao longo da carreira, recebeu diversas homenagens pelo trabalho desenvolvido no IAC e pelo legado deixado à pesquisa agrícola e à alimentação no Brasil.

Fonte: O Presente Rural com assessoria IAC
Continue Lendo

Notícias

Governo projeta superávit comercial de até US$ 90 bilhões em 2026

Estimativa supera o saldo positivo de 2025, de US$ 68,3 bilhões.

Publicado em

em

Fotos: Claudio Neves/Portos do Paraná

O Brasil deve terminar 2026 com superávit comercial de US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões em 2026. As estimativas foram divulgadas na última terça-feira (o6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a previsão indica um resultado superior ao registrado em 2025, quando a balança comercial brasileira fechou com saldo positivo de US$ 68,3 bilhões.

Apesar do superávit elevado, o resultado do ano passado representou uma queda de 7,9% em relação a 2024, quando o saldo foi de US$ 74,2 bilhões.

Para 2026, o Mdic estima exportações entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões. As importações devem variar de US$ 270 bilhões a US$ 290 bilhões. Com isso, a corrente de comércio (soma de exportações e importações) pode alcançar entre US$ 610 bilhões e US$ 670 bilhões.

Superação de expectativas

O superávit de 2025 ficou acima das expectativas do mercado, que projetavam cerca de US$ 65 bilhões, e é considerado o terceiro melhor resultado da série histórica, atrás apenas dos saldos registrados em 2023 e 2024.

As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em abril.

Fonte: Agência Brasil
Continue Lendo

Notícias

Produzir mais em menos área é desafio central do agro diante do crescimento populacional

Intensificação produtiva, manejo do solo e eficiência no uso de recursos despontam como estratégias-chave para garantir segurança alimentar e sustentabilidade.

Publicado em

em

Foto: Freepik

Com a população mundial projetada para atingir 9,9 bilhões de pessoas até 2054, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o agronegócio enfrenta um dos maiores desafios de sua história: aumentar a produção de alimentos sem ampliar o uso de recursos naturais na mesma proporção. Dados da Food and Agriculture Organization (FAO) indicam que, para atender essa demanda, será necessário produzir 60% mais alimentos, além de consumir 50% mais energia e 40% mais água.

No Brasil, onde a área agrícola corresponde a cerca de 7,6% do território nacional, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a intensificação produtiva tem se consolidado como caminho estratégico. Para o engenheiro agrônomo e empresário Luís Schiavo o foco deve estar na eficiência do uso do solo e na adoção de práticas agronômicas sustentáveis. “Não se trata apenas de produzir mais, mas com qualidade. O aumento da eficácia em áreas menores é essencial para garantir segurança alimentar, reduzir custos e preservar biomas importantes, como florestas e áreas de conservação”, afirma.

Foto: Jonathan Campos/AEN

Entre as principais estratégias para alcançar esse equilíbrio está o manejo adequado do solo. A manutenção da cobertura vegetal, especialmente no período de plantio, tem papel fundamental na proteção da estrutura da terra, na conservação da umidade e no estímulo à atividade microbiana. “O solo coberto funciona como um sistema vivo. A palhada atua como um colchão de matéria orgânica que reduz impactos mecânicos, protege contra a erosão causada pela chuva e favorece a ciclagem de nutrientes”, explica.

Outra prática destacada por Schiavo é a rotação de culturas, técnica que contribui para a fertilidade do solo, reduz a incidência de pragas e doenças e melhora o aproveitamento de nutrientes. Um exemplo comum no campo brasileiro é a sucessão entre soja e milho safrinha. “Após a colheita, o solo permanece enriquecido com nitrogênio, o que favorece diretamente o desenvolvimento do milho. Esse tipo de rotação preserva as características físicas, químicas e biológicas garantindo produtividade consistente ao longo das safras”, pontua.

Segundo o engenheiro agrônomo, investir em tecnologia, manejo eficiente e insumos adequados é decisivo para tornar o agro mais competitivo e sustentável. “Quando o produtor otimiza os fatores de produção, ele melhora a relação custo-benefício, preserva recursos naturais e contribui para um modelo agrícola mais equilibrado. É uma equação em que todos ganham: o produtor, o consumidor e o planeta”, ressalta.

Fonte: Assessoria Naval Fertilizantes
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.