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Uso de vacinas autógenas como estratégia de controle sanitário em granjas

Além disso, permitem a redução do uso de antimicrobianos e auxiliam na redução dos prejuízos econômicos decorrentes dos problemas sanitários

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A vacinação é uma prática rotineira na indústria veterinária e certamente é o meio mais seguro, barato e eficaz no combate às principais doenças. Porém, tendo em vista que as vacinas comerciais muitas vezes não proporcionam imunidade específica para todos os patógenos (incluindo sorotipos/subtipos/genótipos), as vacinas autógenas são uma alternativa que oferece proteção homóloga contra os antígenos presentes em uma propriedade específica. Além disso, permitem a redução do uso de antimicrobianos e auxiliam na redução dos prejuízos econômicos decorrentes dos problemas sanitários.

Tanto as vacinas autógenas quanto as vacinas industriais são produzidas com a mesma finalidade: proteção do rebanho contra os patógenos que causam prejuízos econômicos às propriedades. Dentre as principais diferenças está a composição vacinal – onde a vacina autógena flexibiliza os antígenos de acordo com a identificação laboratorial, – e que devem ser periodicamente isolados afim de manter sempre atualizada a formulação vacinal de acordo com os desafios de campo.

Enquanto as vacinas industriais usam cepas padrão em sua maioria produzidas em outros países, as vacinas autógenas usam cepas específicas com o mesmo agente que está causando a doença infectocontagiosa na propriedade. Para vacinas bacterianas, em que a variabilidade de sorotipos é muito grande, (caso do Actinobacillus pleuropneumoniae, Streptococcus suis, e Glaesserella parasuis),  o uso da(s) cepa(s) correta(s) é crucial para o controle e prevenção da(s) doença(s).

Atualmente, alguns laboratórios brasileiros licenciados pelo Mapa produzem apenas vacinas autógenas com bacterinas contra agentes como o Actinobacillus pleuropneumoniae, Glaesserella parasuis, Streptococcus suis, Salmonella spp. dentre outros, enquanto que outras empresas produzem além destas, vacinas virais contra influenza A e rotavírus A, dentre outras.

 

O segredo do sucesso

As vacinas autógenas são “relacionadas ao fabricante”, pois cada laboratório utiliza diferentes protocolos, doses de antígenos, tipos e concentrações de adjuvantes, entre outras variáveis ​​introduzidas durante o processo de fabricação. Os adjuvantes são componentes-chave de uma vacina, pois têm o poder de modular a eficácia da vacina, a força e a duração da resposta imune induzida pela mesma e devem ser eleitos de acordo com o tipo de agente e resposta imune necessária (celular ou humoral). Podemos dizer que a melhor vacina é a vacina melhor produzida.

Um programa de vacinação para a suinocultura deve iniciar com a avaliação dos riscos de doenças em um rebanho particular. Um programa único de vacinação, padrão para muitos e diferentes patógenos, não é indicado para todos os rebanhos. Uma revisão cuidadosa dos agentes causadores de doenças endêmicas e o risco de introdução externa de agentes também deve ser realizado e garantido antes mesmo da recomendação de um programa de vacinação. Desta forma, a importância de se realizar um levantamento completo dos principais agentes infecciosos que predominam na propriedade é um diferencial. Isto é realizado iniciando por uma visita técnica profunda com avaliações clínicas, colheita de material para análises laboratoriais, avaliações de frigoríficos e análises dos índices zootécnicos.

E neste contexto, se aplica o uso das vacinas autógenas que podem ser recomendadas para atender a situações especificas ou mesmo emergentes, com composições exclusivas para os clientes. Além disso, o efeito da imunidade materna e a idade dos suínos devem ser considerados ao se estabelecer um programa vacinal.

A relação é geralmente linear: quanto mais jovem o suíno, pior a resposta imunológica e, quanto mais velho o suíno, melhor a resposta, haja vista que seu sistema imunológico está totalmente formado após os 30 dias de vida. Por outro lado, quanto mais jovem, maior a proteção pela imunidade colostral e, quanto mais velho, mais suscetível a doenças devido à queda desta imunidade materna.

Medidas de manejo, como minimizar a exposição dos leitões aos patógenos (utilizando sistemas “all in/all out”) e um bom programa de biosseguridade (que inclui a vacinação) podem auxiliar no controle das doenças. Nos rebanhos onde estas ferramentas não são praticadas na íntegra, um programa vacinal mais agressivo e associado a outras formas de controle deve ser utilizado.

Em geral, vacinas autógenas, que são produtos inativados, requerem duas doses com intervalo de pelo menos duas semanas para obtenção de uma resposta completa.  Diferenças de resultados de proteção e duração da imunidade irão depender do processo produtivo de cada vacina e do adjuvante utilizado para amplificar a resposta imune, da idade dos leitões vacinados e do ambiente que irá desafiar os animais.

O uso de vacinas autógenas para uma variedade de bactérias e vírus é uma prática mundial muito comum. E estas são aplicadas simultaneamente com outras vacinas industriais comumente recomendadas combinando diferentes produtos que atendam às necessidades dos clientes.

O acompanhamento do seu uso a campo como rotina permite identificar rapidamente também diferentes agentes infecciosos que possam ter sido introduzidos e que estejam causando perdas produtivas. Sendo assim, novas formulações são indicadas baseadas na ciência do diagnóstico laboratorial. A identificação de fatores de virulência a partir de técnicas modernas, bem como a interpretação dos resultados completos laboratoriais obtidos, é fundamental na indicação adequada de uma composição vacinal que atenda ao desafio sanitário de cada cliente.

Diferentes combinações podem ser utilizadas nos programas vacinais. Programas vacinais contemplam vacinação nas matrizes e nos leitões para a maioria das doenças.

No caso da vacina de influenza a situação é mais complexa. Iniciar com um monitoramento amplo das granjas para identificar os principais subtipos de vírus circulantes é parte do sucesso da vacina. O isolamento viral é uma técnica que demanda no mínimo 30 dias, pois todas as etapas devem ser acompanhadas de confirmação molecular para garantir a presença do vírus e do subtipo envolvido. Isolamentos mistos, com mais de um subtipo, têm sido regularmente identificados, o que exige o uso de técnicas de clonagem para a separação das distintas amostras identificadas dentro da amostra original.

Devido à complexidade do trabalho, a vacina de influenza é uma vacina que demanda um tempo maior no diagnóstico laboratorial. No caso de influenza A, a vacinação de matrizes seguida de revacinações em todo o rebanho no mínimo duas vezes ao ano é o programa mais usado mundialmente. A vacinação em leitões deve ser seriamente considerada dependendo das avaliações laboratoriais, clínicas, de frigorifico e zootécnicas.

As vacinas autógenas têm um tempo de produção médio de 40 a 60 dias, considerando as inúmeras etapas de fabricação, controles de qualidade e boas práticas que devem ser respeitadas durante todo o processo produtivo.

Por se tratar de um processo totalmente customizado que envolve, além do produto, um serviço de consultoria, a escolha do fornecedor é importante e deve levar em consideração a experiência e excelência da equipe de campo, do laboratório de diagnóstico, de produção e controle de qualidade, bem como o uso de métodos padronizados e técnicas internacionais de referência que são aplicadas durante a execução das atividades. O time envolvido no negócio de vacinas autógenas deve atuar em sintonia para obtenção dos melhores resultados de eficácia a campo. Falhas em qualquer um destes processos irá resultar em falhas vacinais.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo na suinocultura acesse a versão digital de Suínos clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Médicas veterinárias Adrienny Reis e Eva Hunka

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Primeiro lote de inscrições ao Sinsui 2026 encerra em 15 de janeiro

Evento acontece entre os dias 19 e 21 de maio, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre (RS). o Simpósio chega à sua 18ª edição consolidado como um espaço técnico de discussão sobre produção, reprodução e sanidade suína, em um momento de crescente complexidade para a cadeia produtiva.

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Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

A suinocultura brasileira e internacional tem encontro marcado em maio, na Capital gaúcha, com a realização do Simpósio Internacional de Suinocultura (Sinsui). O evento ocorre de 19 a 21 de maio, no Centro de Eventos da PUCRS, e chega à sua 18ª edição consolidado como um espaço técnico de discussão sobre produção, reprodução e sanidade suína, em um momento de crescente complexidade para a cadeia produtiva. O Jornal O Presente Rural é mais uma vez parceiro de mídia do Simpósio e toda a cobertura você pode acompanhar pelas nossas redes sociais.

Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

Faltando pouco mais de quatro meses para a abertura do simpósio, a organização avança em etapas-chave da preparação. A programação científica será divulgada a partir de fevereiro, mas já está em andamento o processo de submissão de trabalhos, um dos pilares do evento. Pesquisadores, técnicos e profissionais do setor têm até 23 de março para inscrever estudos científicos ou casos clínicos, que deverão se enquadrar em uma das áreas temáticas definidas pela comissão organizadora: sanidade, nutrição, reprodução, produção e manejo, One Health e casos clínicos.

A estrutura temática reflete desafios centrais da suinocultura contemporânea, como a integração entre saúde animal, saúde humana e meio ambiente, além da busca por eficiência produtiva em um cenário de custos elevados e maior pressão por biosseguridade. As normas para redação e envio dos trabalhos estão disponíveis no site oficial do evento, o que indica uma preocupação com padronização científica e qualidade técnica das contribuições.

Inscrições no evento

No campo das inscrições, o Sinsui mantém valores diferenciados por perfil de público. Até 15 de janeiro, profissionais podem se inscrever por R$ 650, enquanto estudantes de graduação em Medicina Veterinária, Zootecnia e Agronomia, além de pós-graduandos stricto sensu nessas áreas, pagam R$ 300. Há ainda modalidades específicas para visitantes e para acesso à feira. A inscrição dá direito a material de apoio, certificado, crachá e acesso à programação.

A política de descontos reforça o foco em participação coletiva, especialmente de empresas e instituições de ensino. Grupos de estudantes

Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

ou profissionais vinculados a empresas patrocinadoras têm condições mais vantajosas a partir de dez inscritos, enquanto demais empresas obtêm desconto para grupos acima de vinte participantes. Em ambos os casos, o modelo prevê a emissão de recibo único e a concessão de um código adicional de inscrição.

A organização também detalhou a política de cancelamento, com percentuais de reembolso decrescentes conforme a proximidade do evento, e ressalva para situações de força maior, nas quais o simpósio poderá ser transferido de data sem cancelamento das inscrições.

Termômetro

Ao reunir produção científica, debates técnicos e interação entre diferentes elos da cadeia, o Sinsui 2026 se posiciona como um termômetro dos rumos da suinocultura. Em um setor cada vez mais pressionado por exigências sanitárias, sustentabilidade e competitividade internacional, o simpósio tende a funcionar não apenas como espaço de atualização, mas como arena de construção de consensos técnicos e estratégicos.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail contato@sinsui.com.br ou pelos telefones (51) 3093-2777 e (51) 99257-9047.

Fonte: O Presente Rural
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Piauí decreta emergência zoossanitária para prevenção da peste suína clássica

Entre as principais medidas está o controle rigoroso da movimentação de animais e de produtos considerados de risco.

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Foto: Ari Dias/AEN

O governador Rafael Fonteles decretou estado de emergência zoossanitária em todo o território do Piauí, para prevenção e controle da Peste Suína Clássica (PSC). A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) na terça-feira (06), e tem validade de 180 dias. Entre as principais medidas está o controle rigoroso da movimentação de animais e de produtos considerados de risco.

O decreto foi motivado pela confirmação de um foco da doença no município de Porto. A decisão considera laudos do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, vinculado ao Ministério da Agricultura, que confirmaram a ocorrência do vírus.

Ao justificar a medida, o documento destaca a necessidade de resposta imediata para evitar a disseminação da doença. “A movimentação de animais e de produtos de risco deverá observar normas e procedimentos estabelecidos pela equipe técnica, com vistas à contenção e à eliminação do agente viral”, diz o texto publicado no DOE.

O trânsito de animais só poderá ocorrer conforme normas definidas pela equipe técnica responsável pelas operações de campo, com foco na contenção e eliminação do agente viral.

O decreto também autoriza a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí (Adapi) a expedir diretrizes sanitárias, adotar manejo integrado da doença e utilizar produtos já registrados no país, além de seguir recomendações técnicas de pesquisas nacionais.

Cabe ainda à Adapi a aquisição dos insumos necessários às ações de prevenção, controle e erradicação da PSC durante o período de emergência.

Fonte: Assessoria Governo do Piauí
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Exportações de carne suína batem recorde em 2025 e Brasil deve superar Canadá

Embarques somam 1,51 milhão de toneladas no ano, com alta de 11,9%, e colocam o Brasil como provável terceiro maior exportador mundial. Filipinas assumem liderança entre os destinos.

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Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram os embarques brasileiros de carne suína totalizaram 1,510 milhão de toneladas ao longo de 2025 (recorde histórico para as exportações do setor), volume 11,6% superior ao registrado em 2024, com 1,352 milhão de toneladas. Com isto, o Brasil deverá superar o Canadá, assumindo o terceiro lugar entre os maiores exportadores mundiais de carne suína.

Foto: Shutterstock

O resultado anual foi influenciado positivamente pelo bom desempenho registrado no mês de dezembro, com os embarques de 137,8 mil toneladas de carne suína, volume 25,8% superior ao registrado em dezembro de 2024, quando os embarques somaram 109,5 mil toneladas.

Em receita, as exportações brasileiras de carne suína totalizaram US$ 3,619 bilhões em 2025, número 19,3% maior em relação ao obtido em 2024, com US$ 3,033 bilhões. Apenas em dezembro, a receita somou US$ 324,5 milhões, avanço de 25,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, com US$ 258,4 milhões.

Principal destino da carne suína brasileira em 2025, as Filipinas importaram 392,9 mil toneladas, crescimento de 54,5% em relação a 2024.

Em seguida aparecem China, com 159,2 mil toneladas (-33%), Chile, com 118,6 mil toneladas (+4,9%), Japão, com 114,4 mil toneladas (+22,4%), e Hong Kong, com 110,9 mil toneladas (+3,7%). “Houve uma mudança significativa no tabuleiro dos destinos de exportação. As Filipinas se consolidaram como maior importadora da carne suína do Brasil, e outros mercados, como Japão e Chile, assumiram protagonismo entre os cinco maiores importadores. Isso demonstra a efetividade do processo de diversificação dos destinos da carne suína brasileira, o que reduz riscos, amplia oportunidades e reforça a presença do Brasil no mercado internacional, dando sustentação às expectativas positivas para este ano”, ressalta o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Fonte: Assessoria ABPA
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