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Uso de probiótico pode reduzir perdas totais pré-desmame

Aumento de perdas totais de leitões pré-desmama representa um desafio e também uma oportunidade para uma suinocultura globalizada

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Arquivo/OP Rural

Artigo escrito por Fabio Catunda, gerente global – suínos – da Phileo

Genética, nutrição e sanidade nunca tiveram sob um ritmo de transformação tão acelerado. Estas mudanças estão relacionadas não apenas à avanços de produtividade da indústria como também à globalização de nossa atividade que passa a produzir sob uma demanda de consumidores globais. Para fidelizar consumidores oriundos de diferentes culturas, necessitamos nos diferenciar com valores que vão além de oferecer uma carne suína de excelente sabor e qualidade. Cada vez mais, nossos consumidores começam a participar ativamente sobre a maneira com que os alimentos são produzidos. Neste sentido, valores relacionados ao bem-estar animal, sustentabilidade, uso de produtos alternativos aos antibióticos, emissão de carbono e práticas de manejo começam a influenciar qual carne será preferencialmente consumida. Desta maneira, cabe a nós, envolvidos na cadeia de produção, nos adaptar às demandas dos consumidores.

Manejo de Perdas Totais Pré-Desmama: Desafios e Oportunidades

A genética moderna prevê um aumento ainda maior de número de leitões nascidos, o que pode representar tanto uma oportunidade quanto um desafio da suinocultura moderna. A tendências de aumentos em perdas totais de leitões no período pré-desmama têm chamado a atenção da indústria que está em busca de produtividade com sustentabilidade. Como perdas totais, consideramos as somas de natimortos, mumificados e mortalidade pré-desmame.

Dados recentes relacionados à mortalidade total pré-desmama em países como Dinamarca, Estados Unidos e Canadá demonstram que estas perdas chegam a ser superiores a 20% sobre os nascidos totais. O impacto de leitões leves ao nascer sobre mortalidade pré-desmame e de desempenho destes animais pós-desmama é um assunto bastante conhecido. Em 2015,  um pesquisador comparou o perfil de desempenho de 10 mil leitões nascidos oriundos de  220 granjas. A mortalidade de leitões leves (900g) foi de 36,8% comparados com 10% de mortalidade de leitões com 1,18 kg ao nascer. Como podemos ver na tabela 1, leitões leves apresentam maior mortalidade pré-desmame e pior desempenho durante toda sua vida representados por maior idade ao abate e menor peso final de carcaça.

Estratégias efetivas que visem diminuir altos índices de perdas totais de leitões pré-desmame necessitam de uma visão holística com impacto nas áreas de instalações, genética, ambiência, manejo e nutrição.

Melhoria de qualidade de colostro uma estratégia viável para fêmeas de alta prolificidade.

Colostro

O principal papel do colostro é fornecer energia e imunidade passiva nas três primeiras horas de vida do leitão.  Um em cada sete leitões que morrem no primeiro dia ao nascer tem causa direta relacionada ao baixo consumo de colostro. O consumo adequado de colostro influencia não apenas de peso a desmame como também índices de mortalidade.

Estima-se que o consumo desejado de colostro por leitão seja 250g. Pesquisas demonstram claramente a importância de quantidade de colostro consumido sobre desempenho de leitões aos 42 dias de idade e mortalidade até 24 horas pós-parto.

Melhora de saúde intestinal e qualidade de colostro através do uso de probiótico levedura viva Saccharomyces cerevisiae Sc 47

Probióticos são bactérias, leveduras ou fungos capazes de restringir o crescimento de organismos patogênicos através de diversos modos de ação. Diversos autores relacionam o uso de probióticos com melhora do ambiente microbiano gastrointestinal, aumento da diversidade microbiana e modulação da microbiota. Ainda, segundo os mesmos autores, os probióticos são capazes de produzirem componentes antimicrobianos, como bacteriocinas e ácidos orgânicos atuando também diretamente sobre bactérias patogênicas e aderência competitiva. Estudos mais recentes têm demonstrado como os probióticos interagem com o sistema imunitário intestinal, estimulando resposta imunitária da mucosa intestinal melhorando assim, saúde intestinal e bem-estar animal.

Outros estudiosos demonstraram que os probióticos levedura viva em dietas de gestação e lactação atuam melhorando as propriedades nutricionais e imunológicas do colostro e leite resultando em consequente melhoria de desempenho em maternidade e posterior desempenho de leitões pós desmame.

As figuras 4 e 5 demonstram a relação direta entre melhora de saúde intestinal influenciada pelo uso de levedura viva probiótica Saccharomyces cerevisiae Sc 47 sobre saúde intestinal, aumento de concentração de imunoglobulina G no plasma de porcas e colostro, sua transferência para leitões, além de melhoria de qualidade de leite das porcas. Como consequência temos melhora na composição nutricional do leite e consequente melhoria do desempenho de leitões durante o período de amamentação.

Conclusão

O aumento de perdas totais de leitões pré-desmama representa um desafio e também uma oportunidade para uma suinocultura globalizada que prioriza aumento de produção de maneira sustentável.

O uso de probióticos levedura viva Saccharomyces cerevisiae Sc 47 é ferramenta importante para melhora de saúde intestinal de porcas e leitões, impactando em redução de mortalidade pré-desmama, melhora de peso e qualidade de leitões ao desmame.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de outubro/novembro de 2019.

Fonte: O Presente Rural

Suínos

Primeiro lote de inscrições ao Sinsui 2026 encerra em 15 de janeiro

Evento acontece entre os dias 19 e 21 de maio, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre (RS). o Simpósio chega à sua 18ª edição consolidado como um espaço técnico de discussão sobre produção, reprodução e sanidade suína, em um momento de crescente complexidade para a cadeia produtiva.

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Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

A suinocultura brasileira e internacional tem encontro marcado em maio, na Capital gaúcha, com a realização do Simpósio Internacional de Suinocultura (Sinsui). O evento ocorre de 19 a 21 de maio, no Centro de Eventos da PUCRS, e chega à sua 18ª edição consolidado como um espaço técnico de discussão sobre produção, reprodução e sanidade suína, em um momento de crescente complexidade para a cadeia produtiva. O Jornal O Presente Rural é mais uma vez parceiro de mídia do Simpósio e toda a cobertura você pode acompanhar pelas nossas redes sociais.

Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

Faltando pouco mais de quatro meses para a abertura do simpósio, a organização avança em etapas-chave da preparação. A programação científica será divulgada a partir de fevereiro, mas já está em andamento o processo de submissão de trabalhos, um dos pilares do evento. Pesquisadores, técnicos e profissionais do setor têm até 23 de março para inscrever estudos científicos ou casos clínicos, que deverão se enquadrar em uma das áreas temáticas definidas pela comissão organizadora: sanidade, nutrição, reprodução, produção e manejo, One Health e casos clínicos.

A estrutura temática reflete desafios centrais da suinocultura contemporânea, como a integração entre saúde animal, saúde humana e meio ambiente, além da busca por eficiência produtiva em um cenário de custos elevados e maior pressão por biosseguridade. As normas para redação e envio dos trabalhos estão disponíveis no site oficial do evento, o que indica uma preocupação com padronização científica e qualidade técnica das contribuições.

Inscrições no evento

No campo das inscrições, o Sinsui mantém valores diferenciados por perfil de público. Até 15 de janeiro, profissionais podem se inscrever por R$ 650, enquanto estudantes de graduação em Medicina Veterinária, Zootecnia e Agronomia, além de pós-graduandos stricto sensu nessas áreas, pagam R$ 300. Há ainda modalidades específicas para visitantes e para acesso à feira. A inscrição dá direito a material de apoio, certificado, crachá e acesso à programação.

A política de descontos reforça o foco em participação coletiva, especialmente de empresas e instituições de ensino. Grupos de estudantes

Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

ou profissionais vinculados a empresas patrocinadoras têm condições mais vantajosas a partir de dez inscritos, enquanto demais empresas obtêm desconto para grupos acima de vinte participantes. Em ambos os casos, o modelo prevê a emissão de recibo único e a concessão de um código adicional de inscrição.

A organização também detalhou a política de cancelamento, com percentuais de reembolso decrescentes conforme a proximidade do evento, e ressalva para situações de força maior, nas quais o simpósio poderá ser transferido de data sem cancelamento das inscrições.

Termômetro

Ao reunir produção científica, debates técnicos e interação entre diferentes elos da cadeia, o Sinsui 2026 se posiciona como um termômetro dos rumos da suinocultura. Em um setor cada vez mais pressionado por exigências sanitárias, sustentabilidade e competitividade internacional, o simpósio tende a funcionar não apenas como espaço de atualização, mas como arena de construção de consensos técnicos e estratégicos.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail contato@sinsui.com.br ou pelos telefones (51) 3093-2777 e (51) 99257-9047.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos

Piauí decreta emergência zoossanitária para prevenção da peste suína clássica

Entre as principais medidas está o controle rigoroso da movimentação de animais e de produtos considerados de risco.

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Foto: Ari Dias/AEN

O governador Rafael Fonteles decretou estado de emergência zoossanitária em todo o território do Piauí, para prevenção e controle da Peste Suína Clássica (PSC). A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) na terça-feira (06), e tem validade de 180 dias. Entre as principais medidas está o controle rigoroso da movimentação de animais e de produtos considerados de risco.

O decreto foi motivado pela confirmação de um foco da doença no município de Porto. A decisão considera laudos do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, vinculado ao Ministério da Agricultura, que confirmaram a ocorrência do vírus.

Ao justificar a medida, o documento destaca a necessidade de resposta imediata para evitar a disseminação da doença. “A movimentação de animais e de produtos de risco deverá observar normas e procedimentos estabelecidos pela equipe técnica, com vistas à contenção e à eliminação do agente viral”, diz o texto publicado no DOE.

O trânsito de animais só poderá ocorrer conforme normas definidas pela equipe técnica responsável pelas operações de campo, com foco na contenção e eliminação do agente viral.

O decreto também autoriza a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí (Adapi) a expedir diretrizes sanitárias, adotar manejo integrado da doença e utilizar produtos já registrados no país, além de seguir recomendações técnicas de pesquisas nacionais.

Cabe ainda à Adapi a aquisição dos insumos necessários às ações de prevenção, controle e erradicação da PSC durante o período de emergência.

Fonte: Assessoria Governo do Piauí
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Suínos

Exportações de carne suína batem recorde em 2025 e Brasil deve superar Canadá

Embarques somam 1,51 milhão de toneladas no ano, com alta de 11,9%, e colocam o Brasil como provável terceiro maior exportador mundial. Filipinas assumem liderança entre os destinos.

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Foto: Shutterstock

Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram os embarques brasileiros de carne suína totalizaram 1,510 milhão de toneladas ao longo de 2025 (recorde histórico para as exportações do setor), volume 11,6% superior ao registrado em 2024, com 1,352 milhão de toneladas. Com isto, o Brasil deverá superar o Canadá, assumindo o terceiro lugar entre os maiores exportadores mundiais de carne suína.

Foto: Shutterstock

O resultado anual foi influenciado positivamente pelo bom desempenho registrado no mês de dezembro, com os embarques de 137,8 mil toneladas de carne suína, volume 25,8% superior ao registrado em dezembro de 2024, quando os embarques somaram 109,5 mil toneladas.

Em receita, as exportações brasileiras de carne suína totalizaram US$ 3,619 bilhões em 2025, número 19,3% maior em relação ao obtido em 2024, com US$ 3,033 bilhões. Apenas em dezembro, a receita somou US$ 324,5 milhões, avanço de 25,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, com US$ 258,4 milhões.

Principal destino da carne suína brasileira em 2025, as Filipinas importaram 392,9 mil toneladas, crescimento de 54,5% em relação a 2024.

Em seguida aparecem China, com 159,2 mil toneladas (-33%), Chile, com 118,6 mil toneladas (+4,9%), Japão, com 114,4 mil toneladas (+22,4%), e Hong Kong, com 110,9 mil toneladas (+3,7%). “Houve uma mudança significativa no tabuleiro dos destinos de exportação. As Filipinas se consolidaram como maior importadora da carne suína do Brasil, e outros mercados, como Japão e Chile, assumiram protagonismo entre os cinco maiores importadores. Isso demonstra a efetividade do processo de diversificação dos destinos da carne suína brasileira, o que reduz riscos, amplia oportunidades e reforça a presença do Brasil no mercado internacional, dando sustentação às expectativas positivas para este ano”, ressalta o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Fonte: Assessoria ABPA
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