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Uso de infravermelho na formulação de dietas promove redução milionária de custos

Tecnologia de análise por infravermelho (NIR, do inglês Near Infrared Spectroscopia) surge como uma ferramenta para o controle na formulação nutricional das rações, minimizando custos e maximizando o desempenho das aves.

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Com o aumento da pressão sobre o setor avícola para melhorar os custos de produção e garantir a qualidade da carne produzida, a gestão precisa e eficiente das matérias-primas se faz cada vez mais primordial. Nesse contexto, a tecnologia de análise por infravermelho (NIR, do inglês Near Infrared Spectroscopia) surge como uma ferramenta para o controle na formulação nutricional das rações, minimizando custos e maximizando o desempenho das aves. “Ao permitir uma análise em tempo real, a tecnologia NIR possibilita ajustes rápidos na formulação, garantindo maiores soluções nutricionais e constância na qualidade do produto final”, destacou o doutor em Zootecnia, pesquisador e chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, Everton Luis Krabbe, durante sua participação no Simpósio Produção de uma Ave: interconexões entre saúde e nutrição, realizado na Conferência Científica Latino-Americana (PSA Latam), entre os dias 08 e 10 de outubro em Foz do Iguaçu, PR.

O especialista explica que o NIR de bancada é uma solução que exige um investimento em torno de US$ 100 mil. Esse sistema proporciona um aumento médio de 0,3% a 1,5% na acuracidade das análises e cerca de 0,4% de melhoria na precisão dos macroelementos da formulação.

E o NIR em linha é recomendado para operações de maior escala, em que se requer maior controle e monitoramento contínuo. Esse sistema exige a instalação de dois a três equipamentos nas etapas de pesagem da batelada, com um custo que varia entre US$ 175 mil e US$ 250 mil. “O retorno sobre esse investimento é variável, de acordo com o volume processado e as condições de cada operação, mas tende a ocorrer em um período de três a nove meses”, informa Krabbe.

Benefícios

A redução na variabilidade dos nutrientes garante uma formulação mais precisa e estável, o que se reflete diretamente no desempenho dos lotes avícolas. “A melhoria no controle nutricional reduz o desperdício e contribui para o crescimento uniforme das aves, além de potencializar a eficiência alimentar, fator decisivo para a competitividade na produção avícola”, ressalta.

Para mostrar a importância da ferramenta de análise NIR, Krabbe apresentou um estudo um estudo que destacou a soja integral desativada como uma fonte segura e eficiente de proteína e energia para suínos e aves e a partir do qual foi feito um experimento para demonstrar a importância de conhecer a composição nutricional na formulação de rações. O estudo comparou três dietas para frangos de corte criados até os 32 dias de idade: uma dieta sem soja integral desativada, uma com matriz de nutrientes determinada por NIR e outra com matriz baseada em tabelas de nutrientes. Foram avaliados parâmetros como conversão alimentar (CA), consumo médio de ração (CMR) e ganho de peso médio (GPM).

Os resultados indicaram que a dieta baseada na matriz NIR proporcionou o maior peso final (2.543,4 g), seguida pela dieta sem soja integral desativada (2.520,1 g) e pela matriz de tabelas (2.490,5 g). No consumo médio de ração, a dieta sem soja apresentou a maior média (3.368,1 g), enquanto a matriz de tabelas registrou o menor consumo (3.299,3 g). A conversão alimentar mais baixa foi alcançada com a matriz NIR (1.322), em contrapartida a dieta sem soja obteve a maior conversão (1.362). “Embora a diferença na conversão alimentar seja sutil, o impacto econômico é significativo: o custo estimado por quilograma de peso vivo é de aproximadamente US$ 0,003, e por ave, de US$ 0,0075. Projetando esses valores para um abate de um milhão de aves por dia ao longo de um ano, o uso de uma matriz nutricional baseada no NIR poderia representar uma economia anual de até US$ 1,8 milhão”, evidencia o doutor em Zootecnia

Variabilidade da matéria-prima na produção avícola

Doutor em Zootecnia, pesquisador e chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, Everton Luis Krabbe: “Tecnologia NIR possibilita ajustes rápidos na formulação, garantindo maiores soluções nutricionais e constância na qualidade do produto final” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

O chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves destacou que a variabilidade na qualidade da matéria-prima utilizada na alimentação de aves é uma realidade e não vai deixar de existir. “Produzimos grãos a céu aberto, sujeitos a fatores climáticos, extremos de temperatura, influências do solo e diferenças genéticas dos grãos, fatores que atestam que a variabilidade existe, é constante e não vai desaparecer. Precisamos aprender a lidar com ela e aprimorar nossas práticas de gestão para reduzirmos os impactos dessa variabilidade, garantindo maior consistência na qualidade da produção avícola”, afirma Krabbe.

Embora essa variabilidade seja contínua, Krabbe ressalta que as estratégias de medição e controle podem ser melhoradas para minimizar seus impactos. “O que adianta criarmos aves de alto potencial genético, se a variabilidade da matéria-prima e uma dieta concentrada não atender às necessidades nutricionais dessas aves? Nesse caso, acabamos desperdiçando uma tecnologia avançada, que é a genética, devido a uma ineficiência na qualidade dos ingredientes. Precisamos evoluir para sermos mais precisos”, reforça o pesquisador.

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Fonte: O Presente Rural

Avicultura

Asgav encerra segunda etapa de campanha de biosseguridade com ampla mobilização no Rio Grande do Sul

Ação combinou rádio e mídias digitais para levar orientações técnicas a produtores, trabalhadores e à população, fortalecendo a cultura de prevenção sanitária na avicultura.

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A Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) concluiu a segunda etapa de sua campanha de conscientização sobre biosseguridade com ampla repercussão no Rio Grande do Sul. A iniciativa combinou ações em rádio e plataformas digitais para disseminar orientações técnicas e ampliar o conhecimento sobre a importância da prevenção sanitária na avicultura, alcançando milhões de pessoas em diferentes regiões do Estado.

Ao longo da campanha, foram veiculados 12 boletins comerciais em 260 emissoras de rádio gaúchas. Segundo a entidade, cada material registrou média de 3,1 milhões de reproduções, levando informações sobre biosseguridade e sobre a relevância econômica e social da atividade avícola para dezenas de municípios.

A ação teve como principal objetivo reforçar a adoção de medidas preventivas consideradas essenciais para a proteção dos plantéis e para a manutenção do status sanitário que sustenta a competitividade da avicultura brasileira nos mercados nacional e internacional.

Além de orientar produtores e trabalhadores do setor, a campanha buscou aproximar o tema da população em geral, destacando que a prevenção de enfermidades depende do comprometimento de todos os elos da cadeia produtiva.

Como complemento às ações no rádio, a Asgav ampliou sua estratégia de comunicação digital. Em parceria com a médica-veterinária Caroline Freitas, foram produzidos nove vídeos técnicos com orientações práticas sobre procedimentos e dispositivos de biosseguridade utilizados nas granjas avícolas. Os conteúdos foram publicados semanalmente durante dois meses nas redes sociais da entidade e compartilhados por agroindústrias, instituições parceiras e grupos especializados do setor.

Para o presidente executivo da Asgav, José Eduardo dos Santos, a campanha já se consolida como uma referência para a avicultura nacional. “Esta foi a segunda edição desta campanha da Asgav

Presidente executivo da Organização Avícola do Estado do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos: “Esta foi a segunda edição desta campanha da Asgav sobre biosseguridade, que além de muito importante e necessária, é modelo, motivadora e fonte inspiradora para a realização de outras atividades” – Foto: Divulgação/Asgav

sobre biosseguridade, que além de muito importante e necessária, é modelo, motivadora e fonte inspiradora para a realização de outras atividades nesta mesma linha que ajudam muito o setor”, afirma.

Segundo Santos, o encerramento desta etapa não representa o fim das ações de conscientização. A entidade pretende manter o tema em evidência por meio de palestras, eventos, reuniões técnicas e iniciativas de mobilização junto a agroindústrias e produtores.

A Asgav também deverá atuar em conjunto com outras iniciativas voltadas à promoção da biosseguridade, entre elas a campanha lançada recentemente pela Associação Brasileira de Proteína Animal e pelo projeto Vida de Granja. As ações têm como foco ampliar a adoção de procedimentos preventivos nas propriedades avícolas por meio de uma comunicação acessível e direcionada ao público do campo.

Em um contexto de vigilância permanente sobre a sanidade animal, a entidade avalia que o investimento contínuo em informação e conscientização permanece entre as principais ferramentas para reduzir riscos sanitários, preservar mercados e fortalecer uma cadeia produtiva estratégica para a economia gaúcha. A avicultura está entre as atividades agropecuárias de maior relevância no Estado, gerando empregos, renda e movimentando diferentes segmentos econômicos ligados à produção de proteína animal.

Fonte: O Presente Rural com Asgav
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Avicultura

Programa Ovos RS certifica 16 empresas e reforça foco em biosseguridade após caso de Influenza aviária

Encontro da cadeia produtiva gaúcha debateu mercado, auditorias técnicas, desafios de competitividade e estratégias para fortalecer a produção de ovos no Estado.

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Foto: Divulgação/Asgav

A cadeia produtiva de ovos do Rio Grande do Sul reuniu-se no último dia 28 de maio, em Garibaldi (RS), para avaliar os resultados do Programa Ovos RS, discutir os desafios do mercado e reforçar medidas de biosseguridade em um momento de atenção redobrada para a sanidade avícola.

Foto: Divulgação/Asgav

Promovido pela Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), o encontro anual ocorreu no Vale dos Vinhedos e reuniu representantes de granjas, empresas apoiadoras, órgãos de fiscalização e autoridades sanitárias estaduais e federais.

Entre os principais temas debatidos estiveram o desempenho do setor em 2025, os resultados das auditorias realizadas nas propriedades participantes, o cenário econômico da atividade e as ações de prevenção sanitária após o registro de casos de influenza aviária no país neste ano.

Auditorias apontam evolução das granjas

Durante o encontro, o presidente executivo da Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs) e coordenador do Programa Ovos RS, José Eduardo dos Santos, apresentou um panorama do mercado de ovos no Estado e no Brasil, além do balanço das atividades desenvolvidas pelo programa ao longo do último ciclo.

A coordenadora técnica do Programa Ovos RS, Caroline Freitas, detalhou os resultados das auditorias realizadas nas

Coordenadora técnica do Programa Ovos RS, Caroline Freitas – Foto: Divulgação/Asgav

granjas participantes em 2025. Segundo ela, as avaliações permitiram acompanhar a evolução dos estabelecimentos e monitorar indicadores técnicos relacionados às boas práticas de produção.

Criado há mais de uma década, o Programa Ovos RS atua na orientação técnica das empresas, no incentivo à adoção de protocolos de qualidade e no fortalecimento da conformidade sanitária das granjas gaúchas.

Biosseguridade ganha protagonismo

A biosseguridade foi um dos temas centrais da programação. O assunto ganhou relevância diante do cenário sanitário enfrentado pela avicultura brasileira em 2025 e das medidas adotadas para preservar a condição sanitária do plantel nacional. “Este encontro é fundamental para alinharmos estratégias, prestarmos contas, apresentarmos relatório de atividades e reforçarmos o compromisso do setor com a qualidade, a biosseguridade e a evolução contínua da indústria e produção de ovos no Rio Grande do Sul”, afirmou Santos.

Representando o Ministério da Agricultura e Pecuária, Marcos Paulo Damaren Borges, chefe do 10º Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), destacou o papel do Programa Ovos RS no fortalecimento da cadeia produtiva e ressaltou a importância das atividades de fiscalização e inspeção para garantir a segurança dos alimentos de origem animal.

Chefe do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, Rosane Collares – Foto: Divulgação/Asgav

Já Rosane Collares, chefe do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, abordou a atuação da pasta durante o enfrentamento do foco de influenza aviária registrado no Estado neste ano e ressaltou a importância das ações preventivas adotadas pelo setor.

Mercado e competitividade

O encontro também abriu espaço para a discussão sobre o ambiente econômico da atividade. Representando o setor produtivo, Ivandro Pianegonda, gerente comercial da Granja Faria/Stragliotto, apresentou uma análise sobre o atual momento do mercado de ovos, abordando questões relacionadas à competitividade, custos de produção, consumo e perspectivas para as empresas.

Segundo ele, a coordenação entre os diferentes elos da cadeia será determinante para enfrentar os desafios do setor nos próximos anos.

Selo reconhece boas práticas

Ao final da programação, 16 estabelecimentos receberam certificação para utilizar o selo Ovos RS, reconhecimento concedido às empresas que atingiram índice superior a 80% de conformidade no checklist técnico de avaliação do programa.

Também foram homenageadas empresas apoiadoras que contribuem para a manutenção das atividades

Foto: Divulgação/Asgav

desenvolvidas pela iniciativa.

Com mais de dez anos de atuação, o Programa Ovos RS tornou-se uma das principais ferramentas de qualificação da cadeia produtiva de ovos do Estado, reunindo ações de assistência técnica, capacitação, promoção institucional e incentivo à adoção de boas práticas de produção.

Durante o encontro, a Asgav também informou que a capacitação técnica anual do Programa Ovos RS deverá ser incorporada à programação da Conbrasfran 2026, movimento que pode resultar, futuramente, na unificação dos dois eventos.

Fonte: O Presente Rural com Asgav
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Avicultura

Ovos registram novas valorizações e alcançam até R$ 183,97 por caixa

Grande Belo Horizonte apresenta o maior preço entre as praças acompanhadas pelo Cepea.

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Fotos: Rodrigo Felix Leal

Os preços dos ovos encerraram o mês de maio em alta na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O movimento foi mais intenso nas principais praças produtoras e consumidoras do país, com destaque para São Paulo, onde as cotações registraram os maiores avanços do período.

Em Bastos (SP), uma das principais referências da avicultura de postura nacional, o ovo branco foi comercializado a R$ 154,29 por caixa, alta diária de 4,95%. O ovo vermelho alcançou R$ 174,29 por caixa, com valorização de 2,99%.

Na Grande São Paulo, os preços também avançaram de forma expressiva. O ovo branco foi negociado a R$ 162,14 por caixa, aumento de 3,07%, enquanto o vermelho chegou a R$ 182,62 por caixa, com alta de 4,09%.

Em Minas Gerais, a região da Grande Belo Horizonte registrou valorização de 1,44% para o ovo branco, cotado a R$ 164,84 por caixa. O ovo vermelho teve aumento ainda maior, de 1,94%, alcançando R$ 183,97 por caixa, o maior valor entre as regiões monitoradas pelo Cepea.

No Espírito Santo, em Santa Maria de Jetibá, outro importante polo de produção, os preços também subiram. O ovo branco foi negociado a R$ 150,96 por caixa, avanço de 0,67%, enquanto o vermelho atingiu R$ 180,28 por caixa, alta de 1,58%.

A única exceção entre as praças analisadas foi Recife (PE). Na capital pernambucana, o ovo branco apresentou retração de 1,30%, sendo comercializado a R$ 151,72 por caixa. O ovo vermelho foi cotado a R$ 169,68 por caixa.

Os dados do Cepea mostram um cenário de valorização predominante no mercado de ovos ao final de maio, especialmente nas regiões do Sudeste, onde se concentram importantes polos de produção e consumo do produto.

Fonte: O Presente Rural com informações Cepea
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