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Suínos Suplementação de dietas

Uso de cobre como melhorador de desempenho em suínos: como eleger a melhor fonte

Os mecanismos de ação de níveis supranutricionais de Cobre confirmam a viablidade de seu uso para melhorar a eficiência alimentar.

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Arquivo/OP Rural

Devido à alta dos custos de produção a indústria está em constante busca pela redução de insumos para produção de proteína de origem animal. Diante deste cenário, torna-se relevante entender o potencial de diferentes estratégias que visam melhorar a eficiência alimentar. Assim, a suplementação de dietas de suínos e aves com Cobre se mostra como alternativa interessante.

Os mecanismos pelos quais o Cobre exerce efeito positivo sobre a conversão alimentar quando suplementado acima dos níveis de requerimento (níveis ‘supranutricionais’) não são totalmente ainda reconhecidos. Tradicionalmente, seus benefícios estão atribuídos ao efeito antibacteriano, isso porque, pelo uso de elevadas concentrações de um metal pesado se torna potencialmente inibidor de diversos microrganismos no ambiente gastrointestinal. Entretanto, estudos recentes também sugerem outras formas de ação (Figura 1).

Outro ponto que deve ser levado em consideração sobre a avaliação da efetividade da suplementação do Cobre é a influência direta da fonte de Cobre e respectiva biodisponibilidade sobre os resultados de desempenho.

Efeito Antibacteriano

Com o objetivo de manipular a microflora intestinal, seu uso se tornou habitual nas dietas de aves e suínos em níveis ‘supranutricionais’ para promover efeito antimicrobiano, melhorando assim o desempenho dos animais. Vários estudos apontam mudanças nas características das populações bacterianas no intestino de suínos e seus dejetos. Um pesquisador avaliou o efeito de sulfato de Cobre na microbiota gastrointestinal de leitões.

A suplementação com 175ppm de Cobre resultou principalmente na inibição de coliformes no intestino. Segundo outro estudo, por meio da regulação intestinal da microflora, o número de linfócitos associados à área das vilosidades intestinais de frangos foi reduzido, indicando menor desafio imune de aves suplementadas com altos níveis de Cobre.

Efeito Sistêmico

Ao ser absorvido no intestino, o Cobre segue para a corrente sanguínea, podendo alcançar uma série de tecidos com influência sobre o crescimento do animal. Por exemplo, níveis elevados de Cobre podem induzir a uma elevação na concentração de Cobre no cérebro, podendo afetar potencialmente a secreção de substâncias que resultam melhor desempenho. Outro estudioso injetou Cobre via intravenosa simulando a quantidade de Cobre sérico atingido em suínos alimentados com sulfato em doses ‘supranutricionais’.

O Cobre não foi introduzido via oral, portanto, não teve contato com o meio ambiente gastrointestinal, isolando o efeito antibacteriano. Suínos injetados com Cobre apresentaram maiores níveis hepáticos, séricos e intracerebrais de Cobre, além de melhor ganho de peso e conversão alimentar. Neste mesmo estudo, animais que receberam Cobre apresentaram aumento da atividade mitogênica – capacidade de multiplicação celular – e aumento relativo do músculo longissimus.

O mesmo autor, em 2014, utilizando fontes distintas de Cu avaliou a concentração disponível no fígado de leitões após suplementação oral encontrando importantes diferenças entre as fontes caracterizando diferença de biodisponibilidade e absorção de cada fonte (Gráfico 1).

Em estudo de 2019, foi realizada a medição da expressão gênica da grelina e também do hormônio do crescimento, indicando uma importante participação do Cobre na expressão destas duas substâncias no ganho de peso dos animais.

Via entero-hepato-biliar

Esta seria a via ou mecanismo de ação com importância significativa para o efeito local intestinal. Conceitualmente, o Cobre pode ser absorvido no intestino, atingir o sangue, o fígado e ser eliminado via biliar. Ao atingir o intestino novamente, poderia desempenhar uma função antibacteriana local expressiva. A possível importância da via entero-hepato-biliar para o efeito do Cobre como melhorador da conversão alimentar.

Influência das diferentes fontes de Cobre sobre o desempenho

Os microminerais, como o Cobre, podem interagir com um universo de substâncias (fibras, fitatos, outros minerais, proteínas, etc.) principalmente sob baixo pH (estômago), formando complexos insolúveis menos absorvíveis ou constituindo complexos solúveis, mas de alto peso molecular, que reduzem a absorção intestinal e/ou sua atividade antimicrobiana.

Embora a maior parte dos estudos publicados até o momento tenha avaliado o potencial do Cobre utilizando fontes inorgânicas mais passíveis à ocorrência de interações e reconhecidamente menos biodisponíveis, hoje são conhecidos os diferenciais da fonte orgânica de Cobre. Mesmo quando suplementado em baixos níveis o Cobre fornecido apresenta melhores resultados de desempenho (Gráficos 2 e 3).

   

Diante disso, devemos buscar equilíbrio entre os benefícios do uso do Cobre como promotor de crescimento e os efeitos negativos da oferta de elevadas concentrações junto as dietas. Por isso, é importante conhecer as características particulares de cada fonte de mineral de forma a priorizar a utilização daquelas que minimizem os efeitos negativos e exacerbem benefícios (Tabela 1).

Neste contexto, uma questão relevante que surge na nutrição animal é entender o valor potencial de uma fonte mineral em relação a outra. O conceito básico de bioeficácia relativa aponta que uma fonte mineral de menor biodisponibilidade pode substituir uma outra fonte de maior biodisponibilidade se suplementada em maior quantidade.

A taxa de substituição entre eles depende da bioeficácia da molécula em relação à outra. Por exemplo, se uma fonte mineral é três vezes menos biodisponível que a outra, podemos triplicar a dose da fonte menos biodisponível e obter um resultado semelhante às duas fontes minerais.

Este princípio pode ser aplicado em diversas situações, no entanto é importante lembrar que a biodisponibilidade de um mineral é tradicionalmente calculada com base em parâmetros de pequena relevância comercial (por exemplo, quantidade de Cu no Fígado, concentração de Zn na Tíbia, etc.) –  que ignoram os diversos efeitos destes minerais no trato gastrintestinal e que podem afetar parâmetros de desempenho.

O estímulo da produção de grelina pelo Cobre no estômago e consequente aumento da produção de hormônio de crescimento é um outro exemplo. Isso porque as alterações promovidas pelo Cobre na microbiota intestinal, dentre outros efeitos já comprovados – principalmente em suínos -, não seriam capturados nos cálculos de biodisponibilidade relativa realizados a partir da deposição de Cobre em tecidos (Gráficos 04 e 05).

   

Considerações finais

Os mecanismos de ação de níveis supranutricionais de Cobre confirmam a viabilidade de seu uso para melhorar a eficiência alimentar. Entretanto, a efetividade desta estratégia depende da fonte e dose utilizada para que possamos ter as ações antimicrobianas locais como sistêmicas, sem que tenhamos o malefício da excessiva eliminação, ou interação com demais minerais prejudicando a absorção em geral e contaminação ambiental.

As referências bibliográficas estão com a autora. Contato via: [email protected].

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor suinícola e da piscicultura acesse gratuitamente a edição digital Suínos e Peixes.

Fonte: Por Débora Reolon, médica-veterinária, mestre em Ciência Animal, doutoranda em Nutrição de Suínos, gerente sênior de Serviços Técnicos LAS – Novus

Suínos

Semana Nacional da Carne Suína amplia oferta de cortes e aposta em experiência de compra

Além de promoções, supermercados investem em ações educativas, receitas e comunicação voltada a diferentes ocasiões de consumo.

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Foto: Divulgação/ABCS

A Semana Nacional da Carne Suína segue mobilizando redes de varejo de todas as regiões do país com campanhas que vão muito além das ofertas. As ações desenvolvidas pelo Pão de Açúcar, Extra Mercado, Carrefour, Bretas, Prezunic, GBarbosa, Swift, Amigão, Boa, Compre Mais, Paraná Supermercados, Avenida, Confiança, Jaú Serve, Proença, Shibata, Pague Menos, Mix Mateus, Mateus Supermercados, Camino, Super Pão e Dom Olívio demonstram um esforço conjunto para dar protagonismo à carne suína e estimular novas ocasiões de consumo.

Foto: Divulgação/ABCS

Um dos principais destaques desta edição é a transformação dos espaços de venda. As redes investiram em materiais de ponto de venda e ambientação temática, criando verdadeiros festivais da carne suína dentro das lojas, e o enxoval está sendo utilizado para aumentar a visibilidade da categoria e conduzir o consumidor até os produtos.

As campanhas também mostram uma evolução importante na forma de comunicar a carne suína. Além de focar em preço, as redes passaram a trabalhar conceitos relacionados a sabor, versatilidade, rendimento e economia com forte presença visual em loja, materiais promocionais, tabloides exclusivos e mensagens destacando que a carne suína rende mais proteína, sabor e economia, reforçando atributos que dialogam diretamente com as necessidades do consumidor.

Outro aspecto valorizado foi o sortimento de diferentes cortes. As campanhas apresentam a carne suína de forma

Foto: Divulgação/ABCS

ampla, destacando produtos para diversas ocasiões de consumo. Cortes para o dia a dia, churrasco, refeições especiais e preparações rápidas ganharam espaço nas comunicações, ajudando a mostrar que a proteína está presente em muito mais momentos do que tradicionalmente se imagina.

Algumas redes trabalham uma comunicação focada em ocasiões de consumo, apresentando a carne suína como uma opção para o dia a dia, final de semana, churrasco, receitas especiais e preparações práticas.

A estratégia reforça a versatilidade da proteína e ajuda o consumidor a identificar facilmente como utilizar cada corte em diferentes momentos. Além disso, as redes participantes reforçaram seus estoques e aumentaram a variedade de produtos disponíveis, oferecendo desde cortes tradicionais até opções premium, produtos temperados, congelados, porcionados e itens voltados ao churrasco. Essa estratégia amplia as possibilidades de escolha e estimula a experimentação por parte dos consumidores.

As ações educativas também merecem destaque. Diversas redes incluíram conteúdos sobre cortes suínos, rendimento, preparo e benefícios nutricionais com mapa dos cortes, receitas, sugestões de preparo para air fryer e informações sobre características nutricionais da carne suína, contribuindo para ampliar o conhecimento do consumidor e desmistificar conceitos antigos sobre a proteína.

Foto: Divulgação/ABCS

No ambiente digital, a campanha ganhou força por meio de publicações nas redes sociais, vídeos, receitas, conteúdos com influenciadores e divulgação nos aplicativos das redes. Muitas redes integraram a comunicação online e offline, levando para os canais digitais as mesmas mensagens presentes nas lojas.

Receitas, dicas de preparo, sugestões de harmonização e informações nutricionais ajudaram a manter o tema presente durante todo o período da ação. Fique de olho nos perfis das redes participantes para conhecer essa comunicação!

Presidente da ABCS, Marcelo Lopes: “Ao combinar ofertas, informação, experiência de compra e conteúdo educativo, as redes contribuem para fortalecer a categoria e ampliar sua presença na mesa dos brasileiros” – Foto: Divulgação/ABCS

Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, as ações desenvolvidas pelas redes varejistas mostram que a carne suína vem ampliando seu espaço no mercado brasileiro não apenas pelo preço, mas também pela variedade de cortes e pelas diferentes possibilidades de consumo. “A carne suína é uma proteína moderna, versátil e adequada para diferentes perfis de consumo. Ao combinar ofertas, informação, experiência de compra e conteúdo educativo, as redes contribuem para fortalecer a categoria e ampliar sua presença na mesa dos brasileiros”, afirma.

A Semana Nacional da Carne Suína segue até sexta-feira (19) e reúne supermercados de diversas regiões do país. Além das promoções, a campanha tem apostado em ambientação temática nas lojas, ampliação do sortimento, divulgação de receitas e informações sobre cortes, rendimento e preparo dos produtos.

A iniciativa busca aproximar o consumidor da proteína e estimular novas ocasiões de consumo, em um momento em que a carne suína registra crescimento tanto no mercado interno quanto nas exportações e ganha participação cada vez maior na alimentação dos brasileiros.

Fonte: Assessoria ABCS
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Suínos

O desafio da sucessão no agronegócio será debatido durante 18º SBSS

Evento será realizado de 11 a 13 de agosto no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

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Rogério Facin ministra palestra sobre capital humano e sucessão familiar no dia 13 de agosto durante o Painel Pessoas - Gestão e Performance - Foto: Divulgação

A formação de lideranças, a retenção de talentos e o preparo das novas gerações para os desafios do agronegócio estarão em debate durante o 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet). A palestra “Capital Humano e Sucessão: preparando a próxima geração e as equipes de alta performance” será ministrada por Rogério Facin, no dia 13 de agosto, às 10h35, durante o Painel Pessoas – Gestão e Performance, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

Foto: Shutterstock

Em um cenário marcado pela transformação do mercado de trabalho, pela busca por profissionais qualificados e pelos desafios relacionados à sucessão nas empresas, o desenvolvimento de pessoas tornou-se um dos principais fatores para a sustentabilidade e a competitividade das organizações. A palestra trará reflexões sobre a preparação de equipes de alta performance e a construção de ambientes capazes de atrair, desenvolver e reter talentos.

Rogério Facin é graduado em Processamento de Dados pela Faculdade de Tecnologia (FATEC) e possui MBA em Gestão de Pessoas. É cofundador da Go Winners, empresa especializada no desenvolvimento comportamental de jovens e na facilitação de sua inserção no mercado de trabalho, e da Indicação Consultoria, organização voltada à gestão de capital humano, desenvolvimento comportamental e projetos de remuneração, com forte atuação no agronegócio.

Presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin: “A tecnologia avança rapidamente, mas são as pessoas que fazem os sistemas funcionarem” – Foto: Suellen Santin/MB Comunicação

Ao longo de sua trajetória profissional, acumulou mais de 15 anos de experiência em multinacional do setor de máquinas e equipamentos, além de ter atuado como coordenador do Grupo Regional de Remuneração DEASA e professor universitário na área de Gestão de Pessoas. Sua experiência une a visão corporativa à prática do desenvolvimento humano dentro das organizações.

A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que os desafios relacionados às pessoas estão entre os temas de destaque para o futuro da produção animal. “A tecnologia avança rapidamente, mas são as pessoas que fazem os sistemas funcionarem. Hoje, um dos grandes desafios das empresas é formar lideranças, desenvolver equipes e preparar as novas gerações para assumir posições estratégicas. Por isso, esse tema ocupa espaço de destaque na programação do SBSS”, afirma.

Para o presidente da Comissão Científica do SBSS, Lucas Piroca, discutir capital humano é tão importante quanto

Presidente da Comissão Científica do SBSS, Lucas Piroca: “A eficiência das granjas e das agroindústrias passa diretamente pela qualidade das equipes e pela capacidade das empresas de desenvolver talentos” – Foto: Kroma Fotografiais

abordar temas técnicos ligados à produção. “A eficiência das granjas e das agroindústrias passa diretamente pela qualidade das equipes e pela capacidade das empresas de desenvolver talentos. A sucessão, a formação de lideranças e a gestão de pessoas são assuntos cada vez mais presentes na rotina do setor e precisam ser debatidos com profundidade”, ressalta.

Participação 

As inscrições para o SBSS já estão disponíveis no site: www.nucleovet.com.br. O investimento do primeiro lote, até o dia 25 de junho, é de R$ 600 para profissionais e R$ 400 para estudantes. O valor para participar somente da 17ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários terão condições diferenciadas.

Tecnologia e negócios

Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.

O espaço será destinado à apresentação de lançamentos, soluções inovadoras e fortalecimento do networking entre empresas, profissionais, pesquisadores e produtores, ampliando as oportunidades de negócios e troca de experiências durante o evento.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Suínos

Consumo de carne suína atinge 20 kg por habitante no Brasil

Marca histórica foi alcançada em 2025 e reflete a expansão do consumo doméstico em paralelo ao crescimento das exportações, que levaram o Brasil ao posto de terceiro maior exportador mundial da proteína.

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Foto: Divulgação

A carne suína alcançou um patamar inédito na mesa dos brasileiros. Em 2025, o consumo per capita chegou a 20 quilos por habitante ao ano, maior nível já registrado no país e um indicativo de que a proteína ganhou espaço definitivo na alimentação das famílias.

Foto: Divulgação/HB Audiovisual

O dado, divulgado pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), coincide com outro marco importante para a cadeia produtiva. Após a consolidação dos números internacionais no início de 2026, o Brasil ultrapassou o Canadá e passou a ocupar a posição de terceiro maior exportador mundial de carne suína.

A combinação de um mercado interno mais robusto com exportações em ritmo recorde tem alterado o perfil do setor, que hoje depende menos de oscilações externas e conta com uma base doméstica mais sólida para sustentar seu crescimento.

Mudança de hábito impulsiona consumo

O consumo médio de 20 quilos por pessoa representa uma mudança significativa no comportamento do consumidor brasileiro. Historicamente, a carne suína ocupava espaço secundário em comparação com outras proteínas, mas, nos últimos anos, passou a ser incorporada com maior frequência ao cardápio das famílias.

Segundo a ABCS, a marca simboliza uma transformação cultural, na qual a carne suína deixa de ser um produto

Presidente da ABCS, Marcelo Lopes: “Seja no mercado interno ou externo, o que vemos é a validação do que nós produtores temos feito dia após dia na nossa produção” – Foto: Divulgação/ABCS

consumido ocasionalmente para se tornar uma opção cotidiana.

Para o presidente da entidade, Marcelo Lopes, o resultado reflete um trabalho de longo prazo realizado em diferentes frentes da cadeia produtiva. “Seja no mercado interno ou externo, o que vemos é a validação do que nós produtores temos feito dia após dia na nossa produção, investindo em inteligência, sanidade, produtividade, tecnologia, genética e bem-estar”, afirma.

Ele acrescenta que houve também uma mudança na forma como a proteína passou a ser percebida pelos consumidores. “Isso reforça o trabalho que a ABCS tem feito para transformar a percepção da carne suína, para que ela se destaque lá fora e também dentro de casa”, diz.

Brasil supera Canadá e assume terceira posição

O fortalecimento do mercado interno ocorre em um momento de expansão das exportações. Dados consolidados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que o Brasil encerrou 2025 com embarques recordes de 1,51 milhão de toneladas de carne suína, crescimento de 11,6% em relação ao ano anterior.

Foto: Shutterstock

O volume foi suficiente para superar o Canadá, que exportou cerca de 1,45 milhão de toneladas no mesmo período. A diferença de aproximadamente 50 mil toneladas garantiu ao Brasil a terceira posição no ranking mundial, atrás apenas da União Europeia e dos Estados Unidos.

O resultado é atribuído a uma combinação de fatores, entre eles a diversificação dos mercados compradores, a competitividade dos custos de produção e o rigor sanitário, considerado um dos principais diferenciais da suinocultura brasileira.

Mercado interno reduz dependência externa

O novo cenário é visto pelo setor como um fator de equilíbrio para a cadeia produtiva. Com um mercado doméstico maior e mais consolidado, a suinocultura tende a ficar menos vulnerável a oscilações nas exportações, mudanças cambiais ou restrições comerciais impostas por países importadores.

Ao mesmo tempo, a demanda interna oferece maior previsibilidade para investimentos em tecnologia, genética e

Foto: Divulgação/Pexels

ampliação da produção.

Esse movimento reforça uma característica cada vez mais presente na suinocultura brasileira: a capacidade de crescer simultaneamente dentro e fora do país.

Se no exterior o Brasil ganha espaço entre os maiores exportadores do mundo, no mercado doméstico a marca de 20 quilos por habitante indica que a carne suína conquistou um espaço que parecia improvável há poucas décadas: o de proteína presente de forma permanente na rotina alimentar dos brasileiros.

Fonte: O Presente Rural com ABCS
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