Conectado com

Notícias Safra 2019/2020

USDA traz números baixistas para soja e Conab eleva projeção

Produção 2019/20 está estimada em 3,550 bilhões de bushels, ou 96,62 milhões de toneladas

Publicado em

em

Hugo Harada

O relatório de novembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou safra de soja americana inalterada na comparação com os números de outubro. O mercado apostava em corte. Já os estoques foram elevados, enquanto as projeções eram de redução.

A produção 2019/20 está estimada em 3,550 bilhões de bushels, ou 96,62 milhões de toneladas. O mercado esperava uma safra de 3,513 bilhões ou 95,6 milhões de toneladas. No relatório de outubro, a previsão era de 3,550 bilhões de bushels ou 96,62 milhões de toneladas. Para 2018/19, a previsão foi mantida em 4,428 bilhões ou 120,5 milhões de toneladas.

Os estoques finais em 2019/20 estão projetados em 475 milhões de bushels, o equivalente a 12,93 milhões de toneladas, enquanto o mercado apostava em número em torno de 11,68 milhões. No relatório anterior, a previsão era de 460 milhões de bushels ou 12,52 milhões de toneladas.

A previsão para as exportações americanas seguiu em 1,775 bilhão de bushels. O esmagamento está projetado em 2,105 bilhões de bushels, contra 2,12 bilhões do relatório anterior.

O relatório projetou safra mundial de soja em 2019/20 de 336,6 milhões de toneladas. No relatório anterior, a previsão era de 339 milhões.

Os estoques finais estão estimados em 95,4 milhões de toneladas. O mercado esperava por estoques finais de 95 milhões de toneladas. Em outubro, a previsão era de 95,2 milhões.

A projeção do USDA aposta em safra americana de 96,6 milhões de toneladas, contra 96,6 milhões previstos em outubro. Para o Brasil, a previsão é de uma produção de 123 milhões de toneladas. A Argentina deverá produzir 53 milhões de toneladas.

A produção em 2018/19 teve sua projeção indicada em 358,21 milhões de toneladas. Os estoques finais foram reduzidos de 109,9 milhões para 109,7 milhões de toneladas. O mercado apostava em número de 110,3 milhões de toneladas.

A safra brasileira foi mantida em 117 milhões de toneladas, enquanto a produção argentina teve estimativa de 55,3 milhões de toneladas.

A estimativa para as importações chinesas em 2019/20 foi mantida em 85 milhões de toneladas. No ano anterior, o número foi de 82,54 milhões de toneladas.

Conab

A produção brasileira de soja em 2019/20 deverá ficar 120,86 milhões de toneladas, segundo o segundo levantamento para a safra brasileira de grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A previsão representa um aumento de 5,1% sobre a temporada anterior, quando foram colhidas 115,03 milhões de toneladas. No levantamento anterior, a estimativa era de 120,393 milhões de toneladas.

A Conab indica uma área plantada de 36,714 milhões de hectares, com um aumento de 2,3% sobre o ano anterior, quando foram semeados 35,874 milhões de hectares. A Conab trabalha com uma produtividade média nacional de 3.292 quilos por hectare, com ganho de 2,7% sobre o ano anterior.

O principal estado produtor do país, o Mato Grosso, deve colher 33,187 milhões de toneladas, com ganho de 2,3% sobre o ano anterior. O Paraná tem safra estimada 19,252 milhões de toneladas, 18,5% acima do ano anterior. Os gaúchos deverão produzir 18,518 milhões de toneladas, com retração de 3,5%.

Fonte: Agência SAFRAS
Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

oito − três =

Notícias Paraná

Bovinocultura projeta boas perspectivas no segundo semestre

Retenção de fêmeas aponta para a valorização da arroba neste ano e maior produção de bezerros nos anos seguintes

Publicado em

em

Divulgação/MAPA

Apesar de o Brasil ainda estar às voltas com a pandemia do novo coronavírus e das projeções de recessão global, o Paraná vê se desenhar boas perspectivas para a bovinocultura de corte no segundo semestre deste ano. Por um lado, os dados apontam que os produtores do Estado estão retendo as fêmeas, o que tende a reduzir a oferta de animais para abate. Para além disso, a China deve manter seu ritmo de importação de proteína animal, o que ajuda a sustentar os preços no mercado interno. Todo este contexto aponta para um cenário favorável ao setor, principalmente em termos de preço.

Um desses indicativos veio à tona em 10 de junho, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais (PTAA). Os números revelam que o Paraná reduziu em 2,7% o volume de abates, processando 329,6 mil animais, com 80,8 mil toneladas de carne produzidas. Apesar disso, o levantamento revela que o número de vacas e novilhas levadas ao abate foi 5,4% menor, o que revela a retenção de fêmeas.

“Apesar da redução no número total de animais abatidos, atividade pecuária no Paraná passa por um momento intenso. A demanda por animais mais jovens vem ganhando força entre os consumidores brasileiros e também no mercado externo”, observa Guilherme Souza Dias, técnico do Departamento Técnico Econômico (DTE) do Sistema FAEP/SENAR-PR.

Além disso, a bovinocultura de corte conseguiu conservar o bom momento iniciado no segundo semestre do ano passado. A arroba do boi gordo, cotada a R$ 153 em outubro, atingiu a casa dos R$ 204 em dezembro. Apesar da redução de consumo provocada pela pandemia de Covid-19, os preços continuaram em patamares elevados. Conforme o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), a cotação média do boi gordo no Paraná está em R$ 198 em junho de 2020.

“Nem mesmo a arroba aquecida nesse início de 2020 estimulou os criadores ao descarte de fêmeas”, ressalta Souza Dias. “Este ano se consolida, portanto, como característico de retenção de fêmeas, o que reduz a oferta e exerce pressão de alta no mercado do boi gordo. Adicionalmente, o gado de cocho deve encolher frente ao verificado no ano passado em função dos altos custos, colaborando para esse cenário”, explica.

Conforme os especialistas do setor, essa sustentação de preços está relacionada ao aumento das exportações brasileiras de carne bovina, que se mantiveram aquecidas, principalmente, por causa da China. Nos cinco primeiros meses deste ano, a faturamento com essas vendas externas aumentou 22,9%, chegando a US$ 2,6 bilhões. No mesmo período, os embarques do Paraná recuaram, mas o aumento significativo das exportações do Brasil sustentou o preço no mercado interno.

“Em plena pandemia, os preços se mantiveram em estabilidade e isso é bastante positivo para o setor. Principalmente porque, historicamente, o segundo semestre tende a ser melhor para a bovinocultura de corte e devemos ter a recuperação do consumo. As expectativas são positivas tanto no mercado interno quanto para as exportações”, aponta Rafael Ribeiro, zootecnista e consultor de mercado da Scot Consultoria.

Observando a série histórica do IBGE, Souza Dias acrescenta um ponto importante: nas últimas vezes em que houve redução do abate de fêmeas no primeiro trimestre – em 2015 e 2016 –, foi reflexo da valorização das cotações do bezerro no ano anterior. Em setembro 2015, por exemplo, os preços atingiram o recorde, com a cabeça cotada a R$ 1.505 – o que, corrigidos pela inflação, daria R$ 1.977. Para efeitos de comparação, em março deste ano as cotações do bezerro chegaram a R$ 1.890 e, em junho, ficaram em R$ 1.773, conforme a média ponderada calculada pelo Centro de Informação Agropecuária (CIA), da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Efeitos externos e internos

Apesar da previsão de recessão mundial, inclusive nas principais economias do globo, os especialistas preveem que, ao longo do segundo semestre, as vendas externas de carne bovina devem continuar firmes. Isso principalmente em razão da demanda da China, que consome cerca de 60% desta proteína animal embarcada pelo Brasil. Além das consequências da pandemia do novo coronavírus, o país asiático ainda não se recuperou de surto de Peste Suína Africana, que dizimou milhões de cabeças de suínos, o que levou a recorrer a outros fornecedores externos.

“O mercado internacional tem peso de cerca de 25% na bovinocultura de corte brasileira. Ou seja, é um valor considerável. A atividade também depende bastante das exportações”, diz Ribeiro.

A ressalva fica por conta à imagem que o Brasil vem passando a outros países, por sua atuação no combate ao novo coronavírus. Recentemente, a China suspendeu, por exemplo, as importações de carne da Austrália e dos Estados Unidos. Com o avançar dos casos de Covid-19 pelo mundo também se acirraram as preocupações dos exportadores em relação às operações de frigoríficos e indústrias que processam alimentos, em geral.

Após essa movimentação, o país deu uma sinalização positiva aos importadores. Em 19 de junho, os Ministérios da Agricultura, da Economia e da Saúde emitiram uma portaria conjunta definindo medidas obrigatórias que frigoríficos e lacticínios devem adotar, para mitigar os riscos de transmissão da Covid-19 nas unidades de abate e processamento de carnes e derivados de leite.

“É uma medida positiva do governo brasileiro, porque sinaliza para os nossos compradores externos que estamos preocupados e adotando medidas mitigatórias contra o novo coronavírus”, avalia Souza Dias.

Em relação ao mercado interno, o técnico do Sistema FAEP/SENAR-PR aponta que a manutenção do consumo em meio à pandemia será decisiva para a continuação da tendência de alta da cotação da arroba. Neste ponto, também será determinante o tempo que o país vai demorar para se recuperar dos efeitos causados pelo isolamento social e da retomada da atividade econômica.

“Essa tendência altista somente deve se confirmar caso não haja uma restrição muito grande da demanda interna, que ainda absorve entre 75% e 80% da nossa produção”, observa Souza Dias. “Ainda não está claro como a pandemia vai afetar o consumo de carne bovina, pois se por um lado havia a sinalização de afrouxamento das restrições, com a reabertura de restaurantes e food services, por outro a escalada de novos casos nos últimos dias tem revertido esse quadro”, acrescenta.

Fonte: Sistema FAEP
Continue Lendo

Notícias Mercado

Liquidez interna aumenta em junho, e cotações da carne de frango sobem novamente

Vendas internas de carne de frango se aqueceram em junho, contexto que elevou as cotações de todos os produtos de origem avícola de corte

Publicado em

em

Arquivo/OP Rural

As vendas internas de carne de frango se aqueceram em junho, contexto que elevou as cotações de todos os produtos de origem avícola de corte. Segundo agentes colaboradores do Cepea, o menor poder de compra da população brasileira diante da crise gerada pela pandemia de covid-19 pode estar levando demandantes a migrarem para proteínas mais baratas, como o frango, em detrimento das carnes bovina e suína. Assim, mesmo durante a segunda quinzena de junho, quando tradicionalmente as cotações da proteína recuam, devido à menor liquidez, os preços seguiram firmes.

No atacado da Grande São Paulo, o frango inteiro congelado teve média de R$ 4,40/kg em junho, alta de 7,3% frente à do mês anterior. Para o produto resfriado, a valorização foi ainda maior, de 11,7%, com preço médio a R$ 4,42/kg em junho. Para os cortes negociados na Grande São Paulo, a maior alta nos preços de maio para junho foi observada para a asa de frango, que, segundo colaboradores do Cepea, tem oferta muito reduzida no mercado doméstico, visto que é um produto muito exportado, especialmente à China.

De maio a junho, a asa congelada se valorizou 15,7%, atingindo R$ 8,91/kg no último mês. No caso do produto resfriado, a alta foi de 12,3%, com média de R$ 8,96/kg. Além da demanda final aquecida, as medidas de ajuste da produção por parte tanto da indústria quanto de produtores no primeiro semestre de 2020 se mostraram eficientes em conter as desvalorizações que vinham ocorrendo.

Dessa forma, com o incremento na demanda, parte da indústria teve que aumentar a compra de novos lotes de frango vivo, impulsionando os preços. Na média das regiões de São Paulo, o animal foi cotado a R$ 3,42/kg em junho, forte avanço de 17,5% na comparação com maio.

Fonte: Cepea
Continue Lendo

Notícias Safra de inverno

Plantio de trigo no RS avança a 87% da área; ciclone afeta algumas regiões

Trabalhos têm ritmo levemente superior aos registrados na temporada passada

Publicado em

em

REUTERS

O plantio de trigo do Rio Grande do Sul atingiu 87% da área projetada para a safra, avanço de 13 pontos percentuais em relação à semana anterior, depois de um período de frio e chuva na maior parte do Estado, disse a Emater/RS na quinta-feira (02). A recente passagem de um ciclone extratropical pelo Sul do Brasil limitou trabalhos em algumas regiões do Estado, como a de Pelotas, embora a visão geral da Emater aponte para condições climáticas favoráveis à safra.

Os trabalhos têm ritmo levemente superior aos registrados na temporada passada, quando 84% da área havia sido plantada em igual período. A média histórica de cinco anos, por sua vez, aponta para semeadura de 83% neste momento. “De modo geral, as áreas já implantadas vêm apresentando bom desenvolvimento, com bom estande e sanidade das plantas”, afirmou o órgão do governo gaúcho em informativo conjuntural.

A Emater destacou que no momento os produtores monitoram eventuais pragas, doenças e ervas daninhas presentes nas lavouras. A entidade ressaltou que o plantio está praticamente concluído em regiões como Ijuí —onde são semeados cerca de 261 mil hectares—, Bagé e Santa Rosa, embora fenômenos meteorológicos tenham afetado algumas áreas do Estado.

Um ciclone bomba passou pelo Rio Grande do Sul na terça-feira (30), com fortes ventos, chuvas e grande rastro de destruição. O plantio de trigo na região de Pelotas, por exemplo, foi paralisado em função da alta umidade do solo.

A Emater estima que 915,7 mil hectares sejam semeados com trigo no Estado neste ano, alta de 20,3% ante o ano passado. As projeções iniciais indicam ainda uma produção de 2,19 milhões de toneladas, queda de 2,14% no ano ano, devido a menores rendimentos.

Fonte: Reuters
Continue Lendo
Farma Talks- Farmabase

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.