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Notícias Produção

USDA reduz estimativa para produção de milho dos EUA aquém do esperado

Governo norte-americano ainda reduziu sua perspectiva para a produção de soja abaixo da média das expectativas

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Arquivo/OP Rural

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) reduziu na quinta-feira (10) sua estimativa para a safra de milho do país em volume menor do que analistas imaginavam, com as expectativas de produtividade vistas como robustas após o tempo bom impulsionar o desenvolvimento da cultura em setembro. A queda na demanda pelo milho do país devido à ampla oferta global, porém, manterá grandes os estoques norte-americanos do grão, acrescentou o relatório de oferta e demanda do órgão.

Em reação aos dados, os contratos futuros do milho em Chicago caíram cerca de 3,5%. “Há muito mais milho do que imaginávamos que haveria”, disse Tomm Pfitzenmaier, analista da Summit Commodity Brokerage. “Isso complica tudo para o mercado do milho, considerando a demanda que temos —ou melhor, que não temos.”

O governo norte-americano ainda reduziu sua perspectiva para a produção de soja abaixo da média das expectativas do mercado, com as previsões para área colhida e rendimentos sendo menores que as vistas há um mês.

O contrato novembro da soja, futuro mais ativo da oleaginosa na bolsa de Chicago, chegou a avançar mais de 3,75 centavos de dólar, mas terminou com poucas alterações.

O USDA estimou a safra de milho dos EUA em 13,779 bilhões de bushels, com uma produtividade média de 168,4 bushels por acre, enquanto a produção de soja foi vista em 3,55 bilhões de bushels, com rendimento médio de 46,9 bushels por acre.

Alguns analistas disseram esperar que a previsão para o milho caia mais no próximo relatório, com uma tempestade atingindo as regiões oeste e norte do Meio-Oeste dos EUA, o que pode causar danos à cultura nos próximos dias.

Ao longo da temporada de cultivo, agricultores criticaram as estimativas de colheita do USDA por serem muito altas, afirmando que as previsões do governo não refletiam o clima adverso que a safra enfrenta desde o plantio.

De acordo com a média das estimativas de uma pesquisa da Reuters, analistas previam a produção de milho em 13,684 bilhões de bushels, com produtividade de 167,5 bushels por acre, e a safra de soja em 3,583 bilhões de bushels, baseada em rendimento de 47,3 bushels por acre.

Há um mês, a produção de milho era estimada pelo USDA em 13,799 bilhões de bushels, com rendimento médio de 168,2 bushels por acre. Já a soja tinha safra projetada em 3,633 bilhões de bushels, com produtividade média de 47,9 bushels por acre.

O USDA também diminuiu sua projeção para os estoques finais de milho em 2019/20 em 11,9%, para 1,929 bilhão de bushels, devido principalmente a menores estoques de passagem, aproximando-se do patamar mais alto das estimativas de analistas.

Pelo lado da demanda, o órgão reduziu suas projeções para a exportação de milho em 150 milhões de bushels, para 1,9 bilhão de bushels, enquanto a previsão de demanda pelo setor do etanol foi diminuída em 50 milhões de bushels, para 5,4 bilhões de bushels.

Fonte: Reuters
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Notícias Mercado

Após negociações comerciais com os EUA, China avança em compras de soja do Brasil

Embora Brasil seja maior fornecedor de soja para China, grandes compras são incomuns nesta época do ano

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Ivan Bueno/APPA

Os importadores chineses estão ocupados realizando novas compras de soja do Brasil nesta semana, apesar do anúncio da Casa Branca de que a China concordou em comprar até US$ 50 bilhões em produtos agrícolas dos Estados Unidos anualmente durante as negociações comerciais ocorridas na semana passada.

Dois operadores disseram que a China encomendou pelo menos oito carregamentos, ou 480 mil toneladas, com valor de 173 milhões de dólares, de soja brasileira desde segunda-feira (14). Embora o Brasil seja o maior fornecedor de soja para a China, grandes compras do produto brasileiro são incomuns nesta época do ano.

A falta de compras dos EUA até aqui nesta semana mostra que a China não tem pressa para adquirir produtos norte-americanos após a fase 1 do acordo comercial, anunciada na semana passada e que o presidente dos EUA, Donald Trump, espera que seja assinada no próximo mês.

Trump disse no Twitter no domingo (13) que a China já começou a fazer compras agrícolas nos EUA. No entanto, três exportadores de soja norte-americana disseram que não houve vendas dos EUA para a China desde as negociações da semana passada em Washington, e que nenhuma compra chinesa foi confirmada pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês). “Eu não tive nenhuma sondagem sobre (embarques dos) EUA”, disse um dos exportadores. “Havia alguns barcos para novembro comprados no Brasil e vários outros da nova safra sul-americana, mas nada aqui.”

Outro exportador dos EUA disse que uma queda no valor da soja brasileira gerou nova demanda de compradores que por mais de um ano foram incapazes de importar lucrativamente o produto norte-americano, a não ser que contassem com isenções tarifárias.

As empresas estatais Cofco e Sinograin, que estão isentas das taxas retaliatórias de 25% sobre as importações dos EUA, têm “pouco apetite” para comprar, a menos que os preços nos EUA caiam ainda mais, disse um segundo exportador norte-americano.

Antes da guerra comercial, a China importava a maior parte de sua soja nos EUA entre outubro e janeiro e voltava-se para a América do Sul por volta de fevereiro.

Os preços da soja dos EUA carregada para a China nos terminais da Costa do Golfo, para novembro e dezembro, neste momento estão perto da paridade com os preços brasileiros. Mas quando os valores da soja dos dois principais fornecedores são semelhantes, os importadores chineses tendem a favorecer o grão brasileiro devido ao seu maior teor médio de proteínas.

A importadora chinesa Hopefull Grain & Oil comprou 10 carregamentos de soja brasileira na semana passada, antes das negociações entre EUA e China, e pelo menos outras três cargas nesta semana, disseram duas fontes comerciais.

A Wilmar também esteve entre as compradoras, com cerca de cinco a seis carregamentos adquiridos do Brasil nesta semana, de acordo com um exportador dos EUA e dois traders, um deles com base em Pequim e um trabalhando em uma trading chinesa. Hopefull e Wilmar se recusaram a comentar.

Acredita-se que nas recentes ondas de aquisições, as empresas tenham usado suas isenções para compras dos EUA sem tarifas, disseram um exportador e um importador chinês.

O assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, reconheceu na quinta-feira que o “compromisso sério” da China para comprar até 50 bilhões de dólares em produtos agrícolas dependeria em parte de empresas e condições de mercado.

Fonte: Reuters
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Notícias Capacitação

Peste suína clássica é tema de seminário para produtores da região de Concórdia

Capacitação acontece na próxima terça-feira (22), às 14 horas, no auditório da ACCS

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Jairo Backes/Embrapa

Suinocultores da região estão convidados para um seminário de atualização sobre peste suína clássica (PSC) que acontece na próxima terça-feira (22), às 14 horas, no auditório da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) em Concórdia. Representantes da Embrapa Suínos e Aves, ACCS e Cidasc vão esclarecer dúvidas sobre a doença e conscientizar sobre a importância de redobrar os cuidados com a sanidade dos animais.

Recentemente, no dia 8 deste mês, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento confirmou um foco de PSC no município de Traipu, Alagoas, em uma propriedade de criação extensiva sem vínculo com sistemas tecnificados ou de reprodução de suínos. O foco se encontra muito próximo a Sergipe, um dos 15 estados (com Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Bahia, Tocantins, Rondônia e Acre), além do Distrito Federal, considerados zona livre de PSC no Brasil e responsáveis por toda a exportação nacional de carne suína e de produtos derivados.

O pesquisador da Embrapa Nelson Morés vai apresentar o que é a peste suína clássica, enquanto os representantes da Cidasc irão abordar o trabalho feito nas barreiras sanitárias para evitar a entrada de enfermidades em Santa Catarina e a ACCS vai detalhar quais são as consequências caso o estado perca a certificação de zona livre da doença, o que pode causar enorme prejuízo para a economia catarinense.

A doença

A PSC é uma doença de notificação obrigatória no Brasil, que acomete somente suínos, não sendo transmitida ao ser humano ou outras espécies. Ela também não tem relação com a peste suína africana (PSA), enfermidade sem registro nas últimas décadas no Brasil e que tem dizimado criações na Ásia.

A Embrapa disponibiliza uma nota técnica sobre como evitar a disseminação da peste suína clássica em seu portal na internet.

Fonte: Embrapa Suínos e Aves
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Notícias Código Florestal Brasileiro

Bolsonaro sanciona lei que retorna prazo para adesão ao PRA

De acordo com o texto, somente proprietários rurais que se registrarem no CAR até 31 de dezembro de 2020 poderão aderir ao PRA

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Divulgação

O presidente Jair Bolsonaro sancionou  a lei que retorna o prazo para adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) no âmbito do Código Florestal Brasileiro e permite que produtores rurais tenham o direito a acessar os mecanismos de adequação à lei. Além disso, a medida torna permanente e obrigatória a inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR) das propriedades e posses rurais.

O texto foi publicado nesta sexta-feira (18) no Diário Oficial e estabelece ainda que somente os proprietários rurais que se registrarem no CAR até 31 de dezembro de 2020 poderão aderir ao PRA, o que deverá ser feito em até dois anos após inscrição no cadastro.

A Lei foi aprovada após ampla discussão no Congresso em uma articulação entre deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária e da Comissão Agroambiental. Sem a lei aprovada, o produtor rural estava em uma situação de insegurança tendo em vista que o prazo para adesão ao PRA se extinguiu em dezembro de 2018 e poderia comprometer a implementação do Código Florestal.

Com a nova redação, os produtores rurais terão segurança jurídica para a devida adequação à legislação. “O texto aprovado pelo Congresso contribui para a implementação do Código Florestal. A proposta contemplou boa parte das necessidades de adequação dos prazos do PRA bem como a obrigatoriedade de adesão ao CAR e sua perenidade”, afirmou João Adrien, chefe da assessoria Socioambiental do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A limitação do prazo de inscrição ao PRA inviabilizaria a regularização ambiental e traria um enorme prejuízo à agricultura e ao meio ambiente. Algumas regiões do país ainda não conseguiram a integral adesão dos produtores rurais ao PRA, principalmente pela insegurança jurídica que pairava sobre o código.

Essa situação foi solucionada com a publicação do acordão do Supremo Tribunal Federal quanto ao julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (Adins) do Código Florestal. Agora há um claro entendimento por parte dos órgãos estaduais e dos produtores quanto às regras para devida adequação à legislação.

Fonte: MAPA
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