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Notícias Internacional

USDA eleva estimativas de safra e estoques dos EUA e mundiais de milho

Estimativa de safra brasileira foi indicada em 101 milhões de toneladas, sem alterações

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Arquivo/OP Rural

O relatório de oferta e demanda de julho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado na segunda-feira (12), apontou elevação nos números estimados de produção e estoques americanos e mundiais para o milho. Isso trouxe pressão de baixa às cotações do cereal na Bolsa de Chicago (CBOT).

O USDA indicou que os Estados Unidos deverão colher 13,901 bilhões de bushels do cereal na temporada 2019/20, ante os 13,875 bilhões indicados em junho, enquanto o mercado apostava em um número de 13,164 bilhões de bushels. A produtividade média foi indicada em 169,5 bushels por acre, ante os 166 bushels indicados no mês passado. A área a ser plantada foi estimada em 90,0 milhões de acres (contra 91,7 milhões de acres em julho) e a área a ser colhida em 82,0 milhões de acres (ante 83,6 milhões).

O USDA prevê que os estoques finais da safra 2019/20 ficarão em 2,181 bilhões de bushels, ante os 2,010 bilhões de bushels apontados em junho, enquanto o mercado esperava um número de 1,603 bilhão de bushels.

As exportações foram indicadas em 2,050 bilhões de bushels, ante 2,150 bilhões de bushels ao número previsto no mês passado. O uso de milho para a produção de etanol foi indicado em 5,475 bilhões de bushels, ante 5,500 milhões em julho.

Mundo

A safra global 2019/20 foi estimada em 1.108,24 milhão de toneladas, contra 1.105,14 milhão de toneladas em julho. Os estoques finais da safra mundial 2019/20 foram projetados em 307,72 milhões de toneladas, contra as 298,92 milhões de toneladas apontadas em julho, enquanto mercado apostava em um número de 290,9 milhões de toneladas.

A estimativa de safra brasileira foi indicada em 101 milhões de toneladas, sem alterações. A Ucrânia teve sua projeção de safra apontada em 36,5 milhões de toneladas, acima das 34 milhões indicadas em julho. A produção da Argentina deve atingir 50 milhões de toneladas, sem alterações. A África do Sul teve a safra estimada em 14 milhões de toneladas, sem alterações. A China teve sua estimativa de produção mantida em 254 milhões de toneladas.

Fonte: Agência SAFRAS

Notícias

Brasil abre novos mercados no Vietnã e na Arábia Saudita para produtos agropecuários

Negociações sanitárias concluídas autorizam exportações de gordura bovina e heparina bovina, ampliando oportunidades para a cadeia pecuária e elevando para 527 o número de aberturas de mercado desde 2023.

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Foto: Claudio Neves

O governo brasileiro concluiu negociações sanitárias que permitirão a exportação de novos produtos agropecuários para o Vietnã e para a Arábia Saudita.

As autoridades sanitárias vietnamitas confirmaram o aceite para a exportação de gordura bovina do Brasil, o que amplia e diversifica oportunidades para a cadeia pecuária brasileira. Com cerca de 100 milhões de habitantes, o Vietnã é um dos principais destinos do agronegócio brasileiro, tendo importado mais de US$ 3,5 bilhões em produtos agropecuários nacionais em 2025, entre os quais se destacam milho, complexo soja, fibras e produtos têxteis.

Na Arábia Saudita, as autoridades sanitárias confirmaram a abertura de mercado para heparina bovina, anticoagulante utilizado em procedimentos e terapias clínicas. O país, com cerca de 34 milhões de habitantes, importou mais de US$ 2,8 bilhões em produtos agropecuários brasileiros no ano passado, com destaque para milho e para produtos do complexo carnes e do complexo sucroalcooleiro.

Com estes anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 527 novas oportunidades desde o início de 2023.

Tais resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Assessoria Mapa
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Notícias Em Dubai

Exportações de proteína animal impulsionam presença do Brasil na Gulfood 2026

Ação levará dezenas de agroindústrias para promover negócios e fortalecer laços durante uma das maiores feiras de alimentos do mundo

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Foto: Shutterstock

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), levará 22 agroindústrias brasileiras à Gulfood, uma das maiores feiras internacionais de alimentos do mundo, realizada entre os dias 26 e 30 de janeiro em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Focada em promover imagem, novos negócios e fortalecer as relações comerciais com mercados do Oriente Médio, em um dos principais hubs globais do comércio de alimentos halal, a ação organizada pela ABPA e ApexBrasil contará com a participação da Ad’oro Alimentos, Avenorte, Avine Alimentos, Avivar Alimentos, Bello Alimentos Ltda, BFB Foods, C.Vale Cooperativa Agroindustrial, Coasul Cooperativa Agroindustrial, Copacol – Cooperativa Agroindustrial Consolata, Coroaves, Frango Pioneiro, Granja Faria, GT Foods, Jaguá Frangos Ltda, Lar Cooperativa Agroindustrial, Netto Alimentos S.A, Pif Paf Alimentos S.A., Somave – Cooperativa Agroindustrial, SSA Alimentos, Villa Germania Alimentos, Vossko do Brasil Alimentos Ltda e Zanchetta Alimentos.

Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin:  “A Gulfood é uma vitrine fundamental para o relacionamento com compradores do Oriente Médio e de outras regiões” – Foto: Divulgação/Alimenta

A ABPA contará com um estande exclusivo com 432 metros quadrados, que foi projetado para apoiar as agendas comerciais das empresas, promover encontros com importadores, distribuidores e operadores do food service, além de reforçar o posicionamento institucional do setor brasileiro.

Um dos destaques do estande será o espaço de degustação, instalado na área central, com oferta de shawarma de frango, shawarma de pato e omeletes, valorizando a versatilidade da proteína animal brasileira e sua adequação aos hábitos de consumo da região.

Em 2026, a Gulfood será realizada simultaneamente em dois centros de exposições: o Dubai World Trade Centre e o Dubai Exhibition Center, ampliando a área do evento e a circulação de compradores internacionais.

“A Gulfood é uma vitrine fundamental para o relacionamento com compradores do Oriente Médio e de outras regiões. A presença das empresas brasileiras, com o apoio da ApexBrasil, fortalece a imagem do Brasil como fornecedor confiável de proteína animal, com produção alinhada aos mais altos padrões sanitários e às demandas dos mercados internacionais”, afirma o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

A participação integra o calendário de ações internacionais da ABPA e da ApexBrasil voltadas à promoção das exportações brasileiras de proteína animal, com foco em mercados estratégicos e no fortalecimento da imagem do Brasil como fornecedor de alimentos seguros e de qualidade.

Emirados Árabes Unidos

País-sede da Gulfood, os Emirados Árabes Unidos foram o principal destino das exportações brasileiras de carne de frango de 2025. Ao todo, o país importou 479,9 mil toneladas, volume que superou em 5,5% o total exportado em 2024 – o que gerou uma receita de US$ 937,2 milhões no ano passado.

Fonte: Assessoria ABPA/ApexBrasil
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Notícias

Gargalos logísticos ameaçam oportunidades do acordo Mercosul-UE ao agro brasileiro

Expansão do comércio bilateral deve elevar o volume de cargas e pressionar corredores logísticos já operando no limite.

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Foto: Claudio Neves

O acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul surge como um dos movimentos mais relevantes para redefinir o mapa das exportações brasileiras na próxima década. Ao ampliar o acesso a mercados e estimular o fluxo bilateral de mercadorias, o tratado abre espaço para o crescimento das vendas externas de commodities brasileiras e para a entrada de produtos industrializados europeus no país. No entanto, o avanço comercial pode expor, de forma ainda mais evidente, os gargalos crônicos da infraestrutura nacional.

Na avaliação da Macroinfra, o acordo funciona como um verdadeiro teste de estresse para o sistema logístico brasileiro. Sem investimentos consistentes em portos, rodovias e ferrovias, o risco é que a expansão do comércio se traduza em congestionamentos, atrasos e aumento de custos. “O risco é ver o ganho competitivo conquistado nas negociações se perder nos atrasos e custos adicionais”, afirma o empresário Olivier Girard.

Empresário Olivier Girard: “A infraestrutura do país está preparada para essa nova realidade ou veremos os ganhos do acordo se perderem nos gargalos dos portos e das estradas e ferrovias?”

A perspectiva de um aumento expressivo no fluxo de mercadorias recoloca no centro do debate a capacidade do país de sustentar esse crescimento. A questão, segundo Girard, não é apenas produzir mais, mas conseguir escoar com eficiência. “A infraestrutura do país está preparada para essa nova realidade ou veremos os ganhos do acordo se perderem nos gargalos dos portos e das estradas e ferrovias?”, questiona.

Um estudo realizado pela Macroinfra traça um diagnóstico detalhado dos desafios da logística brasileira no agronegócio, especialmente no transporte de produtos em granéis. O levantamento aponta que o Brasil deve passar a exportar cerca de 58,8 milhões de toneladas adicionais de granéis agrícolas nos próximos dez anos, o que traz implicações diretas sobre a necessidade de investimentos em transporte e logística. “O país está cada vez mais exportando, em um cenário de crescimento incessante, seja por ferrovias, hidrovias, rodovias e portos. Mas, ao mesmo tempo, a velocidade de investimento nos projetos existentes de novos corredores logísticos não está acompanhando a dinâmica do crescimento de produção e exportação do setor”, ressalta Girard.

Segundo o estudo, a pressão sobre a infraestrutura já é uma realidade. A demanda por exportação de granéis agrícolas deve atingir a capacidade atual dos principais portos exportadores até 2028.

Em alguns casos, esse limite já foi superado, ultrapassando o patamar de segurança operacional de 85%. “Já existe uma série de projetos em desenvolvimento, tanto portuários quanto ferroviários, porém muitos ainda estão na fase embrionária e precisam ser acelerados para terem mais chances de sair do papel e se tornarem realidade até 2033”, explica o empresário.

Foto: Geraldo Bubniak

Os impactos do acordo entre União Europeia e Mercosul tendem a se manifestar primeiro nos pontos mais sensíveis do sistema. Portos do Sudeste e terminais estratégicos do Arco Norte devem sentir a pressão imediata do aumento no volume de contêineres e granéis. As rodovias e ferrovias que alimentam esses corredores, muitas vezes já operando no limite, correm o risco de enfrentar congestionamentos crônicos, com reflexos diretos sobre custos e prazos de entrega.

Girard enfatiza que sem uma agenda consistente de investimentos e planejamento de longo prazo, o chamado “Custo Brasil” logístico pode consumir parte relevante da vantagem competitiva obtida nas mesas de negociação. “O acordo abre portas, mas a capacidade de atravessá-las dependerá, cada vez mais, do que acontece fora da porteira e ao longo dos corredores logísticos do país”, pontua.

Fonte: O Presente Rural com Macroinfra
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