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USDA corta estimativas de safras de milho e soja 2018/19 dos EUA

Apesar dos cortes, a safra da oleaginosa dos EUA ainda deve ser a maior da série histórica, enquanto a de milho deve ser a segunda maior já registrada

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu inesperadamente suas previsões para a produção de milho e soja dos EUA nesta quinta-feira (11), com o corte da safra de soja devido à uma área plantada menor, enquanto a colheita de milho diminui por uma produtividade mais baixa ante o esperado. A estimativa para produção de soja foi reduzida em relação ao considerado em setembro em decorrência de uma diminuição na área total de colheita em importantes Estados, como Illinois e Minnesota. Apesar dos cortes, a safra da oleaginosa dos EUA ainda deve ser a maior da série histórica, enquanto a de milho deve ser a segunda maior já registrada.

A safra de milho foi vista em 14,778 bilhões de bushels, com base em um rendimento médio de 180,7 bushels por acre, disse o governo em seu relatório mensal de oferta e demanda. A produção de soja foi fixada em 4,690 bilhões de bushels, com rendimentos médios de 53,1 bushels por acre. “Ainda é uma safra muito grande”, disse Bob Utterback, presidente da Utterback Marketing. “Não é tão ruim quanto nós pensamos que seria. Com os atrasos por causa da chuva, eu penso que o mercado vai assumir a posição de que (os rendimentos) poderiam diminuir um pouco.”

Analistas esperavam que a produção de milho fosse estimada em 14,872 bilhões de bushels, com o rendimento médio de 181,8 bushels por acre, e a safra de soja a 4,733 bilhões de bushels, com a produtividade em 53,3 bushels por acre, com base na média de previsões em pesquisa da Reuters. Em setembro, o USDA previa uma safra de milho de 14,827 bilhões de bushels e uma de soja de 4,693 bilhões de bushels.

Os contratos futuros de milho e soja na Bolsa de Chicago, que foram negociados em território negativo pela maior parte da manhã, passaram a subir após o relatório. “Isso faz você pensar o que aconteceria se a produtividade caísse ainda mais, especialmente com o tempo que estamos tendo”, disse Ted Seifried, estrategista-chefe de mercados agrícolas na corretora Zaner Group.

O USDA estimou a área total de soja nos EUA a 88,348 milhões de acres, e a área de milho a 81,767 milhões. O USDA aumentou a previsão para os estoques finais de milho na temporada 2018/19 para 1,813 bilhão de bushels e o total acumulado de soja para 885 milhões de bushels, ambos abaixo das estimativas de analistas. Se a previsão se tornar realidade, os estoques finais da oleaginosa serão os maiores já registrados. As reservas de trigo dos EUA foram revistas para 956 milhões de bushels, ante 935 milhões.

Fonte: Reuters

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Notícias Sanidade

ABPA e DIPOA promovem encontro sobre inspeção

Será apresentado o sistema de treinamento na inspeção ante e post mortem de aves e suínos

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Divulgação/Agrostock

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura (DIPOA/MAPA) realizam ao longo desta semana um encontro conjunto para tratar sobre temas do sistema de inspeção do setor de proteína animal. A programação do evento, iniciada na segunda-feira (18), segue até sexta-feira (22), em São Paulo, SP.

Na ocasião, será apresentado o sistema de treinamento na inspeção ante e post mortem de aves e suínos. Além disso, também serão discutidas as ações e procedimentos de verificação oficial dos controles em estabelecimentos produtores de carne e suínos. Participam do encontro técnicos das agroindústrias produtoras e exportadoras e auditores fiscais do Ministério da Agricultura.

“Este é um trabalho que tem como princípio o fortalecimento do trabalho pela qualidade e a reconstrução da imagem do setor produtivo, seguindo todos os parâmetros legais em uma parceria do setor público e da iniciativa privada.  Esperamos realizar, em breve, novos eventos com o mesmo objetivo”, ressalta Francisco Turra, presidente da ABPA.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado Leiteiro

Estoques reduzidos e menor produção elevam preço do UHT

Altas estiveram atreladas aos estoques, que continuam controlados, e à redução da produção por parte de alguns laticínios

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O preço do leite UHT negociado no atacado do Estado de São Paulo subiu 0,24% entre as duas últimas semanas, fechando com média de R$ 2,4357/litro no período entre 11 e 15 de fevereiro. Conforme colaboradores do Cepea, as altas estiveram atreladas aos estoques, que continuam controlados, e à redução da produção por parte de alguns laticínios.

Apesar da valorização, as negociações entre laticínios e atacados permaneceram baixas. Já o queijo muçarela se desvalorizou 0,83% na mesma comparação, fechando com média de R$ 17,2862/kg entre 11 e 15 de fevereiro. Quanto à liquidez no mercado deste derivado, permaneceu estável no período.

Fonte: Cepea
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Notícias No Paraná

Trigo pode ser boa alternativa ao produtor na 2ª safra

Como o clima está favorável, os preços e custos de produção irão balizar tomada de decisão dos agricultores

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Divulgação/SECS

Com o avanço da colheita dos grãos de verão no Paraná, triticultores do Estado já planejam a divisão das áreas de semeio na segunda safra. Como o clima está favorável ao desenvolvimento tanto do trigo quanto do milho, os preços e custos de produção é que irão balizar a tomada de decisão dos agricultores por um ou outro.

Segundo dados da equipe de custos agrícolas do Cepea, em Cascavel, PR, o custo operacional de produção do milho 2ª safra foi calculado em R$ 2.822,54/hectare, contra R$ 1.901,03/ha para o trigo. A produtividade média das últimas três safras foi de 93 sacas/ha para o milho e de 49 sc/ha para o trigo, de acordo com dados do Deral/Seab.

Considerando-se os valores médios de venda em janeiro/19, as receitas geradas seriam de R$ 2.724,08/ha para o milho e de R$ 2.343,38/ha para o trigo. Portanto, a receita obtida com a cultura do trigo foi suficiente para saldar os custos operacionais e gerar margem positiva ao produtor, de R$ 442,35/ha. Já a receita obtida com o milho 2ª safra não foi suficiente para cobrir o total de desembolsos, resultando em margem negativa ao produtor, de R$ 98,46/ha.

Fonte: Cepea
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