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USDA anuncia vendas de soja e trigo branco para a China

China fechou negócios para a aquisição de mais de 3,25 milhões de toneladas de soja dos EUA desde o início de setembro

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Ivan Bueno/APPA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) reportou mais compras de soja norte-americana pela China na quinta-feira (03), segundo dia consecutivo com confirmações de vendas ao maior importador mundial da oleaginosa, que também realizou uma rara aquisição de trigo branco dos EUA.

A confirmação da venda de soja vem após uma onda de compras por importadores chineses no início desta semana, que fontes disseram chegar a 2 milhões de toneladas, em embarques isentos das altas tarifas retaliatórias impostas a produtos norte-americanos.

A China acelerou a compra de produtos agrícolas dos EUA, especialmente de soja, antes das negociações comerciais de alto nível que devem começar no início da próxima semana. As conversas visam encerrar uma guerra comercial que já dura 15 meses e afetou mercados e exportações agrícolas dos EUA.

O USDA disse que exportadores privados venderam 252 mil toneladas de soja norte-americana à China para embarques no ano comercial de 2019/20, iniciado em 1º de setembro, um dia após confirmar vendas de 464 mil toneladas.

A China fechou negócios para a aquisição de mais de 3,25 milhões de toneladas de soja dos EUA desde o início de setembro, de acordo com dados do USDA.

O USDA também reportou na quinta-feira vendas de 130 mil toneladas de trigo branco norte-americano à China para embarques em 2019/20. Trata-se da primeira compra pela China da variedade, utilizada na fabricação de pães e massas de macarrão, desde março, e sua maior aquisição única desde dezembro de 2016, mostraram dados do USDA.

Fonte: Reuters
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Notícias Mercado

Cadeia produtiva da carne otimista

Exportações aceleram em 2020

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Otimismo com o desempenho da agricultura e do agronegócio catarinense e brasileiro é o que manifesta o presidente da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (FAESC) José Zeferino Pedrozo que, entretanto, alerta para a necessidade de assegurar o abastecimento de milho.

“Não há dúvidas de que o ano será excelente para exportação das carnes brasileiras. Porém, vamos precisar de muito milho e esse grão estará mais caro em 2020 em razão do comportamento do clima e de outros fatores”, expõe Pedrozo. Lembra que Santa Catarina é a maior importadora do grão entre todas as unidades da Federação.

Em face das volumosas exportações (mais de 40 milhões de toneladas foram enviadas ao exterior no ano passado), da seca no sul e do atraso no plantio, o  presidente da FAESC prevê que deve faltar milho ainda neste primeiro semestre. “O cenário é preocupante porque, da demanda total, 96% destinam-se à nutrição animal, principalmente dos plantéis de aves e suínos”, expõe o dirigente.

O mercado interno ficará dependente da segunda safra (a “safrinha”), a ser colhida em julho, que responde por 70% da produção total de milho. A safra dependerá totalmente do clima e, se as chuvas não forem suficientes, o quadro de oferta e demanda ficará extremamente desequilibrado. A agroindústria espera que a segunda safra de milho garanta o abastecimento no segundo semestre, regularizando o cenário de oferta.

O otimismo da FAESC para este novo decorre de vários fatores. Um deles é o fato de o Fundo Monetário Internacional (FMI) ter revisado para cima a previsão de crescimento do Brasil para 2020, de 2,0% para 2,2%, ao atualizar o documento Perspectivas Econômicas Mundiais. De acordo com o FMI, a elevação da estimativa do PIB do Brasil para este ano ocorreu, sobretudo devido melhoria das expectativas após a aprovação da reforma da Previdência Social e a disposição do Governo em enviar ao Congresso os projetos de reformas tributária e administrativa.

 

PROJEÇÕES

Por outro lado, a cadeia produtiva do segmento de carnes faz projeções otimistas para 2020, embaladas pelo consumo crescente na Ásia. Há consenso de que é possível crescer em ritmo semelhante ao de 2019, mesmo que a China (maior importadora de carne brasileira) tenha planos de retomar sua produção de suínos após o surto de Peste Suína Africana (PSA).

Pedrozo observa que “reorganizar e recompor a produção leva muito tempo e a Ásia inteira precisa de muita carne”. Por outro lado, é crescente o número de habitantes com capacidade de consumo, o que só aumenta a demanda chinesa por proteínas. Em 2020 novos frigoríficos devem ser habilitados a exportar aos chineses. Novos mercados do continente asiático comprarão a carne brasileira, como o Vietnã, que aumentou 82,6% as suas importações de carne suína em 2019.

A cadeia produtiva da carne registrou crescimento em todos os indicadores do ano passado: receita, volume e preços, favorecidos pelo câmbio elevado. A carne suína embarcada ao exterior chegou a 750,3 mil toneladas ao longo de 2019 (alta de 16,2%), com faturamento de 1,5 bilhão de dólares (alta de 31,9%), números que representaram um recorde na exportação do produto. Quanto à carne de frango, o país exportou 4,2 milhões de toneladas (alta de 2,8%) e obteve uma receita de 6,9 bilhões de dólares (alta de 6,4%).

No ramo da carne bovina, o otimismo é semelhante, com crescimento de 10% a 15% nos embarques, tanto em receita quando em volume. Entre os novos mercados previstos estão Canadá, Coréia do Sul, México e Turquia. A liberação da carne com osso para o gigante asiático também está em discussão. Em 2019, as exportações alcançaram 1,8 milhão de toneladas e a receita chegou a 7,5 bilhões de dólares, números 12,4% e 15,5% mais altos que os de 2018, respectivamente. Os chineses compraram 494 mil toneladas, 26,7% do total.

As importações de carne suína pela China, que já foram recorde em 2019, devem ser ainda maiores neste ano, de acordo com projeção do Rabobank. O recorde de importação do ano passado deve ser facilmente superado em 2020. A produção de carne suína na China deve cair cerca de 15% em 2020. Em 2019, o recuo foi de 25%. Parte do recuo este ano seria porque o país está retendo mais matrizes para reprodução. O Rabobank projeta que parte do consumo chinês de carne suína deve migrar permanentemente para outras proteínas, em especial a de frango. Até a chegada com força da PSA entre 70% 80% da carne consumida pela China era suína, porcentual que deve ficar na casa dos 60%. Em outros países do sudoeste da Ásia também pode haver mudança permanente. A necessidade por proteína animal nesses países deve beneficiar os principais produtores, em especial Europa, Estados Unidos e Brasil.

José Zeferino Pedrozo, presidente do Sistema Faesc/Senar

Fonte: MB Comunicação
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Notícias Sanidade

Santa Catarina completa 20 anos sem vacinação contra febre aftosa

Bovinos e bubalinos existentes em Santa Catarina não recebem vacina contra a Febre Aftosa desde o ano de 2000

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Neste ano de 2020, Santa Catarina completa duas décadas sem vacinar os rebanhos bovinos contra a Febre Aftosa. Essa medida foi decisiva para a obtenção do status sanitário de área livre da aftosa sem vacinação, conquista que contou com cooperação do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (ICASA).

O conselheiro técnico do ICASA Gerson Catalan relata que para atingir determinado status sanitário são necessários alguns requisitos, entre eles a quantidade de pessoas envolvidas no programa e ligadas ao Serviço Oficial. Tudo começou quando a auditoria da União Europeia em 2002 constatou que o Estado de Santa Catarina não possuía estrutura física de pessoas suficiente diante das exigências sanitárias do mercado europeu. Era insuficiente o número de médicos veterinários e de auxiliares administrativos para atender as demandas dos produtores rurais no cumprimento das obrigações legais relacionadas à defesa sanitária animal.

Diante das exigências apresentadas pela missão europeia foi criado o ICASA em comum acordo com os órgãos públicos e a iniciativa privada, como instituição de apoio ao serviço de defesa sanitária oficial do Estado, disponibilizando pessoal, estrutura e equipamentos de forma a suprir as necessidades estruturais e de recursos humanos verificadas, sempre na condição complementar de apoio ao Serviço Oficial.

Dentro do Sistema Único de Atenção à Sanidade Agropecuária (SUASA) em Santa Catarina, o ICASA contribui para a manutenção do status sanitário catarinense por meio de atividades que consistem no auxílio dos produtores rurais na emissão de documentos para a movimentação de animais (Guia de Transporte de Animais – GTA), movimentação do cadastro das propriedades rurais, visitas aos estabelecimentos com produção animal por meio do seu corpo técnico (médicos veterinários), fornecimento e controle de brincos de identificação animal, dentre outras atividades de apoio.

O corpo técnico do ICASA realiza por ano, aproximadamente, 50 mil visitas orientativas às propriedades com criação de animais. Por outro lado, os auxiliares administrativos lotados nos escritórios regionais do Instituto (geralmente junto aos Sindicatos Rurais) efetuam, em média, mais de 50 mil atendimentos a produtores por mês. São, também, atribuições do corpo técnico do ICASA atividades de educação sanitária nas comunidades rurais catarinenses, escolas e outros. A coordenação de defesa sanitária em Santa Catarina é realizada pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC), indiretamente incluindo o ICASA que tem convênio com Secretaria de Agricultura de Santa Catarina para apoio ao serviço de defesa sanitária animal.

Portanto, a participação do ICASA nos resultados obtidos por Santa Catarina em relação ao status sanitário se dá na complementação das atividades do serviço Oficial. O ICASA está presente nos relatórios das missões internacionais que auditam o SUASA e tem suas unidades reconhecidas como EAC (escritórios de atendimento à comunidade) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Duas décadas

Os bovinos e bubalinos existentes em Santa Catarina não recebem vacina contra a Febre Aftosa desde o ano de 2000. O Estado foi certificado como zona livre sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) em 2007, ou seja, os animais não são vacinados há 20 anos. Isso faz com que não tenham nenhuma imunidade contra o vírus da febre aftosa, o que significa que são altamente susceptíveis a serem acometidos pela enfermidade caso tenham contato com o vírus da doença.

Para manter o status sanitário, em razão de não ter o rebanho bovino e bubalino qualquer imunidade em relação à Febre Aftosa, há necessidade de todos os esforços para que os animais nascidos e criados em Santa Catarina não tenham contato com bovinos ou bubalinos oriundos de outros Estados ou países que possam contaminar os rebanhos em território barriga-verde.

Além do risco de contágio, existem condições normativas e burocráticas que impedem a entrada de animais com traços de anticorpos em território catarinense, pois, a simples identificação de animais com essa característica coloca em dúvida a condição do rebanho e, consequentemente, o status sanitário do Estado.

As ações para evitar que isto aconteça são realizadas por meio das barreiras fixas e móveis, vistorias nas propriedades, conscientização de toda a sociedade dos riscos apontados e a identificação do rebanho por meio da brincagem.

Outros Estados e países estão se habilitando para se tornarem livres de febre aftosa sem vacinação, mas as identificações dos animais não serão feitas de maneira individual como em Santa Catarina, não permitindo saber se bovinos ou bubalinos vindo de outros Estados ou países nasceram e foram realmente criados conforme atestam os documentos de trânsito de animais.

Após Santa Catarina atingir os requisitos para ser reconhecida pelo Ministério da Agricultura como área livre de febre aftosa sem vacinação, era necessário, também o reconhecimento pela OIE, ou seja, a comunidade internacional aceitar esta condição.

Para atingir este objetivo, o Serviço Veterinário Oficial contratou uma auditoria internacional que recomendou o uso de brincos individuais nos bovinos e bubalinos com fundamento no sistema de identificação e registro de bovinos. Diante desta recomendação, o Governo do Estado editou a Portaria SAR 44/2006 de 18 de dezembro de 2006 que exige a identificação individual de bovinos em território catarinense, confiando a responsabilidade pela execução dessa normativa à CIDASC.

A identificação e rastreabilidade animal são ferramentas para tratar da saúde animal (incluindo zoonoses) e questões de segurança alimentar. Essas ferramentas podem melhorar significativamente a eficácia de atividades como: gerenciamento de surtos de doenças e incidentes de segurança alimentar, programas de vacinação, criação de rebanhos, zoneamento ou compartimentação, vigilância, sistemas de resposta e notificação antecipada, controle de movimento de animais, inspeção, certificação, práticas justas no comércio e utilização de medicamentos veterinários, alimentos para animais e pesticidas no nível da propriedade.

A identificação individual de bovinos e bubalinos serve como um registro próprio de cada animal, permitindo que se saiba por meio dos controles existentes onde eles nasceram, quem são seus pais, data de nascimento e, por meio das guias de transporte animal, saber seu paradeiro em tempo real que pode ser a propriedade de origem ou outra propriedade por transferência, ter conhecimento do abate ou óbito na propriedade.

Este procedimento permite saber – em vistorias sanitárias nas propriedades, nos abatedouros ou em barreiras volantes – se estes animais nasceram em Santa Catarina, pois, não é permitido o ingresso no Estado de bovinos ou bubalinos vivos oriundos de outros Estados ou países. Por outro lado, qualquer meio de identificação diverso não permite que se saiba a origem de determinado bovino ou bubalino, pois, não propicia saber onde ele nasceu ou de onde veio anteriormente.

A mais temida

Catalan assinala que a Febre aftosa é uma das mais temidas doenças dos grandes animais, a sua existência impede a comercialização de outras espécies, quer na forma viva ou de seus produtos cárneos e industrializados. Contudo, não é a única enfermidade a se preocupar.

Santa Catarina é livre de outras doenças que acomete bovinos/bubalinos, suínos e aves e, também, mantém níveis muito baixos de animais contaminados por tuberculose e brucelose, não sendo permitido o uso de vacina para estas enfermidades. A única exceção é, em caso de focos, desde que sob orientação e permissão do Serviço Veterinário Oficial, Cidasc.

Essa é outra razão para que Santa Catarina mantenha o controle de entrada de bovinos e bubalinos, permitindo somente o ingresso de animais com identificação individual, caso contrário poderá correr o risco de permitir a entrada de animais contaminados com estas doenças ou vacinados contra a brucelose, dificultando a eliminação desta doença. Este é o novo esforço desenvolvido pelo serviço de defesa sanitária animal que inclui o serviço Oficial de Santa Catarina, CIDASC, MAPA, ICASA, iniciativa privada, produtores, enfim por toda a sociedade.

Dados do MAPA referente à prevalência de rebanhos positivos para brucelose e tuberculose bovina nas unidades da Federação, em 2016, atestam que Santa Catarina possui 0,22% para tuberculose e 0,50% para brucelose, enquanto os demais Estados não possuem prevalência inferior a 1%. Destaca-se que Estados vizinhos possuem prevalência superior a 2%, havendo regiões acima de 30% para tuberculose e 9% para brucelose.

Estes são desafios de Santa Catarina para elevar o status sanitário dos rebanhos, além de trabalhar fortemente em relação ao meio ambiente e bem-estar animal que são programas que estão em estágios avançados.

Fonte: Assessoria
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Notícias Tecnologias

2º Show Rural Digital Coopavel abre inscrições para o hackathon

Hackathon é uma maratona de tecnologia que, no SRD, buscará soluções a problemas do agronegócio

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Equipes interessadas em participar do hackathon do Show Rural Digital 2020 devem se apressar. As inscrições já podem ser feitas no site http://showrural.com.br/digital/ . A maratona de tecnologia foi a grande atração da primeira edição do evento, em fevereiro de 2019. A equipe vencedora ganhou como prêmio uma visita técnica ao Vale do Silício, na Califórnia, nos Estados Unidos.

Para o evento agendado para os dias 3 e 4 de fevereiro próximos, na Arena Hackathon Celepar, serão inscritas 15 equipes com cinco integrantes cada. A equipe deverá ser assim composta: 1 cooperado da Coopavel (sócio com matrícula vigente ou familiar de cooperado), 1 designer (de produto ou serviços), 1 profissional da área de negócios (administrador ou profissional de marketing) e 2 desenvolvedores/programadores (técnico em software ou hardware).

As atividades terão início às 8h do dia 3 de fevereiro e seguirão de forma ininterrupta até que todas as fases das atividades propostas sejam cumpridas. Na primeira edição, os integrantes das equipes inscritas cumpriram as tarefas em 36 horas ininterruptas. Eles terão de desenvolver, usando os conhecimentos de suas formações acadêmicas e ferramentas da tecnologia e inovação, soluções para problemas do agronegócio.

Premiação

A premiação às três equipes melhor colocadas, de acordo com análise de um júri especialmente formado, será em dinheiro ao segundo e terceiro colocados e uma viagem internacional, a um ecossistema de tecnologia, ao vencedor – a cidade ainda está em definição.

O coordenador geral do Show Rural Digital, José Rodrigues da Costa Neto, informa que o hackathon buscará extrair o melhor dos participantes para situações e desafios comuns enfrentados em áreas da cadeia do agronegócio.

A exemplo do que ocorreu no ano passado, conforme Neto, a expectativa é que excelentes trabalhos sejam apresentados. O valor da inscrição para participar do hackathon é de R$ 120 por integrante da equipe. O Show Rural Digital terá inúmeras outras atrações, como Boot Camp (apresentação de startups a grupos de investimentos), Fórum de TI de Cooperativas do Brasil e Paraguai, Iguassu Valley Connect Show (fórum de inovação), Celepar Pitch Day, primeira reunião do Sistema Regional de Inovação de 2020, encontro do ecossistema Iguassu Valley, pitches e arena multiuso, com testes e apresentação de drones e veículos elétricos.

Fonte: Assessoria
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