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Universo da avicultura se encontra em Florianópolis nesta semana
13º Simpósio Técnico da ACAV apresenta as novidades tecnológicas e científicas do setor em três dias de evento

Inicia nesta terça-feira (4/10), em Florianópolis, o 13º Simpósio de Incubação, Matrizes de Corte e Nutrição – um dos maiores eventos científicos da agroindústria avícola mundial – organizado pela Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), reunindo cerca de 500 pessoas, entre pesquisadores, técnicos, dirigentes e empresários do setor. O evento prossegue até quinta-feira (6/10) no Centro de Eventos do Oceania Park Hotel, nos Ingleses, norte da Ilha de Santa Catarina. A programação contempla 12 palestras e 4 mesas-redondas.
As inscrições pelo site www.simposioacav.com.br podem ser realizadas até terça-feira (4/l0) e, a partir desta data, diretamente na secretaria do Simpósio. Esta edição de 2022 será híbrida, ou seja, em formato presencial e também com transmissão on-line.
O presidente da ACAV, Ricardo Castellar de Faria, ressalta que o agronegócio em geral e a avicultura em particular vêm sustentando a balança comercial. As indústrias se tornaram empresas globais pela sua competência em gestão. O setor gera empregos e riquezas para o País: o Brasil produziu 14,3 milhões de toneladas em 2021 (valor bruto de R$ 108,9 bilhões), exportou 4,6 milhões de toneladas para 151 países (divisas de US$ 7,6 bilhões) e proporcionou aos brasileiros um consumo per capita de 45,39 kg/habitante/ano (é uma das proteínas mais saudáveis e mais baratas). Santa Catarina e o Brasil estão alimentando o Planeta.
O coordenador geral Bento Zanoni expôs que o Simpósio reunirá proeminentes especialistas para abordagem dos temas mais atuais e relevantes de uma das maiores e mais avançadas cadeias produtivas do mundo – a avicultura industrial brasileira.
Acompanhe no Instagram da entidade: https://www.instagram.com/acavsc/.
PROGRAMAÇÃO GERAL
A programação inicia na terça-feira (4 de outubro) com o Pré-simpósio da empresa MSD (das 8h às 16h) e com o evento paralelo da empresa COBB, que trará inúmeras informações importantes entre 16h30 e 18h30.
A abertura oficial está prevista para as 19h. Logo em seguida, haverá a palestra sobre “Sustentabilidade do campo à mesa” com os dirigentes José Antonio Ribas Júnior (JBS), Ricardo Castellar de Faria (presidente da Acav) e Ricardo Santin (ABPA). Em seguida será servido o coquetel de confraternização.
Para o dia 5 (quarta-feira) estão agendadas seis palestras e duas mesas-redondas:
Das 8h30 às 9h – Desafios na capacitação de pessoas para a correta vacinação e erros comuns no processo, com a veterinária e palestrante MSc. Francilane Gomes.
Das 9h às 09h30 – Diagnósticos diferenciais de doenças da atualidade através de necropsias, com o palestrante Dr. Eduardo Muniz.
Das 9h30 às 10h – Bronquite infecciosa: um panorama após pandemia, com o palestrante internacional de renome para o tema no mundo, Dr. Sjaak de Wit.
Às 10h haverá Mesa-Redonda para abordagem dos temas do Bloco Sanidade com a participação dos três conferencistas. Das 10h30 às 11h haverá um intervalo.
Após o intervalo, nas próximas duas horas (11h às 13h), a empresa Aviagen promoverá palestras e a disseminação de um vasto conteúdo técnico.
Haverá intervalo das 13h às 15h para almoço.
As atividades serão retomadas às 15h com os nutricionistas responsáveis das casas genéticas com as seguintes palestras:
Das 15h às 15h30 – Pontos-chaves de manejo e atualização nutricional (Cobb) com o especialista do setor Vitor Hugo Brandalize.
Das 15h30 às 16h – Pontos-chaves de manejo e atualização nutricional (Hubbard) com Dr. James Samuel Bentley.
Das 16h às 16h30 – Pontos-chaves de manejo e atualização nutricional (Ross) com o zootecnista e mestre Emilio Eduardo Cura Castro.
Uma mesa-redonda sobre os temas do Bloco Nutrição reunirá estes debatedores no período das 16h30 às 17h.
A quarta-feira ainda conta com o evento paralelo da empresa Ceva, das 17h30 às 19h30 e após acontece o Solidariedade Fest.
QUINTA-FEIRA
Na quinta-feira (6 de outubro) as atividades iniciam às 8h30 com mais seis palestras e duas mesas-redondas. As palestras do dia serão as seguintes:
Das 8h30 às 9h – A importância fisiológica para as reprodutoras na qualidade da água, com a especialista Connie T. Mou.
Das 9h às 9h30 – A importância da qualidade dos ovos incubáveis para a qualidade da progênie, com o zootecnista e especialista Cláudio Carvalho.
Das 9h30 às 10h – Fatores que interferem no desenvolvimento embrionário e seus efeitos, nos problemas metabólicos e pós-eclosão, com Dr. Edgar O. Oviedo-Rondón.
A Mesa-Redonda sobre os temas do Bloco Manejo será realizada das 10h às 10h30 com os três palestrantes.
O lançamento de uma obra científica também faz parte da programação. Às 10h30, os doutores Edgar O. Oviedo-Rondón e Hugo Romero Sanchez farão o lançamento do livro Breeder Management And Nutrition Moving The Industry Forward (Nutrição e a gestão dos criadores impulsionando a indústria). Também haverá diálogo com os autores e sorteio de livros durante o lançamento.
Das 11h30 às 12h, um tema importante da atualidade mundial: Novos desafios na gestão de pessoas no Brasil e América Latina será abordado pelo Dr. Mário Penz.
Das 12h às 12h30, Thiago Pontes mostrará insights de como a inteligência artificial está mudando a produção de proteína animal.
Às 12h30 entra Jean Kurtz, com sua vasta experiência para falar sobre Inovação e tecnologia, o que há de novo na avicultura mundial.
Das 13h às 13h30, a última mesa-redonda debaterá o futuro da avicultura com as pautas do Bloco Inovação. O encerramento está previsto para as 13h30.

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Agro paranaense participa de manifesto por modernização da jornada de trabalho
Documento assinado pelo Sistema Faep reforça necessidade de diálogo social, dados e respeito às especificidades de cada setor.

O Sistema Faep assinou, ao lado de outras 93 entidades de diversos setores produtivos do agronegócio, indústria, combustíveis, construção, comércio, serviços e transportes, o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”. O documento propõe um debate amplo e técnico sobre eventuais mudanças na carga horária semanal. O texto destaca a necessidade de conciliar qualidade de vida com a manutenção do emprego formal, da competitividade e da produtividade da economia brasileira.
Leia o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”

Foto: SEAB
“É fundamental olharmos para esse debate com atenção e responsabilidade. Antes da tomada de qualquer decisão, é preciso promover um amplo debate envolvendo as entidades representativas dos setores produtivos e, principalmente, o aprofundamento dos detalhes fora do âmbito político”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Essa discussão precisa ser técnica, e não usada como ferramenta política para angariar votos em ano de eleição”, complementa.
O manifesto defende que mudanças estruturais envolvendo a jornada de trabalho sejam conduzidas com base em dados, diálogo social e diferenciação por setor, respeitando as particularidades das atividades econômicas. O Sistema FAEP reforça que o objetivo é garantir avanços sociais sem comprometer a sustentabilidade do emprego formal e a oferta de alimentos, preservando o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e bem-estar dos trabalhadores.
Estudo elaborado pelo Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP aponta que a redução da jornada de trabalho no modelo 6×1, com diminuição de 44 horas para 36 horas semanais, vai gerar um acréscimo anual de R$ 4,1 bilhões à agropecuária do Paraná. O levantamento considera 645 mil postos de trabalho no agro paranaense e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões. Com a mudança, seria necessária uma reposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, o que pode resultar na contratação de aproximadamente 107 mil novos trabalhadores para manter o atual nível de produção.
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Trigo safrinha ganha espaço no Cerrado e começa a ser semeado após a soja
Cultivo de sequeiro ajuda a diversificar a produção e pode render até 85 sacas por hectare em anos favoráveis.

O plantio do trigo de segunda safra, conhecido como trigo safrinha ou de sequeiro, começa neste início de março no Cerrado do Brasil Central. A cultura costuma ser semeada logo após a colheita da soja e aproveita as últimas chuvas da estação para se desenvolver sem necessidade de irrigação.
O sistema tem sido adotado por produtores da região por exigir investimento relativamente baixo e permitir o aproveitamento de áreas que ficariam em pousio. Além disso, o trigo ajuda a diversificar a produção e a quebrar o ciclo de pragas e doenças nas lavouras.
Mesmo com previsão de redução da área de trigo no país, conforme o Boletim da Safra de Grãos de fevereiro de 2026 da Companhia Nacional de Abastecimento, produtores do Cerrado demonstram otimismo com a cultura após os bons resultados registrados no último ano. A expectativa é de manutenção da área plantada ou até leve aumento.
Em 2025, cerca de 290 mil hectares foram cultivados com trigo nos estados de Minas Gerais, Bahia, Goiás, Mato Grosso e no Distrito Federal, sendo mais de 80% da área com trigo de sequeiro. Em Goiás, a estimativa para este ano é de plantio entre 80 mil e 90 mil hectares.

Foto: Fábio Carvalho
Na região, o cultivo geralmente ocorre em sistema de plantio direto, em sucessão à soja e em rotação com milho e sorgo. A prática contribui para a diversificação das lavouras e para o manejo de plantas daninhas resistentes, além de deixar palhada no solo para a próxima safra de verão.
Outra característica da produção no Cerrado é o calendário. Como a semeadura ocorre antes das demais regiões tritícolas do país, o trigo cultivado no Brasil Central costuma ser o primeiro a ser colhido no ciclo nacional. A colheita acontece entre junho e julho, período seco que favorece a qualidade dos grãos.
Os rendimentos nas lavouras da região variam, em média, de 35 a 85 sacas por hectare em anos com chuvas dentro da média. Esse desempenho tem estimulado produtores a manter ou ampliar o cultivo.
Para o plantio do trigo de sequeiro, recomenda-se que as áreas tenham altitude igual ou superior a 800 metros. Também é importante realizar análise e correção do solo, além de evitar compactação para favorecer o desenvolvimento das raízes.
A semeadura pode ser feita ao longo de março, de acordo com o regime de chuvas. Em áreas onde as precipitações terminam mais cedo, a orientação é antecipar o plantio para o início do mês. O escalonamento da semeadura e o uso de cultivares com ciclos diferentes são estratégias utilizadas para reduzir riscos climáticos.
Entre as opções disponíveis para o cultivo na região estão cultivares desenvolvidas pela Embrapa, como a BRS Savana, lançada no final de 2025, e a BRS 404, ambas adaptadas ao sistema de sequeiro em ambiente tropical. Essas variedades apresentam ciclo precoce e potencial de rendimento que pode chegar a cerca de 80 sacas por hectare em condições favoráveis.
Colunistas
Seu contrato de arrendamento pode ser extinto
Decisão recente do Superior Tribunal de Justiça estabelece que a perda judicial da propriedade pode encerrar o contrato de arrendamento rural e obrigar o arrendatário a desocupar o imóvel, mesmo com direitos de preferência previstos no Estatuto da Terra.

O arrendamento de imóvel rural é regulado pelo Estatuto da Terra (Lei n. 4.504/64) e por seu Regulamento (Decreto n. 59.566/66).
Como se sabe, o arrendatário (aquele que explora o imóvel mediante pagamento de aluguel/renda) tem direito de preferência em caso de alienação, em igualdade de condições com terceiros.
Além disso, o arrendatário tem direito de preferência na renovação do contrato de arrendamento, nas mesmas condições ofertadas a terceiros.

Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.
Se o arrendatário não for notificado (por meio de Cartório de Títulos e Documentos) no prazo de seis meses que antecedem o vencimento do contrato, o instrumento será renovado automaticamente por igual período e condições.
Contudo, tais direitos podem não prevalecem em determinadas situações.
Em decisão recente do Superior Tribunal de Justiça – STJ (REsp n. 2187412), entendeu-se que, em caso de perda do imóvel por decisão judicial, o arrendatário perde o direito de continuar a explorar o imóvel.
A justificativa está na redação do Decreto que regulamenta o Estatuto que traz disposição de que o contrato de arrendamento se extingue (dentre outras situações) “pela perda do imóvel rural”.
Nesse sentido é que, em caso de decisão judicial cuja consequência leve à mudança de titularidade do imóvel rural, os direitos do arrendatário não prevalecerão.
Basta uma notificação do novo proprietário informando o arrendatário de que não há interesse na continuidade do contrato de exploração para que o imóvel seja desocupado.
E quanto aos investimentos realizados no imóvel por parte do arrendatário? Neste caso, restará a possibilidade de propositura de uma ação judicial para buscar eventual indenização junto ao proprietário anterior, então arrendante.
Assim, diante dos riscos envolvidos nas relações entre arrendante e arrendatário, bem como diante de possíveis desdobramentos e ações que possam vir a ocorrer a impactar o negócio, os contratos precisam prever tais situações extraordinárias, se possível com constituição de garantias, a fim de evitar surpresas e minimizar prejuízos aos envolvidos.




