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Univali lança boletim estatístico da pesca de Santa Catarina

Relatório técnico foi apresentado na sexta, 30, durante a ExpoMAR.

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Fotos: Dales Hoeckesfeld

Na sexta, 30, o Projeto de Monitoramento da Atividade Pesqueira de Santa Catarina – PMAP-SC, vinculado à Escola Politécnica da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), apresentou um relatório sobre a pesca marinha e costeira de Santa Catarina. O documento resulta da coleta de dados, realizadas ao longo de três anos, em todo o Litoral do Estado. O resultado foi compartilhado durante a ExpoMAR, em Itajaí (SC).

O coordenador-geral e pesquisador do PMAP-SC, professor Roberto Wahrlich, explica que o boletim compila informações sobre a produção pesqueira registrada nos anos de 2017, 2018 e 2019, incluindo a pesca artesanal e industrial. O docente afirma que mais de 30 colaboradores atuam simultaneamente no Projeto, que é desenvolvido com recursos da Petrobras.

“O relatório traz informações de 35 municípios da faixa litorânea de Santa Catarina e apresenta dados quantitativos das principais espécies capturadas e a produção de todos os tipos de pesca. Hoje tivemos a oportunidade de compartilhar o resultado deste trabalho com todos os pescadores e colaboradores que contribuíram diretamente com o Projeto e a sociedade em geral”, afirmou.

O docente esclarece que o boletim não avalia a condição da pesca, mas retrata a sua realidade por meio dos dados coletados e processados. “A maior importância deste relatório é no sentido de manter uma série histórica das informações, que já vinham sendo coletadas anteriormente. Nós seguimos trabalhando e, no próximo ano, devemos publicar um novo boletim com informações mais recentes”, adianta.

O presidente do Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região – Sindipi, Agnaldo Hilton dos Santos, ressaltou a importância dos dados coletados pelo Projeto e afirmou que eles oferecem mais segurança para a cadeia da pesca. “As pesquisas nos dão condições de planejar uma pesca muito mais sustentável. O trabalho que vem sendo realizado, pela equipe técnica da Univali, nos oferece a oportunidade de refletir sobre as práticas atuais e como elas podem impactar no futuro da pesca pelos próximos anos”, afirmou.

Observatório da Pesca

O Secretário da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de Santa Catarina, Valdir Colatto, que compareceu ao lançamento oficial do boletim, sugeriu uma parceria futura. A ideia seria lançar um observatório da produção pesqueira no Estado, aos moldes do Observatório Agro Catarinense, lançado recentemente pela pasta em parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina – Epagri.

“Somente com dados científicos nós podemos planejar enxergando o que precisa, quais são os desafios atuais e quais soluções devemos buscar. Neste sentido, a Univali está fazendo um grande trabalho que nos permite planejar o que vamos fazer com a pesca no Estado, além do que já vem sendo feito na área artesanal, industrial e também na aquicultura. Precisamos dar mais visibilidade a estes números para Santa Catarina, para o Brasil e também para o mundo”, afirmou Colatto.

Sobre o PMAP-SC

O PMAP-SC inclui atividades de campo que envolvem o monitoramento da produção nas áreas de pesca industrial e artesanal de 35 municípios litorâneos de Santa Catarina, ao mesmo tempo em que se atualizam os cadastros de pescadores artesanais em atuação e de embarcações que operam no Estado.
A equipe do Projeto é formada por 34 profissionais, entre professores e técnicos de nível superior. O campus Itajaí da Univali abriga a sede do projeto e as equipes de monitoramento estão estrategicamente distribuídas em dez municípios do Estado, de onde os profissionais partem diariamente para a coleta de informações da área compreendida.

A egressa do curso de Oceanografia da Univali, Faynna Arendartchuk, é técnica do PMAP-SC na região de São Francisco do Sul. “Fui estagiária na área de pesca durante a vida acadêmica e hoje tenho a oportunidade de sair do laboratório e vivenciar o conhecimento trabalhando na rua, lá na praia, em contato direto com o pescador. Estou feliz por ter a oportunidade de contribuir para o resultado deste boletim que está sendo lançado hoje”, afirmou a oceanógrafa.

O Boletim Estatístico da pesca marinha, estuarina e lagunar artesanal e industrial do estado de Santa Catarina: anos 2017, 2018 e 2019 está disponível neste link.

Fonte: Assessoria Univali

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo

Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

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Foto: Divulgação/IDR-Paraná

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.

A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.

De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.

O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.

A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.

O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.

A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.

Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.

Fonte: Assessoria IDR-Paraná
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais

Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.

A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.

O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.

A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.

O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.

Fonte: Assessoria Mapa
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos

Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os preços do milho se mantiveram próximos de R$ 69,00 por saca de 60 kg ao longo deste mês, apesar de recuos pontuais recentes no mercado interno. Levantamento do Cepea indica que o movimento de baixa está associado, principalmente, à postura cautelosa dos compradores.

Foto: Shutterstock

Do lado da demanda, parte dos agentes relata estoques confortáveis e adota estratégia de espera, apostando em desvalorizações mais acentuadas no curto prazo. Esse comportamento tem reduzido a liquidez e limitado a sustentação das cotações.

Na ponta vendedora, há maior disposição para negociar. Diante do enfraquecimento da demanda, produtores e detentores de milho chegaram, em alguns momentos, a flexibilizar os preços pedidos para viabilizar negócios.

Ainda conforme o Cepea, o ambiente de pressão sobre os preços também reflete a valorização do real frente ao dólar, que diminui a paridade de exportação, o avanço da colheita da safra de verão e a melhora das condições climáticas em regiões produtoras da segunda safra, com o retorno das chuvas favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

Fonte: O Presente Rural
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