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Unifrango divulga programação do 10º Encontro Avícola e Empresarial com a participação de personalidades do agronegócio

Evento sobre as tendências do mercado avícola e empreendedorismo, que volta a ser realizado após cinco anos, está com as inscrições abertas para vagas limitadas

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Foto: Assessoria

De 18 a 20 de julho, Maringá recebe a 10ª edição do Encontro Avícola e Empresarial Unifrango, um dos principais eventos da avicultura paranaense. Com o tema “Um Novo Ciclo”, o encontro, que não ocorre desde 2018, abordará as inovações da indústria avícola, debaterá temas técnicos e promoverá networking e geração de negócios entre o público presente. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas pelo site da Unifrango. As vagas são limitadas.

A programação contará com palestras e workshops de profissionais renomados no agronegócio. As apresentações versarão sobre diferentes temas considerados essenciais para os produtores interessados em conhecer as principais tendências do setor de proteína animal nas áreas de tecnologia, inovação, nutrição animal, sustentabilidade e saúde animal. Para o presidente da Unifrango, Hugo Bongiorno, os três dias de imersão vão proporcionar crescimento profissional e pessoal. “Será uma oportunidade de atualização profissional, com palestras técnicas relacionadas aos aspectos de produção e sanidade, com palestrantes de alto nível, mas também de fomento ao empreendedorismo, networking e desenvolvimento pessoal”, destaca.

Entre os palestrantes já confirmados, está o apresentador e produtor de conteúdo Pablo Spyer. Dono de um canal no Youtube com mais de 200 mil inscritos e vasta experiência no mercado financeiro, Spyer apresenta na Jovem Pan News o quadro “Touro de Ouro”. No programa, ele comenta as principais notícias envolvendo a Bolsa de Valores. O comunicador fará a palestra de abertura do Encontro Avícola e Empresarial, apresentando uma análise referente ao cenário econômico no Brasil e no mundo.

O evento terá a presença do veterinário e membro do European College of Poultry Veterinary Science, Dr. Paul McMullin, que fará a palestra “Influenza Aviária: Biosseguridade e impactos da doença”, em que apresenta a sua experiência. Na oportunidade, outros temas relacionados à sanidade avícola também serão discutidos, como os impactos do reovírus e adenovírus na avicultura, com o doutor em Patologia Experimental e Comparada Antonio Piantino, e a prevenção da bronquite infecciosa, apresentação ministrada pelo veterinário José Di Fábio.

Também figuram na lista de palestrantes já confirmados o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin; a comunicadora Camila Telles, considerada uma das 100 Mulheres Mais Influentes do Agronegócio, segundo a revista Forbes; e a zootecnista e escritora Helen Fernanda Gomes, que lançará a terceira obra da série “Desmistificando o Agro”, livro em que aborda um dos maiores mitos da produção avícola no Brasil. Haverá ainda uma apresentação acústica do autor de canções clássicas como “Tocando em Frente” e  “Romaria”, o músico Renato Teixeira.

A 10ª edição do Encontro Avícola e Empresarial Unifrango conta com o patrocínio das empresas Desvet, Eastman, Grasp, NNATRIVM, Safeeds, Vetanco, Vidara, Avioeste, Evonik, Hipra, InoBram, Vaccinar, Ceva, Oligo Basics, Sauvet e NHU/CHR Olesen. Dentro do contexto de sanidade, a organização adotará protocolos rígidos de biosseguridade durante a realização do encontro, com intuito de garantir um ambiente seguro e livre da transmissão das doenças aviárias.

As atividades desta nova edição do evento tiveram início com a primeira da série de lives semanais que a Unifrango realizará com os palestrantes confirmados, pelo Instagram. Na última terça-feira (17/05), o biólogo Natanael Leitão foi o convidado da primeira live em parceria com a Academia da Avicultura. Na entrevista, o mestre e PhD em Microbiologia abordou a prática da Avicultura de Precisão, tema de sua palestra, que está marcada para o segundo dia de evento.

Confira aqui a programação completa.

Fonte: Assessoria

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Agro paranaense participa de manifesto por modernização da jornada de trabalho

Documento assinado pelo Sistema Faep reforça necessidade de diálogo social, dados e respeito às especificidades de cada setor.

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Foto: Freepik

O Sistema Faep assinou, ao lado de outras 93 entidades de diversos setores produtivos do agronegócio, indústria, combustíveis, construção, comércio, serviços e transportes, o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”. O documento propõe um debate amplo e técnico sobre eventuais mudanças na carga horária semanal. O texto destaca a necessidade de conciliar qualidade de vida com a manutenção do emprego formal, da competitividade e da produtividade da economia brasileira.

Leia o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”

Foto: SEAB

“É fundamental olharmos para esse debate com atenção e responsabilidade. Antes da tomada de qualquer decisão, é preciso promover um amplo debate envolvendo as entidades representativas dos setores produtivos e, principalmente, o aprofundamento dos detalhes fora do âmbito político”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Essa discussão precisa ser técnica, e não usada como ferramenta política para angariar votos em ano de eleição”, complementa.

O manifesto defende que mudanças estruturais envolvendo a jornada de trabalho sejam conduzidas com base em dados, diálogo social e diferenciação por setor, respeitando as particularidades das atividades econômicas. O Sistema FAEP reforça que o objetivo é garantir avanços sociais sem comprometer a sustentabilidade do emprego formal e a oferta de alimentos, preservando o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e bem-estar dos trabalhadores.

Estudo elaborado pelo Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP aponta que a redução da jornada de trabalho no modelo 6×1, com diminuição de 44 horas para 36 horas semanais, vai gerar um acréscimo anual de R$ 4,1 bilhões à agropecuária do Paraná. O levantamento considera 645 mil postos de trabalho no agro paranaense e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões. Com a mudança, seria necessária uma reposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, o que pode resultar na contratação de aproximadamente 107 mil novos trabalhadores para manter o atual nível de produção.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Trigo safrinha ganha espaço no Cerrado e começa a ser semeado após a soja

Cultivo de sequeiro ajuda a diversificar a produção e pode render até 85 sacas por hectare em anos favoráveis.

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Foto: Breno Lobato

O plantio do trigo de segunda safra, conhecido como trigo safrinha ou de sequeiro, começa neste início de março no Cerrado do Brasil Central. A cultura costuma ser semeada logo após a colheita da soja e aproveita as últimas chuvas da estação para se desenvolver sem necessidade de irrigação.

O sistema tem sido adotado por produtores da região por exigir investimento relativamente baixo e permitir o aproveitamento de áreas que ficariam em pousio. Além disso, o trigo ajuda a diversificar a produção e a quebrar o ciclo de pragas e doenças nas lavouras.

Mesmo com previsão de redução da área de trigo no país, conforme o Boletim da Safra de Grãos de fevereiro de 2026 da Companhia Nacional de Abastecimento, produtores do Cerrado demonstram otimismo com a cultura após os bons resultados registrados no último ano. A expectativa é de manutenção da área plantada ou até leve aumento.

Em 2025, cerca de 290 mil hectares foram cultivados com trigo nos estados de Minas Gerais, Bahia, Goiás, Mato Grosso e no Distrito Federal, sendo mais de 80% da área com trigo de sequeiro. Em Goiás, a estimativa para este ano é de plantio entre 80 mil e 90 mil hectares.

Foto: Fábio Carvalho

Na região, o cultivo geralmente ocorre em sistema de plantio direto, em sucessão à soja e em rotação com milho e sorgo. A prática contribui para a diversificação das lavouras e para o manejo de plantas daninhas resistentes, além de deixar palhada no solo para a próxima safra de verão.

Outra característica da produção no Cerrado é o calendário. Como a semeadura ocorre antes das demais regiões tritícolas do país, o trigo cultivado no Brasil Central costuma ser o primeiro a ser colhido no ciclo nacional. A colheita acontece entre junho e julho, período seco que favorece a qualidade dos grãos.

Os rendimentos nas lavouras da região variam, em média, de 35 a 85 sacas por hectare em anos com chuvas dentro da média. Esse desempenho tem estimulado produtores a manter ou ampliar o cultivo.

Para o plantio do trigo de sequeiro, recomenda-se que as áreas tenham altitude igual ou superior a 800 metros. Também é importante realizar análise e correção do solo, além de evitar compactação para favorecer o desenvolvimento das raízes.

A semeadura pode ser feita ao longo de março, de acordo com o regime de chuvas. Em áreas onde as precipitações terminam mais cedo, a orientação é antecipar o plantio para o início do mês. O escalonamento da semeadura e o uso de cultivares com ciclos diferentes são estratégias utilizadas para reduzir riscos climáticos.

Entre as opções disponíveis para o cultivo na região estão cultivares desenvolvidas pela Embrapa, como a BRS Savana, lançada no final de 2025, e a BRS 404, ambas adaptadas ao sistema de sequeiro em ambiente tropical. Essas variedades apresentam ciclo precoce e potencial de rendimento que pode chegar a cerca de 80 sacas por hectare em condições favoráveis.

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados
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Seu contrato de arrendamento pode ser extinto

Decisão recente do Superior Tribunal de Justiça estabelece que a perda judicial da propriedade pode encerrar o contrato de arrendamento rural e obrigar o arrendatário a desocupar o imóvel, mesmo com direitos de preferência previstos no Estatuto da Terra.

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Foto: Divulgação/Sistema Faep

O arrendamento de imóvel rural é regulado pelo Estatuto da Terra (Lei n. 4.504/64) e por seu Regulamento (Decreto n. 59.566/66).

Como se sabe, o arrendatário (aquele que explora o imóvel mediante pagamento de aluguel/renda) tem direito de preferência em caso de alienação, em igualdade de condições com terceiros.

Além disso, o arrendatário tem direito de preferência na renovação do contrato de arrendamento, nas mesmas condições ofertadas a terceiros.

Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.

Se o arrendatário não for notificado (por meio de Cartório de Títulos e Documentos) no prazo de seis meses que antecedem o vencimento do contrato, o instrumento será renovado automaticamente por igual período e condições.
Contudo, tais direitos podem não prevalecem em determinadas situações.

Em decisão recente do Superior Tribunal de Justiça – STJ (REsp n. 2187412), entendeu-se que, em caso de perda do imóvel por decisão judicial, o arrendatário perde o direito de continuar a explorar o imóvel.

A justificativa está na redação do Decreto que regulamenta o Estatuto que traz disposição de que o contrato de arrendamento se extingue (dentre outras situações) “pela perda do imóvel rural”.

Nesse sentido é que, em caso de decisão judicial cuja consequência leve à mudança de titularidade do imóvel rural, os direitos do arrendatário não prevalecerão.

Basta uma notificação do novo proprietário informando o arrendatário de que não há interesse na continuidade do contrato de exploração para que o imóvel seja desocupado.

E quanto aos investimentos realizados no imóvel por parte do arrendatário? Neste caso, restará a possibilidade de propositura de uma ação judicial para buscar eventual indenização junto ao proprietário anterior, então arrendante.

Assim, diante dos riscos envolvidos nas relações entre arrendante e arrendatário, bem como diante de possíveis desdobramentos e ações que possam vir a ocorrer a impactar o negócio, os contratos precisam prever tais situações extraordinárias, se possível com constituição de garantias, a fim de evitar surpresas e minimizar prejuízos aos envolvidos.

Fonte: Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.
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