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Suínos Nutrição

Uniformidade da ração é crucial para a suinocultura

Qualidade da mistura é um fator chave na qualidade da ração e com importante impacto econômico na cadeia de produção da carne

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Arquivo/OP Rural

Artigo escrito pela equipe técnica da Evonik

Para ter uma ração de qualidade, a fábrica de rações tem diferentes e importantes etapas de processo – recebimento e controle de qualidade, moagem, dosagem, pesagem, mistura, peletização e expedição. Essas etapas se interrelacionam e a adequada parametrização e controle de cada uma medindo a aderência com o resultado esperado é a garantia do sucesso de todas.

Neste sentido gostaríamos de apresentar pontos importantes que devemos considerar para se obter uma ração com adequada uniformidade e com ênfase em como medir e garantir esta uniformidade.

Fabricação e Controle do Processo de Produção de Ração

Moagem

Alguns ingredientes granulados precisam passar por moinho para ficarem com textura adequada para processamentos posteriores. A intensidade desta moagem, mais grossa ou mais fina será em função da espécie e fase do animal a que se destina e deve ser monitorada regularmente, pois os animais são sensíveis a mudanças de textura.

Dosagem e pesagem

Dosagem e pesagem são etapas do processo onde se deve garantir a quantidade de cada ingrediente em conformidade com a formulação. O controle de qualidade, o monitoramento dos níveis nutricionais dos ingredientes e o serviço do nutricionista são chaves neste processo.

O controle de dosagem e pesagem deve ser feito com regularidade, verificando o erro entre o formulado e o real dosado e comparado com os limites definidos para cada ingrediente como aceitável.

Mistura

A Mistura tem importância significativa sobre a qualidade do produto final. Em fábricas de ração onde todos os ingredientes são colocados no misturador principal, pode se dizer que a partir do misturador já se tem uma ração farelada balanceada e pronta para consumo.

Devido a sua importância dentro do processo, o misturador também é chamado de o coração da fábrica de ração.

O ajuste desta etapa está intimamente ligado com o tipo e especificações do equipamento existente na fábrica. Muito importante manter as condições originais do equipamento e respeitar as recomendações técnicas dos tempos de mistura nas diferentes etapas (tempo de mistura seca, tempo de adição de líquidos e o tempo posterior ao líquido).

A qualidade de mistura medida pela sua uniformidade tem alto impacto sobre a qualidade de ração e na cadeia de produção de carne tem impacto direto sobre o resultado econômico. Por isto é muito importante a verificação de qualidade posterior ao misturador.

Ferramenta para medição da qualidade mistura através de aminoácidos

Não basta ter uma ferramenta para medição da qualidade mistura através de aminoácidos com alta precisão se na linha de produção da fábrica do cliente, se o misturador não fosse capaz de atender uma boa uniformidade de mistura. Para atender esta demanda, houve a implementação de ferramenta para medição da qualidade mistura através de aminoácidos em algumas empresas.

A ferramenta para medição da qualidade mistura através de aminoácidos continua sendo a solução única disponível no mercado brasileiro, que atende tanto a análise da uniformidade dos aminoácidos em pó, como os aminoácidos ou análogos adicionados na sua forma líquida. Permitindo, deste modo, através de um teste, uma análise mais ampla da qualidade da mistura, onde através da medida de CV% dos diferentes aminoácidos e análogos, pode-se avaliar a qualidade de mistura de diferentes ingredientes na sua diversidade de taxas de inclusão, tamanho de partícula e demais características físicas.

É utilizada como ferramenta de suporte para a melhoria do processo de mistura. Através dos resultados é possível identificar os desvios tanto da taxa de inclusão, tanto da uniformidade dos ingredientes em pó e líquido, e, através de um trabalho conjunto de profissionais técnicos e clientes, buscar ações corretivas de adequação. Pela experiência adquirida neste período, no Brasil, pode-se identificar que a principal causa de baixa qualidade de mistura, é devida ao insuficiente tempo de mistura seca parametrizado para o misturador. Com o ajuste correto dos parâmetros do ciclo de mistura, a qualidade de mistura pode ser melhorada e em geral, também com aumentos de capacidade de produção da linha.

” Diante da importância da nutrição em garantir que os ingredientes formulados estejam disponíveis para os animais desempenhar seu potencial zootécnico é fundamental monitorar e assegurar a qualidade de mistura da ração. Isso tem nos auxiliado em validar nossos métodos e procedimentos. Recentemente através de resultados e orientações baseados nos testes conseguimos melhorar nosso CV de mistura ajustando os tempos de mistura seca e úmida sem alterar o tempo total da mistura.”, comenta Fernando Boehm Arcega, Líder de Produção na empresa Agrogen, Unidade de Guarapuava, PR.

A qualidade da mistura é um fator chave na qualidade da ração e com importante impacto econômico na cadeia de produção da carne.

Essa ferramenta recentemente usada é mais do que a medida do coeficiente de variação da mistura (CV%), é uma solução integral. Permite identificar a taxa de inclusão dos aminoácidos adicionados e análise de aminoácidos totais da ração.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de maio/junho de 2020 ou online.

Fonte: O Presente Rural

Suínos

Mato Grosso consolida protagonismo na suinocultura com recordes de exportação em 2025

Estado acompanha desempenho histórico do Brasil, amplia presença em mercados internacionais e reforça sua força produtiva mesmo sem expansão do plantel.

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Foto: Divulgação

O ano de 2025 foi marcado por resultados expressivos para a suinocultura brasileira, impulsionados principalmente pelos recordes de exportação alcançados pelo país. Mato Grosso acompanha esse desempenho positivo e registra números históricos tanto em exportações quanto em abates, evidenciando a força de recuperação da atividade após os desafios enfrentados em 2022 e 2023.

Um dos marcos mais relevantes de 2025 foi o reconhecimento do Brasil como zona livre de febre aftosa sem vacinação. A conquista amplia as expectativas de abertura de novos mercados e reforça o trabalho sério e contínuo realizado pelo país, especialmente por Mato Grosso, na manutenção de um elevado status sanitário.

Outro destaque do ano foi a mudança no perfil dos compradores da carne suína brasileira. Tradicionalmente lideradas por China e Hong Kong, as exportações passaram a contar com maior protagonismo das Filipinas, além do fortalecimento de mercados exigentes como Japão, México e outros países.

Presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho: “Mesmo com o crescimento das exportações, o mercado interno não enfrentou desabastecimento. A produção seguiu equilibrada e acompanhou a expansão da demanda externa”

Segundo a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a produção nacional deve atingir 5,47 milhões de toneladas em 2025, alta de 2,0% em relação a 2024.

Mesmo com a expansão da oferta, os preços pagos ao produtor reagiram positivamente. Dados do Cepea mostram que, até o terceiro trimestre, as cotações ao produtor independente subiram 10,8% na comparação anual, sustentadas pela boa demanda.

No acumulado de janeiro a novembro, as exportações brasileiras de carne suína cresceram 10,8%, superando o volume de 2024 — que já havia sido um ano recorde. As Filipinas consolidaram-se como o principal destino, representando 24,5% da receita, seguidas por Japão, China e Chile.

De acordo com os dados compilados pelo Data Hub da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), as exportações de carne suína passaram de US$ 59,97 milhões entre janeiro e novembro de 2024 para US$ 68,55 milhões no mesmo intervalo de 2025. O setor manteve crescimento impulsionado pela ampliação de mercados compradores, sobretudo na Ásia.

“Mesmo com o crescimento das exportações, o mercado interno não enfrentou desabastecimento. A produção seguiu equilibrada e acompanhou a expansão da demanda externa. O cenário demonstra a capacidade produtiva do país: sempre que desafiado, o produtor brasileiro responde com eficiência, qualidade e volume, garantindo o atendimento dos mercados interno e internacional”, pontua o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho.

Para 2026, o principal ponto de atenção do setor está relacionado aos custos de produção. O plantio da safra 2025/2026 ocorre de forma atrasada em função de problemas climáticos e da falta de chuvas, o que gera preocupação quanto à safrinha de milho no Centro-Oeste. O risco de menor produtividade e qualidade do grão acende um alerta, já que o milho representa um dos principais componentes do custo da suinocultura.

“Diante desse cenário, a orientação é para que os produtores estejam preparados para enfrentar possíveis elevações nos custos ao longo do ano. No mercado, a expectativa é de estabilidade tanto nos preços do suíno quanto no consumo interno e nas exportações, que devem permanecer firmes. Assim, o ambiente comercial tende a ser equilibrado, embora com atenção redobrada aos impactos dos custos de produção”, ressalta, Tannure.

Em Mato Grosso, mesmo sem crescimento significativo do plantel, a produção estadual continua em expansão, acompanhando a demanda e evitando desabastecimento. O desempenho reforça a resiliência e a força do produtor mato-grossense.

Fonte: Assessoria Acrismat
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Suínos

Mercado do suíno inicia janeiro com variações moderadas

Cotações do suíno vivo registram altas e quedas pontuais entre estados, sem movimentos bruscos, segundo o Cepea.

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Foto: Freepik

Os preços do suíno vivo apresentaram comportamento misto nesta segunda-feira (05), conforme o Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq. Entre os principais estados produtores, as variações diárias foram moderadas, refletindo ajustes pontuais do mercado no início de janeiro.

Em Minas Gerais, na modalidade posto, o suíno foi cotado a R$ 8,44/kg, com queda de 0,24% no dia e leve alta acumulada de 0,12% no mês. No Paraná, na modalidade a retirar, o preço subiu 0,36% frente ao dia anterior, alcançando R$ 8,26/kg, embora ainda acumule recuo de 0,12% em janeiro.

No Rio Grande do Sul, a cotação recuou 0,60% no dia, para R$ 8,24/kg, registrando também a maior queda mensal entre os estados acompanhados, com baixa acumulada de 0,72%. Em Santa Catarina, o preço ficou em R$ 8,32/kg, com retração diária de 0,12% e queda de 0,36% no acumulado do mês.

Já em São Paulo, na modalidade posto, o suíno vivo foi negociado a R$ 8,91/kg, com recuo de 0,45% no dia e estabilidade no resultado mensal até o momento. Segundo o Cepea, o cenário indica um mercado ainda ajustando oferta e demanda no início do ano, sem movimentos bruscos nas cotações.

Fonte: Assessoria Cepea
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Suínos

Suinocultura projeta 2026 com exportações em alta e margens sustentadas

Com demanda externa aquecida, preços firmes no mercado interno e crescimento moderado da produção, o setor deve ampliar embarques e manter rentabilidade ao produtor, segundo projeções do Cepea.

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Foto: Shutterstock

Após o bom desempenho registrado em 2025, a suinocultura brasileira mantém projeções otimistas para 2026. A ampliação da demanda externa somada ao crescimento moderado da produção e à manutenção de preços firmes devem assegurar margens atrativas ao longo do ciclo.

Cálculos do Cepea indicam cerca de 1,44 milhão de toneladas de carne suína embarcadas no próximo ano, o que representaria um crescimento de 6,3% sobre 2025.

Esses números podem, inclusive, melhorar a posição do Brasil no ranking dos maiores exportadores mundiais da proteína, desde 2023, o País ocupa o 3º lugar, conforme dados do USDA.

Foto: O Presente Rural

Segundo pesquisadores do Cepea, a expectativa é de abertura e consolidação de novos mercados, além da expansão do valor total exportado. Entre os parceiros comerciais do Brasil, as Filipinas devem continuar sendo o principal, adquirindo 7% a mais da carne suína nacional em 2026.

Já para a China, o 2º maior destino, o total embarcado deve seguir em queda, dada a demanda decrescente do país nos últimos anos – entre 2021 e a parcial de 2025, o total enviado ao país caiu mais de 70%.

Nas Américas, o México deve continuar ampliando a demanda por carne brasileira. No mercado doméstico, os preços podem seguir em patamares elevados no próximo ano. Ao mesmo tempo, estimativas do Cepea apontam que a dinâmica de menor volatilidade deve ser mantida – em 2025, as cotações permaneceram praticamente estáveis em algumas praças por quatro ou até seis semanas ininterruptas.

A expectativa de preços firmes se sustenta na continuidade da demanda aquecida. Segundo a ABPA, o consumo per capita da proteína suinícola é projetada em 19,5 quilos em 2026, incremento de 2,5% frente ao ano anterior.

Do lado da produção de carne suína, o Cepea estima aumento de 4%, chegando a 5,88 milhões de toneladas. Assim como em 2025, o Cepea projeta um bom ano ao produtor, favorecido pelos preços firmes do animal.

Fonte: Assessoria Cepea
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