Conectado com

Notícias

Unidade da Capal em Itararé completa 50 anos de atuação no agronegócio

Primeira filial da cooperativa em São Paulo acompanhou a expansão da produção agrícola e consolidou presença regional.

Publicado em

em

Fotos: Comunicação Capal

A Capal Cooperativa Agroindustrial completa 50 anos de atuação  no município de Itararé (SP) em 2026.  Trata-se da primeira unidade da cooperativa no estado de São Paulo, fundada em 1976, e que desde então vem contribuindo para o desenvolvimento do agronegócio da região.

Ao longo dos anos, os investimentos na unidade acompanharam o crescimento da produção. A evolução da estrutura ocorreu de forma gradual, sempre baseada em demandas já consolidadas. A filial também passou a diversificar suas atividades, incorporando o atendimento à pecuária, inicialmente de forma técnica, e posteriormente com a estrutura da Loja Agropecuária.

A trajetória da unidade em Itararé é marcada pela difusão de tecnologia na região, com apoio da Fundação ABC, e melhorias contínuas em armazenagem na Unidade e em produtividade nas propriedades rurais. “Além do crescimento da cooperativa, houve impacto regional. A atuação da Capal contribuiu para o desenvolvimento agrícola da região, com introdução de tecnologia, apoio técnico e recuperação de áreas, em um contexto onde a atividade agrícola ainda era menos intensiva”, explica o diretor comercial da Capal, Eliel Magalhães Leandro.

Entre 2019 e 2025, a filial de Itararé passou por ciclos intensos de investimentos, incluindo construção de centro de distribuição, melhorias logísticas, ampliação de silos, novos sistemas de secagem e modernização do setor administrativo. No final de 2025, a unidade atingiu a marca de 318 cooperados ativos, sustentada por uma relação de confiança e foco no desenvolvimento contínuo do modelo cooperativista.

“Itararé é reconhecida internamente como uma referência no modelo cooperativista da Capal, especialmente pelo forte vínculo com os cooperados. Esse sentimento de pertencimento se traduz no dia a dia: os produtores tratam a cooperativa como uma extensão de suas propriedades, participam ativamente e mantêm alto nível de fidelidade”, observa Jefferson Copetti, coordenador da Unidade de Itararé.

O cooperado Clorisvaldo Dell Anhol afirma que a Capal proporciona tranquilidade e ressalta que antes o produtor dependia do mercado e não tinha garantia de preço, produto e pagamento. “A cooperativa traz uma tranquilidade muito grande. Hoje seria difícil trabalhar sem ela. Na compra de insumos, há facilidade e segurança. O produtor pode solicitar o produto e ter confiança de que vai receber o que precisa. Na entrega da produção, também há organização e previsibilidade. Isso dá segurança, principalmente em um mercado onde há risco de inadimplência. Antes, sem a cooperativa, o produtor dependia do mercado e não tinha garantia de preço, produto ou pagamento”, afirma.

Comemoração

A celebração dos 50 anos da unidade da Capal em Itararé reuniu cooperados, familiares, colaboradores e lideranças da cooperativa no último dia 27. O encontro foi marcado pelo reconhecimento e valorização da trajetória construída ao longo das décadas.

Estiveram presentes o presidente do Conselho de Administração, Erik Bosch, o presidente executivo, Adilson Roberto Fuga, além de membros da diretoria executiva e Conselho.

A celebração contou com a apresentação de uma linha do tempo, que evidenciou os principais marcos da unidade, desde a sua inauguração até o momento atual. Além disso, a ocasião foi marcada por depoimentos que resgataram os primeiros anos, as adversidades superadas e o esforço colaborativo que impulsionou o desenvolvimento e a firme consolidação da unidade na região.

História

No início, a unidade de Itararé contava com uma estrutura simples, consistindo em um armazém de fundo chato, e foi criada para atender os cooperados do Paraná que expandiram suas atividades agrícolas para o sudoeste paulista.

Airton Pasinatto, coordenador regional da assistência técnica no estado de São Paulo, conta que durante os primeiros anos, houve um intenso trabalho de desenvolvimento técnico. “A região ainda não tinha tradição em plantio direto, e os produtores adaptaram máquinas para viabilizar o sistema. Grande parte das informações técnicas vinha do Paraná, por meio da Fundação ABC, o que exigia deslocamentos frequentes para capacitação e troca de conhecimento”.

A partir dos anos 2000, a agricultura passou por um período de forte mecanização, o que mudou a paisagem da região. “A mecanização mais intensa da agricultura e a conversão de áreas de pastagem em lavouras ampliou o potencial produtivo da região. Um marco importante foi a implantação do campo experimental em Itaberá, por volta de 2006, 2007, aproximando ainda mais a pesquisa da realidade local e fortalecendo a transferência de tecnologia aos produtores”, afirma Pasinatto.

Também no início dos anos 2000, a Capal mudou a sua estratégia, passando a oferecer atendimento exclusivo a cooperados. O período também foi marcado por crescimento no quadro social e na área assistida, que dobrou, de cerca de 3 mil para 6 mil hectares. “Itararé era, então, a única unidade além da matriz em Arapoti. Esse crescimento acabou se tornando um ponto de partida para a expansão da cooperativa no estado de São Paulo”, explica Eliel.

Nos anos de 2009 e 2010, a cooperativa consolidou o avanço para novas regiões do estado de São Paulo, com a abertura das unidades de Taquarivaí e Taquarituba, e a unidade Itararé se firmou como referência técnica e cooperativista, mantendo alto nível de fidelização dos cooperados e contribuindo para a expansão da Capal no estado.

Com foco na excelência do atendimento aos produtores, a filial de Itararé iniciou uma trajetória de constante expansão. Em 2012, aconteceu a inauguração da Loja Agropecuária. Entre 2019 e 2025, esse crescimento atingiu um novo patamar através de investimentos em infraestrutura e tecnologia: novos silos, sistemas avançados de secagem e um moderno centro de distribuição. Somadas à ampliação da equipe técnica e à otimização logística, essas melhorias reafirmam o compromisso da cooperativa com o desenvolvimento da região.

Fonte: Assessoria Capal Cooperativa Agroindustrial

Notícias

Crédito rural da agricultura empresarial soma R$ 477,2 bilhões na safra 2025/2026

CPR liderou as modalidades de financiamento, enquanto a Região Sul concentrou o maior volume de recursos contratados.

Publicado em

em

Foto: Gilson Abreu/AEN

O crédito rural destinado à agricultura empresarial totalizou R$ 477,2 bilhões na safra 2025/2026, encerrada em junho deste ano. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e consideram as operações realizadas entre julho de 2025 e junho de 2026, excluindo os financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Imagem criada por Jaqueline Galvão/ChatGPT/OP Rural

A Cédula de Produto Rural (CPR) foi a principal modalidade de financiamento utilizada pelos produtores, respondendo por R$ 205,2 bilhões, o equivalente a 43% do total contratado. Na sequência aparecem as operações de custeio, com R$ 150,3 bilhões (31,5%), investimento, com R$ 50,5 bilhões (10,6%), comercialização, com R$ 37,9 bilhões (7,9%), e industrialização, que movimentou R$ 33,3 bilhões (7%). Somadas, as operações de CPR e custeio alcançaram R$ 355,5 bilhões, representando 74,5% de todo o crédito concedido na safra.

Na divisão por segmentos, os médios e grandes produtores enquadrados na categoria “Demais Empresarial” concentraram R$ 210,9 bilhões em financiamentos, correspondentes a 44,1% do total. Já o Pronamp respondeu por R$ 61,5 bilhões, ou 12,9% das concessões.

Ao longo da safra foram registrados 534.828 contratos de crédito rural para a agricultura empresarial. Desse total, 161.968 correspondem a operações por meio de CPR. As operações de custeio responderam por 263.896 contratos, enquanto os financiamentos para investimento somaram 97.105 contratos.

Nos programas de investimento, as aplicações chegaram a R$ 50,5 bilhões. O RenovAgro e o Pronamp lideraram os desembolsos, ambos com cerca de R$ 5,2 bilhões, seguidos pelo Moderfrota, com R$ 4,2 bilhões, e pelo Inovagro/Moderagro, com R$ 3,9 bilhões.

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Entre as fontes de recursos, os Recursos Obrigatórios responderam por R$ 53,9 bilhões dentro das fontes controladas. Já entre as fontes não controladas, destacaram-se a LCA Livre, com R$ 67,1 bilhões, e a Poupança Rural Livre, com R$ 63,2 bilhões.

Regionalmente, a Região Sul concentrou o maior volume de crédito, com R$ 81,2 bilhões distribuídos em 146.956 contratos. O Sudeste aparece na sequência, com R$ 75,9 bilhões, praticamente empatado com o Centro-Oeste, que registrou R$ 75,8 bilhões. Apesar disso, o Centro-Oeste apresentou o maior valor médio por operação, de R$ 1,19 milhão. No Sul, o tíquete médio foi de R$ 552,2 mil.

O boletim também mostra que os recursos equalizáveis somaram R$ 53,6 bilhões na safra, o equivalente a 58,6% da programação prevista para o período, de R$ 91,4 bilhões. Desse total, R$ 28,4 bilhões foram destinados ao custeio, R$ 24,5 bilhões aos investimentos e R$ 663 milhões à comercialização.

Conforme o Mapa, os dados divulgados são provisórios e não apresentam comparações com safras anteriores em razão das restrições previstas para o período de defeso eleitoral.

Acesse os dados clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural com Mapa
Continue Lendo

Notícias

Curitiba recebe 22ª Reunião da Relare sobre inoculantes microbianos para a agricultura

Evento promovido pela Embrapa vai reunir cerca de 300 especialistas e recebe resumos científicos até 10 de agosto.

Publicado em

em

Foto: Antonio Neto/Embrapa

A cidade de Curitiba (PR) vai sediar, nos dias 19 e 20 de agosto, a 22ª Reunião da Rede de Laboratórios para Recomendação, Padronização e Difusão de Tecnologias de Inoculantes Microbianos de Interesse Agrícola (Relare). O encontro será realizado no Centro de Eventos Sistema Fiep e deve reunir aproximadamente 300 participantes, entre pesquisadores, estudantes, representantes da indústria, consultores e órgãos de fiscalização.

Promovida pela Embrapa, em parceria com a CropLife Brasil e a Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPiiBio), a reunião conta ainda com o apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Microrganismos Promotores de Crescimento de Plantas para Sustentabilidade Agrícola e Ambiental (INCT Microagro) e da Fundação Araucária.

A programação será dedicada às discussões técnicas sobre o uso de microrganismos benéficos na agricultura, com foco em protocolos para análise da qualidade de inoculantes, padronização de metodologias e validação de novos produtos biológicos. O objetivo é promover o intercâmbio de informações técnico-científicas relacionadas ao desenvolvimento e à adoção de tecnologias que contribuam para a sustentabilidade da produção agropecuária.

A comissão organizadora também está recebendo trabalhos científicos na modalidade de resumo. O prazo para submissão termina em 10 de agosto, por meio do sistema de inscrição do evento. Os trabalhos aprovados serão apresentados em sessão de pôsteres e publicados nos anais da 22º Relare.

Para submeter o resumo, o participante deve realizar previamente a inscrição no evento, clicando aqui.

Fonte: Assessoria Embrapa
Continue Lendo

Notícias

Expansão dos insumos orgânicos pauta simpósio inédito no Rio Grande do Sul

Evento vai reunir pesquisadores, autoridades e representantes da indústria para discutir mercado, regulação e o aproveitamento de resíduos na produção agrícola.

Publicado em

em

1º Simpósio Assiferto RS de Insumos Agrícolas com Base Orgânica acontece em 6 de agosto, em Bento Gonçalves - Foto: Divulgação/Freepik

O crescimento do mercado de insumos agrícolas de base orgânica e os desafios para ampliar o uso desses produtos no campo estarão no centro dos debates do 1º Simpósio de Insumos Agrícolas com Base Orgânica, marcado para 06 de agosto, em Bento Gonçalves (RS). Promovido pela Associação das Indústrias de Fertilizantes Orgânicos do Rio Grande do Sul (Assiferto RS), o encontro reunirá pesquisadores, representantes do poder público e empresas para discutir aspectos técnicos, regulatórios e econômicos do setor.

Presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari: “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio” – Foto: Divulgação/Assiferto

Segundo a entidade, a expansão da demanda por alimentos produzidos com práticas sustentáveis, aliada ao avanço das exigências ambientais e das políticas de sustentabilidade no agronegócio, tem impulsionado o mercado de fertilizantes e condicionadores de solo produzidos a partir de resíduos orgânicos.

De acordo com o presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari, o simpósio foi criado para ampliar o debate sobre o papel desses insumos na agricultura brasileira. “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio. O objetivo é mostrarmos à sociedade, às entidades, ao setor público e ao setor agrícola que, no Rio Grande do Sul, existem empresas organizadas e com tecnologia capazes de converter subprodutos orgânicos em insumos agrícolas de qualidade, solucionando problemas ambientais e mitigando a dependência de nutrientes importados para uso na agricultura”, afirma.

Economia circular e aproveitamento de resíduos

As empresas associadas à Assiferto RS reciclam mais de um milhão de toneladas de subprodutos orgânicos por ano. Após o processamento, esses materiais retornam à cadeia produtiva na forma de fertilizantes sólidos e líquidos, condicionadores de solo e outros insumos utilizados na agricultura.

Segundo Ferrari, o reaproveitamento desses resíduos contribui para reduzir o desperdício de nutrientes e fortalecer modelos de economia circular. “A conexão do setor de insumos agrícolas com base orgânica com a sociedade se dá principalmente no entendimento de que o nosso planeta tem limites de recursos e que, para produzir alimentos, precisamos de nutrientes finitos. A recuperação destes nutrientes por meio do aproveitamento dos subprodutos é de fundamental importância para as futuras gerações”, diz.

Programação

A programação técnica prevê palestras e painéis sobre o mercado de insumos orgânicos, regulação ambiental, inovação tecnológica e perspectivas para o setor. O evento será realizado no Dall’Onder Grande Hotel, em Bento Gonçalves, das 08 horas às 17h30, com inscrições gratuitas.

O simpósio também vai reunir representantes de órgãos públicos, pesquisadores e profissionais ligados à produção de insumos agrícolas de base orgânica para discutir os desafios e oportunidades da atividade no Brasil.

Manhã

08h – Credenciamento/Recepção

08h30  Abertura: Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Abertura oficial, com homenagem aos 100 anos de nascimento de José Antonio Lutzenberger

09h – Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Associação, Valdecir Ferrari – Presidente da Assiferto RS

09h30 – A importância dos insumos de matriz orgânica, para a sustentabilidade do agro moderno – com Clorialdo Roberto Levrero, presidente da Abisolo

10h15 – Políticas Públicas Ambientais e Legislação Estadual, com Marjorie Kauffmann – Secretária do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul/Fepam

11h – Mesa Redonda

12h – Almoço (por adesão)

Tarde

13h30 – Legislação sobre Insumos Agrícolas – MAPA RS, com Henrique Bley

14h15 – Eficiência no uso de Fertilizantes de Matriz Orgânica, com Fabiano Daniel de Bona – Pesquisador da Embrapa Trigo

15h – Aspectos de Fisiologia Vegetal no uso de Insumos com Base Orgânica – UFPR, com Átila Francisco Mógor

15h45 – Intervalo

16h – O Papel dos Insumos com base Orgânica no Desenvolvimento da Agricultura no RS, com Marcelo Biassusi da Emater

16h45 – Mesa Redonda

17h30 – Encerramento

Fonte: Assessoria Assiferto
Continue Lendo
Editora O Presente 35 anos

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.