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União Europeia e Hong Kong pedem explicações sobre Operação Carne Fraca

Países estão pedindo explicações às autoridades brasileiras

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A suspeita de que laboratórios particulares registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF), do Ministério da Agricultura, fraudaram os resultados de análises laboratoriais de aves cuja carne era vendida para consumo humano no Brasil e no exterior, motivou a União Europeia e Hong Kong a pedir explicações às autoridades brasileiras.

As suspeitas de irregularidades vieram a público na segunda-feira (05), com a deflagração da terceira fase da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal (PF). Segundo as investigações da PF e do próprio ministério, cinco laboratórios fraudavam os resultados dos exames laboratoriais, omitindo a presença da Salmonella spp, uma bactéria que pode causar intoxicações alimentares (gastroenterites) e outras complicações.

A União Europeia acionou o Ministério da Agricultura na segunda-feira (05) à noite, pedindo esclarecimentos a respeito da possível presença da bactéria na carne de aves exportada para o mercado europeu. Além disso, poucas horas após a deflagração da operação policial no Brasil, as autoridades de segurança alimentar europeias já haviam incluído no Sistema de Alerta Rápido para Alimentos (o chamado RASFF – Food and Feed Safety Alerts) um alerta sobre a possível presença da Salmonella em carne de frango congelado produzido no Brasil.

Segundo informações disponíveis no próprio site de acesso ao sistema, as notificações permitem o rápido compartilhamento de informações entre todos os países-membros do bloco, para que, quando necessário, o produto sob suspeita seja recolhido das prateleiras, minimizando os riscos à segurança alimentar e ao bem-estar dos consumidores europeus.

O Centro de Segurança Alimentar de Hong Kong também informou em seu site que está investigando se os produtos sob suspeita foram importados e que estava contactando as autoridades brasileiras para obter mais informações sobre o ocorrido e só de posse das informações necessárias adotaria qualquer medida.

Procurada, a assessoria do Ministério da Agricultura confirmou apenas que a pasta já recebeu o pedido de informações da comunidade europeia. Em nota divulgada segunda-feira (05), o ministério lembrou que a operação era um desdobramento do trabalho iniciado antes de março de 2017, quando foi deflagrada a primeira fase da Operação Carne Fraca. E que, desde então, muitas mudanças foram adotadas para garantir as melhores condições higiênico-sanitárias dos produtos brasileiros.

Entre as medidas adotadas em função das suspeitas de alteração dos resultados de análises laboratoriais estão a suspensão de algumas unidades frigoríficas e a inclusão de outras no chamado Regime Especial de Fiscalização. Além disso, os laboratórios alvos da operação tiveram seu credenciamento junto ao Serviço de Inspeção Federal suspensos até pelo menos a conclusão das investigações, que poderão resultar no cancelamento definitivo do credenciamento.

Exportações

O Ministério da Agricultura também suspendeu na segunda-feira (05) as exportações dos frigoríficos investigados na terceira fase da Operação Carne Fraca para 11 países e a União Europeia. Os países são África do Sul, Argélia, Coreia do Sul, Israel, Irã, Macedônia, Maurício, Tadjiquistão, Suíça, Ucrânia e Vietnã, que, a exemplo da União Europeia, exigem requisitos sanitários específicos de controle e tipificação de Salmonella spp, que a pasta, apesar das medidas anunciadas, afirma ser “comum, principalmente em carne de aves, pois faz parte da flora intestinal desses animais”. De acordo com o Ministério da Agricultura, quando cozida ou frita, a carne não oferece risco.

Estão sendo investigadas quatro plantas industriais da BRF, uma das maiores empresas do setor de alimentos no mundo e dona das marcas Sadia, Perdigão e Qualy. Das unidades investigadas, duas são de frango – uma fica em Rio Verde (GO) e outra em Carambei (PR) – e uma de perus, localizada em Mineiros (GO). Além dessas, a PF também investiga uma fábrica de rações da empresa em Chapecó (SC).

Em nota, a BRF também alegou que nenhuma das frentes de investigação da Polícia Federal diz respeito a algo que possa causar dano à saúde pública. Em relação às acusações da ex-funcionária da empresa, que afirmou ter sido pressionada por superiores para alterar resultados de análises laboratoriais, a empresa se limitou a informar que a profissional foi desligada da empresa em julho de 2014 e ingressou com ação trabalhista contra a empresa. “As acusações da ex-funcionária foram tomadas com seriedade pela companhia, e medidas técnicas e administrativas foram implementadas para aprimorar seus procedimentos internos”, diz a empresa.

Esclarecimento

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) enviou a embaixadas e a governos de países que são destinos de carnes de aves brasileiras informações sobre operação realizada junto com a Polícia Federal relacionada a análises para detectar presença de Salmonella. Texto em português, inglês e espanhol esclareceu que fatos apurados na relação entre laboratórios e empresas exportadoras se referem a período anterior à adoção de regras mais rígidas de controle pelo Mapa.

Cinco laboratórios estão envolvidos em suspeitas de alteração de resultados de análise, três credenciados pelo ministério e dois de autocontrole das empresas. Esses cinco, de um universo de 496 credenciados pelo Mapa, não podem mais fazer análises até o fim das investigações, que podem resultar em descredenciamento definitivo. Foram suspensas as exportações pelos frigoríficos envolvidos para 12 destinos onde são exigidos requisitos sanitários específicos de controle e tipificação de Salmonella spp: África do Sul, Argélia, Coreia do Sul, Israel, Irã, Macedônia, Maurício, Tadjiquistão, Suíça, Ucrânia, Vietnã e União Europeia.

O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luis Rangel, disse que o fato de o ministério estar atuando junto à PF na apuração das fraudes, permitiu dar resposta imediata, esclarecendo o mercado consumidor e, inclusive, responder questionamento da União Europeia, na segunda-feira (05), quando foi divulgada a operação. Rangel destacou também avanços nos controles de fiscalização e de qualidade nos estabelecimentos e a modernização do Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa), além do fim de ingerências políticas nas unidades regionais do ministério. “É um avanço que tem sido bem entendido no exterior”, acrescentou. Serão criados também serviços sociais autônomos para melhorar ainda mais o desempenho das atividades de defesa agropecuária e com maior velocidade com a adoção de ferramentas eletrônicas, segundo o secretário.

Fonte: Agência Brasil

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Notícias 53 anos

Bet, nos 53 anos da Alfa: “Honestidade, ética e humildade, são tudo”

Cooperativa tem previsão de obter receita bruta, em 2020, 21% superior a 2019( que foi de R$ 3,7 Bi)

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Presidente Romeo Bet - Foto: Divulgação

Em 19 de outubro, a Alfa chegou aos 53 anos, com previsão de obter receita bruta, em 2020, 21% superior a 2019( que foi de R$ 3,7 Bi). Aqui, o presidente Romeo Bet, relata o atual estágio de crescimento e aponta rumos.

 

História bonita

“É uma história muito bonita. Passamos por várias etapas, de dificuldades e vitórias, de algumas paradas e, outras, de maior velocidade, porém, sempre com ímpeto de todas as diretorias que passaram, dos funcionários e associados, de tocar o barco adiante. Foi muito trabalho e muita dedicação, de muita gente”.

 

Uma grande sacada

“Quando a cooperativa começou a perceber que haviam várias outras pequenas com dificuldades, iniciou as incorporações, visando o fortalecimento e, também, para salvaguardar o próprio sistema associativo. Um exemplo foi a junção da então CooperChapecó com a CooperXaxiense, em 1975, gerando o nome ALFA. Isso tomou corpo e vieram mais estruturas em seguida”.

“Quem não cresce, ou fica estagnado, ou regride”. Romeo Bet

 

A modernização

“Outra estratégia excelente, foi o ingresso na industrialização, em 1977, com a indústria de milho, depois trigo e em 1983 a soja. Mais adiante as fábricas de ração. De alguma forma, a modernização foi um importante pilar. A cada pouco tempo, de lá para cá, há ampliação de área e mais incorporações, como a CooperCanoinhas e a ida ao MS há cinco anos. No RS, em 2017, alugamos parte das estruturas da Cotrel. Tudo isso para fazer frente ao aumento dos custos que, só tendem a baixar com novas frentes, novos negócios, mantendo os mesmos níveis de rentabilidade, ou ampliando-os. Quem não cresce, ou fica estagnado, ou regride”.

 

Alfa repaginada

Quando assumi, no início de 2009, depois de três mandados expansionistas de Mário Lanznaster – que sucedeu a ao saudoso Aury Luiz Bodanese -, a Alfa já estava muito bem, já vinha num ritmo crescente. Lógico que, o tempo foi passando e as estruturas já não davam mais conta. Assim, ao longo dos últimos 12/13 anos, fomos ampliando silos, lojas e mercados, novos mixes de mercadorias e melhorando o entrosamento das equipes.

“O crescimento da Alfa se deve, em grande parte, à confiança que os associados depositaram em nós e nas gestões anteriores. Creio que o jeito simples de administrar, focando a rentabilidade, os novos nichos de mercado que se apresentaram, a atualização tecnológica com pés no chão, tudo isso gerou um enorme salto de qualidade e, também, em solidez financeira” (Romeo Bet)

 

R$ 400 milhões em dois projetos

“Somente o novo projeto da Linha Tomazelli, Chapecó (que vai processar 2 mil toneladas de soja/dia a partir de 2022), mais a UPL em Sidrolância – MS (que vai abastecer com suínos o frigorífico Aurora de São Gabriel do Oeste), deverão consumir cerca de R$ 400 milhões. Por isso, este ano, estamos tendo um certo cuidado com outros investimentos. Contudo, alguns são inevitáveis, como é o caso do novo Superalfa e Loja em São Lourenço do Oeste – e em Itaiópolis – ambos em SC, onde também não temos estrutura própria”.

 

A transformação das pessoas

“Já no início da década de 1970, começou a assistência técnica, o preparo das pessoas, os sistemas de comunicação e isso nunca parou justamente por sermos uma cooperativa. De um lado, o caixa precisa ser forte; de outro, o preparo das pessoas deve ser permanente, olhando-se para as tecnologias viáveis. Uma cooperativa jamais deve esquecer seu trabalho social.  Treinamentos, programas com jovens, mulheres, casais de líderes, novos associados, campos demonstrativos, com temas sempre voltados ao interesse do associado, para que sua família também dê seus saltos evolutivos. Isso tudo vai ampliando a confiança e a segurança dos cooperados, nos negócios da Alfa. Se a confiança se vai, estaríamos fadados a sucumbir. Assim que a pandemia permitir, deveremos desencadear vários eventos presenciais, com segurança extrema, até porque, teremos um fim de ano com encaminhamentos bem importantes, por conta das eleições do Conselho em fevereiro de 2021”.

 

E o ´coração´?

A grande maioria notabiliza a Cota-Capital e o elevado grau de consultoria técnica que ofertamos. O mesmo ocorre com a pontualidade nos pagamentos e aplaude o trato feito e cumprido. A alfa está bem conceituada com o quadro social, os funcionários, os parceiros, os terceirizados, os clientes e a comunidade em geral.

“Quando se fala em associado, estamos falando do ‘coração´ do sistema; o cooperado representa tudo para a cooperativa. Ao longo dos anos, os laços foram se fortalecendo. É motivo de alegria ver o associado satisfeito com sua entidade, por se abastecer de insumos e mercadorias na própria casa, bem como a comercialização da produção. É entendível, num universo de mais de 20 mil famílias, um ou outro caso apresentar, eventualmente, alguma insatisfação, especialmente quando acontecem oscilações de preços na produção. Preciso lembrar que isso é reflexo do mercado, e não da Alfa”. (Romeo Bet)

 

Os espelhos

“Espelhando-se o País e a esfera púbica, com a Alfa e seus times, vejo que há gestores e políticos corretos, que fazem o bem para a sociedade. Contudo, muitas atitudes na esfera pública são perversas. Percebo uma Cooperalfa e sua gente, com retidão. Para mim, ética, humidade e honestidade, é tudo; são qualidades preponderantes para pessoas e corporações. Desejo vida longa à cooperativa, transparência, sem acomodação, que continuemos pagando a cota em dia, inovando com consciência e que as próximas cinco décadas sejam tão profícuas quanto foram os primeiros 53 anos. Que nossas raízes fiquem bem firmes a quem virá, seja um filho, um neto. Que o Menino Jesus nos abençoe e que possamos nos cuidar para a travessia do momento”.

Fonte: Assessoria
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Notícias Exportação

Maior volume e dólar alto sustentam faturamento recorde neste ano

Volume exportado pelo agronegócio brasileiro cresceu mais de 16% frente ao mesmo período de 2019

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Ivan Bueno/APPA

As exportações do agronegócio brasileiro seguem demostrando excelente desempenho ao longo deste ano. Pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, realizadas com base em dados da Secex mostram que, de janeiro a setembro de 2020, o volume exportado pelo setor cresceu mais de 16% frente ao mesmo período de 2019, atingindo recorde da série histórica.

Quanto ao faturamento em dólar, nos primeiros nove meses de 2020, somou 79 bilhões, 8% acima do registrado entre janeiro e setembro de 2019. Esse aumento no montante, por sua vez, está relacionado ao maior volume exportado, tendo em vista que os preços médios em dólar recuaram 6% nos nove primeiros meses de 2020 frente ao mesmo período do ano anterior. Em moeda nacional, o faturamento cresceu 26% na mesma comparação, favorecido pela desvalorização do Real frente ao dólar, de quase 16%.

Produtos exportados

Pesquisadores do Cepea indicam que o aumento das vendas externas se deve a incrementos nos embarques dos produtos do complexo da soja, das carnes, do setor sucroalcooleiro, algodão, frutas e madeira.

No caso dos produtos do complexo da soja, os crescimentos nos embarques em 2020 foram de 32% para soja em grão e de 7% para o farelo e para o óleo. O açúcar tem sido grande destaque neste ano, com forte avanço de 71% nas exportações, devido à aquecida demanda internacional – as vendas externas de etanol cresceram 27%. As exportações de algodão em pluma seguem apresentando bom desempenho, com alta de 59%. As carnes também têm passado por bom período de vendas ao exterior, com altas de 47% para a suína, de 18% para a bovina e de 3% para a de aves. Aumentaram também os embarques de frutas (8%), madeira (5%) e café (1%). Já os produtos que registraram quedas nos embarques foram:  papel e celulose (-2%), suco de laranja (-9%) e milho (-30%)

Destino

A China, a cada ano, tem aumentado sua participação nas vendas totais do Brasil. De janeiro a setembro, 37% do total vendido pelo agronegócio brasileiro ao exterior teve como destino a China. Os países da Zona do Euro mantiveram participação de 14,3%, e os Estados Unidos, de 6,3%

Perspectivas

Caso o clima não atrapalhe, a elevada produção brasileira e o câmbio alto devem seguir favorecendo as vendas externas dos produtos do agronegócio nos próximos meses. Assim, tanto o volume quanto o faturamento em Reais com as exportações brasileiras do agronegócio podem atingir recordes em 2020.

Fonte: Cepea
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Notícias Mercado

Colheita do trigo se aproxima do final no PR; preço segue em alta

Alta nos preços externos e a estimativa de redução na safra da Argentina também sustentam as cotações no Brasil

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Divulgação/AENPr

A colheita da nova safra de trigo caminha para o fim no Paraná, maior estado produtor do País. No Rio Grande do Sul, as atividades de campo se aproximam de 1/3 da área.

Apesar disso, pesquisas do Cepea mostram que os valores do trigo e dos derivados continuam avançando no Brasil, influenciados, especialmente, pela retração das vendas por parte de produtores.

Além disso, a alta nos preços externos e a estimativa de redução na safra da Argentina também sustentam as cotações no Brasil.

Entre 19 e 26 de outubro, os preços do trigo no mercado de lotes subiram 5,05% no Paraná e 8,8% no Rio Grande do Sul, fechando respectivamente a R$ 1.343,56/tonelada e R$ 1.311,2/t nessa segunda-feira (26).

Fonte: Cepea
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