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União entre governo e setor privado é chave para combater gripe aviária

Condições sanitárias da avicultura foram temas das palestras do último dia do 10º Encontro Avícola e Empresarial Unifrango, que registrou recorde de público e empresas participantes.

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Com as recentes confirmações de casos de gripe aviária em aves silvestres e de subsistência no Brasil, o veterinário e membro do European College of Poultry Veterinary Science, Dr. Paul McMullin, defendeu que a união entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e as indústrias avícolas será um fator-chave no combate à doença. Para o pesquisador, a aproximação entre os dois protagonistas do setor avícola na troca de informações e tomada de providências efetivas podem fazer a diferença no cenário de crise. A análise foi feita em palestra na quinta-feira (20), no último dia do 10º Encontro Avícola e Empresarial Unifrango, em Maringá.

“Na Grã-Bretanha, tivemos um problema significativo no ano passado. E a avaliação das autoridades britânicas é que em menos de 5% dos casos em que aconteceram as confirmações de casos era devido à movimentação entre granjas das mesmas empresas. Por isso, é fundamental reforçar a necessidade de uma parceria entre o Mapa e a indústria porque todos têm o mesmo interesse”, disse o veterinário.

O técnico ainda destacou o quanto a influenza aviária tem mudado de comportamento a nível mundial, por esse motivo, é necessário que os produtores se atentem a vários detalhes a fim de controlar a entrada da enfermidade nas granjas. “O objetivo principal é manter o vírus longe da produção, com foco na exportação de carne com biossegurança. Por isso, é preciso ter cuidado com as coisas que possam atrair as aves silvestres. Em uma época de seca, até o acesso à água pode atrair as aves, por exemplo”, apontou.

Veterinário e membro do European College of Poultry Veterinary Science, Dr. Paul McMullin: “O controle sanitário em matrizeiros e incubatórios é feito de pequenas medidas e o somatório delas é o que nos dá o padrão que temos atualmente” – Fotos: Divulgação

As condições sanitárias na produção de frango foram os principais temas tratados no último dia do 10º Encontro Avícola e Empresarial Unifrango. Além da participação do Dr. Paul McMullin, o evento contou com palestras do diretor de Nutrição da Vaccinar, Sebastião Borges; do diretor da JF LAB José Di Fábio; do pesquisador da Embrapa – CNPSA na área de Produção e Nutrição de Aves, Everton Krabbe; do diretor técnico do laboratório de diagnóstico Mercolab, Alberto Back; e do médico veterinário Antonio Piantino.

A questão da biosseguridade nos frangos de postura também foi abordado na palestra de Alberto Back. Ele apontou que os cuidados com os detalhes, como o monitoramento de dados, são fatores diferenciais no cruzamento das aves. “O controle sanitário em matrizeiros e incubatórios é feito de pequenas medidas e o somatório delas é o que nos dá o padrão que temos atualmente. É fundamental que os produtores passem a prestar atenção nesses detalhes, que muitas vezes passam despercebidos”, analisou.

Mediadores

Para promover o debate entre os participantes do encontro e trazer importantes insights, a programação também teve a participação da médica veterinária e gerente de fomento da GTFoods, Kely Filletti; do especialista em processos de qualidade na Cobb América do Sul, Eder Barbon; do diretor técnico do laboratório de diagnóstico Mercolab, Alberto Back; e do diretor da JF LAB José Di Fábio.

Encerramento

O 10º Encontro Avícola e Empresarial Unifrango chega ao fim como o maior evento promovido pela empresa. Reuniu mais de mil inscritos, entre representantes de empresas, estudantes e profissionais do setor de proteínas, e contou com 34 patrocinadores, 19 palestrantes e quatro moderadores. O coordenador do evento, Nivaldo Daquano, salientou a participação de todos que contribuíram para o sucesso do encontro.

Já o presidente da Unifrango, Hugo Bongiorno, ressaltou que a programação do evento foi fundamental para o crescimento profissional dos participantes. “Foram três dias de muito conhecimento, informação, networking e mentorias. Além de rever os amigos, também pudemos gerar negócios. Esses eram os objetivos do encontro e agora vamos colocar em prática tudo o que aprendemos aqui”, avaliou. Segundo ele, com o encontro, a Unifrango honrou o Paraná, estado que é considerado o maior produtor e exportador da avicultura no Brasil.

Fonte: Assessoria Unifrango

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo

Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

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Foto: Divulgação/IDR-Paraná

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.

A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.

De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.

O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.

A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.

O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.

A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.

Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.

Fonte: Assessoria IDR-Paraná
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais

Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.

A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.

O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.

A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.

O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.

Fonte: Assessoria Mapa
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos

Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os preços do milho se mantiveram próximos de R$ 69,00 por saca de 60 kg ao longo deste mês, apesar de recuos pontuais recentes no mercado interno. Levantamento do Cepea indica que o movimento de baixa está associado, principalmente, à postura cautelosa dos compradores.

Foto: Shutterstock

Do lado da demanda, parte dos agentes relata estoques confortáveis e adota estratégia de espera, apostando em desvalorizações mais acentuadas no curto prazo. Esse comportamento tem reduzido a liquidez e limitado a sustentação das cotações.

Na ponta vendedora, há maior disposição para negociar. Diante do enfraquecimento da demanda, produtores e detentores de milho chegaram, em alguns momentos, a flexibilizar os preços pedidos para viabilizar negócios.

Ainda conforme o Cepea, o ambiente de pressão sobre os preços também reflete a valorização do real frente ao dólar, que diminui a paridade de exportação, o avanço da colheita da safra de verão e a melhora das condições climáticas em regiões produtoras da segunda safra, com o retorno das chuvas favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

Fonte: O Presente Rural
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