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União entre fiscais e veterinários pode promover crescimento das agroindústrias familiares
Encontro promovido pela Adapar discute ações conjuntas para garantir que as agroindústrias familiares tenham excelente qualidade sanitária para ampliar mercado. O objetivo do encontro é possibilitar interação entre os fiscais agropecuários da Adapar e os profissionais que atendem os Serviços de Inspeção Municipal.

A importância da parceria dos fiscais agropecuários do Estado com os médicos veterinários que atuam em Serviços de Inspeção Municipal (SIM), com vistas a garantir a qualidade sanitária dos produtos de origem animal, foi destacada nesta quarta-feira (21) na abertura do I Encontro de Médicos Veterinários SIM/Ssusaf/PR, em Curitiba.
“Queremos ser mais competentes também nas nossas agroindústrias. O desejo nosso é crescer, vender para outros Estados, vender para outros países. Por isso queremos essa parceria de Estado e municípios, da Adapar e médicos veterinários”, acentuou o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza. “O desejo do governo é investir nas agroindústrias familiares, porque é importante como agregação de renda e geração de empregos”.
Segundo ele, a integração dos fiscais com os veterinários que atendem os municípios é fundamental para garantia de qualidade dos produtos. “Podemos fazer melhor, queremos ser mais eficazes, por isso vamos investir naquelas agroindústrias que os veterinários colocarem a mão e disserem que essa tem futuro, pois faz o correto em termos de sanidade”, disse o secretário.
O evento, que se estende até esta quinta-feira (22), é promovido pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) com apoio da Escola de Gestão do Paraná. “É importante que os municípios, com o SIM bem estruturado, possam aderir ao Susaf e com isso as agroindústrias comercializarem seus produtos não apenas nos municípios, mas em todo o Estado”, afirmou o diretor de Defesa Agropecuária da Adapar, Manoel Luiz de Azevedo.
O presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná), Richard Golba, lembrou do tempo em que os produtos de origem animal eram considerados ruins sanitariamente e alvo de apreensões policiais, e que a realidade hoje é outra. “Aí entrou a tecnologia, a boa vontade do extensionista, os técnicos da vigilância, um trabalho de muitas mãos para chegar onde estamos hoje”, disse. “Isso foi possível porque trocamos as divergências e os conflitos pelo diálogo”, afirmou.
O objetivo do encontro é possibilitar interação entre os fiscais agropecuários da Adapar que atuam na inspeção de produtos de origem animal e os profissionais que atendem os Serviços de Inspeção Municipal.
“Trata-se não apenas de fazer comida, mas de fazer a economia local funcionar, gerar oportunidades em cada localidade, permitir que o produtor ouse vender muito além da fronteira municipal”, reforçou o secretário de Estado da Fazenda, Norberto Ortigara, que também esteve na abertura. “Queremos ousar e vender para o mundo o nosso produto local, é mais uma barreira a ser vencida, e para isso precisamos zelar em conjunto pelas virtudes sanitárias”.
SISTEMA – O Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf/PR), criado por lei em 2013 e regulamentado em 2020, destina-se especialmente à agroindústria familiar e de pequeno porte. Para obter o selo Susaf/PR, é exigido que as agroindústrias estejam registradas no Sistema de Inspeção Municipal (SIM).
Este selo pode ser concedido a municípios ou consórcios intermunicipais que apresentem como atribuição o serviço de inspeção e que ele seja estruturado, garantindo a qualidade dos produtos. Até o momento, 153 municípios já aderiram ao sistema. A meta do Estado é chegar a 200 cidades integradas ao consórcio até 2026.
PRESENÇAS – O presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária no Paraná, Adolfo Yoshiaki Sasaki, e o vice-presidente do Sindicato dos Médicos Veterinários do Estado do Paraná (Sindivet-PR), Rubens Luiz Ferreira Gusso, também estiveram na abertura.

Colunistas
Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?
Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.
Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.
Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.
Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.
Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.
O sucesso desta ação teve três pontos centrais:
1) Análise
O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.
2) Integração
O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.
3) Correção
Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.
A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.
Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?
Notícias
Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações
Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.
O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais
Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.
Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN
O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.
Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.



