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Uma nova conquista na luta contra a COVID-19

Uma equipe multidisciplinar, da qual a empresa Bioinnovo SA faz parte, desenvolveu anticorpos aviários IgY que neutralizam o vírus causador da COVID-19.

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Foto: Divulgação

No marco do projeto denominado “Desenvolvimento e produção de reagentes críticos para diagnóstico e tratamento de COVID-19: Nanoanticorpos, anticorpos policlonais IgY e proteínas recombinantes”, uma equipe multidisciplinar, da qual faz parte a Bioinnovo SA – EBT, uma empresa formada pelo INTA e pela Vetanco SA, desenvolveu nanoanticorpos HHV e anticorpos aviários IgY que neutralizam o vírus causador da COVID-19.  Com forte apoio do Conicet, foram realizados estudos que demonstraram a eficácia dos nanoanticorpos VHH, derivados de lhamas, e anticorpos IgY, da gema de ovos de galinha, na inibição da infecção viral causada pelo SARS-CoV-2.

O VHH – nanoanticorpos monoclonais recombinantes – e o IgY – anticorpos policlonais – representam duas estratégias como tratamento preventivo e ferramenta terapêutica para pacientes acometidos por COVID-19.

Essas moléculas, desenvolvidas como parte do projeto obtido pelo INTA na convocatória COVID-19 do MINCYT, têm potencial para se tornarem produtos. A sua aplicação será como um choque imunoterapêutico para o tratamento da doença COVID-19, complementar a outros métodos e vacinas disponíveis.

Os testes da atividade neutralizante das moléculas desenvolvidos pela equipe da Dra. Viviana Parreño, coordenadora científica do INCUINTA do INTA, foram recentemente comprovados na Argentina pela Dra. Itatí Ibáñez –CONICET- com pseudo-partículas virais e, em paralelo, nos Estados Unidos, pelo Dr. Jonathan Auguste, do Instituto Politécnico da Virgínia, que analisou as moléculas em um ensaio com o vírus selvagem. Além dos testes realizados no Instituto Malbrán, que também o demonstram.

Hoje, o INTA tem duas estratégias de imunidade passiva contra o SARS-CoV-2: uma voltada para a fabricação de um polimonoclonal a partir do VHH de lhama, que representa diferentes compostos monoclonais no mesmo coquetel; e outro do qual participa a Bioinnovo, com os IgY, anticorpos policlonais mais baratos, fáceis de escalar e que atendem aos padrões de bem-estar animal. Ambas as plataformas apresentam a possibilidade de alcance massivo.

Esses resultados obtidos colocam a Argentina entre os países que desenvolveram seus “nanocorpos” como Estados Unidos, China, Suécia e Bélgica, entre outras nações da União Europeia, sendo o primeiro país do hemisfério sul a relatar essa conquista.

Assim que os testes de segurança em animais forem concluídos nas próximas semanas, a fase de escalonamento e os testes clínicos poderão começar, com a aprovação da autoridade reguladora.

 

Sobre o projeto: Formam parte da equipe de desenvolvedores os pesquisadores do INTA, CONICET, Instituto Nacional de Doenças Infecciosas (INEI) de ANLIS-Malbrán, Instituto de Biociências, Biotecnologia e Biologia Translacional da Faculdade de Ciências Exatas e Naturais da UBA e a empresa Bioinnovo SA -EBT formada pela INTA e a Vetanco SA.

Este desenvolvimento foi financiado pela Agência de Promoção de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, INCUINTA, a carteira de projetos do INTA e o Projeto de Promoção de Nagoya na Argentina (GEF/PNUD).

Da mesma forma, conta com o apoio de empresas farmacêuticas argentinas e pesquisadores do Centro de Pesquisa de Vacinas (VRC) de NIH e do Hospital Monte Sinai – Nova York, ambos dos Estados Unidos, e do Conselho Nacional de Pequisa do Canada.

Antecedente: A obtenção de nanoanticorpos monoclonais e anticorpos IgY é o resultado de pesquisas que desde 2005 são desenvolvidas pela plataforma INCUINTA, que atua no desenvolvimento de plataformas para a produção de anticorpos sob o conceito “Uma Saúde”.

Fonte: Assessoria
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Integração Lavoura Pecuária: Sistemas integrados e a biodiversidade aliada à produção agropecuária

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Divulgação Barenbrug

Importante provedor global de alimentos, o Brasil é um país afortunado para a produção agropecuária. Em vasto território, com muito ainda a se conhecer, no país predominam solos profundos e com alto potencial produtivo. Com grande variação nos biomas, as chuvas de maneira geral são abundantes e permitem que cereais, grãos e forragens sejam produzidos em boa parte do ano sem necessidade de sistemas de irrigação. Outro ponto fundamental para as lavouras é a temperatura; não há o que reclamar desta condição no Brasil.

Além das vantagens presenteadas pela natureza, os agricultores brasileiros fazem por merecer pela notável dedicação, empenho e determinação à campo. A especialização e aprimoramento do conhecimento junto às novas tecnologias, frequentemente desenvolvidas por empresas que investem e acreditam no setor, também são pontos fundamentais para o incremento de produtividade das atividades agropecuárias e, consequentemente, competitividade e relevância do agronegócio brasileiro.

Neste cenário de consolidação das empresas rurais, que mesmo a céu aberto são minuciosamente planejadas, assistidas e conduzidas, será discutida neste texto a diversificação da produção e seus benefícios para o produtor rural.

Integração Lavoura Pecuária: Benefícios da diversificação da produção para o produtor

A rotação de culturas, os sistemas de cultivo mínimo e o plantio direto ( no qual é mandatório a presença da palhada) hoje são tecnologias dominadas e com benefícios consolidados, sendo estes a melhoria da estrutura física do solo com superior infiltração e retenção de água, proteção contra altas temperaturas e veranicos, menor escorrimento superficial da água e menor perda de solo, mesmo que por ventos (erosão eólica), redução de problemas com espécies invasoras, ciclagem de nutrientes e incremento de teor de matéria orgânica no solo.

Já na última década, a integração da produção de grãos com pecuária e com produção de madeira (em consórcio de longo prazo com espécies florestais cultivadas) acena também como opção para incremento de resultado financeiro e diversificação com benefícios adicionais ainda não tão evidentes e comprovados ao produtor.

A rota para um sistema agropecuário mais produtivo e sustentável está correta! Tais benefícios adicionais em adotar – e se desdobrar tecnicamente – para conduzir e persistir em sistemas agropecuários integrados podem não ser inicialmente comprovados através de resultados de análises simples de solo, ou mesmo na ‘bottom line’ das planilhas de resultados financeiros nos primeiros anos de adoção do sistema.

Contudo, a adoção de um modelo agropecuário regenerativo para construir novamente a fertilidade natural dos solos brasileiros perdida em diversas propriedades através de agricultura e pecuária convencional desempenhada ao longo dos anos mostra-se como opção para se reduzir a dependência dos sistemas de produção em fertilizantes sintéticos e defensivos, e assim, através da saúde do solo e biodiversidade restabelecida, melhorar a rentabilidade dos hectares.

Os cinco princípios da agricultura regenerativa, que através do solo saudável conta com plantas e animais saudáveis, e sobretudo humanos saudáveis, para sempre ter-se como direção nas decisões sobre as atividades agropecuárias são:

  • Limitar distúrbios no solo: reduzir aração, gradagens e demais operações pelas quais realiza-se o revolvimento do solo;
  • Proteger a superfície do solo: através de plantas e seus resíduos, manter o solo coberto;
  • Construir diversidade: através de rotação de culturas e culturas de cobertura;
  • Manter raízes vivas no solo: fotossíntese presente durante todo o ano;
  • Integre animais: podem ser utilizadas diversas espécies.

*Artigo técnico escrito por Paulo Ramalho, Coordenador de Desenvolvimento Tecnológico da Barenbrug do Brasil. Engenheiro Agrônomo pela Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira (UNESP) e Mestre em Ciência e Tecnologia de Sementes pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), atua no segmento de sementes desde 2011 com experiência em produção, beneficiamento, tratamento e comercialização de sementes forrageiras tropicais.

Fonte: Ass. de Imprensa Barenbrug
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Usar antiparasitários de alta performance e baixo período de carência é ideal para fase de terminação dos bovinos

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Divulgação Vetoquinol

Diversos desafios ligados à infestação de parasitas afetam os bovinos durante o ciclo de produção, reduzindo o desempenho produtivo e a lucratividade dos produtores. A recomendação é lançar mão de medidas de controle efetivo, prevenção e tratamentos eficazes específicos para cada fase de criação. Humberto Moura, gerente de produtos de animais de produção da Vetoquinol Saúde Animal, explica que durante a fase de engorda e terminação o controle dos parasitas torna-se um dos maiores desafios dos pecuaristas. “O controle efetivo dos parasitas com uma solução apropriada a essa fase é fundamental para a obtenção de animais mais pesados, bem terminados e produzindo carne de qualidade e segura para o consumo”, diz.

Segundo estimativas, cerca de 6 milhões de animais devem ser terminados no sistema de confinamento em 2020. Porém, a maioria dos animais abatidos no Brasil (cerca de 30 milhões) ainda é terminada a pasto. “Independente do sistema de engorda – seja pasto, confinamento ou semiconfinamento – o controle dos parasitas internos e externos é de extrema importância, principalmente com o uso de produtos e protocolos sanitários que promovam resultados efetivos, tanto em termos de menor manejo possível e baixo períodos de carência”, reforça Humberto Moura.

Com amplo portfólio para controle parasitário, a Vetoquinol Saúde Animal, uma das 10 maiores empresas de saúde animal do mundo, oferece o inovador endectocida Contratack Injetável Plus. De alta tecnologia, o produto é eficaz para combater os parasitas internos e externos e assegurar a produtividade necessária para a fase de terminação com segurança.

“Contratack Injetável Plus é uma solução ideal para a fase de engorda e terminação. Além de ter baixo período de carência (17 dias), a associação da Eprinomectina 1,8% com Fluazuron proporciona alta performance, contribuindo para elevar a produtividade na terminação. O rebanho fica limpo e protegido. Contratack Injetável Plus é sinônimo de produção de carne mais segura para o consumo, atendendo às exigências dos mercados regulatórios e dos consumidores”, finaliza o gerente de produtos de animais de produção da Vetoquinol Saúde Animal.

Fonte: Ass. de Imprensa
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Fazendas de cria: suplementação mineral na época de águas é fundamental para garantir a produtividade do rebanho

Corrigir as deficiências nutricionais, comuns no regime de pastagem, permite exprimir maior potencial produtivo aos animais

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Divulgação Minerthal

A maior parte da produção de bovinos no Brasil é realizada sob regime de pastagem. Porém, os pastos tropicais normalmente apresentam deficiências nutricionais que são alteradas de acordo com a condição climática de cada época do ano. Para que o animal expresse todo seu potencial produtivo e reprodutivo, essas deficiências nutricionais precisam ser corrigidas.

Durante o período das águas, a quantidade de minerais que o rebanho precisa ingerir está diretamente ligada à categoria e ao desafio produtivo que o gado está exposto. Em fazendas de cria, os animais a serem trabalhados são as matrizes, os reprodutores e os bezerros, que apresentam grande exigência por minerais, em especial do fósforo por ser determinante na estrutura óssea corporal e composição do leite.

Em termos nutricionais, a demanda das vacas por nutrientes é crescente para atender a manutenção, crescimento e reprodução. Dados apresentados pelo BR-Corte sugerem que a exigência de mantença de vacas zebuínas é aumentada 1,12 vezes no período médio de gestação e 1,33 vezes no período final de gestação, isso nos mostra que a nutrição inadequada a atividade reprodutiva é a primeira a parar e a última a retornar à normalidade, representando prejuízo.

Para as matrizes, além da alta demanda por nutrientes para estarem aptas a emprenharem, a necessidade continua durante a gestação pelo crescimento do feto, evidenciando que acúmulo corporal de minerais do bezerro recém-nascido vem por completo da vaca. Com o parto inicia-se a fase de aleitamento, sendo o leite a primeira e principal fonte de minerais aos bezerros.

Somando o acúmulo de mineral do nascimento até a desmama, percebe-se que nesta fase o animal terá cerca da metade dos minerais em seu corpo que acumulará até o final da sua vida, mostrando a importância de se suplementar as matrizes que serão as principais fontes de minerais das futuras gerações.

Um estudo desenvolvido na Austrália, publicado em 2019 e escrito por Bowen M, mostrou a eficiência da suplementação com fósforo pelos resultados alcançados de aumento da taxa de desmame pelo total de vacas acasaladas e redução da mortalidade de bezerros e touros.

Segundo os dados, o fornecimento de fósforo durante a estação chuvosa apresentou retorno financeiro relativamente maior do que a suplementação com nitrogênio realizada no período seco do ano. Isso enfatiza que fazer com que o animal entregue o máximo de desempenho nas águas pode ser melhor economicamente do que evitar a perda de peso na seca. Os autores alertam ainda para as dificuldades práticas de logística no fornecimento de suplementos na estação chuvosa para que o animal consiga atingir a ingestão necessária de fósforo.

Ao compreender a importância da suplementação mineral para estes animais, o passo seguinte é se certificar de que o bovino tenha a oportunidade de consumir o suplemento na quantidade e qualidade ideal. Alguns entraves que são possíveis de encontrar nas propriedades são em relação ao fornecimento e desperdício do sal mineral.

Por vezes piquetes de difícil acesso são mineralizados com menor frequência; além disso, há desperdício com ventos e chuva nos suplementos fornecidos em cochos descobertos. Estes são alguns pontos que podem reduzir o consumo, desempenho e, por fim, o lucro ao pecuarista.

A nutrição animal deve ser priorizada no ano todo e deve ser feita de forma sistêmica e precisa. Pensando em favorecer o consumo correto de nutrientes, redução do desperdício do produto por ações de chuvas e ventos e menor frequência de reposição no cocho, a Minerthal traz ao mercado a linha MinerBlock®, que conta com suplementos minerais em forma de bloco compacto, os quais, além de ajudar a regular o consumo, proporciona maior resistência às condições climáticas.

Fonte: *Por Letícia de Souza Santos, zootecnista, mestre em Zootecnia e analista de Produtos na Minerthal
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Dia Estadual do Porco – ACSURS

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