Conectado com
Minuto Agro

José Luiz Tejon Megido Opinião

Um agro forte é segurança do país

A Hora do Agronegócio, hora de mudanças, mas um agro forte é vital para nosso país

Publicado em

em

Divulgação

Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

Em meio a notícias ruins e economia parando, temos que ter capacidade e coragem para os enfrentamentos. Petróleo antes da guerra petroleira Arábia Saudita X Rússia era US$ 70. Caiu pela metade disso, porém na quarta-feira (11) recuperou 10%. E, claro, impacta direto o etanol. E nas usinas de álcool e açúcar, a cogeração de energia pode significar uma diferença importante, é positiva nas horas difíceis, bem como há melhoria do lucro nas horas boas.

Mas chega o CBIO, crédito de descarbonização, um contrato assinado entre o banco Santander e produtores de biocombustíveis. Graças a resiliência preventiva, o setor de açúcar e álcool, com a Unica e demais agentes envolvidos em todas as formas de energias renováveis, criamos no Brasil o Renovabio e, com ele, o CBIO, que deverá gerar US$ 287 milhões.

Teremos uma colheita recorde de grãos no país. A previsão agora ultrapassa 250 milhões de toneladas. Teremos mais algodão, mais arroz, mais feijão, mais soja, mais milho e mais trigo. Estava ontem na região de Palotina, oeste do Paraná, e além das cooperativas agroindustriais vi algo da inteligência e sabedoria humana.

Grupos de agricultores, de dez, 12 pessoas se reúnem e criam condomínios entre eles e compram um silo. Nele passam a administrar a principal de todas as moedas de um agricultor: sua produção. O silo está para o produtor rural como o cofre para um banco. Contei mais de dez condomínios somente na região de Palotina, no Paraná, onde também duas mil mulheres se reuniram para a semana internacional da mulher, na cooperativa.

E com o dólar alto, a soja a R$ 87 a saca, batendo R$ 90 a saca, dá para ver que onde tem planejamento e estratégia preventiva, a segurança para atravessar as crises é muito maior. E como aprendi com o senhor Nishimura, fundador da Jacto de Pompeia, sábio japonês, ele dizia: “nas horas boas é que se prepara para as ruins, e nas horas ruins se prepara para as boas”. Quer dizer, nas crises cresce quem está preparado.

A Hora do Agronegócio, hora de mudanças, mas um agro forte é vital para nosso país.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

um × 2 =

José Luiz Tejon Megido Opinião

É hora de um Brasil de agronegócio com dignidade humanitária planetária

Publicado em

em

(Foto: Divulgação)

Por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

Para todos os brasileiros o agribusiness está presente no planeta inteiro. Está em todo o Brasil, desde a nossa mesa, bebidas, flores, alimentos. É um megassetor, o maior setor econômico do mundo. E o Brasil tem uma imensa oportunidade em meio a essa megacrise. O mundo vai precisar como nunca de suprimento de qualidade, de nutrição, e inclusive de muitas coisas farmacêuticas, originadas no campo.

O Brasil aprendeu nos últimos 40, 50 anos, a produzir em terras que ninguém acreditava que seria possível fazer. Nós somos os campeões dos trópicos no planeta Terra. Isto é uma imensa oportunidade. O mundo vai agora para um conceito de alimento, de bebida, de tudo o que nós comemos é sinônimo de saúde.

O Brasil deve se apresentar ao mundo como um país que pode oferecer qualidade e segurança alimentar do “a” do abacate ao “z” do zebu em todas as cadeias produtivas. Somos um país que precisa ir ao mundo nesse momento crítico, em que se pede por esperança, por palavras positivas, por autoestima elevada. É hora de atendermos todas as oportunidades existentes no planeta Terra que envolvem aquilo que a nação brasileira pode oferecer. Portanto, tem de parar com “faz negócio com aquele”, “não faz negócio com o outro”. Isso é uma conversa completamente inútil e estúpida para o Brasil nesse momento.

Agronegócio é um assunto de alimento, é um assunto que vai permitir, sim, uma reinicialização da nova economia planetária e o Brasil tem uma chance gigantesca de se apresentar para o mundo e de elevarmos a dignidade do povo brasileiro, melhorarmos a qualidade de vida do povo e assegurarmos no mundo inteiro compromissos com tratos e, principalmente, nas faixas miseráveis e na pobreza do mundo que são ainda imensas; o Brasil com a sua inteligência adquirida, ensinar a produzir e educar.

Portanto, é hora de um Brasil de agronegócio humano. Este é o momento que mais se pede por humanidade e dignidade. O Brasil tem condição de atuar dessa forma no mundo inteiro e para todos os brasileiros.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo

José Luiz Tejon Megido Opinião

É proibido proibir o fluxo de profissionais das atividades essenciais: o agronegócio

Objetivo é o de monitorar e não o de impedir o fluxo das mercadorias.

Publicado em

em

Divulgação

Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

A situação do abastecimento está normal. Conversei com o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado de São Paulo, Gustavo Diniz Junqueira, que trabalhava na terça-feira (24) na secretaria coordenando uma central de informações, ao lado de um grupo de comando, envolvendo agricultura, segurança pública, Forças Armadas, defesa civil, transporte, indústria e comércio, em uma reunião de vários estados. O objetivo é o de monitorar e não o de impedir o fluxo das mercadorias.

O secretário tem atuado pontualmente quando por alguma razão há uma interpretação de algum elo da cadeia produtiva do agronegócio ser interrompido. Este momento tem servido para revelar que o mundo pode ser o mais digital possível, porém se os colhedores de laranjas, de café, da hortifruticultura, do leite e dos ovos, se os funcionários de uma indústria de produtos veterinários, se o pessoal dos Ceasas, se os repositores de gôndolas de supermercados ou os caminhoneiros tiverem suas atividades interrompidas, o sistema todo não resiste, ou seja, o elo dessa corrente, por mais simples que possa ser, se desativado, interrompe a corrente inteira.

São os heróis da nossa infantaria. Pessoas dos serviços essenciais que não podem parar. E a secretaria fez um ofício aos prefeitos dos municípios enfatizando que paralisações na atividade agropecuária, industrial e do comércio de alimentos em São Paulo causariam graves problemas no país inteiro. Precisa haver garantia irrestrita ao fluxo de todo este pessoal.

Diniz Junqueira também enfatiza a importância da iniciativa privada criar seus protocolos de proteção aos seus funcionários e equipes. As feiras também não devem parar. E um ótimo exemplo é a feira do Jabaquara, aos domingos e às quartas-feiras, realizadas com os protocolos de sanidade para os feirantes e o público.

Os caminhoneiros, todo pessoal do transporte e os motoqueiros e bicicleteiros dos deliveries também merecem aplausos. Parabéns, moçada! Vocês também são do agronegócio e estão fazendo um grande trabalho.

O agronegócio não vai parar, e com a ciência iremos em pouco tempo superar esta crise mundial. O mundo precisa, sim, parar com a guerra virulenta de um contra o outro. Temos desafios universais muito superiores ao papo furado de esquerda versus direita. Já era. Que isso suma, como o novo Coronavírus vai também sumir. Líderes que não entenderem isso vão desaparecer. E finalmente, o Coronavírus nos obrigou a tomar ciência e consciência do que significa agribusiness: uma visão integrada e sistêmica da semente à mente. Gestão 360 graus. Total design holístico.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo

José Luiz Tejon Megido Opinião

O Brasil e a juventude do mundo

Brasil é um local espetacular, cheio de oportunidades, muito mais do que entraves

Publicado em

em

Divulgação

Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

No dia 8 de fevereiro, na cidade de Nantes, eu representava o Brasil em uma diplomação de mais de 800 estudantes internacionais. Audencia Business School, da França, é hoje um hub conectando jovens do mundo todo. Uma cerimônia com as becas, palavra de alunos e de professores no La Cité de Congrès.

Pelo Brasil, a FECAP de São Paulo recebe jovens do programa FAM (Food & Agribusiness Management), por um mês e meio, dentro do MBA internacional conduzido pelos franceses.

Ao viver essa experiência única, com mais de 800 jovens do mundo, e sendo um membro do CCAS (Conselho Científico Agro Sustentável), é importantíssimo dizer que, mais do que estarmos vivendo em um mundo de velocidade mutante, entramos em uma era de “change makers”, uma geração que faz a mudança.

Ao falar com esses jovens, precisamos de empatia na comunicação. Alguns temas viram sagrados: sustentabilidade, meio ambiente, árvores, bem-estar animal, cooperação para diminuir a desigualdade, Big Data e profissionais “data miners”.

Sobre o nosso Brasil? Expectativas fascinantes. Visualizam aqui território, área, expansão. Sentem no Brasil receptividade para a diversidade humana. Identificam-se com uma natureza de cinturão tropical e de imensas oportunidades para criar e construir vidas.

Quando mostramos o cooperativismo no Brasil: encanta. Quando falamos da Embrapa, da pesquisa do Cenargen, uma arca de Noé: encanta. Eles não sabiam que temos a quarta melhor universidade de Ciências Agrárias do planeta, a ESALQ/USP: encanta.

São Paulo, como a maior base econômica dentre todas as cidades de países em desenvolvimento, da mesma forma encanta. E a Amazônia? Simplesmente a marca, “brand”, mais poderosa do mundo. Fica aqui e instiga, provoca, e atrai as forças da imaginação de uma juventude que mudará o mundo pelos próximos 50 anos.

Mas delicioso mesmo, fascinante, é ser aplaudido de pé pelos jovens do mundo ao dizer:

“Jovens, professores, familiares, o Brasil é o único país do mundo que tem nome de árvore – nascemos do pau-Brasil. Temos leis sérias e severas que protegem todas as nossas árvores. Recebemos todas as raças do mundo neste país e juntos criamos um agronegócio que está virando uma agro cidadania. Hoje, aqui, parte destes estudantes estão recebendo também um diploma brasileiro do programa de agribusiness. Estiveram no Brasil e nos ensinaram a olhar e amar mais ainda nosso território; todos me disseram que querem voltar. Então, saibam, em uma era de sustentabilidade temos no Brasil um símbolo planetário e civilizatório vivo: Nós amamos as nossas árvores, se não amássemos, seríamos injustos, pois Brasil é o único no mundo que tem nome de árvore. Estudantes do mundo todo, que estes diplomas signifiquem para cada um de vocês uma semente, uma muda de uma grande árvore: a das suas vidas e de todos que vocês amam. Obrigado.”

O Brasil é um local espetacular, cheio de oportunidades, muito mais do que entraves. Brasil é país criança, ainda menino e menina, muito jovem, mas simplesmente apaixonante, encantador de, à primeira vista, logo cair em amor.

Um dia emocionante na França, com jovens do mundo todo em Nantes.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo
PORK EXPO

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.