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UENP lança projeto de inovação e extensão tecnológica para produtores rurais
O Desata contará com um laboratório móvel, van com um sistema de análise de imagem para o agricultor acompanhar visualmente como trabalhar as técnicas corretas no campo. A ação irá beneficiar agricultores do Paraná, Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás.

Com o propósito de atender soluções emergenciais demandadas dos agricultores no campo, o Núcleo de Investigação em Tecnologia de Aplicação e Máquinas Agrícolas (NITEC) da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), em parceria com a empresa Juma-Agro Tecnologias para Altas Produtividades, dão início ao projeto de extensão Desata (Decisão Sustentável Avançada em Tecnologia de Aplicação). A ação irá beneficiar agricultores do Paraná, Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás.
O professor da UENP e coordenador do Desata, Rone Batista, destaca que, por meio do projeto, tudo o que é realizado em laboratório será levado para o campo, diretamente para os agricultores. “Nós vivemos pesquisando e estudando para que o nosso conhecimento seja extrapolado e possa contribuir com as pessoas. Queremos levar essa experiência de laboratório para o campo. A intenção do projeto é ter demonstrações, ser dinâmico, para tirar todas as dúvidas dos participantes”, explica.

Durante o evento de lançamento, na semana passada, foi apresentada uma experiência de como funcionará o projeto. Uma delas é um carro itinerante que fará visitas às propriedades dos agricultores. Ele tem um laboratório móvel com um sistema de análise de imagem para o agricultor acompanhar visualmente como trabalhar as técnicas corretas no campo.
“Nesta plataforma nós demonstramos uma parte de interação com o público-alvo com o sistema digital, no qual ele pode acompanhar todas as demonstrações dentro do laboratório móvel via celular ou tablet, através de um aplicativo”, comenta Rone. “Por que esse projeto é inovador? Nós estamos levando todo um laboratório para o campo, tudo o que existe de tecnologia de aplicação está dentro da van ao alcance dos agricultores”.
Outros focos são técnicas de aplicação de produtos que reduzem o impacto ambiental das pulverizações e a necessidade de manutenção da máquina pulverizadora.
O projeto é coordenado pela equipe de engenheiros agrônomos Rone Batista de Oliveira, professor da UENP, Anderson Souza de Jesus, gestor do projeto Juma-Agro; e os instrutores de campo João Victor Campo e José Gabriel Castilho Theodoro. “Nosso compromisso é contribuir com o produtor de forma técnica, científica e confiante para trazer resultado, sempre com segurança”, afirma Anderson.
Extensão
Durante a solenidade de abertura, a reitora da UENP, Fátima Padoan, enalteceu que projetos e eventos como o lançamento do Desata são de extrema relevância para reafirmar a importância da universidade. “Eu não tenho dúvida de que esse projeto será um sucesso. Aos agricultores, quero dizer que a confiança que os senhores depositam em nossa universidade é motivo de grande prestígio. Sabemos que a universidade é a porta da frente de qualquer Estado, é o melhor caminho a ser seguido”, afirmou.
O diretor comercial da empresa Juma-Agro, Júlio Iwao Matino, disse que a empresa está há 34 anos no mercado e atende a cinco estados do Brasil. Agora, através do projeto Desata, chegou ao Paraná. “O sonho do professor Rone nos motivou a participar e ter oportunidade de conhecer o Paraná, trabalhar nesse Estado e tentar, cada dia mais, inovar e levar produtividade para os agricultores. Por isso, é com muito orgulho que nós, como iniciativa privada, vamos participar do projeto”, disse.
A Embrapa Soja também está integrada ao Desata. O pesquisador e líder da equipe de Entomologia da instituição, Samuel Roggia, destacou a parceria com a universidade e a importância de estar efetivamente junto ao agricultor. “A Embrapa Soja trabalha com pesquisa e esse projeto tem um caráter de extensão, ou seja, é o conhecimento gerado pela pesquisa sendo levado para o campo. São as instituições públicas, UENP e Embrapa, desempenhando seu papel diretamente com o agricultor, que é o nosso público em comum”, destacou.

Colunistas
Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?
Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.
Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.
Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.
Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.
Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.
O sucesso desta ação teve três pontos centrais:
1) Análise
O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.
2) Integração
O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.
3) Correção
Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.
A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.
Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?
Notícias
Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações
Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.
O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.
Notícias
Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais
Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.
Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN
O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.
Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.


