Suínos
Ucrânia suspende importação de carne suína do Brasil
suína brasileira, suspendeu a importação do produto brasileiro, alegando a
presença de uma bactéria, informou o Ministério da Agricultura do Brasil. As
autoridades brasileiras disseram ter enviado uma nota técnica ao governo da
Ucrânia pedindo que os embarques sejam liberados pelo menos parcialmente.
Nos
dois primeiros meses deste ano, a Ucrânia foi a segunda maior compradora de
carne suína brasileira em termos de receita e a terceira em volume, com 15,4
mil toneladas embarcadas no período, de acordo estatísticas da indústria. Segundo
o governo brasileiro, a legislação da Ucrânia determina o embargo de carnes in
natura contaminadas pela bactéria Listeria. "A existência dessa bactéria
na carne de porco é comum e não há restrição em vários países, porque pode ser
destruída com o cozimento. No entanto, a Ucrânia não aceita e devemos respeitar
as determinações de cada país", disse o coordenador-geral de Programas
Especiais do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do
ministério, Ari Crespim dos Anjos, em nota.
Técnicos
e diretores do Mapa estiveram reunidos na quinta-feira (21), discutindo
maneiras de minimizar o impacto do embargo. A recomendação enviada à Ucrânia é
para que seja mantida a restrição apenas as fábricas em que produzida a carne
que teve a bactéria detectada. "Vamos convidá-los também a visitarem
nossos frigoríficos", informou Crespim.
Assim
que um plano de ação estiver concluído, uma missão técnica do Brasil irá à
Ucrânia com o objetivo de evitar a interrupção do fluxo de exportação de carne
suína.

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.





