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Tupandi te espera no dia 11 de agosto para o 47º Dia Estadual do Porco
Vale do Caí recebe pela primeira vez uma edição do evento. Expectativas dos organizadores é reunir cerca de mil pessoas, entre suinocultores, líderes políticos, órgãos oficiais, profissionais técnicos e empresas ligadas ao agronegócio.

Pela primeira vez na história, a 47ª edição do Dia Estadual do Porco será realizado no Vale do Caí. O primeiro anfitrião da região, será Tupandi, que já iniciou os preparativos. O jornal O Presente Rural é mais uma vez parceiro de mídia do evento.
O prefeito do município, Bruno Junges, ressalta que a preparação para sediar o evento, já vem sendo realizada desde o dia em que Tupandi foi divulgado oficialmente como anfitrião do Dia Estadual do Porco, ainda 2022 em Santo Cristo. “A organização do evento está sendo cuidadosamente elaborada juntamente com a Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), no anseio de promovermos um grande evento. Desde o dia em que fomos anunciados como o próximo município a sediar as programações do Dia Estadual do Porco, a cidade vem realizando diversas reuniões com os principais produtores do município, bem como, com a comitiva da Acsurs”, explica Junges.
Já para o secretário municipal da Agricultura e Meio Ambiente, Luiz Carlos Weber, o evento é um marco histórico para os produtores de suínos de Tupandi e região. Mobilizado com diversas entidades do setor, Weber, que lidera a organização do evento em Tupandi, destaca suas expectativas positivas, já que, tudo está sendo preparado com muito carinho por toda a comunidade. “Nossos suinocultores merecem este dia e queremos contar com a participação deles, pois, apesar do momento ainda bastante difícil dentro da produção, adquirir conhecimentos e buscar autoestima sempre é bem-vindo”, complementa.
O 47º Dia Estadual do Porco, promovido pela Acsurs, vai trazer para o debate temas como o cenário e as perspectivas do mercado e a importância da gestão no processo sucessório de negócios rurais. Os temas serão trabalhados pelo presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin e o superintendente do Senar/RS, Eduardo de Mércio Figueira Condorelli.
As programações que vão ocorrer no dia 11 de agosto devem reunir cerca de mil pessoas, entre suinocultores, líderes políticos, órgãos oficiais, profissionais técnicos e empresas ligadas ao agronegócio.
Almoço
Após as programações do evento, será servido um almoço à base de carne suína na Sociedade São Luiz, situada à Rua Carlos Weber, nº 371 – Centro.
Os cartões, que custarão R$ 45, podem ser adquiridos antecipadamente através do WhatsApp (51) 3635- 8317, com Fabiane.
Patrocinadores
O evento conta com os patrocinadores diamante BL Agro/Ceva, Boehringer Ingelheim/Distribuidora Agil Sui, Construschorr, De Heus, Insui, Machado Agropecuária, Mig-PLUS, MS Schippers e Ouro do Sul; ouro Biotecno, CLS Granjas, Danbred Brasil, Farenzena, MSD Saúde Animal, Nutron/Cargill, Ourofino, Protec, Solled Energia e Vetanco; prata Agrifirm, American Nutrients, Be8, Bervian Inseminações, Bretanha, Choice Genetics, Construrohr, Farmabase, Farol/Proteínas e Gorduras, Hypor, Madeireira São Luiz, RF Equipamentos, Sicoob, Sicredi, Topgen e Topigs Norsvin; e bronze Agroceres Multimix, Agroceres PIC, Agrossinos, Fênix Pré-Moldados, IMV Technologies, MCassab, Minitube, Oestevet, Salus e Vitalltech do Brasil. Além dos apoiadores institucionais ABCS, ABPA, Fundesa, Senar, Sips e Emater/RS. Além do jornal O Presente Rural, também são parceiros de mídia 333 e Suisite.

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Governo atualiza regras de fiscalização de fertilizantes e cria nova faixa de infração
Decreto 12.858 regulamenta sanções previstas na Lei do Autocontrole, exige programas obrigatórios de autocontrole na cadeia de insumos e estabelece prazo de dois anos para adequação do setor.

O Governo Federal publicou, no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (25), o Decreto 12.858 que trata da alteração do Anexo do Decreto nº 4.954/2004, que regulamenta a Lei nº 6.894/80, que dispõe sobre a inspeção e fiscalização da produção e do comércio de fertilizantes, corretivos, inoculantes, ou biofertilizantes, remineralizadores e substratos para plantas destinados à agricultura.

Foto: Claudio Neves
A atualização tem como objetivo compatibilizar o regulamento com a Lei nº 14.515/22 (Lei do Autocontrole), além de promover adequações ao rito processual previstas no Decreto nº 12.502/2025.
A principal alteração refere-se à regulamentação das sanções administrativas aplicáveis no âmbito da fiscalização de insumos agrícolas conduzida pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (SDA/Mapa) como medidas cautelares, infrações e penalidades, conforme previsto na Lei nº 14.515/2022.
Entre as mudanças, destaca-se a inclusão da classificação de infração de natureza moderada, que se soma às já existentes naturezas leve, grave e gravíssima. As faixas de multas passam a seguir os valores estabelecidos no Anexo da Lei nº 14.515/2022, considerando a classificação do agente administrado de acordo com seu porte econômico.
No que se refere aos programas de autocontrole, estes deverão ser implementados e executados pelos agentes das cadeias produtivas

Foto: Divulgação/SAA SP
abrangidas pelo Decreto. Os programas deverão conter procedimentos e controles sistematizados que permitam monitorar, verificar e corrigir as etapas do processo produtivo, desde a aquisição das matérias primas até a distribuição dos produtos.
O Decreto também regulamenta o Programa de Incentivo à Conformidade em Defesa Agropecuária, conforme previsto na Lei do Autocontrole. Enquanto o programa de autocontrole é obrigatório, o programa de incentivo será de adesão voluntária e concederá benefícios aos participantes, como a possibilidade de regularização por notificação nos casos de infrações classificadas como de natureza leve ou moderada. O regulamento estabelece ainda os objetivos do programa, os critérios de adesão, as obrigações para permanência e as hipóteses de suspensão e exclusão.
Os agentes registrados, cadastrados ou credenciados antes da regulamentação dos programas de autocontrole terão prazo de dois anos para se adequar às novas exigências.
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Com nova tarifa dos EUA, 46% das exportações brasileiras ficam livres de sobretaxa
Ordem executiva substitui alíquotas de até 50% por taxa uniforme, beneficia pescados, mel, tabaco e café solúvel e preserva quase metade da pauta embarcada ao mercado americano.

A ordem executiva publicada pelo governo dos Estados Unidos na última sexta-feira (20) alterou de forma significativa o regime tarifário aplicado às importações, com efeitos diretos sobre a pauta brasileira. Segundo nota técnica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), 46% das exportações brasileiras ao mercado norte-americano, equivalentes a US$ 17,5 bilhões em 2025, deixam de estar sujeitas a qualquer sobretaxa adicional.

Foto: Divulgação
A medida revoga expressamente as ordens anteriores que impunham tarifas específicas de até 40% contra produtos brasileiros e também substitui as chamadas tarifas recíprocas por uma alíquota global de 10%, aplicável a todos os parceiros comerciais, com exceções pontuais. O governo norte-americano indicou a possibilidade de elevar esse percentual para 15%, mas o ato formal ainda não foi publicado.
Pelos cálculos do MDIC, cerca de 25% das exportações brasileiras para os EUA, o equivalente a US$ 9,3 bilhões,passam a estar sujeitas à nova tarifa uniforme de 10% (ou 15%, caso confirmada a elevação). Antes da mudança, aproximadamente 22% das vendas brasileiras enfrentavam sobretaxas que variavam de 40% a 50%.
Outros 29% das exportações, ou US$ 10,9 bilhões, permanecem submetidos às tarifas setoriais previstas na Seção 232 da legislação comercial norte-americana, instrumento aplicado com base em argumentos de segurança nacional e que incide de forma linear entre países, a depender do produto.
Ganho de competitividade
Na avaliação do ministério, o novo regime amplia a competitividade de segmentos industriais brasileiros no mercado norte-americano.

Foto: Allan Santos/PR
Entre os setores beneficiados estão máquinas e equipamentos, calçados, móveis, confecções, madeira, produtos químicos e rochas ornamentais, que deixam de enfrentar alíquotas de até 50% e passam a competir sob tarifa isonômica de 10%.
No agronegócio, pescados, mel, tabaco e café solúvel também passam da alíquota de 50% para 10%, reduzindo a desvantagem frente a outros fornecedores internacionais.
Uma das mudanças mais relevantes envolve o setor aeronáutico. As aeronaves foram excluídas da incidência das novas tarifas e passam a contar com alíquota zero para ingresso no mercado norte-americano, antes sujeitas a 10%. O MDIC ressalta que o produto foi o terceiro principal item da pauta exportadora brasileira para os EUA em 2024 e 2025, com elevado valor agregado e conteúdo tecnológico.
Relação comercial e ressalvas técnicas
Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos somou US$ 82,8 bilhões, alta de 2,2% em relação ao ano anterior. As exportações brasileiras totalizaram US$ 37,7 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 45,1 bilhões, resultando em déficit de US$ 7,5 bilhões para o Brasil.

Foto: Divulgação
O ministério observa que os números são estimativos, uma vez que os códigos tarifários foram divulgados na nomenclatura HTS (Harmonized Tariff Schedule) e posteriormente consolidados ao nível de seis díígitos do Sistema Harmonizado (SH6), o que pode gerar variações nos valores apurados. Além disso, a aplicação efetiva das tarifas nos EUA pode depender de critérios adicionais, como destinação específica ou uso final do produto.
Em manifestação recente, o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, afirmou que a redução das sobretaxas abre espaço para ampliar a parceria comercial com os Estados Unidos, destacando o peso do mercado norte-americano para produtos manufaturados brasileiros.
A nova configuração tarifária elimina o tarifaço direcionado ao Brasil, mas consolida um modelo de tributação uniforme que mantém parte relevante da pauta exportadora sob incidência adicional. Para o governo, o saldo é de recomposição de competitividade relativa, sobretudo na indústria de maior valor agregado.
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O que prevê o acordo Mercosul-União Europeia
Tratado cria área de livre comércio entre os blocos, estabelece cronograma de até 30 anos para cortes de impostos de importação e inclui capítulos sobre sustentabilidade, propriedade intelectual e solução de controvérsias.








