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Trump diz que haverá negociações com China; Pequim pede solução de guerra comercial

Estados Unidos e a China buscaram aliviar as tensões sobre a guerra comercial prevendo acordo depois que os mercados recuaram em resposta a novas tarifas de ambos os países

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REUTERS/Thomas Peter

Os Estados Unidos e a China buscaram aliviar as tensões sobre a guerra comercial nesta segunda-feira (26), com Pequim pedindo calma e o presidente norte-americano, Donald Trump, prevendo um acordo depois que os mercados recuaram em resposta a novas tarifas de ambos os países.

Trump, falando durante a cúpula do G7 de líderes mundiais na França, afirmou que as autoridades chinesas entraram em contato com os representantes comerciais dos EUA e ofereceram voltar à mesa de negociações.

O vice-premiê chinês, Liu He, que tem liderado as negociações com Washington, afirmou nesta segunda-feira que a China está disposta a resolver a disputa comercial através de negociações “calmas” e se opõe à intensificação do conflito.

Trump elogiou essa linguagem e, dias depois de se referir ao presidente chinês Xi Jinping como um inimigo, elogiou o líder chinês. “Eles querem calma, e isso é ótimo, sinceramente. E um dos motivos de ele ser um grande líder, o presidente Xi, e um dos motivos de a China ser um grande país é que eles entendem como a vida funciona”, disse Trump. “A China ligou na noite passada para nosso pessoal de comércio e disse ‘vamos voltar à mesa’, então vamos voltar à mesa, e acho que eles querem fazer algo”, disse ele.

Em Pequim, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Geng Shuang, afirmou não saber de uma ligação entre os dois lados. Entretanto, o Ministério do Comércio é que normalmente divulga comunicados sobre ligações comerciais. Ele não respondeu imediatamente a pedidos de comentários.

A guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo se intensificou na sexta-feira (23), com ambos os lados adotando mais tarifas sobre as exportações um do outro. Trump anunciou uma taxa adicional sobre cerca de 550 bilhões de dólares de produtos chineses, horas depois de a China divulgar tarifas retaliatórias sobre 75 bilhões de dólares em mercadorias dos EUA.

Liu, falando em uma conferência de tecnologia na China, afirmou que ninguém se beneficia de uma guerra comercial. “Estamos dispostos a resolver a questão através de consultas e cooperação com uma atitude calma e nos opomos firmemente à intensificação da guerra comercial”, disse Liu, que é o principal assessor econômico de Xi, de acordo com transcrição do governo.

Fonte: Reuters
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Notícias Mercado

EUA esperam elevar exportação de carne de aves à China em US$1 bi após fim de embargo

China proibiu aves e ovos dos EUA em janeiro de 2015 devido a um surto de gripe aviária

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Arquivo/OP Rural

A decisão da China de suspender a proibição de quase cinco anos a importações de carne de aves dos Estados Unidos deverá acrescentará 1 bilhão de dólares anualmente às exportações norte-americanas, disseram autoridades nesta quinta-feira (14).

“A China é um importante mercado de exportação para os criadores de aves da América, e estimamos que agora eles poderão exportar mais de 1 bilhão de dólares em aves e produtos avícolas a cada ano para a China”, disse o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, em comunicado.

A alfândega da China informou nesta quinta-feira que suspendeu restrições à importação de carne de aves dos Estados Unidos, com efeito imediato.

O plano para suspender a proibição ao produto norte-americano foi anunciado pelo Ministério do Comércio da China no final de outubro, mas a publicação no site da administração aduaneira é um reconhecimento formal da reabertura do comércio.

A reabertura do mercado ocorre em momento em que a China enfrenta uma escassez sem precedentes de proteínas, depois da epidemia de peste suína africana matar milhões de porcos no país, maior consumidor global de carne suína.

O aval para a retomada do comércio acontece depois de o Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar dos EUA alterar o Registro Federal na semana passada para aprovar as importações de produtos avícolas derivados de aves na China.

As aprovações para o setor avícola dos dois lados seguem ainda em meio a negociações entre os países para resolver uma guerra comercial de 16 meses, na qual cada país pagou tarifas de bilhões de dólares em mercadorias uns dos outros.

Melhorar o acesso aos produtos agrícolas dos EUA no mercado chinês tem sido uma parte crítica das negociações, com a remoção de barreiras não-tarifárias vistas como chave para alcançar o objetivo de Donald Trump de dobrar as vendas agrícolas para a China.

A China proibiu aves e ovos dos EUA em janeiro de 2015 devido a um surto de gripe aviária, e as importações caíram naquele ano para um quinto dos 390 milhões de dólares importados em 2014.

Fonte: Reuters
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Notícias Guerra Comercial

China diz manter negociações “profundas” com EUA sobre acordo comercial interino

Grau de cancelamento das tarifas deve refletir completamente a importância da “fase um” de um acordo

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REUTERS

A China e os Estados Unidos estão mantendo discussões “profundas” sobre a primeira fase de um acordo comercial, e o cancelamento de tarifas é uma condição importante para se chegar a um pacto, disse o Ministério do Comércio chinês nesta quinta-feira (14).

O grau de cancelamento das tarifas deve refletir completamente a importância da “fase um” de um acordo, disse o porta-voz do ministério, Gao Feng, durante um briefing. “A China tem enfatizado muitas vezes que a guerra comercial começou com tarifas adicionais e deve terminar com o cancelamento de tarifas adicionais”, disse Gao.

Na terça-feira (12), o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que um acordo comercial com a China estava “próximo”, mas não deu detalhes e alertou que ele aumentaria as tarifas “substancialmente” sobre produtos chineses sem tal pacto.

A ameaça de Trump foi uma referência às tarifas de 15% anunciadas anteriormente sobre cerca de US$ 156 bilhões em bens de consumo chineses, que entrarão em vigor em 15 de dezembro, segundo especialistas em comércio e uma fonte próxima à Casa Branca.

Na semana passada, assessores da Casa Branca disseram que as tarifas de 15 de dezembro provavelmente seriam evitadas se um acordo comercial de primeira fase fosse alcançado.

“Se os dois lados chegarem à ‘fase um’ de um acordo, o grau de cancelamento tarifário deveria refletir completamente a importância da ‘fase um’; e sua importância deveria ser avaliada pelos dois lados em conjunto. Os dois lados estão conduzindo negociações profundas sobre isso neste momento”, disse Gao.

Fonte: Reuters
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Notícias Segundo Cepea

Valor do leitão é recorde nominal

Bom ritmo de embarques e aumento da procura doméstica têm feito com que grandes frigoríficos busquem novos lotes para abate

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Arquivo/OP Rural

Os preços do leitão atingiram os maiores patamares nominais de toda a série histórica do Cepea, iniciada em setembro de 2013. Na média parcial de novembro (até o dia 13), o leitão desmama comercializado em Erechim (RS) registra média de R$ 14,27/kg, avanço de 1,8% em relação à de outubro. Para o leitão creche, na mesma comparação, a alta é de 2,2%, com o animal comercializado, em média, a R$ 7,80/kg.

Esses são os maiores patamares nominais da série do Cepea, iniciada em setembro de 2013. Segundo pesquisadores, o bom ritmo de embarques de carne suína e o aumento da procura doméstica pela proteína têm feito com que grandes frigoríficos busquem novos lotes de animais para abate, principalmente no mercado independente. Esse cenário, por conseguinte, tem impulsionado as cotações dos leitões creche e desmama.

Fonte: Cepea
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