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Tristeza Parasitária Bovina – Babesiose e Anaplasmose
A presença de agentes infecciosos no rebanho bovino causa elevadas perdas nos índices de produtividade e por consequência relevantes prejuízos econômicos. A Tristeza Parasitária Bovina é desses males, que ocasionam altos índices de mortalidade e morbidade, impactando diretamente no aumento der casos de aborto, menor fertilidade e custo alto com tratamentos emergenciais, entre outros aspectos.
A TPB, também conhecida popularmente como Tristezinha, Amarelão, Piroplasmose e Mal da boca branca, é na verdade, um complexo de doenças que inclui a babesiose, causada por protozoários do gênero Babesia (espécies Babesia bovis e Babesia bigemina) e a anaplasmose, causada por uma rickéttsia do gênero Anaplasma (espécie Anaplasma marginale). Ambas podem apresentar infecções simultâneas, com sintomas e reações semelhantes, como, por exemplo, a intensa hemólise no organismo, fazendo com que as hemoglobinas sejam liberadas no plasma do animal.
Porém, não deixam de ser doenças distintas, que não dependem uma da outra, e exigem tratamento próprio. A infecção é causada pelo desenvolvimento e multiplicação de babesias e anaplasmas nas células, os sinais clínicos mais comuns são; febre, anemia, coloração amarelada de pele e mucosas, urina avermelhada, redução ou paralização da ruminação, anorexia e prostração.
O principal transmissor dessas enfermidades aos bovinos é o carrapato Boophilus, porém, a transmissão também pode ocorrer através da picada de insetos como moscas e mosquitos. Em nosso país há três epidemiologias distintas em relação ao carrapato e à TPB.
A segunda é classificada como situação de instabilidade enzoótica, onde o clima impede a presença do carrapato ao longo do ano. O vetor esta presente apenas em algumas épocas do ano, e isto não permite que todos os animais tenham contato com o agente etiológico. Ou seja, é possível que um bezerro tenha nascido e só tenha contato com o agente quando adulto, desta maneira não terá desenvolvido de imunidade ativa. Ocorrem surtos de TPB, principalmente nos animais que ainda não tinham entrado em contato com o agente, sendo a mortalidade é elevada.
A terceira situação é classificada como de estabilidade enzoótica, o carrapato esta presente ao longo do ano, podendo ficar ausente por períodos curtos (máximo de 3 meses). Os bezerros entram em contato com o agente enquanto ainda são jovens e desenvolvem imunidade ativa. Desta forma, quando entrarem em contato novamente com o agente etiológico já estarão protegidos.
Para evitar que a doença se alastre e tratar é necessário o tratamento do animal, através da utilização de fármacos eficientes, além de oferecer o tratamento de suporte aos animais que inclui, quando necessário, fluidoterapia, transfusão de sangue e utilização de anti-inflamatórios. No campo, na maioria das vezes, não se faz o diagnóstico laboratorial, portanto o tratamento instituído abrange a babesiose e a anaplasmose.
Os medicamentos utilizados para o tratamento das babesioses são os derivados das diamidinas (diminazeno – na dose de 3,5 mg/Kg) e os derivados das carbanilidas (dipropionato de imidocarb na dose de 1,2 mg/Kg). Para o tratamento da anaplasmose o dipropionato de imidocarb também é indicado (na dose de 3 mg/Kg), além das tetraciclinas (oxitetraciclina na dose de 20 mg/Kg). Os derivados das carbanilidas também são capazes de agir sobre todas as espécies de Babesia spp.
A Merial, líder mundial em saúde animal, disponibiliza no mercado importantes fármacos como, Vivatet LA, Vivaseg LA + Terraflan e Tetradur® LA-300 Injetável. que auxiliam no controle da enfermidade, ação fundamental para minimizar os prejuízos.
Sobre a Merial
Merial é uma empresa líder mundial em saúde animal voltada à inovação, fornecendo extensa gama de produtos para melhorar a saúde e o bem estar de uma grande variedade de espécies animais. A Merial emprega 6500 funcionários com atividades em mais de 150 países em todo o mundo e mais de 2 bilhões de euros em vendas em 2014.
Fonte: Ass. Imprensa da Merial

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Aurora Coop premia produtores e técnicos por excelência no campo
Evento em Chapecó reconheceu 31 profissionais com destaque em produtividade, gestão e desempenho nas cadeias de aves e suínos.

A produtividade do agro que nasce nas propriedades rurais ganhou reconhecimento na 11ª edição do Prêmio Empreendedor Rural Cooperativista, promovido pela Aurora Coop nesta quarta-feira (1º), no Clube Caça e Pesca, em Chapecó. A premiação homenageou técnicos agropecuários e empresários rurais cooperados ao Sistema Aurora Coop que alcançaram resultados superiores em eficiência, gestão e desempenho zootécnico nas cadeias de aves, suínos e sustentabilidade.

Cássio Basso, primeiro lugar como técnico destaque nas categorias suinocultura (Suicooper II) e Propriedade Rural Sustentável da Aurora (PRSA)
O evento, realizado anualmente, premiou nesta edição 31 profissionais e traduziu, em cada categoria, o nível técnico exigido por uma das maiores cooperativas de alimentos do país. Criada em 1969, a Aurora Coop é formada por uma estrutura com presença nacional e internacional, apoiada na produção integrada e na consistência dos resultados obtidos no campo. São 14 cooperativas filiadas e mais de 150 mil famílias rurais que fazem parte do Sistema.
O diretor vice-presidente de agronegócios, Marcos Zordan, destacou que os números alcançados pelos premiados refletem um nível de excelência que posiciona os cooperados entre os mais eficientes do país, com ganhos expressivos de produtividade e qualidade.

Presidente Neivor Canton destacou que o desempenho apresentado pelas propriedades premiadas sustenta o crescimento do sistema: “O produtor é a razão maior da existência do sistema cooperativo e, por isso, hoje estamos homenageando a essência da nossa existência”
“Nós temos que tirar o chapéu para todos os produtores. O mercado tem nas mãos hoje o melhor produto para ser comercializado, graças ao que vocês produzem e à forma que produzem. Vocês são os verdadeiros artistas desse negócio”.
Zordan também sublinhou os resultados gerados pela eficiência e qualidade produtivas dos cooperados. “Nos últimos 15 anos, graças aos produtores, a área técnica, as filiadas e a Aurora Coop, foi possível melhorar significativamente os ganhos na suinocultura e na avicultura. É sinal que nós estamos no caminho certo e não podemos sair dele”.
Para o diretor presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, o desempenho apresentado pelas propriedades premiadas e pelo trabalho técnico sustenta o crescimento do sistema e projeta o cooperativismo como referência nacional em eficiência produtiva.
“O produtor é a razão maior da existência do sistema cooperativo e, por isso, hoje estamos homenageando a essência da nossa existência. Se somos o maior exportador de carne suína e nossos produtos abastecem o mercado interno e 80 países, é graças a vocês. Todas essas famílias produtoras das 14 cooperativas filiadas merecem esse reconhecimento pelo seu trabalho, pela sua dedicação e pela seriedade com que encaram sua atividade. Somos 87 mil produtores no campo, mais de 50 mil colaboradores diretos e mais de 20 mil nas cooperativas filiadas. Notem o tamanho dessa família que em 57 anos foi possível criar. Todos estão fazendo a sua parte e demonstram hoje aqui que é possível, sim, fazer cada vez melhor”.
Premiados
Entre os 11 técnicos agropecuários premiados, estão os jovens Cássio Basso e Luisa Cesari. Ele levou dois prêmios nos primeiros lugares como técnico destaque na suinocultura (Suicooper III) e no programa Propriedade Rural Sustentável Aurora Coop (PRSA). Ela foi a vencedora da categoria técnica destaque na avicultura.

Diretor Marcos Zordan afirmou que os números alcançados pelos premiados posicionam os cooperados entre os mais eficientes do país: “Nós temos que tirar o chapéu para todos os produtores”
Cássio trabalha na Aurora Coop e presta assistência técnica a 42 suinocultores da Cooperalfa nos municípios gaúchos de Barra do Rio Azul e Atatiba do Sul. O auxílio, a capacitação e o acompanhamento dos produtores no manejo, produção, gestão empresarial e leis ambientais deram resultado e asseguraram os prêmios. “Eu me sinto muito feliz por estar sendo reconhecido pelo meu trabalho no campo. É muito gratificante, pois esse prêmio representa que meus produtores assistidos tiveram uma grande evolução ao longo desse período dentro da Aurora Coop. Só tenho a agradecer imensamente aos produtores e aos meus colegas de trabalho e toda a equipe da Aurora Coop por estar aqui”, destaca.

Luisa Cesari, primeiro lugar como técnica destaque na avicultura
Luisa compõe a equipe de técnicos da unidade da Aurora Coop de Erechim/RS e há oito meses atende 31 avicultores da Cooperalfa e da Copérdia em Aratiba/RS. Ela afirma que a região é altamente produtiva, o que ajudou na conquista do prêmio. “Divido esse prêmio com todos os produtores que atendo e com minha equipe de técnicos da Aurora Coop em Erechim que fazem um ótimo trabalho. Meu desafio nestes oito meses de casa foi manter os bons resultados já alcançados, através da assistência técnica voltada especialmente ao manejo. Estou muito feliz e grata”.

Família de Luiz Marcos de Lima, cooperados da Cooperalfa de Caxambu do Sul, ganhou o primeiro lugar na categoria Lote Macho na avicultura
A família de Luiz Marcos de Lima, cooperados da Cooperalfa de Caxambu do Sul (SC), ganhou o primeiro lugar na categoria Lote Macho na avicultura. Há dois anos no ramo, Luiz, a esposa Cleusa, o filho Roberto e a nora Gabrieli produzem 34 mil aves por lote, cerca de 200 mil aves por ano. A criação de frangos é a principal atividade da família que também trabalha com lavouras, piscicultura e produção de morangos. “No último ano, nós tivemos os melhores resultados, tanto em produtividade quanto em renda, fortalecendo ainda mais nossa atividade”, conta Roberto. “Esse prêmio nos enche de orgulho e a gente expressa nossa gratidão às duas cooperativas, a Aurora Coop e a Cooperalfa, que estão sempre nos apoiando. E é um reconhecimento pelo nosso esforço diário, pela união da nossa família que traz bons resultados”, acrescenta Gabrieli.

Família cooperada da Cooper A1, em Iporã do Oeste, Atenor, Márcia e Roberta Kickow, premiados como suinicultores destaques campeões na categoria Unidade Produtora de Desmamados (UPD) (Keli Magri/MB)
Outra família premiada é a de Atenor, Márcia e Roberta Kickow. Eles são cooperados da Cooper A1, em Iporã do Oeste (SC) e levaram o primeiro lugar como suinicultores destaques na categoria Unidade Produtora de Desmamados (UPD). Com 550 matrizes produtivas, a família tem na atividade a principal fonte de renda e investe em qualidade para acompanhar as inovações do setor. “Estamos na quarta geração da família que trabalha na suinocultura e procuramos sempre fazer os cursos técnicos e investir em conhecimento para entregar maior qualidade”, ressalta Atenor. “Esse prêmio mostra que estamos fazendo certo e é uma motivação a mais pra gente continuar trabalhando”, complementa a esposa Márcia.
Todos os premiados receberam certificados e os primeiros lugares na categoria técnica garantiram R$2 mil. Já os empresários rurais nas primeiras colocações ganharam uma viagem à Brasília com acompanhante.
11º Prêmio Empreendedor Rural Cooperativista
Avicultura
Técnicos Destaques
1º lugar: Luisa Hartmann Cesari
2º lugar: Leandro João Klosinski
3º lugar: Tainan Cenci
Técnico Destaque – Produção
Gabriele Tais Smaniotto
Técnico Destaque – Recria
Renata Cristina Defiltro
Avicultor Destaque – Recria
Luciano Lunedo
Avicultor Destaque – Produção
Dirceu Bellaver
Avicultor Lote Macho
1º lugar: Luiz Marcos de Lima (Cooperalfa)
2º lugar: Ivo Luiz Favero (Cooperalfa)
3º lugar: Cristiano Perondi (Copérdia)
Avicultor Destaque Lote Fêmea
1º lugar: Elisio Renato Ceconi (Cooperalfa)
2º lugar: Vanessa Luza (Coopercampos)
3º lugar: Juciel Taglian (Cooperalfa)
Avicultor Destaque Lote Recorde
Deivid Junior Enderle Paniz (Cooperalfa)
Pedro Angelo Munerol (Cooperalfa)
Vilson Luiz Finger (Cooperitaipu)
Valdemir Saretto (Cooperalfa)
José Biazi (Cooperalfa)
Suinocultura
Técnico Destaque – Creche
1º lugar: Juliano Perotoni
Técnicos Destaques – Suicooper III
1º lugar: Cassio Basso
2º lugar: Joel Ficagna
3º lugar: Gabriel Cavalli
Suinocultor Destaque – Creche
Rafael José Schleicher (Auriverde)
Suinocultores Destaques – Suicooper III
1º lugar: Aldair Ghisleri (Auriverde)
2º lugar: Sérgio José Muller (Cooper Auriverde)
3º lugar: Ivan Carlos de Bastiani (Cooperalfa)
Suinocultores Destaques – Unidade Produtora de Desmamados (UPD)
1º lugar: Atenor e Roberta Kickow (Cooper A1)
2º lugar: Libório Endler (Auriverde)
Propriedade Rural Sustentável (Prsa)
Técnicos Destaques
1º lugar: Cassio Basso
2º lugar: Joel Paulo Ficagna
3º lugar: Iuri Armando Taufer
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Agro goiano pode sequestrar até 5 toneladas de CO2 por tonelada de grãos
Pesquisa do programa Goiás Verde revela que soja e outras culturas armazenam carbono no solo e na biomassa, com dados monitorados por inteligência artificial em 11 fazendas do estado.

O agro goiano tem potencial para retirar da atmosfera até 5 toneladas de dióxido de carbono (CO2), um dos principais gases de efeito estufa, a cada tonelada de grãos produzida. É o que mostram os resultados preliminares da pesquisa conduzida pelo programa Goiás Verde, uma iniciativa do Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), em parceria com o Centro de Excelência em Agricultura Exponencial (Ceagre).
A pesquisa é fruto de investimento de quase R$ 4 milhões do governo estadual, e está sendo realizada há aproximadamente um ano em 11 fazendas de Cristalina e Rio Verde, com foco na mensuração e no monitoramento de gases estufa, com destaque para o CO2. Na primeira etapa, a pesquisa gerou 2,4 mil amostras de solo em 400 pontos de coleta. “Os resultados preliminares mostram que, dentro de uma mesma propriedade rural, as áreas de agricultura têm o potencial de apresentarem percentuais semelhantes de matéria orgânica no solo e de carbono até 30 cm, em comparação às áreas de preservação com mata nativa”, explica o coordenador de Desenvolvimento Tecnológico do Ceagre, Fernando Cabral.

Tecnologia monitora a troca de gases e água entre o sistema solo-planta-atmosfera, gerando dados inéditos para a gestão agroambiental em Goiás – Foto: Secti
Outro dado interessante é o potencial de assimilação de dióxido de carbono pela soja para cada tonelada de grãos que é produzida. “Isso mostra que a produção agrícola também está retirando carbono da atmosfera e armazenando isso em sua biomassa e no solo, evidenciando como as técnicas de cultivo da agricultura tropical brasileira podem ser sustentáveis”, afirma Cabral.
Dados de solo, planta, atmosfera e gases, que são analisados por uma equipe de especialistas em ciências das plantas e solos, geotecnologias e ciência da computação, que utilizam modelagem de dados através de inteligência artificial, como machine learning e deep learning.
A equipe multidisciplinar conta com cerca de 34 integrantes, entre graduandos e 15 doutores. “Estamos dando um passo decisivo com uma pesquisa pioneira no Brasil”, ressalta o vice-governador Daniel Vilela, destacando: “Nosso país é a grande potência do agro, mas por muito tempo dependemos de modelos científicos internacionais que não traduzem a nossa realidade. Agora, com investimento em ciência e tecnologia, Goiás assume o protagonismo para demonstrar o real potencial sustentável da nossa produção”.
O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação de Goiás, José Frederico Lyra Netto, evidencia a importância do agro. “Há uma percepção errada de que a produção automaticamente prejudica o meio ambiente. Não é assim. Investimos quase R$ 4 milhões em uma grande pesquisa, com equipamentos de ponta e diversos pesquisadores, para entender o balanço do carbono. Os resultados preliminares mostram que o agro pode, sim, ser sustentável”, salienta.
Goiás Verde

Foto: Divulgação
Ainda em sua primeira etapa, a pesquisa passou a contar também com duas torres de fluxo que vão medir por meio de 16 sensores, em tempo real, quanto de carbono e água as culturas absorvem ou liberam, além de outros parâmetros da atmosfera e do solo da lavoura.
A tecnologia monitora a troca de gases e água entre o sistema solo-planta-atmosfera, gerando dados inéditos para a gestão agroambiental em Goiás. O projeto também integra dados de campo com imagens de satélites (Landsat e Sentinel), drones e ferramentas de inteligência artificial.
O objetivo é transformar essas práticas agrícolas em ativos mensuráveis, permitindo que o produtor rural comprove o uso de técnicas de baixo carbono, como é o caso da agricultura regenerativa e bioinsumos, permitindo o acesso a mercados internacionais e incentivos financeiros. “Aqui é o campo de pesquisas dos sonhos e não podemos perder esta oportunidade. Temos várias expertises reunidas para evidenciar que o país tem um grande potencial de sequestrar carbono por meio da agricultura”, garante Alexandre Baumgart, diretor da Baumgart Fazendas Reunidas, em Rio Verde, umas das propriedades nas quais a pesquisa é realizada.
Notícias Atenção setor produtivo
Sistema do CAR ficará indisponível em Santa Catarina para migração ao SICAR 2.0
Indisponibilidade entre 06 e 25 de abril impedirá cadastros, retificações e consultas completas enquanto o Estado transfere a base para a nova versão integrada ao sistema nacional e coloca em operação o CAR Digital.

O Sistema do Cadastro Ambiental Rural (CAR) de Santa Catarina ficará indisponível entre os dias 06 e 25 de abril. De acordo com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde (SEMAE), a pausa ocorre devido à migração para o SICAR 2.0, versão atualizada que ampliará a agilidade e a integração de dados.
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) orienta os produtores rurais a se programarem com antecedência. O período de indisponibilidade do sistema é necessário para a realização de uma atualização tecnológica, que modernizará a plataforma, aprimorará o desempenho e permitirá a integração com bases nacionais de informação. Durante esse intervalo, não será possível efetuar novos cadastros, retificações ou consultas completas.

A expectativa do governo estadual é de que o novo ambiente ofereça mais estabilidade, eficiência e funcionalidades aprimoradas, contribuindo para qualificar a gestão das informações ambientais.
Lançado recentemente pela SEMAE durante evento que reuniu entidades do setor produtivo como a Faesc, Fiesc, Fetaesc, ACR, Ocesc e Fecoagro, o CAR Digital substitui processos antes manuais por um fluxo totalmente eletrônico. A plataforma permite protocolar requerimentos, declarações e cadastros de forma digital, com recursos voltados à transparência, à padronização das análises e à redução de retrabalho, além de gerar dados mais completos.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
O vice-presidente da Faesc, Clemerson Argenton Pedrozo, destaca que o CAR Digital representa um avanço significativo rumo à modernização, à desburocratização e à segurança jurídica, essencial para que o produtor rural atue com excelência.
Ele afirma que, ao agilizar a análise dos cadastros, o Estado cumpre a legislação e oferece ao produtor maior clareza e respaldo legal para planejar, investir e crescer com tranquilidade. “A iniciativa contribuirá para destravar o potencial de milhares de propriedades rurais em Santa Catarina, demonstrando que o poder público e o setor produtivo podem e devem atuar de forma conjunta em benefício de toda a sociedade”, pontua.
