Empresas
Trigo sem aristas: cultivo favorece o planejamento de disponibilidade de alimento para o gado durante todo o ano
Produção de leite e de carne podem melhorar através da alimentação de forragens conservadas de trigo. Cultivares serão apresentadas na Expodireto Cotrijal 2017, que acontece em Não-Me-Toque/RS, de 6 a 10 de março
O setor da pecuária é dependente principalmente por disponibilidade de alimentos para os animais em produção, seja leite ou carne. Dentre as estações do ano, o verão é o período em que se faz maior volume de alimento conservado, especialmente a silagem de milho. Outra estação, não menos importante é o inverno, onde algumas culturas servem como opção para produção de pré-secado, feno e silagem. No entanto, o inverno traz muitas preocupações para o setor agropecuário, principalmente quando o frio chega intenso, com muita umidade e com fortes geadas, prejudicando o desenvolvimento das pastagens e a produção de alimentos conservados.
Atenta aos anseios do setor da pecuária, a Biotrigo pesquisou e desenvolveu um projeto para alimentação animal. São novos conceitos de fornecimento de alimentos para o gado onde o trigo surge como uma nova ferramenta para os pecuaristas. A ideia é produzir grande parte do volume de alimento conservado no inverno com excelente qualidade nutricional e com menor custo.
Estas opções de alimentação com a cultura do trigo para o gado serão apresentadas ao mercado pecuário no Expodireto Cotrijal, que acontece em Não-Me-Toque/RS, de 6 a 10 de março. As cultivares, estarão expostas em parcelas para os produtores no estande da Biotrigo Genética. Umas das novidades, é uma linhagem posicionada exclusivamente para pastagem, visando atender a demanda dos criadores de gado leiteiro e de corte de uma forma inovadora. Ederson Luis Henz, zootecnista da Biotrigo e Msc. em Ciência Animal, ressalta que a capacidade de rebrota da cultivar proporciona novos pastejos em poucos dias, com intervalo entre 20 a 25 dias. “Esta linhagem, com bom manejo pós-pastejo é capaz de superar 4 cortes com alta carga animal em sistemas de pastejo rotacionado ou contínuo”, comenta. Com o seu crescimento prostrado, a linhagem tem potencial de chegar a uma taxa de acúmulo diário de até 100 kg de matéria seca por hectare. Segundo Henz, a pastagem é fonte de energia principalmente na forma de carboidratos. Este trigo exclusivo para pastejo, chegará ao mercado em 2018, juntamente com seu posicionamento para cada região.
A cultivar, um dos lançamentos deste ano, TBIO Energia I, é trigo sem presença de aristas e destinado somente para produção de silagem e pré-secado. “Ao contrário do trigo para pastagem, o TBIO Energia I é uma planta de um corte só, ou seja, não é um trigo duplo-propósito (sem rebrota). De acordo com o zootecnista, a silagem do TBIO Energia I pode substituir até 100% do volumoso para gado de corte, confinado, novilhas e vacas em pré-parto. Para vacas leiteiras de alta produção, até 60% do volumoso. Para o pré-secado, é uma excelente opção de alimento para vacas lactantes de alta produtividade e gado de corte, contribuindo como ótima fonte de proteína e energia, associado a alta digestibilidade, sendo convertido em leite e ou carne.
O TBIO Energia I vem de encontro com as necessidades dos pecuaristas. “O produtor produz o pré-secado entre 80 e 90 dias e a silagem entre 110 a 120 dias pós semeado no período do inverno, liberando áreas mais cedo para as culturas de verão. Ou seja, é uma cultivar que favorece o planejamento de disponibilidade de alimento durante o ano”, ressalta Henz.
Aproveitamento na lavoura de inverno
O Gerente Comercial da Biotrigo Genética, Lorenzo Mattioni Viecili, destaca a importância da integração lavoura-pecuária e da escolha da tecnologia mais rentável para o cultivo da pastagem e de outras formas de alimentação do gado para todas as estações do ano. “Nosso objetivo é difundir tecnologias e ajudar o produtor com informações para que alcance maior produtividade além de diluir seu custo de produção, otimizando a utilização da propriedade. A integração lavoura-pecuária gera maior aproveitamento na área de inverno, na engorda de boi e produção de leite. O sucesso da propriedade, tanto lavoura de inverno como na produção agropecuária, depende muito do planejamento”, destaca.
Produtividade e manejo facilitado
Quem relata as vantagens da cultivar de trigo para silagem e pré-secado é o produtor Antônio Carlos Bordignon. Na propriedade localizada em Sertão/RS, 100% da lavoura dos cereais de inverno para silagem e pré-secado em 2017 será de TBIO Energia I. A produtividade alcançada no ano passado superou as expectativas e o fez a tomar a decisão de trocar a aveia branca pela cultivar de trigo. Foram 30 toneladas de matéria verde de TBIO Energia I produzidas por hectare, enquanto a aveia chegava no máximo a 25 toneladas, e com baixa qualidade.
O manejo da lavoura com TBIO Energia I foi mais fácil. “Uma das particularidades, incomparáveis com qualquer outra cultura de inverno, é a sanidade foliar e a facilidade de colher em pé”, avalia Carlos. A silagem foi muito bem recebida pelos animais, que aceitaram o alimento e ainda aumentaram a ingestão. A dieta na propriedade era de silagem de milho + silagem de aveia + concentrado, onde a aveia foi substituída pelo TBIO Energia I. Carlos comenta que a mudança “não baixou a produção de leite durante a primeira semana e aumentou 1.3 litro de leite vaca/dia a partir do sétimo dia. Outra vantagem apontada pelo filho dele, Rodolfo Bordignon, foi a capacidade aeróbica, ou seja, a fermentação ou a capacidade de esquentar a silagem quando está no ambiente. “Ela não esquenta. Fica sempre geladinha e isso proporciona ao animal uma maior ingestão, o que é revertido em leite”.
Biotrigo na Expodireto
No estande da Biotrigo Genética, localizado na área de produção vegetal (Avenida B), do Parque de Exposições, o visitante tem acesso às parcelas diferentes cultivares de trigo, com indicações para as diferentes regiões do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Além das duas novidades para a agropecuária, a Biotrigo apresentará também diversas cultivares para a triticultura, como o TBIO Toruk, campeão de produtividade no PR em 2017 e os dois lançamentos, filhos de Toruk.
Sobre a Biotrigo Genética
Fundada em 2008, a Biotrigo traz na bagagem um programa de melhoramento genético com mais de duas décadas e vêm incorporando as mais modernas tecnologias às cultivares Biotrigo (TBIO), com o objetivo de levar qualidade, tecnologia, segurança e maiores rendimentos ao produtor e a toda cadeia. Localizada em Passo Fundo, região Norte do Rio Grande do Sul, e com filial em Campo Mourão, no Paraná, a empresa atende a diversos estados do território brasileiro, além de exportar para países do Mercosul e América do Norte. Atualmente, é detentora de aproximadamente 85% de market share no Rio Grande do Sul, 60% no Paraná e 65% no Brasil.
Portfólio TBIO
Atualmente no mercado brasileiro existem mais de 40 cultivares disponíveis para semeadura, sendo que menos de 10 representam 80% da área de cultivo e dessas, mais de 60% fazem parte do portfólio da Biotrigo Genética. São diversas as opções oferecidas pela Biotrigo aos triticultores e ao mercado moageiro, como trigos com aptidão à panificação, melhoradores, massas, biscoitos e trigos branqueadores. As cultivares TBIO oferecem um conjunto de excelentes características agronômicas, especialmente no que se refere ao complexo de doenças do trigo, destacando entre elas, a reação às manchas foliares, doenças de espiga e a resistência à germinação na espiga; com ciclos curto, médio e médio tardio; entre outras características.
Fonte: Ass. de Imprensa

Empresas
MiniEVO+ e Exaustor 55 Plus FV da Gallus Equipamentos elevam conversão alimentar e eficiência ambiental no aviário

A busca constante por melhores índices zootécnicos e eficiência energética conta com um importante aliado na avicultura e suinocultura brasileira. A Gallus Equipamentos, com sede em Marau (RS), apresenta algumas de suas soluções projetadas para melhorar a rentabilidade do produtor: o comedouro MiniEVO+ e o Exaustor 55 polegadas em Fibra de Vidro.
MiniEVO+: O prato que faz a diferença do primeiro ao último dia
Desenvolvido com projeto próprio, o MiniEVO+ foi desenhado especificamente para frangos de corte. Seu grande diferencial é o design inteligente, que permite o acesso dos pintinhos desde o primeiro dia de vida, mantendo a eficiência até o final do lote.
Com um sistema de higienização facilitado pela remoção rápida do fundo, o equipamento garante a sanidade das aves e evita o desperdício de ração. Além disso, suas características permitem que o prato seja adaptado a qualquer comedouro do mercado.
Pequeno no tamanho, gigante nos resultados – dizem os produtores
“O resultado nos impressionou. Desde o primeiro lote vem converter, não temos do que nos queixar!”, afirmam os produtores Lucas Ebeling e Ariane Rissi Menegussi, de Boa Vista do Sul (RS).
Para Tiago e Gislaine Frenhan, de Caarapó (MS), os resultados obtidos com o prato elevaram o status do aviário: “Hoje é considerado o melhor da unidade”.
A satisfação é tão grande para Fabiano Neis, produtor de Ipumirim/SC, que afirma: “Hoje não faria mais um, faria mais dois galpões com a Gallus”
Climatização de Alta Performance: Exaustor 55” FV
Para garantir o conforto térmico e a qualidade do ar, a Gallus lança os exaustores de 55 polegadas em fibra de vidro de alta densidade. Imune à corrosão por amônia e com proteção anti-UV, esses equipamentos são ideais para galpões de pressão negativa e sistemas de resfriamento.
A tecnologia Direct Drive (acionamento direto) elimina a necessidade de correias e lubrificação de rolamentos, reduzindo significativamente os custos de manutenção. Disponível nas versões Persiana(ideal para ventilação mínima) e Butterfly (foco em colocação hermética e economia), o modelo Butterfly chega a ser até 25% mais econômico em consumo de energia.
O Exaustor 55 FV da Gallus pode ser utilizado em avicultura de corte, matrizes (recriação e produção) ou em suinocultura, onde se diferencia ainda mais pela sua resistência e durabilidade, mesmo em ambientes altamente agressivos. Seu desempenho elevado é otimizado pelo cone de expansão, pelo acionamento com menos perdas e pela hélice com perfil aerodinâmico winglet. A combinação de projeto eficaz e um design inteligente reduz o número de equipamentos a serem instalados em cada galpão.
Empresas
Master Agroindustrial avança para o exterior com entrada em empresa chilena
Negócio envolve aquisição de ações e criação de sinergias produtivas e comerciais entre as companhias.
Empresas
Genética Topigs Norsvin é destaque em premiação internacional de produtividade da Agriness
Companhia celebra pódio no ranking com propriedades parceiras que ultrapassam a marca de 280 quilos desmamados por fêmea ao ano

A 18ª edição do prêmio Melhores da Suinocultura da Agriness, realizada a bordo de um cruzeiro que celebrou os 25 anos da organizadora, reconheceu mais uma vez os números de excelência do setor. O projeto de benchmarking, que analisou dados de 2.689 granjas e mais de 2,4 milhões de matrizes localizadas na América Latina, Europa e Ásia, consagrou a genética Topigs Norsvin como o grande destaque, com produtores parceiros no topo do ranking.

O terceiro lugar dessa mesma categoria foi da Granja Vista Alegre, localizada em Vista Alegre (RS), com o índice de 35,40 DFA.
A avaliação principal do prêmio é baseada no índice de Desmamados por Fêmea ao Ano (DFA). Na categoria para granjas com mais de 3.000 matrizes, o primeiro lugar ficou com a Granja Becker, do município de Quatro Pontes (PR), que alcançou a marca de 38,33 DFA. O terceiro lugar dessa mesma categoria foi da Granja Vista Alegre, localizada em Vista Alegre (RS), com o índice de 35,40 DFA.
O desempenho de alta performance se repetiu na categoria de 301 a 500 matrizes. A Granja Persch, de Cunhataí (SC), garantiu a segunda posição com 38,30 DFA e a média de 281,9 quilos desmamados por fêmea ao ano (kg/DFA) em 2025. Na mesma categoria, a Granja Canal, de Itá (SC), que opera com 70% de genética Topigs Norsvin em sua estrutura, também subiu ao pódio e conquistou o terceiro lugar com 37,94 DFA.

Granja Persch, de Cunhataí (SC), garantiu a segunda posição com 38,30 DFA e a média de 281,9 quilos desmamados por fêmea ao ano (kg/DFA)
O diretor de Negócios e Marketing da Topigs Norsvin, Adauto Canedo, parabeniza a Agriness pelo marco de um quarto de século e pela realização de um evento tão grandioso para a suinocultura. “Os resultados dos nossos parceiros chancelam a eficiência do nosso programa de melhoramento no campo pois entregamos matrizes produtivas e animais robustos. Dessa forma, o produtor converte esse potencial genético em rentabilidade real na granja”, afirma Canedo.
Evolução e reconhecimento
O prêmio foi idealizado em 2006 com foco em promover uma competição saudável e incentivar a gestão eficiente. Atualmente, o levantamento avalia o desempenho de propriedades no Brasil, Argentina, Colômbia e China.
A parceria histórica entre a Topigs Norsvin e a Agriness rendeu uma homenagem especial durante a programação: a companhia recebeu um troféu de reconhecimento pelo fomento e apoio ao desenvolvimento do setor.
“Receber esse troféu tem um significado enorme para o nosso time. A nossa parceria com a Agriness e com os produtores foca em elevar a régua técnica do mercado com resultados reais e sustentáveis, e sermos a única casa de genética reconhecida com essa homenagem mostra que estamos trilhando o caminho correto”, conclui Canedo.





De acordo com o CEO da Master, Mario Faccin, a operação faz parte do processo de internacionalização da empresa, que já exporta para mais de 20 países. Ele afirma que a associação com a Coexca reforça a estratégia de expansão e integração industrial, além de contar com o apoio do Grupo Vall Companys.