Empresas Trigo
Trigo exclusivo para pastejo é novidade na Expodireto
Tecnologia de integração lavoura pecuária proporciona maior aproveitamento na área de inverno, na engorda do gado e na produção de leite

Uma nova tecnologia de trigo voltada exclusivamente para o pastejo tem proporcionado ganhos interessantes entre produtores que utilizam o sistema de integração lavoura pecuária. A cultivar Lenox, do portfólio da Biotrigo Genética, está entre as novidades apresentadas para alimentação animal na 20ª edição da Expodireto Cotrijal, feira de agronegócio realizada em Não-Me-Toque (RS), entre 11 e 15 de março. O estande da Biotrigo está localizado na Avenida B, na área de produção vegetal do parque de exposições.
Segundo o zootecnista da Biotrigo Genética, Éderson Luis Henz, a alimentação dos animais representa o maior custo da produção leiteira e também a maior preocupação dos produtores. “Em torno de 70% de todo o valor gasto é destinado à alimentação. O custo é alto porque o setor da pecuária é dependente principalmente da disponibilidade de alimentos para os animais em produção e no inverno as opções reduzem prejudicando a produção e encarecendo o valor dos alimentos conservados”, explica. Já no verão, a preocupação é menor porque é o período em que se produz maior volume de alimento conservado, especialmente a silagem de milho. “Por isso a pastagem de trigo é uma boa opção para o pecuarista. Proporciona maior aproveitamento na área de inverno e, por suas características nutricionais, potencializa a engorda de gado e aumenta a produção de leite”, complementa. Outras características da cultivar são a alta palatabilidade, excelente sanidade foliar, elevada produção de biomassa e a alta capacidade de rebrota.
Mais pastejos
Foi por estes motivos que o produtor de leite de Joaçaba (RS), Hamilton Abatti, resolveu inovar no inverno de 2018 e passou a complementar a alimentação das vacas com uma pastagem de trigo. Ele semeou dois hectares do trigo em julho e até dezembro chegou a 8 pastejos. “No global, o trigo satisfez tudo o que eu precisava na propriedade. Ele é rentável e as vacas comem super bem. E ainda conseguimos aumentar em mais 2 litros/dia a produção de leite. Isso é fantástico, especialmente no inverno quando normalmente a produção não é tão boa. Nesta safra vamos dobrar a área”, relatou Hamilton.
Mais leite no inverno
Cleber Slaviero, de São Miguel do Oeste (SC), aumentou mais ainda a produção de leite. Segundo ele, foram 5 litros a mais de leite no inverno. “Nos surpreendeu pela quantidade de produção e qualidade no pastejo dos animais. Notamos que as vacas comiam muito bem, era palatável e aumentou a quantidade de massa por área”, contou. A cultura foi implantada na metade de maio, o primeiro corte foi em junho e até novembro chegou a 8 cortes.
Alimento palatável
A integração lavoura pecuária, através do cultivo do trigo exclusivamente para o pastejo, também aumentou a renda do produtor Darci Munzlinger, de Palmitos (SC). “Esse trigo tem um rebrote bastante rápido, não acama, tem um perfilhamento bom e está com uma qualidade acima das outras pastagens que a gente já trabalhou. As vacas têm pastejado bem, tem dado preferência ao trigo e tem deixado a aveia para trás. O resultado no resfriador já foi de um aumento de 3,5 litros/dia,”, relata Darci. Na propriedade a semeadura foi realizada em abril totalizando 6 cortes até final de outubro.
Mais rentabilidade
No Rio Grande do Sul, a cultivar também foi testada e aprovada. Jonatham Clamer, de Sertão (RS), semeou 2,5 hectares no inverno passado e depois de cinco pastejos, fez as contas comparando a produção quando os animais eram soltos em outros tipos de pastagem e chegou a conclusão de que o pasto de trigo é mais rentável. “Eu observei que na tirada de outros pastos, vindo pro Lenox ele tem uma produtividade de 2 a 2,5 litros de leite a mais por dia porque o trigo produz maior quantidade de matéria seca por hectare e com um teor de proteína mais alto. Quando tiramos os animais do trigo Lenox e botamos em outro tipo de pastagem, a produção diminuiu”, comenta.
Alto teor de proteína
Também de Estação (RS), Janderson Antoniolli disse que o custo da cultivar e o manejo é semelhante a outros tipos de pastagens, porém o retorno e o custo benefício é mais interessante. “Produz muita matéria em pouco tempo com teores de proteína passando de 30%. Sem dúvida, isso torna a propriedade eficiente, produzindo o máximo possível numa área pequena e num volume muito bom. Agrega em produtividade e em vida útil porque conseguimos um maior número de cortes em relação a outros materiais”, conta. Esse e outros depoimentos dos produtores estão disponíveis no YouTube.
Manejo
O engenheiro agrônomo da Biotrigo, Jorge Stachoviack, explica que a capacidade de rebrota da cultivar de trigo Lenox proporciona novos pastejos entre 20 a 25 dias. “O Lenox possui um forte perfilhamento e enraizamento muito agressivo e com bom manejo pós-pastejo é capaz de superar 6 cortes com alta carga animal em sistemas de pastejo rotacionado ou contínuo. De uma forma bem manejada, essa cultivar pode expressar um grande potencial e suprir em quantidade e qualidade a produção de pasto no inverno”. Com o seu crescimento semi prostrado, o trigo também tem potencial de chegar a uma taxa de acúmulo diário de até 100 kg de matéria seca por hectare. “É uma cultivar de ciclo super tardio e a época de semeadura indicada é a partir de março e durante todo o inverno. A recomendação é fazer uma adubação de base e sempre a cada entrada para pastejo o produtor faça uma adubação nitrogenada após a saída dos animais. “Este manejo acelera o rebrote e mantém a vida útil da pastagem”, finaliza.
Onde adquirir
As sementes da cultivar Lenox podem ser adquiridas no estande da Biotrigo na Expodireto Cotrijal 2019 ou diretamente na sede da empresa, em Passo Fundo (RS) pelo telefone (54) 3327-2002. Mais informações pelo site www.biotrigo.com.
Expodireto Cotrijal
Data: 11 a 15 de março de 2019
Horário: 8h às 18h
Onde: Parque da Expodireto Cotrijal – RS 142, KM 24 – Não-Me-Toque/RS
Entrada gratuita

Empresas
MOVING FLOOR traz ao Brasil tecnologia inovadora de baias autolimpante, sem uso de água e sem antibióticos para suínos
Para marcar este feito, a MOVING FLOOR realizará a Mesa Redonda da Liderança da Suinocultura Brasileira em 9 de março de 2026, na PUC – Paraná, reunindo os líderes mais influentes da cadeia suinícola nacional.

A MOVING FLOOR, empresa sueca reconhecida mundialmente por seus sistemas patenteados de pisos autolimpantes para suinocultura, anuncia sua entrada oficial no mercado brasileiro. A tecnologia, que elimina a necessidade de água na limpeza e reduz significativamente o uso de antibióticos, representa um grande avanço em bem-estar animal, sustentabilidade e biossegurança para a indústria suinícola.
Para marcar este feito, a MOVING FLOOR realizará a Mesa Redonda da Liderança da Suinocultura Brasileira em 9 de março de 2026, na PUC – Paraná, reunindo os líderes mais influentes da cadeia suinícola nacional.
O evento contará com a participação de presidentes e diretores das principais cooperativas do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso, executivos de grandes empresas, líderes de opinião da Embrapa Suínos e Aves, UFV, Iowa State University e de associações do setor e mídias especializada.
Um Novo Padrão Tecnológico para a Produção de Suínos
O sistema da MOVING FLOOR automatiza a limpeza das baias de suínos por meio de um piso mecânico patenteado que remove os dejetos continuamente, sem o uso de água, reduzindo as emissões de amônia, melhorando a higiene e criando um ambiente mais saudável para os animais e trabalhadores.
“O Brasil é um dos maiores produtores de carne suína do mundo, e acreditamos que esta tecnologia pode contribuir significativamente para as metas de sustentabilidade do setor”, disse Antonio Lot, representante da MOVING FLOOR.
Uma Parceria Estratégica com a PUC – Paraná
O primeiro showroom brasileiro foi instalado na PUC – PR, onde produtores, pesquisadores e líderes da indústria poderão ver o sistema em operação e avaliar seu potencial de adoção em granjas comerciais.
Empresas Ambiente estratégico
Vaxxinova marca presença na Abraves PR e reforça compromisso com a evolução da suinocultura
Participação no evento destaca proximidade com o setor, troca técnica e soluções recentes voltadas à sanidade dos plantéis

A Vaxxinova participa, nos dias 11 e 12 de março, da Abraves PR, um dos principais encontros técnicos da suinocultura paranaense. A presença da equipe de suínos no evento reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento do setor, por meio do diálogo técnico, da proximidade com os profissionais da cadeia produtiva e do acompanhamento das principais discussões relacionadas à sanidade da atividade.
“A Abraves PR é um ambiente estratégico para troca de conhecimento e atualização técnica. Estar presente nos permite acompanhar de perto as demandas do setor e fortalecer nossa atuação como parceiros da suinocultura brasileira”, afirma Rogério Petri, gerente da área de Suínos da Vaxxinova Brasil.
Durante o evento, a equipe da Vaxxinova estará em contato direto com médicos veterinários, produtores, consultores e demais profissionais, acompanhando a programação técnica relacionadas à sanidade, manejo e produtividade dos plantéis.
“Nosso foco é entender profundamente os desafios enfrentados no campo e oferecer soluções cada vez mais alinhadas à realidade da produção. A participação em eventos regionais como a Abraves PR é fundamental para essa construção conjunta com o setor”, destaca Mayara Tamanini, coordenadora técnica e de marketing da Vaxxinova.
A presença da empresa na Abraves PR ocorre em um momento importante da sua trajetória na suinocultura, marcado por lançamentos recentes e pela ampliação do portfólio de soluções voltadas à saúde animal. Entre os avanços, destacam-se investimentos em inovação, fortalecimento do suporte técnico e a ampliação da capacidade produtiva de vacinas autógenas, iniciativas que reforçam a proposta de oferecer respostas mais rápidas, precisas e personalizadas aos desafios sanitários dos sistemas produtivos.
“Acreditamos que a evolução da suinocultura passa por informação qualificada, diagnóstico preciso e decisões estratégicas baseadas em ciência. Nossa atuação tem sido direcionada exatamente para apoiar o produtor nesse processo”, complementa Rogério Petri.
A Abraves PR reúne profissionais, pesquisadores, estudantes e lideranças do setor, consolidando-se como um espaço relevante para atualização técnica, networking e discussão de tendências que impactam o futuro da suinocultura no Paraná e no Brasil.
Empresas
Show Rural 2026 discute como atravessar períodos de crise na cadeia leiteira
Necessidade de informação, planejamento e resiliência para enfrentar os momentos de instabilidade da cadeia leiteira foi o centro de um debate.

A necessidade de informação, planejamento e resiliência para enfrentar os momentos de instabilidade da cadeia leiteira foi o centro de um debate realizado durante a 38ª edição do Show Rural Coopavel, entre os dias 9 e 13 de fevereiro de 2026, em Cascavel (PR).
Para a zootecnista Josiane Mangoni, coordenadora de Pecuária da Coopavel, o atual momento do leite exige diálogo e troca de experiências. Segundo ela, apesar do cenário delicado, o produtor está habituado a lidar com desafios.
“O leite vai muito além de uma atividade econômica. Ele é paixão, é amor pelas nossas mimosas. Somos uma cadeia acostumada à resiliência, e esse tipo de conversa é fundamental para ajudar o produtor a se manter na atividade”, afirma.

Da esquerda para a direita: Cristian Iothi, Gilson Dias, Josiane Mangoni, Lúcio Drehmer e Marcos Pereira Neves
Josiane destaca ainda que o Show Rural tem como missão levar inovação, tecnologia e ferramentas práticas ao campo. “O evento existe para que o produtor consiga produzir mais e melhor. E, mesmo em períodos de crise, já enxergamos sinais de reação do mercado, o que nos permite acreditar em um novo momento para a cadeia leiteira”, completa.
O debate reuniu diferentes visões da atividade, trazendo para a conversa produtores e especialistas com realidades distintas. Participaram Marcos Pereira Neves, professor da Universidade Federal de Lavras e produtor de leite; Cristian Iothi, engenheiro agrônomo, produtor e cooperado da Coopavel; e Lúcio Drehmer, zootecnista, consultor técnico e produtor de leite em Santa Catarina.
O debate foi conduzido por Gilson Dias, gerente Técnico de bovinos de Leite da Agroceres Multimix. A conversa foi registrada em formato de podcast e integra uma edição especial do agCast. O episódio será disponibilizado em breve nas plataformas digitais da Agroceres Multimix, que esteve presente no Show Rural 2026 com um novo estande, ampliado e voltado ao atendimento de produtores, cooperados e parceiros.



