Notícias
Trigo é destaque do Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária no Paraná
Esse é um dos assuntos apresentados no Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária referente ao período de 1º a 07 de julho.

Apesar da redução de 20% na cotação do trigo na Bolsa de Chicago (EUA) nas últimas semanas, de US$ 10 para menos de US$ 8 o bushel, no mercado interno os preços recebidos pelos produtores no Paraná continuam valorizados. Esse é um dos assuntos apresentados no Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária referente ao período de 1º a 7 de julho. O documento é elaborado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.
Nas últimas semanas, os preços do produto mantiveram-se no mesmo patamar, e os triticultores receberam, em média, R$ 110,00 pela saca de 60 kg. Comparativamente ao mesmo período de 2021, os preços recebidos pelo produtor em junho estão 36% mais altos – de R$ 79,01 para R$ 107,61.
De acordo com o Deral, apesar da queda no valor do bushel, há a expectativa de grandes moageiras aumentarem os preços de venda das farinhas nos próximos dias. Em junho de 2022, o valor médio das farinhas especiais no mercado atacadista foi 31% superior a junho do ano anterior, de R$139,35 para 183,11 a saca de 50 kg.
Enquanto isso, o preço médio do pão francês no varejo chegou a R$ 11,60 o quilograma, 3% superior ao registrado no mês anterior (R$ 11,22) e 15% acima do registrado em junho de 2021 (R$ 10,12). Com os reajustes anunciados, farinhas e pães devem acumular nova valorização em julho, apesar das dificuldades do mercado consumidor.
Milho e soja
Com as condições de clima favoráveis nos últimos sete dias, a colheita da segunda safra de milho 21/22 avançou no Paraná. Nesta semana, o percentual colhido atingiu 10% de uma área total de 2,7 milhões de hectares. Também se observou no relatório desta semana que 64% da área já se encontra em maturação e o restante (36%) em frutificação.
Quanto à primeira safra de soja 21/22, a comercialização atingiu 68% da produção no relatório divulgado semana passada. Já a comercialização da segunda safra chegou a 64% de uma produção estimada de 127 mil toneladas.
Avicultura
Nos cinco meses de 2022 a exportação brasileira de carne de frango cresceu 7,5% em volume e 33,5% em faturamento, segundo o sistema Agrostat do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. No Paraná, ocorreu um crescimento tanto no volume exportado (+10,2%) como no faturamento (+42,7%).
Fruticultura e olericultura
O boletim traz ainda um panorama mundial, nacional e estadual da produção de abacate. No Paraná, a produção está concentrada na região Norte (75%), sendo no município de Apucarana o principal produtor (8,1% do total), Arapongas o segundo (8%) e Assaí o terceiro (7,7%), de acordo com o Deral. Sobre a olericultura, os técnicos analisam a variação de preços da cenoura e do tomate no varejo nos últimos meses.
Leite e mel
As novas pesquisas de preços no varejo e preços recebidos pelo produtor publicadas pelo Deral, referentes a junho de 2022, indicaram que o litro de leite longa vida apresentou uma alta mensal de 18%, atingindo o valor médio de R$ 5,61 no Estado. Os motivos do aumento incluem fatores como a diminuição na oferta de alimento, o elevado preço das sacas de soja e milho, do sal mineral e dos combustíveis, entre outros.
Os técnicos do Deral apresentam também no boletim da semana informações sobre as exportações de mel. Considerando os primeiros cinco meses de 2022, o Paraná continua a ocupar a segunda posição no ranking da exportação de mel in natura, com receita cambial de US$ 11,207 milhões e volume de 2.975 toneladas.
Mandioca
As condições climáticas novamente começam a dificultar os trabalhos no campo. Após um período bastante chuvoso nos primeiros 10 dias do mês de junho, a situação mudou a partir da segunda quinzena e já começa a prejudicar algumas atividades como a colheita da mandioca. Com uma área total de 130 mil hectares e uma produção estimada de 2.880 mil toneladas, os produtores até o momento colheram cerca de 50% dessa safra.
Boletim agrometeorológico
Também foi divulgado nesta semana o Boletim Agrometeorológico elaborado pelos técnicos do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná Iapar-Emater (IDR-Paraná), publicação mensal. O documento relativo a junho indica que o mês foi caracterizado por chuvas com distribuição espacial bastante heterogênea no Paraná. De modo geral, a metade sul registrou os maiores acumulados de chuva, pois é o local de entrada das frentes frias no Estado.
Quanto ao efeito do clima na agricultura do Paraná, apesar da pouca chuva e sua má distribuição ao longo do mês em algumas regiões, as temperaturas mais amenas reduziram a evapotranspiração e a demanda de água pelas culturas, evitando o estresse hídrico das lavouras. Além disso, a maioria das culturas encontrava-se na fase final do ciclo ou na colheita, e as lavouras nesses estádios requerem baixo quantitativos pluviométricos ou mesmo ausência de chuva.

Notícias
Mercoagro Talks abre programação de 2026 com debate sobre comunicação no agronegócio
Evento on-line ocorre no dia 22 de janeiro, às 19 horas, com o especialista José Luiz Tejon.

Com o objetivo de abordar “A importância da comunicação no mercado da proteína animal” ocorre no dia 22 de janeiro, às 19 horas, a primeira edição do Mercoagro Talks de 2026. A palestra será ministrada por um dos principais nomes do agronegócio no Brasil, o professor José Luiz Tejon Megido. A transmissão será ao vivo pelo canal oficial da feira no YouTube.
Tejon é doutor e mestre em Educação, jornalista e publicitário. Possui especialização internacional em instituições como Harvard, MIT, INSEAD e Pace University, além de atuar como coordenador acadêmico na Audencia Business School, na França, e no Agribusiness Center da FECAP. Também é professor convidado na FIA/USP e no Insper.
A iniciativa integra a programação paralela da Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne (Mercoagro), considerada a maior feira da proteína animal da América Latina. A 14ª edição ocorrerá entre os dias 17 e 20 de março de 2026, no Parque de Exposições Dr. Valmor Ernesto Lunardi, em Chapecó (SC).
Gratuito e aberto ao público, a Mercoagro Talks tem como objetivo antecipar debates relevantes para o setor, reunindo especialistas e promovendo a difusão de conhecimento técnico, científico e estratégico. A proposta é fortalecer a competitividade do segmento industrial da carne por meio da inovação e da informação de qualidade.
A feira conta com parceria da Prefeitura de Chapecó e patrocínio da Aurora Coop, BRDE, Unimed Chapecó e Sicoob, além do apoio institucional do Nucleovet, Chapecó Convention & Visitors Bureau, Fiesc / Senai, Sebrae/SC, SESI, Unochapecó e Pollen Parque. O credenciamento e a informações comerciais estão disponíveis no site oficial www.mercoagro.com.br.
Notícias No Oeste do Paraná
Agroshow Copagril 2026 começa com foco em inovação e negócios
Evento segue até sexta-feira (16), reunindo cerca de 200 expositores, expectativa de 15 mil visitantes e novidades em tecnologia, suinocultura e soluções digitais para o campo.

O Agroshow Copagril 2026 teve início nesta quarta-feira (14) e segue até sexta-feira (16), na Estação Experimental da Copagril, em Marechal Cândido Rondon (PR), reunindo inovação, tecnologia, negócios e conhecimento técnico em um dos maiores eventos do agronegócio da região Oeste do Paraná.
A cerimônia de abertura contou com a presença de diversas autoridades e lideranças, entre elas o Secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Márcio Nunes, além de representantes da diretoria da Copagril, lideranças políticas, entidades parceiras, expositores e produtores rurais. A participação reforça a importância do Agroshow como vitrine de inovação e desenvolvimento para o setor agropecuário.
Com cerca de quase 200 expositores confirmados, a expectativa da organização é receber aproximadamente 15 mil visitantes ao longo dos três dias de programação. O público encontra uma ampla estrutura voltada à geração de negócios, troca de experiências e acesso às mais modernas soluções tecnológicas para o campo.
Entre os principais atrativos está a Trilha Tecnológica, que apresenta demonstrações práticas de cultivos, além de palestras técnicas direcionadas a suinocultores e produtores de grãos. A programação inclui ainda a exposição de maquinários agrícolas, tecnologias de ponta e drones de pulverização, evidenciando avanços voltados à produtividade e à sustentabilidade.
Nesta edição, o Agroshow Copagril apresenta importantes novidades. O Salão AgroInova e Suinocultura Copagril foi ampliado e passa a contar com expositores, fortalecendo o espaço dedicado à inovação, tecnologia e à cadeia produtiva da suinocultura. Outro destaque é o lançamento do novo aplicativo Copagril para produtores, que permitirá, entre outras funcionalidades, a emissão de notas, facilitando a rotina no campo. A cooperativa também celebra uma nova parceria estratégica, passando a revender tratores da marca Agrale.
O público poderá acompanhar ainda demonstrações com animais, incluindo bovinos, utilizados na apresentação de um robô de alimentação, evidenciando soluções automatizadas para a pecuária. Como iniciativa inédita, o evento realiza o 1º Ideathon Copagril, uma ação baseada em metodologia de inovação, com foco na geração de ideias e soluções para desafios sociais e comunitários.
No aspecto comercial, o Agroshow Copagril 2026 conta com uma campanha especial de Show de Prêmios, que prevê o sorteio de um carro e três motocicletas para produtores que realizarem negócios durante o evento, conforme regulamento. Também estão disponíveis promoções exclusivas voltadas aos pecuaristas.
O evento acontece diariamente das 8 horas às 18 horas, com encerramento às 17 horas na sexta-feira.
O Agroshow Copagril reafirma seu papel como um espaço estratégico para o fortalecimento do agronegócio, conectando produtores, empresas e tecnologias que impulsionam o futuro do campo.
Notícias Comércio exterior
Incertezas geopolíticas cercam mercado de ureia e podem impactar fluxo para o Brasil
Dependência de importações, cortes na produção iraniana e risco de tarifas dos EUA redesenham o mercado global do fertilizante nitrogenado.

O Brasil importou 7,7 milhões de toneladas de ureia em 2025, consolidando o fertilizante nitrogenado como um dos principais insumos da pauta de importações do agronegócio. Nigéria, Rússia e Omã figuraram como os maiores fornecedores ao longo do ano, segundo dados de comércio exterior. No entanto, parte dos volumes atribuídos a Omã pode, na prática, ter origem no Irã, o que adiciona um componente de incerteza à leitura dos fluxos globais.

Foto: Claudio Neves
O Irã está entre os maiores produtores mundiais de ureia, com capacidade instalada estimada em cerca de 9 milhões de toneladas por ano. Desde meados de dezembro, porém, a produção iraniana opera de forma parcial em razão de cortes no fornecimento de gás natural, uma prática recorrente no inverno do país, quando a prioridade é o abastecimento residencial para aquecimento. Entre os principais destinos da ureia iraniana estão Turquia, Brasil e África do Sul.
Esse cenário ocorre em meio a dúvidas no mercado internacional sobre os efeitos de uma eventual tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos contra países que mantêm relações comerciais com o Irã. As consequências ainda são incertas tanto para agentes que fornecem ureia ao mercado norte-americano e, ao mesmo tempo, negociam com o Irã, caso da Rússia, quanto para importadores relevantes, como o Brasil.
Fornecedores da Rússia e do Oriente Médio relatam falta de clareza sobre possíveis custos adicionais nas entregas aos Estados Unidos. Produtores e tradings aguardam um posicionamento oficial do governo norte-americano a respeito da aplicação de tarifas sobre fertilizantes, e a avaliação predominante é de que ainda é cedo para mensurar impactos concretos a partir das declarações do ex-presidente Donald Trump.

Foto: Claudio Neves
A ameaça é considerada especialmente sensível para os fertilizantes nitrogenados de origem russa, em particular a ureia e o nitrato de amônio e ureia (UAN), produtos que atualmente entram no mercado dos Estados Unidos sem incidência de tarifas. Um eventual aumento de custos para a ureia russa destinada aos EUA pode alterar o fluxo global do produto.
Nesse contexto, analistas avaliam que cargas originalmente direcionadas ao mercado norte-americano poderiam ser redirecionadas para outros grandes compradores globais, entre eles o Brasil. O movimento, caso se confirme, tende a influenciar tanto a disponibilidade quanto a formação de preços do fertilizante no mercado brasileiro, em um momento em que o país segue fortemente dependente de importações para suprir sua demanda agrícola.



