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Trigo do Sul do Brasil sofre com chuvas e qualidade do cereal fica em risco

Chuvas em período de colheita podem afetar a qualidade do cereal, reduzindo o valor pago pelo produto

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O Paraná e Rio Grande do Sul, Estados com potencial de colher 85% do trigo do Brasil em 2018, estão recebendo chuvas intensas que prejudicam os campos neste estágio da safra, e há previsões de mais precipitações que podem resultar em perdas de qualidade do grão pronto para colheita, afirmaram órgãos oficiais na quinta-feira (04). Pela última estimativa do Ministério da Agricultura, o Paraná deverá colher cerca de 3 milhões de toneladas de trigo, enquanto o Rio Grande do Sul tem safra estimada em 1,4 milhão de toneladas, de um total projetado para o país de 5,2 milhões de toneladas.

“Deve entrar bastante coisa nas próximas duas semanas em ponto de colheita. Se tiver muitos dias seguidos de chuva, se continuar muito nublado, sem sol, pode gerar problema”, afirmou o especialista em trigo do Departamento de Economia Rural (Deral) do Paraná, Carlos Hugo Godinho. Algumas áreas do Estado, como o centro-oeste, devem receber mais de 200 milímetros de chuvas até o dia 19 de outubro, segundo dados do Refinitiv Eikon. O norte do Paraná receberá no mesmo período de 150 a 175 mm de precipitações, volumes todos que estão acima da média para o período.

Perdas em lavouras do Sul podem eventualmente elevar a necessidade de importações pelo Brasil, um dos maiores importadores globais do cereal, que busca a maior parte do produto importado na Argentina.

Diante da expectativa de fortes chuvas, disse Godinho, produtores do Paraná correram com os trabalhos de colheita recentemente. “Avançou bem a colheita mesmo em uma semana que não foi propícia (em função de chuvas). Preocupado, o produtor já olhando pra frente, ele achou melhor colher agora mesmo sem uma situação ideal, pensando que se tentasse achar o ótimo ele perderia o bonde”, disse. Chuvas em período de colheita podem afetar a qualidade do cereal, reduzindo o valor pago pelo produto.

A colheita havia avançado para 47% da área até o início da semana, mas está atrasada na comparação ao índice de 71% do mesmo período do ano passado, quando o tempo seco favoreceu os trabalhos. Ele disse que, mesmo para as lavouras ainda em estágio de frutificação, as chuvas previstas não são adequadas, devido ao risco de doenças fúngicas.

No Rio Grande do Sul vai chover menos até o próximo dia 19, mas as chuvas nos últimos 15 dias foram volumosas, de mais de 100 mm, ficando acima da média ao sul do Estado, segundo dados do Refinitiv Eikon. “O clima adverso dos últimos dias, com chuvas intensas acompanhadas de granizo e ventos fortes, causou acamamento das plantas em diversas lavouras”, disse a Emater-RS, o órgão de assistência técnica do Rio Grande do Sul em relatório na quinta-feira.

“No Noroeste do Estado, segundo relato de técnicos dessa região, há várias áreas afetadas, fato que deverá trazer prejuízo aos triticultores afetados”, acrescentou a Emater, ressaltando que no momento é prematura qualquer inferência sobre o impacto das chuvas. Segundo a Emater, a preocupação maior dos produtores é com a persistência do tempo úmido e quente prevista para as próximas semanas. “A se concretizar esse cenário, mais que a quantidade, é a qualidade final do grão que poderá sofrer sérios danos, resultando em um produto final de baixo valor” disse a Emater. No Rio Grande do Sul, 88% das lavouras estão entre a fase final de enchimento de grãos e a de início da maturação, segundo o órgão.

Fonte: Reuters

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Notícias Sanidade

ABPA e DIPOA promovem encontro sobre inspeção

Será apresentado o sistema de treinamento na inspeção ante e post mortem de aves e suínos

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Divulgação/Agrostock

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura (DIPOA/MAPA) realizam ao longo desta semana um encontro conjunto para tratar sobre temas do sistema de inspeção do setor de proteína animal. A programação do evento, iniciada na segunda-feira (18), segue até sexta-feira (22), em São Paulo, SP.

Na ocasião, será apresentado o sistema de treinamento na inspeção ante e post mortem de aves e suínos. Além disso, também serão discutidas as ações e procedimentos de verificação oficial dos controles em estabelecimentos produtores de carne e suínos. Participam do encontro técnicos das agroindústrias produtoras e exportadoras e auditores fiscais do Ministério da Agricultura.

“Este é um trabalho que tem como princípio o fortalecimento do trabalho pela qualidade e a reconstrução da imagem do setor produtivo, seguindo todos os parâmetros legais em uma parceria do setor público e da iniciativa privada.  Esperamos realizar, em breve, novos eventos com o mesmo objetivo”, ressalta Francisco Turra, presidente da ABPA.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado Leiteiro

Estoques reduzidos e menor produção elevam preço do UHT

Altas estiveram atreladas aos estoques, que continuam controlados, e à redução da produção por parte de alguns laticínios

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O preço do leite UHT negociado no atacado do Estado de São Paulo subiu 0,24% entre as duas últimas semanas, fechando com média de R$ 2,4357/litro no período entre 11 e 15 de fevereiro. Conforme colaboradores do Cepea, as altas estiveram atreladas aos estoques, que continuam controlados, e à redução da produção por parte de alguns laticínios.

Apesar da valorização, as negociações entre laticínios e atacados permaneceram baixas. Já o queijo muçarela se desvalorizou 0,83% na mesma comparação, fechando com média de R$ 17,2862/kg entre 11 e 15 de fevereiro. Quanto à liquidez no mercado deste derivado, permaneceu estável no período.

Fonte: Cepea
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Notícias No Paraná

Trigo pode ser boa alternativa ao produtor na 2ª safra

Como o clima está favorável, os preços e custos de produção irão balizar tomada de decisão dos agricultores

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Divulgação/SECS

Com o avanço da colheita dos grãos de verão no Paraná, triticultores do Estado já planejam a divisão das áreas de semeio na segunda safra. Como o clima está favorável ao desenvolvimento tanto do trigo quanto do milho, os preços e custos de produção é que irão balizar a tomada de decisão dos agricultores por um ou outro.

Segundo dados da equipe de custos agrícolas do Cepea, em Cascavel, PR, o custo operacional de produção do milho 2ª safra foi calculado em R$ 2.822,54/hectare, contra R$ 1.901,03/ha para o trigo. A produtividade média das últimas três safras foi de 93 sacas/ha para o milho e de 49 sc/ha para o trigo, de acordo com dados do Deral/Seab.

Considerando-se os valores médios de venda em janeiro/19, as receitas geradas seriam de R$ 2.724,08/ha para o milho e de R$ 2.343,38/ha para o trigo. Portanto, a receita obtida com a cultura do trigo foi suficiente para saldar os custos operacionais e gerar margem positiva ao produtor, de R$ 442,35/ha. Já a receita obtida com o milho 2ª safra não foi suficiente para cobrir o total de desembolsos, resultando em margem negativa ao produtor, de R$ 98,46/ha.

Fonte: Cepea
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