Conectado com
Minuto Agro

Bovinos / Grãos / Máquinas

Trigo do Paraná tem ágio em leilão da Conab

Publicado em

em

O leilão de trigo dos estoques oficiais, realizado ontem (16), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), para atender os moinhos nesta época de entressafra, comercializou 58.561,3 toneladas. O volume arrematado corresponde a 71,08% das 82.389,4 toneladas de cereal ofertadas pela Conab. O preço médio ficou em R$ 633,00 a toneladas e o governo arrecadou R$ 38,8 milhões com a venda do produto.
A Conab vendeu 22,5 mil toneladas (90%) das 25 mil toneladas ofertadas no Paraná. O preço médio saiu por R$ 649,62 por tonelada. Apenas um lote de oito mil toneladas, depositado em Cascavel, não foi totalmente vendido, pois foram arrematadas 5,5 mil toneladas, ao preço de R$ 700 por tonelada. O único ágio registrado no leilão foi para um lote de 8.743,4 toneladas depositado em Catanduvas (PR), após disputa foi arrematado a R$ 651 por saca, acima do valor de abertura que era de R$ 636 por tonelada.
No leilão a Conab vendeu 35.790,3 toneladas de trigo depositadas no Rio Grande do Sul, que correspondem a 63% das 56.844 toneladas ofertadas. O preço médio ficou em R$ 662 por tonelada. Dois lotes, um de 30,04 toneladas, depositadas em Cruz Alta, e outro de 756,32 toneladas, depositadas em Maçambara, não despertaram interesse de compra e, por isso, foram retirados do pregão. A Conab ofertou no leilão de hoje 545,37 toneladas depositadas em Bauru (SP) e conseguiu vender 270 toneladas (49,5%), ao preço de R$ 639 por tonelada.

Fonte: Conab

Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

três × cinco =

Bovinos / Grãos / Máquinas Novidade

Versão digital de Bovinos, Grãos e Máquinas está disponível

A reportagem conversou com especialistas para verificar quais as oportunidades deste novo normal que o covid-19 trouxe

Publicado em

em

O Presente Rural

Já está disponível na versão digital a nova edição de Bovinos, Grãos e Máquinas de O Presente Rural. Nesta edição você leitor vai conferir como a pecuária de leite e corte e o setor de grãos estão se adaptando a este novo momento vivido pela população mundial. O agro sempre foi adaptável às situações que acontecem no mundo e desta vez não foi diferente. O consumidor está diferente, assim como o próprio setor pecuário.

A reportagem conversou com especialistas para verificar quais as oportunidades deste novo normal que a pandemia do covid-19 trouxe. Há também artigos técnicos de profissionais renomados do setor que falam sobre saúde animal, sanidade e tecnologias.

Além dos mais, há ainda as novidades das empresas do setor, em que apresentam novos produtos, soluções e profissionais.

Clique aqui e acesse e edição completa. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

Bovinos / Grãos / Máquinas Segundo Cepea

Incertezas no mercado de derivados em abril pressionam cotações ao produtor

Depois de registrarem altas consecutivas de dezembro de 2019 a abril de 2020, os preços pagos ao produtor caíram em maio

Publicado em

em

Arquivo/OP Rural

Depois de registrarem altas consecutivas de dezembro de 2019 a abril de 2020, os preços pagos ao produtor caíram em maio. De acordo com pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, a “Média Brasil” líquida em maio (referente à captação do mês anterior) chegou a R$ 1,3783/litro, recuos de 5% frente ao mês anterior e de 11,2% em relação a maio/19 (em termos reais, com valores deflacionados pelo IPCA de abril/20). A desvalorização do leite no campo esteve atrelada às incertezas no mercado de derivados em abril, decorrentes da crise por causa da pandemia de coronavírus.

Abril marcou o primeiro mês completo de enfrentamento à pandemia e de, consequentemente, uma nova dinâmica de consumo da população. Além de o atendimento dos serviços de alimentação (importantes canais de distribuição de lácteos) ter sido prejudicado pelo agravamento da pandemia, também houve a diminuição da frequência das compras por parte dos consumidores, diante da redução da renda de muitas famílias. Segundo agentes consultados pelo Cepea, esses fatores impactaram negativamente sobre a demanda de derivados no correr de abril.

De acordo com a pesquisa diária do Cepea, com apoio financeiro da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), o preço do leite UHT registrou queda acumulada de 17,8% em abril. Ainda assim, a média mensal, de R$ 2,87/litro, ficou 8,41% acima da registrada em março/20 (quando, vale lembrar, foi verificado o choque de demanda no início do isolamento social).

O mercado de queijo muçarela também foi afetado pelas incertezas do cenário atual, registrando demanda enfraquecida e volume reduzido de negociações. Esse derivado apresentou desvalorização acumulada de 8,3% em abril, e o preço médio mensal fechou a R$ 17,93/kg, recuo de 5,97% em relação ao de março. A dificuldade em se assegurar a liquidez impactou negativamente na produção deste lácteo em abril. Como consequência, houve aumento da oferta de leite cru no mercado spot (negociação entre indústrias) em abril. Em Minas Gerais, o preço médio do leite cru caiu 7,3% na primeira quinzena de abril e 11,7% na segunda.

Por outro lado, a entressafra da produção leiteira avança no Sudeste e Centro-Oeste. No Sul, a estiagem prejudica a atividade e compromete a quantidade e a qualidade da produção de silagem para os próximos meses. O Índice de Captação Leiteira (ICAP-L) do Cepea registrou queda de 0,6% de março para abril na “Média Brasil” e acumula baixa de 12,4% neste ano.

Tipicamente, neste cenário, as indústrias empenhariam esforços para recompor seus estoques.  Contudo, as perspectivas negativas sobre o consumo no médio e longo prazos aumentaram o nível de incerteza em abril e diminuíram o investimento das indústrias em estoques, pressionando as cotações no campo em maio.

Junho

Como o preço do leite ao produtor é formado depois das negociações quinzenais do leite spot (negociação de leite cru entre indústrias) e das vendas de lácteos, as cotações no campo de junho refletirão o mercado de derivados de maio. Durante este mês, observou-se que a produção de leite no campo diminuiu. Como consequência, pesquisas do Cepea apontam que o preço médio mensal do leite spot em Minas Gerais em maio foi 6,7% maior que o de abril, em termos nominais. A menor oferta no campo em maio e a menor produção de derivados em abril, por sua vez, reduziram os estoques de UHT e muçarela neste mês, favorecendo o aumento das cotações.

De 4 a 27 de maio, a pesquisa diária do Cepea mostrou alta acumulada de 14,4% para as cotações de UHT e elevação de 15,7% para as de muçarela. Ainda assim, as médias mensais parciais dos preços do UHT e da muçarela neste período, de R$ 2,68/litro e de R$ 17,90/kg, são 6,62% e 0,1% menores que as respectivas médias de abril.

Fonte: Cepea
Continue Lendo

Bovinos / Grãos / Máquinas Mercado

Dólar flertando os R$ 6 estimula mais venda antecipada da soja 2020/2021

Para especialistas, preço atrativo contribuiu com as vendas

Publicado em

em

Arquivo/OP Rural

A alta do dólar, que em 14 de maio estava cotado em R$ 5,82, mas tem flertado os R$ 6, tem estimulado a venda antecipada da safra de soja 2020/2021. Em Marechal Cândido Rondon, no Oeste do Paraná, a saca naquele dia era vendida a R$ 98 no balcão ou a R$ 85 no caso de contrato futuro. O agricultor Heitor Osterkamp tem uma propriedade onde trabalha com produção de frangos, armazenagem de milho e aveia e produção de grãos. Já vendeu 35% da safra de soja 2020/2021 de maneira antecipada, mas ele sabe que é “um jogo” que precisa de cautela. “O contrato é de R$ 85 a saca, mas hoje estou perdendo, uma vez que com a cotação do dólar a saca vale R$ 98. Faz alguns anos que trabalho com venda antecipada. Quando percebo que consigo atingir bom preço de acordo com o custo de produção, incluindo compra de adubos e defensivos, analiso e realizo o contrato”, expõe.

 Ele comenta que se a média obtida na colheita é de 150 sacas, dificilmente vende mais do que 50 a 60 sacas na primeira etapa, antes do plantio. “Acompanho a previsão do tempo diariamente, bem como outros fatores, e se puder vendo algo final do ano, se o preço estiver bom. Tomamos cuidados. Nossa média de venda antecipada é de 30 a 40%”, ressalta Osterkamp, que também possui área de terra no Paraguai, onde trabalha com grãos e gado de corte.

O produtor menciona que no Brasil, com a variável do câmbio, é mais difícil acertar o momento ideal de venda. “Já no Paraguai tenho sido mais assertivo na venda antecipada”, pontua.

Conforme o paranaense, uma das principais vantagens com a venda antecipada é a segurança financeira. “Agora vou esperar a safra ser instalada para observar o que acontece. É preciso ter pé no chão, equilíbrio, pois se não cumprir o combinado, eu pago multa. Vou parcelando a venda da soja para fazer valer a pena, comercializando em vários momentos. Quando agrada, eu vendo”, cita, acrescentando que no caso do milho safrinha ele faz armazenagem. Nesse caso, ela vende o ano todo.

Ano excepcional

De acordo com o gerente comercial da Agrícola Horizonte, Valdair Schons, praticamente 90% da safra colhida no verão já foi comercializada. “Em outras épocas era vendido de 40 a 50% durante a safra e o restante no decorrer do ano”, compara. “Este é um ano excepcional”, avalia.

Segundo ele, o preço atrativo contribuiu com as vendas. “Embora a saca tenha sido vendida a R$ 98 em meados de maio, a maioria dos produtores rurais venderam anteriormente na faixa de R$ 80 para pagar as contas. Isso porque a tendência era o valor da soja cair, mas ocorreu o contrário e a saca passou a subir”, frisa.

No que tange à comercialização da próxima safra de soja, 2020/2021, Schons revela que em torno de 15% da recepção da empresa já está vendida antecipadamente. “Esses 15% de venda antecipada nessa época são considerados um índice expressivo, já que o plantio vai acontecer em meados de setembro. Ou seja, até lá podem ocorrer mais negócios ainda. Isso representa o dobro de anos anteriores, quando nesse período a venda antecipada era de cerca de 8%”, salienta.

Schons assegura que o crescimento na venda antecipada ocorre devido ao dólar valorizado frente ao real. “Hoje os insumos subiram de preço, mas quando se converte em dólar o preço fica igual ou ainda melhor ao produtor, ou seja, fica vantajoso e por isso os agricultores buscam uma garantia pela venda antecipada”, expõe o gerente comercial.

“Estamos batendo todos os recordes de venda de soja”

Os patamares elevados dos preços praticados fizeram com que os produtores rurais comercializassem a maior parte da atual safra de soja, assim como da safra futura (2020/2021). “O câmbio favorece e é algo sem precedentes. Compensa vender antecipadamente a safra de soja devido à conjuntura atual do Coronavírus, que levou pânico aos mercados de capitais ao redor do mundo e no Brasil. O dólar tem maior liquidez e se eleva em relação às outras moedas”, destaca o técnico agrícola do Departamento de Economia Rural (Deral) de Toledo, PR, órgão vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), João Luiz Raimundo Nogueira.

 Ele enfatiza que, além da moeda brasileira estar desvalorizada, o Brasil tem um componente a mais: a crise política. “Isso contribui para levar incertezas aos investidores que estão no Brasil, grande parte deles de curto prazo e que se afastam. Há desavenças dentro do próprio governo, o que gera desconfiança nos investidores, então a partir do momento que existe esse medo há desvalorização da bolsa no mercado de capitais”, explica Nogueira, que é especialista em agronegócio.

Segundo ele, isso tudo ocorre em um momento em que a safra de soja está recém-colhida e tem favorecido não só o produto colhido, mas também em relação à negociação da safra futura. “Estamos batendo todos os recordes de venda da safra nova em uma época em que comercializamos a safra em curso. Vivemos um momento estranho e novo devido à pandemia. Outro fator que deve ser considerado para que essas transações ocorram é que as nossas exportações de soja continuam bastante robustas, principalmente para a China. Os negócios são fechados porque há expectativa de que a demanda persista durante o ano”, pontua.

O especialista em agronegócio diz que ao passo em que em torno de 15% da safra de soja 2020/2021 já esteja negociada em Marechal Rondon, há relatos de regiões onde este índice alcança 30% (matéria produzida em meados de maio). “É um fato muito novo e o Brasil exerce protagonismo não só na produção de soja, bem como nas exportações”, considera.

Hora de aproveitar

Nogueira ressalta ser o momento ideal dos produtores aproveitarem a ocasião e se capitalizarem. “Não sabemos como vai ser daqui para frente. Nós vemos uma fase boa agora e é preciso aproveitar, porque fica difícil fazer previsões. Viveremos uma recessão mundial com países desenvolvidos falando em redução do Produto Interno Bruto na ordem de 3 a 5%, e isso é inimaginável. Se você está diante de uma expectativa de recessão mundial, fica difícil prever o que pode acontecer. Os produtores devem aproveitar esta oportunidade de capitalizar”, reforça.

De acordo com o técnico do Deral, o peso das demandas dá suporte para que o produto seja vendido. “Se o dólar valoriza o nosso produto é sinal de que a nossa moeda está desvalorizada e fica fácil comprar nosso produto. Porém, é bom os produtores fazerem os cálculos e anteciparem a compra de insumos visando obter algumas vantagens por isso. A ressaca disso tudo pode acontecer em breve se o câmbio continuar nesses eixos, pois corremos o risco de ter insumos com preços altos na frente”, enaltece.

Apesar de não possuir números oficiais, Nogueira informa que em torno de 30% da safra de soja foi vendida antecipada em várias regiões do Brasil. “É difícil saber ao certo, pois as mudanças são diárias. Tenho dito para o produtor aproveitar a oportunidade. Entendo a fase como ideal para a relação de venda de produto e compra de insumo, portanto hoje o momento é favorável ao agricultor devido ao preço. É a hora de o produtor fazer as contas e trabalhar bem essa questão de custo para a semeadura da próxima safra”, sustenta.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo
PORK EXPO

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.