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Tratamento de efluentes amplia papel estratégico na gestão da água no Brasil

Baixa cobertura de saneamento e dependência de fertilizantes importados impulsionam soluções circulares.

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O Brasil concentra cerca de 12% da água doce superficial do planeta, segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Apesar da disponibilidade hídrica, episódios recorrentes de racionamento e reservatórios em níveis críticos expõem limitações estruturais na gestão da água, agravadas por eventos climáticos extremos.

No contexto do Dia Mundial da Água, especialistas apontam a necessidade de ampliar soluções que vão além da captação e distribuição, com foco no tratamento e reaproveitamento de efluentes. A aplicação de princípios da economia circular nesse segmento tem ganhado espaço ao propor a reinserção de resíduos no ciclo produtivo, com potencial de reduzir impactos ambientais e gerar insumos.

Modelos operacionais já adotados no país indicam viabilidade técnica para integrar efluentes industriais ao tratamento de esgoto urbano, com posterior devolução da água tratada aos corpos hídricos. Nesse processo, o lodo gerado pode ser destinado à compostagem e convertido em fertilizante orgânico, apto para uso agrícola. “A gestão eficiente de resíduos líquidos é um passo crucial no enfrentamento dos riscos hídricos. O tratamento inadequado compromete a qualidade da água e impacta o clima, a biodiversidade e a saúde humana. Transformar esses resíduos em insumos reaproveitáveis é essencial”, afirma Lívia Baldo, gestora ambiental que atua em empresa do segmento.

De acordo com a profissional, o aproveitamento do lodo como insumo agrícola ganha relevância adicional diante da instabilidade no mercado global de fertilizantes. Conflitos geopolíticos recentes têm afetado cadeias de suprimento, elevando custos e ampliando a dependência externa.

Nesse contexto, a produção local de adubos orgânicos a partir de resíduos contribui para reduzir a exposição a choques internacionais e ampliar a segurança de abastecimento. “O uso do lodo como matéria-prima reduz emissões e o transforma em ativo ambiental, além de fortalecer a agricultura”, afirma.

Gargalos persistem no saneamento

O avanço dessas soluções ocorre em um cenário de déficit estrutural. O Brasil gera cerca de 5,5 bilhões de litros de esgoto por dia. Embora aproximadamente 83% da população urbana tenha acesso à coleta, apenas entre 50% e 60% do volume é efetivamente tratado, de acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento.

A lacuna resulta no despejo diário de grandes volumes de efluentes in natura em rios e lagos, com impacto direto sobre a qualidade da água e a saúde pública. No caso dos efluentes industriais, o desafio é ampliado pela diversidade de contaminantes e pelo volume gerado por setores como químico, farmacêutico e alimentício. “O tratamento adequado e a circularidade fecham o ciclo da produção industrial, ao darem destino sustentável aos resíduos. Além de reduzir a poluição, há efeito direto na regeneração do solo e na menor dependência de insumos importados”, pontua Lívia.

Integração entre saneamento e indústria

Experiências de recuperação ambiental em bacias hidrográficas demonstram que a combinação entre tratamento de esgoto, controle de efluentes industriais e gestão integrada pode elevar a qualidade da água ao longo do tempo.

Esses resultados, no entanto, dependem de continuidade operacional, investimento em infraestrutura e coordenação entre setor público e agentes privados. A ampliação do uso de modelos circulares tende a ganhar relevância na medida em que pressões sobre recursos hídricos e custos de insumos agrícolas se intensificam.

Fonte: O Presente Rural com Tera Ambiental

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Frimesa apresenta novidades em proteínas suínas e fortalece posicionamento de marca

Lançamentos destacam sofisticação, versatilidade e nova identidade visual da cooperativa.

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Com foco em inovação e diversificação, a Frimesa, uma das maiores cooperativas de alimentos do Brasil, escolhe a vitrine da ExpoApras 2026 – um dos principais eventos do setor supermercadista no Brasil – para apresentar novos itens do portfólio de proteínas animal. A aposta são os lançamentos das linhas premium Fogo & Sabor e os novos hamburgueres da marca, que chegam às gôndolas de todo o país a partir de junho.

Entre as novidades, estão as novas linguiças saborizadas e a Manta de Linguiça Toscana, da marca Fogo & Sabor, que são voltadas aos entusiastas do churrasco e valorizam a inovação e a experimentação de novos cortes e temperos. Versátil, a manta permite aplicações que vão da grelha a air fryer até o preparo de recheios e ragus. Pioneira no formato de linguiça frescal, a nova Chistorra da Frimesa é um diferencial exclusivo no mercado nacional. Já a versão Chimichurri insere na categoria de embutidos a herança dos sabores platinos, amplamente apreciados no Brasil.

Já a linha de hambúrgueres de 120g, nos sabores Toscana, Defumado e Pernil, com assinatura Frimesa, foi projetada para o consumidor que deseja replicar a experiência das hamburguerias artesanais em casa. Ambas as linhas foram desenvolvidas para o segmento premium, posicionando-os junto aos produtos gourmet já consolidados no varejo. Com as inovações, a Frimesa visa suprir a demanda do consumidor que busca valor agregado e qualidade superior.

Rodrigo Fossalussa, superintendente comercial da Frimesa, explica que o lançamento das linhas marca uma fase estratégica de evolução e consolidação do portfólio da Frimesa, alinhado ao novo posicionamento de marca e identidade visual. “O momento exige não apenas inovação, mas sofisticação técnica para demonstrar ao mercado porque somos a maior especialista em carne suína do Brasil. Estamos elevando a percepção de valor da proteína suína”, afirma.

O estande da Frimesa na ExpoApras conta com uma estrutura de 296m² e explora o conceito “A Casa da Família Frimesa”, convidando o varejista a degustar os novos produtos, além dos itens tradicionais já consolidados no mercado. O evento também é uma oportunidade para apresentar a nova identidade visual, lançada em março deste ano junto ao rebranding, que tem como um dos pilares a família. O tema é explorado na campanha de comunicação veiculada a partir de abril e se faz presente também no estande da cooperativa na ExpoApras

“Estamos chegando com presença física em São Paulo, mas as raízes da Frimesa estão no Paraná. Fazer parte da ExpoApras reforça o nosso compromisso com o varejo regional e nacional e o quanto valorizamos esse mercado que tanto nos abraça”, comenta Fossalussa.

Fonte: Assessoria Frimesa
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Fertilizantes sobem em março com impacto de conflitos e gargalos logísticos

Tensões no Oriente Médio elevam custos de energia e frete, pressionando nitrogenados e fosfatados no mercado global.

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Fotos: Claudio Neves

O mercado de fertilizantes registrou alta nos preços ao longo de março, influenciado por tensões geopolíticas e limitações logísticas no cenário internacional. O conflito no Oriente Médio impactou diretamente a produção e o transporte de insumos, especialmente em países do Golfo Pérsico, pressionando custos de energia e frete.

Os fertilizantes nitrogenados seguiram em trajetória de valorização entre março e o início de abril. A ureia acumulou forte alta no período, alcançando cerca de US$ 760 por tonelada CFR em 10 de abril, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA. A combinação de oferta restrita, petróleo e gás natural em níveis elevados e maior incerteza global mantém o mercado volátil no curto prazo.

No segmento de fosfatados, o cenário também foi de pressão. Além do impacto do conflito, a alta do enxofre, insumo essencial para a produção, elevou os custos. No Brasil, os preços subiram cerca de 7% nas últimas semanas, com o MAP atingindo aproximadamente US$ 890 por tonelada CFR. Mesmo com a demanda agrícola avançando de forma gradual, os preços seguem sustentados.

Já os fertilizantes potássicos apresentaram comportamento mais estável em comparação aos demais. A oferta internacional permanece equilibrada, com Rússia e Belarus mantendo volumes relevantes no mercado global. Apesar da menor volatilidade, os preços seguem firmes, acompanhando o aumento dos custos logísticos e o ambiente de incerteza.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Brasil exporta 23,5 milhões de toneladas de soja no início do ano

Ritmo acelerado de embarques mantém país à frente no mercado internacional e amplia vantagem sobre concorrentes.

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A soja registrou alta na Bolsa de Chicago ao longo de março, em um cenário marcado por forte volatilidade no mercado internacional. Apesar da ampla oferta global, os contratos futuros chegaram a se aproximar dos maiores níveis em quase dois anos no início do mês, impulsionados pela valorização do complexo de óleos vegetais, pelo avanço do petróleo e pela expectativa de maior demanda da China.

Foto: Divulgação/Aprosoja MT

Com o passar das semanas, porém, o movimento perdeu força diante da confirmação de uma safra recorde no Brasil, estimada em cerca de 180 milhões de toneladas. Ainda assim, a cotação da soja em Chicago encerrou março com valorização de 4,3%, a US$ 11,72 por bushel, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA.

Nos primeiros dez dias de abril, o mercado seguiu volátil, mas com tendência mais pressionada. O cenário refletiu a ampla oferta global e o enfraquecimento das exportações dos Estados Unidos, que enfrentam forte concorrência do Brasil no mercado internacional.

No Brasil, os preços acompanharam o movimento de alta observado em Chicago, mas de forma mais moderada. Em Sorriso (MT), a soja teve valorização de 1,8% em março, chegando a R$ 101,40 por saca. Chuvas em algumas regiões atrasaram o ritmo da colheita, sem impacto relevante sobre a produção.

Foto: Divulgação/Governo da Bahia

No início de abril, os preços registraram leve alta, sustentados pela melhora dos prêmios de exportação. Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar limitou ganhos mais expressivos no mercado interno.

As exportações brasileiras seguiram em ritmo acelerado. Em março, os embarques somaram 14,5 milhões de toneladas, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). No acumulado do ano até março, o país exportou 23,5 milhões de toneladas de soja, volume 6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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