Conectado com

Notícias

Transição da seca para as águas exige adubação planejada para maximizar retorno no pasto

Estratégia antecipada permite maior produção de forragem, melhor desempenho animal e retorno sobre o investimento.

Publicado em

em

Foto: Pixabay

Com a transição da seca para o início das chuvas, os pecuaristas brasileiros enfrentam um momento decisivo para garantir a produtividade de suas propriedades.

O planejamento da adubação das pastagens é um dos fatores determinantes para aproveitar ao máximo o potencial forrageiro no período das águas, assegurando tanto o desempenho animal quanto a rentabilidade da atividade pecuária. “É de extrema importância planejar a adubação das pastagens antes do início do período das águas para garantir uma boa base forrageira e maximizar a produtividade. Quando o produtor rural se antecipa, aplicando os nutrientes no início das águas, com a previsão das primeiras chuvas, a pastagem responde rapidamente, acelerando o crescimento da forragem. Isso é crucial para atender à demanda nutricional do rebanho logo no início do período chuvoso”, explica o zootecnista Guilherme Caldeira.

Foto: Shutterstock

De acordo com o profissional, a adubação planejada traz uma série de vantagens práticas para o pecuarista: maior produção de massa verde por hectare, melhor qualidade nutricional da forragem, uniformidade do pasto, maior vigor e enraizamento das plantas, além da recuperação de áreas degradadas. “Uma pastagem bem nutrida é mais tolerante a pragas, doenças e períodos de veranico, além de fornecer proteína e energia de melhor qualidade aos animais, refletindo em ganho de peso, produtividade e fertilidade”, reforça Caldeira.

Um dos pontos críticos para garantir eficiência no processo é a análise de solo. “Sem o diagnóstico correto, o produtor corre o risco de adubar no escuro, gastando mais do que deveria ou deixando de fornecer o que a planta realmente precisa. A análise indica os teores de macro e micronutrientes, a acidez do solo e a capacidade de troca catiônica (CTC), servindo como base para uma recomendação técnica precisa que indique quais fertilizantes e em que quantidade devem ser aplicados”, orienta.

Entre os elementos mais importantes para garantir boa produção de massa verde estão o nitrogênio (N), essencial para o crescimento vegetativo; o fósforo (P), fundamental para o desenvolvimento radicular e metabolismo energético; e o potássio (K), responsável pela regulação hídrica e vigor das plantas. Nutrientes como cálcio, magnésio e enxofre também exercem papéis fundamentais no desenvolvimento e resistência das forrageiras.

Impacto direto no desempenho animal

O manejo adequado da adubação reflete diretamente no desempenho do rebanho. “Quando a forragem é mais abundante e nutritiva, os animais ganham peso mais rápido, produzem mais leite, têm melhor fertilidade e chegam mais cedo ao ponto de abate. Além disso, animais bem nutridos apresentam maior resistência a doenças, reduzindo custos com suplementação e sanidade”, detalha Caldeira.

Entre os erros mais comuns cometidos pelos pecuaristas, estão a ausência de análise de solo, a adubação em momento inadequado, a falta de calagem e o manejo incorreto do pastejo. “Outro erro é concentrar toda a adubação de nitrogênio em uma única aplicação. O ideal é escalonar, aplicando em parcelas ao longo das águas, o que garante maior eficiência e reduz perdas”, recomenda.

Foto: Divulgação/Arquivo OP Rural

O alinhamento entre adubação e sistema de pastejo também faz diferença. Caldeira explica que no pastejo rotacionado, por exemplo, o parcelamento da adubação nitrogenada após a saída dos animais de cada piquete potencializa a produção de forragem para o próximo ciclo. “Já no pastejo contínuo, o desafio é distribuir os nutrientes de forma equilibrada, monitorando constantemente a resposta do pasto. Em ambos os sistemas, a análise de solo prévia e o monitoramento da resposta da pastagem são essenciais para o ajuste das práticas de adubação”, pontua.

Ao adotar um plano estratégico de adubação no início das águas, o pecuarista pode esperar resultados expressivos, como aumento da capacidade de suporte da pastagem, maior ganho de peso por animal e por área, melhora dos índices reprodutivos, redução da necessidade de suplementação e recuperação da vitalidade dos pastos. “O produtor que olha para a adubação como investimento e não apenas como custo tem retorno financeiro superior e maior sustentabilidade produtiva no médio e longo prazo”, enfatiza Caldeira.

Fonte: Assessoria Axia Agro

Notícias

CBNA 2026 discute como ciência impulsiona produção animal

Evento em São Paulo reúne especialistas para debater nutrição de aves, suínos e bovinos e estratégias que aumentam eficiência e reduzem custos.

Publicado em

em

Imagem Ilustrativa - Foto: Divulgação/CBNA

A contribuição da ciência brasileira para um aumento da produtividade e da eficiência da produção animal estará entre os debates de um dos principais encontros técnicos do setor em 2026. A 36ª Reunião Anual do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA), que vai ser realizada de 12 a 14 de maio, no Distrito Anhembi, em São Paulo, abre a programação com um painel dedicado ao Impacto da pesquisa brasileira na produção animal.

O membro da diretoria do CBNA e professor da Esalq/USP, Felipe Dilelis. “Vamos discutir decisões que influenciam diretamente custo, desempenho e sustentabilidade das cadeias produtivas” – Foto: Denise Guimarães/Esalq USP.

Coordenado pelo professor da Esalq/USP Felipe Dilelis, o debate reunirá especialistas de instituições de referência para discutir desde A importância das Tabelas Brasileiras para a indústria até as perspectivas de novas linhas de investigação em nutrição de aves e suínos. “O Brasil é potência na produção animal, mas só continuará avançando se investir em ciência aplicada. O que discutiremos aqui não é teoria, são decisões que influenciam diretamente custo, desempenho e sustentabilidade das cadeias produtivas”, afirma Dilelis.

Entre os participantes estão o professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV) Horacio Rostagno, o professor da Universidade Federal de Goiás (UFG) José Henrique Stringhini, o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Sergio Vieira, o chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, Everton Krabbe, e o professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Bruno Silva. O encontro tem como proposta promover diálogo direto entre academia e indústria para analisar desafios, oportunidades e inovações capazes de transformar a nutrição animal nos próximos anos, tema considerado estratégico diante da pressão por maior eficiência produtiva, sustentabilidade e competitividade internacional do agronegócio brasileiro.

Além da 36ª Reunião Anual, voltada a aves, suínos e bovinos, o CBNA realizará simultaneamente outros dois eventos técnicos no mesmo local: o IX Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos, no dia 12 de maio, e o XXV Congresso CBNA Pet, nos dias 13 e 14. A programação ocorrerá paralelamente à Fenagra, feira internacional dedicada à tecnologia e processamento da agroindústria Feed & Food, apoiadora da iniciativa. A edição deste ano tem o patrocínio confirmado de empresas como AB Vista, Adimax, Alltech, APC, CBO Laboratório, dsm-firmenich, Evonik, Kemin Nutrisurance, Novus, PremieRpet, Royal Canin e Symrise, além do Sindirações. As empresas interessadas em participar ou patrocinar os eventos, podem entrar em contato com o CBNA através do e-mail cbna@cbna.com.br ou pelo What’sApp (19) 3232.7518.

Fonte: Assessoria CBNA
Continue Lendo

Notícias

América Latina se reúne em Brasília para debater futuro do agro e da alimentação

39ª Conferência Regional da FAO discutirá estratégias para produção sustentável, combate à fome e transformação dos sistemas agroalimentares.

Publicado em

em

Brasília será o centro do debate sobre o futuro do agro e da alimentação na América Latina e no Caribe entre os dias 02 e 06 de março. A 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (LARC39) reunirá ministros e representantes de países membros para definir prioridades da FAO para os próximos dois anos.

O evento, que terá abertura oficial no dia 04 de março com a presença do diretor-geral da FAO, QU Dongyu, e de altas autoridades brasileiras, pretende traçar caminhos para “uma melhor produção, uma melhor nutrição, um melhor meio ambiente e uma vida melhor, sem deixar ninguém para trás”, conforme definição da organização.

A condução da conferência ficará a cargo do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, e do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. Eles estarão presentes na abertura e em diversas mesas-redondas que discutirão a transformação dos sistemas agroalimentares, estratégias para sustentabilidade e políticas voltadas à segurança alimentar.

O evento também prevê visitas técnicas, como a da Embrapa Cerrados, que apresentará tecnologias aplicadas em estações experimentais, e debates sobre gestão agrícola e florestal resiliente ao clima. Painéis temáticos contarão com a participação de ministros de Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, e de Relações Exteriores, Mauro Vieira, que também marcarão presença no lançamento do Ano Internacional da Agricultora 2026.

Com cinco dias de programação intensa, a LARC39 busca unir diálogo político e técnico para enfrentar desafios históricos da região, como fome, má nutrição e desigualdade, ao mesmo tempo em que promove a inovação e a sustentabilidade nos sistemas agroalimentares.

O evento será realizado no Palácio do Itamaraty, em Brasília, e poderá ser acompanhado online em espanhol, inglês, português e francês. Jornalistas interessados devem se credenciar por meio do formulário oficial da conferência.

Fonte: Assessoria Mapa
Continue Lendo

Notícias

Brasil amplia acordos de cooperação com a Coreia do Sul

Intercâmbio técnico, cooperação em sanidade e pesquisa de bioinsumos, buscando tecnologia e sustentabilidade para o campo brasileiro busca ampliar competitividade e fortalecer a produção sustentável.

Publicado em

em

Foto: Caroline de Vita/Mapa

O Ministério da Agricultura e Pecuária assinou, nesta segunda-feira (23), em Seul, dois memorandos de entendimento com o governo da Coreia do Sul voltados ao fortalecimento da cooperação bilateral em agricultura, sanidade, inovação e desenvolvimento rural. Os atos foram celebrados na Casa Azul durante a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país asiático. “A Coreia do Sul é um parceiro estratégico e esta agenda inaugura uma nova etapa de cooperação baseada em confiança, diálogo e complementaridade econômica. Estamos aproximando tecnologia, sustentabilidade e produção responsável para ampliar oportunidades ao agro brasileiro e fortalecer a segurança alimentar”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro: “Estamos aproximando tecnologia, sustentabilidade e produção responsável para ampliar oportunidades ao agro brasileiro e fortalecer a segurança alimentar” – Foto: Caroline de Vita/Mapa

O primeiro acordo, firmado entre os ministérios da Agricultura dos dois países, estabelece a ampliação do intercâmbio técnico e institucional com foco em ciência, tecnologia, agricultura digital, segurança alimentar e cadeias de abastecimento. O memorando inclui a cooperação em medidas sanitárias e fitossanitárias (SPS), com previsão de harmonização de normas e troca de informações para avançar em temas de interesse comum.

O documento também prevê cooperação em infraestrutura agrícola, promoção de investimentos, intercâmbio científico e criação de um Comitê de Cooperação Agrícola Brasil-Coreia para acompanhar a implementação das iniciativas conjuntas.

O segundo memorando reúne o Ministério da Agricultura e Pecuária, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Administração de Desenvolvimento Rural da Coreia. O acordo estabelece uma estrutura de cooperação voltada ao registro, avaliação e gestão de agrotóxicos e bioinsumos, além do intercâmbio de informações e desenvolvimento de pesquisas conjuntas.

Foto: Caroline de Vita/Mapa

Entre as ações previstas estão o compartilhamento de dados técnicos, intercâmbio de especialistas, programas de capacitação e realização de workshops e projetos científicos conjuntos.

Os acordos integram a agenda da missão oficial brasileira na Ásia e reforçam a parceria estratégica entre Brasil e Coreia do Sul, com potencial para ampliar o intercâmbio tecnológico, estimular a inovação no campo e fortalecer a cooperação sanitária e regulatória no setor agropecuário.

Fonte: Assessoria Mapa
Continue Lendo