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Tradicionais eventos de cooperativas promovem intercâmbio de conhecimentos e práticas agrícolas no Oeste do Paraná
Eventos realizados em Marechal Cândido Rondon e em Cafelândia possibilitam a reciclagem de conhecimento por parte do agricultor e sua aproximação com fornecedores e compradores.

Com o objetivo de promover o intercâmbio de conhecimentos e práticas agrícolas, apresentar inovações e aproximar o agricultor dos fornecedores e compradores foi dada a largada na quarta-feira (10) aos tradicionais Dia de Campo no Paraná, promovidos por empresas privadas e cooperativas.
Em Marechal Cândido Rondon, no Oeste, a Cooperativa Agroindustrial Copagril reuniu seus associados para o Show do Agronegócio Copagril, na Estação Experimental. Em Cafelândia, também no Oeste, o evento foi coordenado pela Copacol no Centro de Pesquisa Agrícola. As duas ações estendem-se até sexta-feira (12).

Fotos: Divulgação/Copacol
“O Dia de Campo é um momento para conversar sobre coisas importantes do nosso negócio, que é produzir proteínas e fibras para o Brasil e o mundo, aproximar as pessoas, ver o melhor caminho, estudar a forma correta de fazer e conhecer aquilo que vai chegar na roça queiramos ou não, porque faz parte da evolução”, destacou o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, que acompanhou os dois eventos. “Precisamos caminhar para uma agricultura cada vez mais natural, biológica, com mais ciência, refinamento e assertividade”.
Segundo o secretário, o dia a dia da atividade no campo nem sempre possibilita a reciclagem de conhecimento por parte do agricultor. “Eventos dessa natureza felizmente vieram para ficar, para aproximar o agricultor do conhecimento, da inovação, daquilo que chegou de diferente para ser aplicado na propriedade”, afirmou. “Precisamos trazer o futuro mais urgentemente para nós”.
Ele destacou o bom ano que a agropecuária teve em 2023 no Paraná, sendo responsável por 70% do esforço exportador. Referiu-se ainda à decisão da China, que começa a realizar auditorias em 29 frigoríficos brasileiros – cinco deles no Paraná – para início de exportação de proteínas animais. “Estamos colhendo o fruto do que plantamos, principalmente o fim da vacinação contra febre aftosa”, disse o secretário.

Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural
Além de serem eventos gratuitos, os dias de campo facilitam ao produtor conversar com os profissionais que vão dar as explicações sobre os resultados dos experimentos. “Os investimentos crescentes que estão sendo feitos em dias de campo, em shows tecnológicos, dão grande impulso àquilo que a gente está colhendo, que é o resultado do crescimento da agricultura”, afirmou Ortigara.
Presenças
Participaram dos eventos o diretor técnico da Seab, Benno Doetzer; o chefe do Departamento de Economia Rural da Seab, Marcelo Garrido; o diretor de Defesa Agropecuária da Adapar, Manoel Luiz de Azevedo; o chefe do Núcleo Regional da Seab em Toledo, Paulo Salesse; o chefe do Núcleo Regional de Cascavel, Lissandro Sarolli Veran; o chefe regional do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar- Emater (IDR-Paraná), Ivan Decker Raupp; o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti; e os presidentes das cooperativas Copagril, Elói Podkowa, e Copacol, Valter Pitol.

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Brasil defende ciência e inovação agrícola em conferência da FAO em Brasília
Durante a LARC39, governo destacou avanços em bioinsumos, produção recorde e estratégias para fortalecer sistemas alimentares na América Latina e Caribe.

Na quarta-feira (04), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou junto ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, da abertura da 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe (LARC39).
A Conferência, que coincide com as celebrações dos 80 anos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, reúne ministros, autoridades e representantes dos países da América Latina e do Caribe. O encontro ocorre no Palácio Itamaraty, em Brasília, entre os dias 2 e 6 de março.
Em seu discurso, além de abordar o enfrentamento da fome no país, o presidente Lula ressaltou a importância de associar produção de alimentos à geração de renda e inclusão produtiva. “Ninguém quer produzir só para comer. É preciso ensinar as pessoas que elas podem produzir e ganhar dinheiro produzindo. É possível produzir em quantidade e com qualidade”, afirmou.
Copresidente da Conferência Regional, o ministro Carlos Fávaro ressaltou que, diante de um cenário de desafios crescentes, fortalecer a resiliência dos sistemas alimentares exige cooperação internacional, diálogo permanente e compromisso com a ciência. “O Brasil, sob a liderança do presidente Lula, tem procurado contribuir com ações concretas e resultados expressivos. Destaco o papel da ciência e da tecnologia desenvolvidas pela Embrapa, que permitem aumentar a produtividade sem expandir a área de produção. É também uma honra compartilhar os avanços do Brasil na agenda de bioinsumos, ciência e inovação. Somente em 2025, registramos 139 novos insumos biológicos – um recorde que demonstra o dinamismo desse setor”, afirmou.
Fávaro apresentou ainda quatro prioridades estratégicas defendidas pelo Brasil no âmbito da FAO e da região: fortalecer a ciência e a inovação agrícola; ampliar a cooperação técnica em bioinsumos, gestão climática e defesa sanitária; colocar a abertura de mercados baseada em ciência no centro da agenda internacional; e reforçar a atuação coordenada em fóruns multilaterais, aprofundando a parceria histórica entre o Brasil e a FAO, iniciada em 1949.
O diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, destacou a importância do apoio aos agricultores familiares e da transformação dos sistemas agroalimentares para torná-los mais eficientes, inclusivos, resilientes e sustentáveis. Segundo ele, o momento exige acelerar soluções e converter desafios estruturais em oportunidades para promover melhor produção, melhor nutrição, melhor ambiente e melhor qualidade de vida para todos.
Pontos destacados
Ao longo da Conferência, os representantes do Mapa reforçaram que produtividade e responsabilidade ambiental integram uma mesma arquitetura institucional. A política agrícola brasileira combina defesa agropecuária robusta, regulação clara de insumos e atuação comercial ativa, tendo a ciência como base para a formulação de políticas e a expansão do comércio.
Em 2025, o Brasil registrou 139 novos insumos biológicos. Atualmente, mais de 80% dos produtores de soja utilizam fixação biológica de nitrogênio, tecnologia que reduz custos, diminui a dependência de fertilizantes importados e contribui para a mitigação de emissões. Esses avanços se apoiam em três pilares: marco regulatório estável, defesa agropecuária baseada em ciência e articulação entre pesquisa pública (como a Embrapa), setor privado e assistência técnica.
Foram destacados também os avanços do Programa ABC+, voltado à adoção de práticas sustentáveis como recuperação de pastagens degradadas, plantio direto e integração lavoura-pecuária-floresta, além do Programa Caminho Verde Brasil, que é uma iniciativa estratégica do Mapa voltada na restauração de áreas degradadas para transformá-las em terras produtivas de alto rendimento, sem precisar desmatar novas áreas de vegetação nativa. A meta principal é recuperar até 40 milhões de hectares ao longo dos próximos 10 anos.
Na safra 2024/2025, o Brasil alcançou produção recorde estimada em 346 milhões de toneladas de grãos, sendo que o volume total da produção agropecuária brasileira no mesmo período ultrapassou 1,2 bilhão de toneladas ao somar todos os principais itens: cerca de 350 milhões de toneladas de grãos, aproximadamente 650 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, 70 milhões de toneladas de proteínas animais, 70 milhões de toneladas de frutas, além de celulose e outros produtos agrícolas.
O país integra clima, adaptação e mitigação à estratégia de intensificação sustentável, mantendo aproximadamente dois terços do território com cobertura de vegetação nativa, sob um Código Florestal robusto, ao mesmo tempo em que se consolida como um dos maiores exportadores de alimentos do mundo.
Em 2025, as exportações agropecuárias brasileiras alcançaram o recorde de aproximadamente US$ 170 bilhões. Desde o início da atual gestão, foram abertos 541 novos mercados em 83 países, resultado de credibilidade sanitária, capacidade técnica e intenso trabalho de negociação internacional.
O Mapa reafirma, na LARC39, seu compromisso com uma agricultura sustentável, inovadora e competitiva, capaz de promover inclusão produtiva, prosperidade e segurança alimentar na América Latina e no Caribe, contribuindo de forma decisiva para o abastecimento global.
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Senado aprova acordo comercial entre Mercosul e União Europeia
Tratado cria uma das maiores zonas de livre comércio do mundo e prevê redução gradual de tarifas entre os blocos.

O Senado Federal aprovou na quarta-feira (04), em votação unânime, o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia.

Com o tratado, o bloco sul-americano, composto por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, vai zerar tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. Já União Europeia eliminará tarifas sobre 95% dos bens vendidos pelo Mercosul em até 12 anos.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 41/2026, que ratifica o acordo, ainda precisa ser promulgado pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), ato que concluirá a internalização do pacto comercial pelo Parlamento brasileiro. Esta era a última etapa para a entrada em vigor dos termos do tratado. Na prática, o acordo estabelece a maior zona de livre comércio do mundo, com mais de 720 milhões de habitantes.
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) estima que a implementação do acordo pode incrementar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões e ampliar a diversificação das vendas internacionais brasileiras, beneficiando inclusive à indústria nacional. Os parlamentos de Argentina e Uruguai já haviam aprovado o acordo na semana passada.
Do lado da União Europeia, o Parlamento Europeu pediu, em janeiro, que o Tribunal de Justiça do bloco faça uma avaliação jurídica sobre o acordo. Porém, na última semana, a presidente da Comissão Europeia, Usrula von der Leyen, afirmou que a UE aplicará o acordo de forma provisória a partir de maio, mesmo com a pendência de análise judicial.
O tratado conta com forte apoio de países como Alemanha e Espanha, mas enfrenta resistências principalmente da França, que teme perda de concorrência no setor agropecuário.
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Brasil abre mercado para carne bovina e de frango nas Ilhas Salomão
Negociações sanitárias foram concluídas e autorizam exportações brasileiras para o arquipélago do Pacífico.

O Brasil concluiu as negociações sanitárias que permitem a exportação de carne bovina e carne de aves para as Ilhas Salomão, arquipélago localizado na região do Pacífico. Com a definição dos requisitos sanitários entre os dois países, o mercado passa a estar oficialmente aberto para os produtos brasileiros.
A medida amplia a presença do agronegócio brasileiro naquele mercado e possibilita que frigoríficos nacionais habilitados enviem carne bovina e de frango ao país insular. A abertura é resultado de tratativas técnicas voltadas à definição das condições sanitárias exigidas para o comércio internacional de produtos de origem animal.
Com essa nova autorização, o Brasil soma 541 aberturas de mercado para produtos agropecuários desde o início de 2023. As negociações que resultaram na liberação das exportações foram conduzidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária em conjunto com o Ministério das Relações Exteriores.



