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Top 5 avançam e elevam VBP de Mato Grosso a R$ 220 bilhões

Valor representa crescimento de 20,2% em relação a 2024, quando o VBP havia somado R$ 183,4 bilhões, ampliando também a participação mato-grossense no total nacional de 14,47% para 15,61%.

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Foto: Shutterstock

Mato Grosso encerra 2025 com Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de R$ 220,4 bilhões, resultado que consolida o estado como o maior produtor agropecuário do país. O valor representa crescimento de 20,2% em relação a 2024, quando o VBP havia somado R$ 183,4 bilhões, ampliando também a participação mato-grossense no total nacional de 14,47% para 15,61%.

A evolução do VBP estadual é sustentada principalmente pelo desempenho das cinco principais cadeias produtivas, que registram avanço simultâneo e concentram a maior parte do faturamento do agro mato-grossense. A soja permanece como principal produto do estado e cresce de R$ 80,2 bilhões em 2024 para R$ 94,6 bilhões em 2025, reforçando sua posição como maior contribuição individual ao VBP estadual. O milho, segundo maior produto, avança de R$ 35,0 bilhões para R$ 48,8 bilhões, apresentando uma das variações absolutas mais relevantes do período.

A bovinocultura de corte também registra crescimento expressivo, passando de R$ 30,6 bilhões em 2024 para R$ 38,0 bilhões em 2025. O algodão mantém trajetória positiva e alcança R$ 24,1 bilhões, acima dos R$ 23,2 bilhões do ano anterior. Já a avicultura cresce de R$ 3,4 bilhões para R$ 3,6 bilhões, completando o grupo das cinco cadeias que puxam a expansão do VBP estadual.

Outros segmentos relevantes também apresentam variações positivas. A cana-de-açúcar sobe levemente, de R$ 3,34 bilhões para R$ 3,45 bilhões. A suinocultura avança de R$ 2,58 bilhões para R$ 2,80 bilhões, enquanto a produção de ovos cresce de R$ 1,42 bilhão para R$ 1,59 bilhão. Culturas como feijão, arroz e leite mantêm valores próximos aos registrados em 2024, com oscilações de menor impacto no resultado agregado.

Composição

O histórico do VBP confirma a escala do crescimento estadual ao longo do tempo. Mato Grosso salta de R$ 122,6 bilhões em 2018 para R$ 220,4 bilhões em 2025, trajetória marcada por expansão das grandes lavouras e fortalecimento das cadeias pecuárias. Assim como nos demais estados, os valores estão expressos em termos correntes e não consideram a inflação acumulada no período.

Na composição do VBP, a lavoura responde por 79% do valor total em 2025, enquanto a pecuária representa 21%, estrutura que se mantém praticamente estável em relação a 2024. A concentração do faturamento nos principais grãos e proteínas reforça o peso dessas cadeias no desempenho estadual e explica o avanço consistente do VBP mato-grossense no cenário nacional.

Anuário do Agronegócio figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural

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Paraná reforça sistema de agricultura com novos técnicos e frota para atuação no campo

Estado empossa 324 servidores e inicia entrega de mais de 600 veículos para ampliar a presença técnica, a assistência aos produtores e a execução de políticas públicas no agronegócio.

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Foto: Arnaldo Neto/AEN

O Governo do Paraná reforçou o Sistema Estadual de Agricultura (Seagri), conjunto de órgãos e entidades do governo que atuam de forma integrada para planejar e executar políticas públicas voltadas ao agronegócio paranaense. O governador Carlos Massa Ratinho Junior deu posse, na segunda-feira (26), a 324 novos servidores que vão atuar nos órgãos do Seagri, além de entregar os primeiros 250 de mais de 600 veículos adquiridos para dar agilidade aos trabalhos de campo.

Governador do Paraná Carlos Massa Ratinho Junior: “Esses novos servidores assumem a responsabilidade de atender órgãos importantes do governo, que têm a função de atender o agricultor lá na ponta, dar todo o amparo técnico, levar novas técnicas para o melhorar a produção, especialmente dos pequenos agricultores do Paraná” – Foto: Geraldo Bubniak/AEN

Estão sendo contratados engenheiros agrônomos, ambientais e civis, administradores, assistentes sociais, economistas, técnicos de manejo e meio ambiente e profissionais de outras áreas. Eles ingressam como servidores da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná). Além desses três órgãos, o Seagri é formado também pelas Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa).

A posse oficial e entrega de veículos ocorreu durante um grande evento no Palácio Iguaçu, marcado também pelo lançamento dos programas Paraná Conectado e Se liga aí, Paraná. O governador ressaltou que o ingresso dos novos profissionais marca mais um avanço para a agricultura paranaense, garantindo maior presença técnica nos territórios e mais apoio para o desenvolvimento sustentável do agronegócio do Estado. “É um dia muito importante para a agricultura do Paraná, com muitos investimentos que fortalecem a vocação paranaense, que é produzir alimento e ser o supermercado do mundo”, afirmou Ratinho Junior, ressaltando: “Estamos contratando novos servidores, que assumem hoje sua responsabilidade de atender órgãos importantes do governo, que têm a função de atender o agricultor lá na ponta, dar todo o amparo técnico, levar novas técnicas para o melhorar a produção, especialmente dos pequenos agricultores do Paraná”.

Além disso, destacou Ratinho Junior, os veículos adquiridos pela Seab vão dar condições para que os servidores possam chegar até os produtores rurais. “Essas viaturas vão atender todo esse corpo técnico, para que eles possam chegar às propriedades do Estado”, enfatizou.

Para o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, a atuação dos novos servidores vai permitir o planejamento e

Secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, Márcio Nunes: “A entrada de novos técnicos fortalece o agronegócio do Paraná” – Foto: Geraldo Bubniak/AEN

execução de políticas públicas voltadas ao agronegócio, abrangendo agricultura familiar, produção, inovação, defesa agropecuária e desenvolvimento sustentável. “A entrada de novos técnicos fortalece o agronegócio do Paraná. Eles permitem uma proximidade com os produtores rurais, trabalhando na assistência técnica, extensão rural, na pesquisa e na defesa sanitária e agropecuária”, afirmou Nunes, acrescentando: “Isso tem feito a diferença na agricultura paranaense, que é uma das mais produtivas do Brasil e chega a mais de 170 países ao redor do mundo”.

A entrega dos mais de 600 veículos ao Siagri beneficiará diretamente os produtores rurais paranaenses, fortalecendo a capacidade operacional dos órgãos envolvidos, ampliando o atendimento no campo e contribuindo para o aumento da produtividade, da sustentabilidade e da competitividade do agronegócio no Estado.

Foto: Ari Dias/AEN

Posse de novos servidores

Na Seab, tomaram posse 173 novos servidores. Todos ingressaram por meio do Quadro Próprio do Poder Executivo (QPPE) e passam a integrar a carreira efetiva do Estado, reforçando áreas estratégicas de formulação de políticas públicas, gestão e apoio ao desenvolvimento agropecuário. Os cargos são para assistente social, engenheiro agrônomo, economista, nutricionista, contador, administrador, psicólogo, técnico de manejo e meio ambiente, engenheiro florestal, engenheiro civil, técnico de Tecnologia da Informação e geógrafo.

Carolinne Roque de Freitas, uma das novas servidoras empossada na Seab, sente-se bastante motivada e satisfeita com o trabalho. “Sou psicóloga e entrei na Seab para trabalhar diretamente com os servidores. No momento, estamos fazendo um levantamento de dados em parceria com a Adapar, para promoção da saúde e qualidade de vida dos servidores. Pelos dados já conseguimos ver que os índices de risco psicossocial é bem baixo na Seab. Então, pretendemos apenas promover e reforçar essa gestão humanizada”, contou Carolinne.

O IDR-Paraná recebeu 111 novos servidores, admitidos por meio de Processo Seletivo Simplificado (PSS). O reforço contempla diferentes

Foto: Ricardo Ribeiro/AEN

áreas técnicas e de pesquisa, com engenheiros agrônomos, administradores, médicos veterinários, engenheiro florestal, técnicos agrícolas e de agropecuária, e pesquisadores, ampliando a capacidade de atendimento aos produtores rurais e de geração de conhecimento aplicado ao campo.

Já a Adapar incorporou 40 novos servidores efetivos, distribuídos entre o Quadro Próprio do Poder Executivo e o Quadro Próprio da Adapar. Entre os profissionais empossados estão médicos veterinários, técnicos agrícolas e de agropecuária, administradores, economista, engenheiro do trabalho e psicólogo, bem como especialistas em Tecnologia da Informação, fortalecendo as ações de defesa sanitária animal e vegetal no Estado. “Esses novos servidores vão ocupar, basicamente, cargos na área administrativa, mas também na parte técnica. E temos a perspectiva ainda de contratar mais de 50 engenheiros agrônomos, que já prestaram o concurso, para atuarem como fiscais nas várias regiões do Estado”, explicou o diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, frisando: “É um momento importante para a defesa agropecuária do Paraná, que é cheia de desafios, mas temos criado soluções para esses desafios”.

Fonte: AEN-PR
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Brasil registra recorde na importação de fertilizantes e amplia exportações agrícolas em 2025

Entrada histórica de insumos, crescimento nos embarques de milho, soja e farelo de soja e logística portuária fortalecida sustentam perspectivas positivas para a produção agrícola e o mercado de fretes em 2026.

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Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

As importações brasileiras de fertilizantes alcançaram 45,5 milhões de toneladas durante o ano passado, superando as 44,28 milhões de toneladas registradas no ano de 2024, estabelecendo um novo recorde da série histórica. Isso é o que mostra o Boletim Logístico referente janeiro de 2026, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na segunda-feira (26).

Foto: Claudio Neves/Portos Paraná

Esse bom desempenho reforça um cenário positivo para a agricultura nacional, pois indica uma maior disposição dos produtores em ampliar a área plantada de grãos e elevar a produtividade média de suas lavouras. Ao longo de 2025, o volume crescente de aquisições já sinalizava confiança do setor produtivo nas perspectivas da safra. Mato Grosso, Paraná e São Paulo lideraram o consumo de fertilizantes no país, confirmando o protagonismo dessas unidades da federação na produção agrícola brasileira.

O resultado consolidado da entrada de fertilizantes pelos principais terminais portuários brasileiros reafirma a robustez da cadeia de suprimento de insumos e sustenta expectativas favoráveis para o avanço da produção agrícola brasileira. Somados os recebimentos nos Portos de Paranaguá (PR), Santos (SP) e do Arco Norte, o volume importado em 2025 foi de 45,50 milhões de toneladas, frente a 44,28 milhões de toneladas em 2024, o que significa dizer um aumento de 1,22 milhão de toneladas (+2,68%).

Como principal canal de entrada de fertilizantes importados no país, manteve-se o Porto de Paranaguá (PR), terminal pelo qual foram

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

internalizadas 10,89 milhões de toneladas no período, volume próximo ao registrado no ano anterior, que foi 11,04 milhões de toneladas, ou seja, uma leve redução de 150 mil toneladas (-1,36%). Também apresentaram desempenho positivo os portos do Arco Norte, com a movimentação de 8,27 milhões de toneladas em 2025, acima das 7,5 milhões de toneladas registradas no ano anterior, evidenciando o fortalecimento logístico da região. Já o Porto de Santos (SP) recebeu 8,42 milhões de toneladas, em comparação com 8,88 milhões de toneladas no ano anterior, ou seja, uma diminuição de 5,18% nas importações de insumos.

Exportações

Em 2025, o Brasil ampliou os embarques de milho, soja e farelo de soja, com crescimento dos volumes exportados e reconfiguração positiva da logística portuária, destaque para o avanço dos Portos de Paranaguá (PR) e do Arco Norte, além do protagonismo dos estados do Mato Grosso, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul na origem das cargas. Ao todo, as exportações das três commodities totalizaram 172,3 milhões de toneladas no ano passado, uma acréscimo de 6,21% – o que quer dizer 10,7 toneladas a mais que em 2024, ano no qual o resultado foi de 161,6 milhões de toneladas.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

As exportações de milho em grãos em dezembro de 2025 alcançaram 40,9 milhões de toneladas, acima das 39,7 milhões de toneladas registradas em igual período do ano anterior. Pelos portos do Arco Norte foram escoados 39,3% da movimentação, contra 46,4% no mesmo período do ano passado, enquanto o Porto de Santos respondeu por 35,8% dos volumes embarcados, frente a 42% no exercício anterior. O Porto de Paranaguá ampliou de forma expressiva sua participação, com 12,3% dos embarques, ante 3,1% no ano passado, e o Porto de São Francisco do Sul respondeu por 7,7%, contra 6% no exercício anterior. Os estados que mais atuaram nas vendas externas foram Mato Grosso, Paraná, Goiás e Mato Grosso do Sul.

As exportações brasileiras de soja em grãos, acumuladas até dezembro de 2025, somaram 108,1 milhões de toneladas, superando as 98,8 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano anterior. Pelos portos do Arco Norte foram expedidos 36,2% das exportações nacionais, acima dos 34,8% do exercício anterior, enquanto o Porto de Santos concentrou 32% dos embarques, contra 28,3% no mesmo período do ano passado. O Porto do Rio Grande respondeu por 8% do montante nacional, ante 10,9%, e o Porto de São Francisco do Sul por 5,7%, frente a 7% no exercício anterior. A origem das cargas ocorreu, prioritariamente, nos estados de Mato Grosso, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul.

As exportações de farelo de soja, no período de janeiro a dezembro de 2025, atingiram 23,3 milhões de toneladas, levemente acima das

Foto: Daiane Mendonça

23,1 milhões de toneladas registradas em igual período do ano anterior. O escoamento pelo Porto de Santos concentrou 43,2% da oferta nacional, contra 44,5% no mesmo intervalo de 2024, seguido por Paranaguá, com 27,8%, ante 27,2% do ano passado, e pelo Porto do Rio Grande, com 16,9%, frente a 15,2%. O Porto de Salvador respondeu por 7,4% dos embarques, acima dos 6,6% registrados em igual período de 2024, com Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná e Goiás aparecendo como os principais estados originadores das exportações.

Mercado de Fretes

O mercado de fretes rodoviários apresentou, em dezembro, um comportamento heterogêneo entre as regiões, entretanto em um quadro predominantemente de estabilidade nas cotações, com ajustes pontuais de alta ou queda conforme a intensidade da demanda local, os níveis de estoque e os custos operacionais. Em diversas regiões, a menor movimentação de grãos, típica do fim de ano, contribuiu para um comportamento mais equilibrado dos preços, enquanto a maior oferta de caminhões atuou como fator de contenção de pressões altistas, mesmo onde houve aumento no volume transportado.

Foto: O Presente Rural

Na Bahia e no Maranhão, a redução dos estoques e o menor fluxo de grãos mantiveram os fretes estáveis, com exceções pontuais de recuo em rotas menos demandadas. No Distrito Federal, houve aumento generalizado entre 1% e 4%, pressionado principalmente pelos custos do diesel e pelo ambiente financeiro restritivo, apesar da menor demanda agrícola. Em Goiás e Mato Grosso do Sul, a maior movimentação de milho e soja, sobretudo para exportação, sustentou o mercado, com leve valorização ou estabilidade das cotações, mesmo diante de maior oferta de caminhões.

Já em Mato Grosso, os fretes seguiram em patamar elevado na comparação anual, sustentados por estoques elevados, safra recorde e expectativa de intensificação da colheita da soja, com perspectiva de alta gradual nos próximos meses. No Paraná e em São Paulo, as variações foram discretas, refletindo o período de fim de ano, enquanto no Piauí predominou forte retração da demanda, com queda média de preços superior a 9%.

Para o início de 2026, a perspectiva é de manutenção do equilíbrio no curto prazo, com expectativa de aquecimento gradual do mercado

Foto: Freepik

de fretes a partir de janeiro e maior pressão altista em fevereiro, com possibilidade de elevação das cotações acompanhando o avanço da colheita da soja, o aumento da demanda por transporte e a intensificação do escoamento da produção agrícola.

O Boletim Logístico da Conab é uma publicação mensal que reúne informações de dez estados produtores, apresentando análises sobre logística do setor agropecuário, desempenho das exportações brasileiras, movimentação de cargas e principais rotas de escoamento da safra, além de informações sobre o volume exportado de soja, milho e farelo de soja bem como dados de importação de adubos e fertilizantes. A edição completa do Boletim Logístico referente dezembro de 2025 já está disponível no site da Companhia

Fonte: Assessoria Conab
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Trigo começa 2026 com mercado lento e procura limitada

Produtores seguem concentrados em safras de verão e segunda safra; compradores atuam apenas para renovação de estoques, e comércio exterior não dá tração às cotações, aponta Cepea.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O mercado de trigo encerra o primeiro mês de 2026 em ritmo lento, com pouca movimentação e preços sem direção definida, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O cenário reflete a combinação de oferta ainda ativa no campo e demanda restrita no curto prazo.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Segundo pesquisadores do Cepea, produtores permanecem focados na colheita da safra de verão e na condução das lavouras de segunda safra, o que mantém o trigo em segundo plano nas prioridades de comercialização. “O que se observa é uma atuação mais seletiva do vendedor, com negociações pontuais”, explicam, citando necessidades específicas como fazer caixa ou liberar espaço nos armazéns.

Do lado da demanda, o quadro também é de acomodação. Compradores, sobretudo indústrias e tradings, têm comprado apenas para renovação parcial de estoques, sem intensificar as compras no mercado spot. Parte desse comportamento se deve ao fato de que muitos agentes já estão abastecidos com volumes remanescentes ou com contratos fechados para os meses de janeiro e fevereiro.

O comércio exterior também não trouxe dinamismo ao mercado. As importações e exportações de trigo em janeiro de 2026 ficaram abaixo dos níveis registrados em janeiro de 2025, reforçando a falta de pressão para cima nas cotações.

Em resumo, o início de 2026 tem sido marcado por um mercado de trigo com pouca liquidez e pouca urgência na compra e venda. A expectativa de recuperação depende da retomada da demanda no spot e de sinais mais claros de movimentação no comércio internacional, fatores que ainda não se mostraram presentes neste começo de ano.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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