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Todos contra a Influenza aviária

A Influenza aviária de Alta Patogenicidade vem ocorrendo em diferentes partes do mundo e especialistas relatam que é o mais letal ciclo do vírus da história, infectando também aves marinhas e alguns mamíferos selvagens.

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LUCIANE SURDI - Médica-veterinária e conselheira técnica do ICASA- Foto: Assessoria

A Influenza aviária, também conhecida como “gripe aviária”, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta aves domésticas e silvestres, muitas vezes resultando em graves consequências para a saúde animal e para a economia. A influenza aviária de alta patogenicidade é considerada exótica no Brasil. Nunca foi detectada no território nacional.

As aves migratórias podem estar infectadas pelo vírus da Influenza aviária e desta forma contribuírem para a introdução e disseminação da doença para aves de subsistência e para aves comerciais.

Alguns fatores favorecem a transmissão da Influenza aviária como, por exemplo, o contato próximo entre aves de vida livre infectadas com o vírus da influenza aviária com diferentes espécies de aves de subsistência.  Este é um fator de risco importante na disseminação da doença. Por esse motivo recomenda-se que as aves de subsistência sejam criadas em locais telados, com cochos e bebedouros protegidos do contato com aves silvestres.

Não há evidências de que a doença possa ser transmitida às pessoas por meio de alimentos devidamente manipulados e bem cozidos.

O período de migração de aves para o hemisfério sul iniciou em novembro e deve estender-se até abril. Recomenda-se ao avicultor reforço nas medidas de biosseguridade e olhar atento a qualquer mudança de comportamento das aves.

A influenza aviária de alta patogenicidade vem ocorrendo em diferentes partes do mundo e especialistas relatam que é o mais letal ciclo de influenza aviária da história, infectando também aves marinhas e alguns mamíferos selvagens.

Se a doença chegar aos plantéis comerciais trará um imenso impacto econômico com perdas para a cadeia produtiva. Destaca-se a importância do reforço das medidas de prevenção da doença em nosso país. Esforços conjuntos entre o serviço veterinário oficial, entidades de apoio e o setor produtivo são necessários, mitigando os riscos de introdução da doença através da aplicação de medidas de biosseguridade e amplo conhecimento da doença, principalmente, aos avicultores.

Por este motivo, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) reforçou os procedimentos de biosseguridade aos setores da avicultura, com a máxima restrição de visitas de qualquer origem e atividade não ligada às empresas, tanto em granjas, fábricas de ração ou qualquer unidade produtiva.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou em 2022 o novo Plano de Vigilância para Influenza aviária e tem promovido a capacitação e o treinamento de profissionais em todas as Unidades Federativas para o atendimento às suspeitas e resposta a situações de emergência em saúde animal.

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) recomenda que suspeitas de ocorrência de Influenza aviária sejam notificadas imediatamente. A detecção precoce permite uma rápida ação do serviço veterinário oficial. Qualquer suspeita de ocorrência de Influenza aviária deve ser notificada imediatamente a qualquer Unidade Veterinária local da Cidasc ou pelo 0800 643 930.

O Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa), entidade de apoio ao Serviço Veterinário Oficial, tem focado suas atividades na educação sanitária, orientando proprietários de avicultura de subsistência sobre os principais sintomas da doença e formas de minimizar o contato com aves silvestres.  Criatórios de subsistência devem ser preferencialmente cercados, com alimentação e água de qualidade e protegidas do acesso de aves silvestres.

O esforço de toda a sociedade catarinense, setor público e setor produtivo é de fundamental importância na garantia do padrão sanitário do nosso estado e na sua manutenção como protagonista no cenário internacional das cadeias de carnes, em especial, da avicultura.

Fonte: Por Luciane Surdi, médica-veterinária e conselheira técnica do Icasa.

Empresas Expertise em manejo

Aviagen e Nutriza fortalecem colaboração em nova edição do Conexão Aviagen – In Company

Evento contou com três dias de aprendizado prático, análise de dados e troca de experiências

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Divulgação / Fotos: Aviagen

Entre 11 e 13 de novembro, a Aviagen® América Latina realizou mais uma edição do Conexão Aviagen – In Company, desta vez com a equipe da Nutriza, em Pires do Rio (GO). O evento reuniu profissionais de recria e produção para aprofundar a colaboração e identificar oportunidades de melhoria no desempenho dos lotes e nos resultados reprodutivos.

Três dias de aprendizado prático e troca

A programação combinou visitas de campo, análise de dados, palestras e sessões interativas em grupo. Os participantes exploraram boas práticas e compartilharam insights para enfrentar desafios do dia a dia. Os especialistas de Serviços Técnicos da Aviagen, Antônio Amâncio, Bruno Machado, Alcides Paes, Almir Rocha e Tiago Gurski conduziram as discussões, acompanhados pelo supervisor regional de Vendas, Marcel Pacheco.

Da teoria à prática

O primeiro dia começou com uma visita à granja de recria e uma sessão de revisão de dados. O segundo dia teve foco nas granjas de produção e na análise de desempenho, gerando conversas sobre pontos de melhoria e estratégias de manejo. O último dia contou com palestras sobre temas como “Conformação ideal dos machos”, “Manejo de machos visando à fertilidade” e “Fatores críticos dos processos produtivos”, além de atividades dinâmicas que incentivaram a interação e o compartilhamento de conhecimento.

Criando o sucesso dos clientes

A Aviagen desenvolveu o formato in company para aproximar sua equipe da realidade dos clientes, permitindo aprendizado prático e colaboração junto aos clientes. O evento reafirmou o compromisso da Aviagen com o desenvolvimento de expertise em manejo e o fortalecimento de relacionamentos de longo prazo.

“Queremos agradecer a Aviagen pela troca de experiências e engajamento entre as equipes técnicas, focando no manejo de galos para melhoria de eclosão. Foi um momento especial, pois tivemos acompanhamento no campo, desde a recria, produção de ovos e finalizando com a interação e atividades práticas, engajando a equipe. A equipe Aviagen conseguiu mostrar os conceitos da linhagem Ross e conectar diretamente com a parte prática”, comentou Matheus Faria de Souza, gerente geral de Agropecuária da Nutriza.

“Nosso objetivo é ‘criar o sucesso juntos’, apoiando cada cliente de forma personalizada”, afirmou o supervisor regional de Serviços Técnicos da Aviagen no Brasil, Antonio Amâncio. “Esse formato permite que a teoria seja aplicada imediatamente em campo, gerando impacto real e fortalecendo a cooperação entre as equipes”, concluiu.

Fonte: Assessoria
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Bovinos / Grãos / Máquinas

Pecuária sustentável ganha reforço com novo curso virtual da Embrapa

Com carga horária estimada em 16 horas, o treinamento é gratuito e coordenado pela pesquisadora Sandra Aparecida Santos.

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Foto: Gisele Rosso

A sustentabilidade dos sistemas pecuários é essencial para uma produção animal responsável e em equilíbrio com o meio ambiente. Para ajudar produtores e técnicos a desenvolverem modelos agropecuários com foco em princípios de agroecologia, agricultura sustentável, orgânica e regenerativa, a Embrapa Pecuária Sudeste lançou o curso virtual “Produção animal em pastagens e sustentabilidade”.

A capacitação está disponível pela plataforma da Embrapa, o E-Campo, acesse clicando aqui.

Com carga horária estimada em 16 horas, o treinamento é gratuito e coordenado pela pesquisadora Sandra Aparecida Santos.

No total, são dois módulos compostos por várias aulas. No primeiro, intitulado “Conceitos e princípios de sustentabilidade aplicados em sistemas de produção animal em pastagens”, o participante terá acesso aos conceitos e princípios de agroecologia, agricultura sustentável, orgânica e regenerativa e suas aplicações em modelos de produção animal em pastagens e a importância dos bovinos no sistema. O segundo módulo “Sistemas de produção e práticas sustentáveis e regenerativas na pecuária a pasto”, os alunos vão conhecer as principais etapas do planejamento de sistemas de produção animal em pastagem, alguns modelos e práticas de manejo da pecuária que proporcionem eficiência produtiva e incremento dos serviços ambientais.

No curso, serão tratados assuntos como, por exemplo, práticas ESG na atividade pecuária;  Serviços ecossistêmicos e ambientais,  tecnologias de precisão para manejo das pastagens, manejo e conservação do solo, alguns modelos de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), uso racional da água, práticas de mitigação da emissão de gases de efeito estufa, protocolos de baixo carbono.

Segundo a pesquisadora Sandra Santos, o curso visa capacitar profissionais e demais interessados nos conceitos e práticas de manejo sustentável de animais no  pasto. O foco é apresentar diferentes formas de uso da terra que promovem eficiência produtiva e incrementem os serviços ambientais. Serão abordadas diversas práticas de manejo de pastagens, com destaque para sistemas integrados, ministradas por pesquisadores da Embrapa.

A capacitação contribui ainda para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 2, 12 e 13, promovendo uma pecuária mais eficiente, responsável e em harmonia com o meio ambiente.

Fonte: Assessoria Embrapa Pecuária Sudeste
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Importações de lácteos avançam e ampliam déficit do setor

Balança comercial do leite segue pressionada por aumento das compras externas e queda nas exportações, levando o déficit anual a 1,754 bilhão de litros equivalentes.

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Foto: Shutterstock

A balança comercial brasileira de leite e derivados registrou novo desequilíbrio em outubro, com aumento das importações e queda nas exportações, segundo dados da Embrapa Gado de Leite. As compras externas somaram 262 milhões de litros equivalentes, alta de 8,2% em relação a setembro, enquanto no acumulado de 12 meses o avanço é de 2,3%. Já as exportações recuaram 23% no mês, totalizando 4,4 milhões de litros equivalentes, e acumulam queda de 0,7% em 12 meses.

Com esse movimento, o saldo da balança do setor em 2025 permanece negativo, atingindo 1,754 bilhão de litros equivalentes, o que representa um déficit de US$ 802 milhões. O cenário internacional também segue desfavorável às vendas externas: os preços do leite em pó integral e desnatado continuam em níveis inferiores aos picos registrados entre 2022 e 2023, reduzindo a competitividade brasileira e tornando as importações mais atraentes.

A combinação de compras externas fortes e embarques reduzidos mantém pressão sobre a indústria nacional, que enfrenta custos elevados de produção e menor competitividade no mercado global. A continuidade desse quadro pode ampliar ainda mais o déficit ao longo dos próximos meses.

Fonte: O Presente Rural com informações Cileite/Embrapa
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