Peixes
Tilápia entra no cardápio de mais quatro gigantes do agro
Com frigoríficos próprios e modelo de integração, Cocari, Coopavel, Primato e Lar seguem o exemplo de Copacol e C.Vale e ampliam a piscicultura no Paraná, reforçando a liderança do estado na produção de tilápia.

O Paraná ocupa há vários anos a posição de liderança incontestável na piscicultura brasileira. Em 2024, o estado concentrou 50,3% da produção nacional de tilápia, espécie que responde por mais de 60% de todo o pescado cultivado no país, segundo a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR). Não bastasse a força no consumo interno, o Paraná também lidera as exportações: foram 7,6 mil toneladas de tilápia enviadas ao exterior no último ano, o equivalente a 70% dos embarques nacionais, mantendo o Brasil entre os quatro principais fornecedores globais da proteína.
Esse protagonismo ganha um novo capítulo com a decisão de quatro gigantes do cooperativismo paranaense de investir de forma robusta na piscicultura. Cocari, Coopavel, Primato e Lar seguiram o modelo de integração com produtores, já consagrado na avicultura e suinocultura, e estruturaram frigoríficos próprios para industrializar a tilápia e disputar mercados.

Presidente da Cooperativa Agropecuária e Industrial (Cocari), Marcos Antonio Trintinalha: “A piscicultura surge como uma alternativa estratégica, integrada ao nosso planejamento de expansão do setor de proteína animal” – Foto: Divulgação/Cocari
Essas cooperativas seguem o caminho aberto pela Copacol a partir de 2008 e pela C.Vale em 2017, pioneiras no setor, que implantarem sistemas de produção e processamento de tilápia em larga escala. Hoje, juntas, são responsáveis pelo abate de quase 350 mil peixes/dia e transformaram o Oeste do Paraná em polo mundial da tilápia cultivada.
A entrada das novas cooperativas no mercado da tilápia amplia a base de produtores integrados e reforça a estratégia de diversificação do campo paranaense. “Nosso foco é sempre oferecer alternativas que ampliem a sustentabilidade, a rentabilidade e a diversificação das atividades dos nossos cooperados. A piscicultura surge como uma alternativa estratégica, integrada ao nosso planejamento de expansão do setor de proteína animal”, explica o presidente da Cocari, Marcos Antonio Trintinalha.
Por que investir em peixe?
Seja em Mandaguari, Toledo, Cascavel ou Medianeira, as quatro cooperativas têm em comum o objetivo de diversificar atividades e oferecer novas fontes de renda aos associados, em especial os pequenos e médios produtores. A tilápia desponta como resposta a esse desafio por três razões principais: o consumo interno crescente, o bom desempenho da proteína nos mercados internacionais e a possibilidade de integração eficiente, a exemplo do que já ocorre na avicultura e na suinocultura.
Na Coopavel, que em 2024 adquiriu o frigorífico Pescados Cascavel e o transformou na Fripeixes, o presidente Dilvo Grolli recorda que a decisão foi fruto de longas análises. “A procura e a demanda por carne de peixe está em expansão e há anos a Coopavel estuda a possibilidade de entrar nesse mercado, o que agora se transforma em realidade, com novas possibilidades de crescimento para a cooperativa”, afirma, enfatizando que a nova proteína é uma forma de garantir competitividade às famílias rurais diante do cenário de custos altos e margens estreitas no milho e na soja.
Na Primato, o zootecnista e gerente de Divisão Pecuária da cooperativa, William Rui Wesendonck, reforça que a entrada na piscicultura proporciona ao produtor, além de uma renda extra, também uma estabilidade financeira ao longo dos ciclos. “Outro ponto é a possibilidade de o produtor manter os filhos na propriedade graças à diversificação das atividades”, pontua.

Diretor-presidente da Coopavel Cooperativa Agroindustrial, Dilvo Grolli: “O início das atividades atende ao mercado nacional, mas a Fripeixes está fazendo as adequações necessárias para conseguir habilitação para exportação” – Foto: Divulgação/Coopavel
Já a Lar enxergou no peixe uma extensão natural de sua trajetória de seis décadas na produção de grãos, aves e suínos. “A piscicultura tem sido demandada por nossos associados como mais uma alternativa de investimento e geração de renda segura. É uma oportunidade tanto para as propriedades que já possuem integração em aves ou suínos quanto para aquelas que ainda atuam apenas com grãos”, expõe o Superintendente de Suprimentos e Alimentos da Lar, Jair Meyer, destacando que o produtor prefere o sistema de integração em detrimento da produção independente, pela segurança de ter destino certo em data determinada, além de contar com todo o suporte da cooperativa. “Desde os alojamentos dos lotes e assistência técnica até o destino para o abate, com remuneração justa pelo investimento e trabalho até o momento da entrega”, frisa.
Na Cocari, cuja base social é formada 80% por pequenos e médios produtores, a piscicultura foi vista como chance concreta de agregar valor às pequenas áreas. “São propriedades de 20 a 25 hectares em média. É fundamental fomentar novas alternativas que ampliem a sustentabilidade e a rentabilidade do produtor”, complementa Trintinalha.
Segurança e previsibilidade
O modelo de integração aplicado ao peixe é, na prática, muito semelhante ao das aves e suínos. A cooperativa fornece os insumos como alevinos ou juvenis, ração de alto desempenho, assistência técnica e acompanhamento, garantindo a compra de toda a produção. Ao produtor cabe a estrutura dos tanques, sistemas de aeração, oxigenação da água e manutenção diária do plantel. Essa partilha de responsabilidades reduz riscos, garante previsibilidade e amplia o acesso de pequenos produtores à atividade.
A Cocari conta com 23 produtores integrados, sendo 20 em tanques escavados e três em tanques-rede. “O investimento necessário varia conforme a estrutura da propriedade, o sistema de criação escolhido e a tecnologia empregada. Em média, os custos partem de R$ 45 por m² de lâmina d’água. O prazo de retorno costuma girar em torno de cinco anos, podendo variar de acordo com a gestão de cada produtor”, salienta Trintinalha, destacando a expansão gradual para entrada de novos produtores quanto para ampliação da lâmina d’água dos já integrados.

Superintendente de Suprimentos e Alimentos da Lar Cooperativa Agroindustrial, Jair Meyer: “Iniciar exige preparo, equipes profissionalizadas em todos os elos da cadeia produtiva e produtores comprometidos. Nossa vantagem foi adquirir uma indústria já em operação, o que encurtou o caminho” – Foto: Divulgação/Lar
Atualmente com 50 piscicultores integrados, a Lar pretende, até 2030, chegar a 350 produtores no sistema de integração, a partir da construção de um novo complexo industrial em Missal. “Esse crescimento será gradativo, com expansão da produção a campo a partir de 2026. E a previsão é iniciar os abates nesse novo complexo já no segundo semestre de 2028, conduzindo o crescimento da produção e do abate de forma sustentável”, destaca Meyer.
Já a Primato conta hoje com 33 produtores integrados à piscicultura. Segundo Wesendonck, a cooperativa trabalha com a integração de cerca de 10 milhões de animais a campo. No modelo adotado, os produtores recebem ração, juvenis com peso médio de 20 gramas, assistência técnica e todos os insumos necessários ao longo do lote. “Por estarmos em fase de expansão na piscicultura, optamos por atuar no modelo terceirizado, adquirindo alevinos e juvenis de parceiros que são referência no mercado nacional. Essa estratégia nos garante agilidade, eficiência e competitividade, já que novos projetos exigem grandes volumes para viabilizar a operação e costumam demandar muito tempo até alcançar implantação plena e rentabilidade”, detalha.
Peça-chave da agregação de valor
Mais do que tanques e alevinos, o grande diferencial das cooperativas na piscicultura está nos frigoríficos próprios, que permitem transformar a tilápia em cortes valorizados e com certificações exigidas pelo mercado.
A Fripeixes, da Coopavel, iniciou as operações em 2025 com abate diário de 25 mil peixes, mas com capacidade instalada para chegar a 60 mil tilápias por dia. Na prática, são cerca de 50 toneladas diárias, com potencial de crescimento, estrutura moderna e possibilidade de atender aos mercados mais exigentes. Filés, postas, iscas e peixe inteiro abastecem redes varejistas que demandam rastreabilidade e fornecimento regular. “O início das atividades atende ao mercado nacional, mas a Fripeixes está fazendo as adequações necessárias para conseguir habilitação para exportação”, adianta Grolli.
A Primato abriu sua Unidade Industrial de Tilápia em Toledo (PR) no início de 2025, iniciando com o processamento de 15 mil animais/dia. Wesendonck antecipa que a meta agora é ampliar gradualmente os volumes até atingir a marca de 25 mil animais/dia, à medida que novos mercados consumidores forem sendo conquistados. O plano, porém, é muito mais ambicioso: um frigorífico novo, com capacidade para 120 mil peixes/dia, o que poderá elevar o faturamento da atividade para R$ 400 milhões anuais. “Já avançamos em toda a parte fiscal e hoje já estamos habilitados a exportar nosso peixe. O próximo passo é ampliar os volumes de abate com a implantação de um segundo turno”, enfatiza.

Zootecnista e gerente de Divisão Pecuária da Primato, William Rui Wesendonck: “Já avançamos em toda a parte fiscal e hoje já estamos habilitados a exportar nosso peixe. O próximo passo é ampliar os volumes de abate com a implantação de um segundo turno” – Foto: Divulgação/Primato
Na Lar, a aquisição da estrutura da Frimapar em São Miguel do Iguaçu representou um salto estratégico. Hoje, a unidade abate 12 mil tilápias por dia, com previsão de 15 mil até o primeiro trimestre de 2026, e já projeta um segundo complexo industrial. “Para a Lar, trata-se de um processo natural de crescimento, no qual podemos oportunizar novos produtores integrados que estão em fila de espera, além de gerar novos empregos na indústria. Como consequência do aumento da produção, a cooperativa estará ainda mais presente nos pontos de venda, junto às nossas linhas de produtos de frango”, sintetiza.
A Cocari, por sua vez, opera a Unidade de Beneficiamento em Alvorada do Sul com capacidade de até 12 toneladas/dia. Os produtos são comercializados pela Aurora Coop, em um exemplo de intercooperação que amplia o alcance nacional. “O frigorífico está em fase final de adequações estruturais e de programas de autocontrole necessários para obter o registro no Sistema de Inspeção Federal”, adianta.
Desafios: burocracia, sanidade e exportações
Se o potencial é grande, os obstáculos também são relevantes. Trintinalha aponta a burocracia para obtenção de outorgas e licenças ambientais como um entrave. “Esse processo, muitas vezes demorado, acaba desestimulando produtores interessados em ingressar na piscicultura”, alerta, apontando que outro desafio foi a necessidade de adquirir expertise no manejo, abate e comercialização de peixes. “Para superar esses desafios, buscamos tecnologias, equipamentos e profissionais especializados. A experiência da Cocari na produção de rações de alta qualidade foi um diferencial, e seguimos consolidando o projeto de forma planejada e sustentável”, ressalta o executivo.

Foto: Divulgação/Cocari
Outra dificuldade está nas exportações. O mercado norte-americano, principal destino da tilápia brasileira, impôs tarifa de 50% sobre o produto a partir de agosto de 2025, o que afeta diretamente os planos de expansão. “Reconhecemos que as tarifas representam um desafio, mas trabalhamos com planejamento de médio e longo prazos. Neste momento, nosso foco está em obter a certificação SIF, que abre portas para diferentes mercados internacionais. No cenário atual, entendemos que o setor precisará se ajustar às condições de mercado, seja redirecionando parte da produção para o consumo interno, seja buscando novos destinos. O importante é estarmos preparados para aproveitar as oportunidades quando elas surgirem”, salientou Trintinalha.
Por sua vez, Meyer aponta como dificuldade inicial a formação de equipes especializadas e o alinhamento aos padrões de qualidade. “Iniciar exige preparo, equipes profissionalizadas em todos os elos da cadeia produtiva e produtores comprometidos. Nossa vantagem foi adquirir uma indústria já em operação, o que encurtou o caminho”, afirma, ressaltando: “Entre as maiores dificuldades de muitas empresas estão colocar seus produtos nos pontos de venda do Brasil. Para a Lar, essa etapa é facilitada pela forte presença que já temos na avicultura, com produtos em todos os estados brasileiros. Isso acelera a chegada da nova linha de pescados ao mercado, fortalecida por uma marca reconhecida”.
Faturamento anual
O efeito da entrada das cooperativas vai além da produção de peixe. A geração de empregos diretos e indiretos, a fixação de famílias no campo e o dinamismo econômico nas regiões Oeste e Norte do Paraná são evidentes.
Por ser uma atividade recente, a piscicultura ainda representa uma participação modesta no faturamento da Cocari, cerca de 1% em 2025, em um faturamento estimado superior a R$ 5 bilhões. Na Primato, o peixe deve atingir R$ 120 milhões, em torno de 5,5% do faturamento em 2025/26.

Foto: Cleyton Vidal
Na Lar, a meta é integrar a piscicultura como uma atividade complementar à estratégia em grãos e carnes, consolidada especialmente em aves e com sinergia crescente em suínos e peixes. “Agregar valor à produção primária, gerar renda às famílias associadas e promover o desenvolvimento regional sustentável, com geração de empregos diretos e indiretos, são objetivos permanentes da Lar”, enfatiza Meyer.
Todas as cooperativas projetam crescimento acelerado para os próximos anos. E convergem em uma visão: a piscicultura será, ao lado de aves e suínos, um dos pilares do cooperativismo agroindustrial no Paraná. “A competitividade está em todos os setores da produção, mas a eficiência e a qualidade vão determinar o crescimento das empresas e das cooperativas integradas ao peixe”, sentencia Grolli.
Pioneiras da piscicultura
Responsáveis por grande parte da produção de tilápia no Paraná, a Copacol e a C.Vale provaram a viabilidade do modelo integrado e transformaram a tilápia em negócio bilionário. A Copacol foi a primeira a apostar no modelo integrado, em 2008, com a Unidade Industrial de Peixes em Nova Aurora (PR), um investimento de R$ 15 milhões. Hoje, integra 271 produtores, emprega 1,2 mil trabalhadores e abate em média 153 mil tilápias por dia, totalizando 56,09 milhões em 2024, alta de 1,43% frente a 2023. A produção de carne de peixe chegou a 20,2 mil toneladas, avanço de 19,2%.

Foto: Divulgação/Lar
Em genética, a cooperativa mantém a Unidade de Produção de Alevinos, que em 2024 forneceu 86,13 milhões de alevinos, 53% acima do ano anterior. O segmento responde por 5,89% do faturamento da Copacol, que atingiu R$ 10,6 bilhões no ano.
A C.Vale ingressou na atividade em 2017, com um frigorífico em Palotina (PR) orçado em R$ 110 milhões. Em menos de uma década, ampliou sua capacidade para 190 mil peixes/dia, com previsão de chegar a 240 mil até o fim de 2025. Em 2024, processou 47,9 milhões de quilos de tilápia, sendo 64% destinados ao mercado interno.
Com a incorporação da Paturi Piscicultura Agroindustrial, passou a operar também em Nova Prata do Iguaçu, onde já processa 10 mil peixes/dia, com expansão prevista para 15 mil. O sistema integra 234 produtores, que entregaram 48 milhões de alevinos e 50,8 milhões de juvenis em 2024. Certificada pelos selos internacionais ASC, BAP e Halal, a cooperativa emprega 1,3 mil trabalhadores na piscicultura e reforça sua estratégia de diversificação dentro de um faturamento total de R$ 22 bilhões.
O know-how acumulado da Copacol e da C.Vale serviu de exemplo para que Cocari, Coopavel, Primato e Lar dessem seus próprios passos. Com integração técnica, industrialização e visão de longo prazo, essas cooperativas ampliam a competitividade, promovem sustentabilidade econômica e social e reforçam o Paraná como referência na produção de tilápia. O setor, embora desafiador, mostra potencial de crescimento consistente, criando oportunidades para cooperados, geração de empregos e fortalecimento do mercado interno e externo.
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Peixes No Paraná
Startup com gel à base de tilápia entra na incubadora da UEPG
Cicatripep foi selecionada pela Agipi e vai desenvolver produto inovador na área de saúde com apoio da universidade.

A Agência de Inovação e Propriedade Intelectual da UEPG (Agipi) terá novas empresas incubadas em 2026. As startups Cicatripep e Muush passaram por avaliação e vão receber o apoio da Incubadora de Projetos Tecnológicos (Inprotec) em projetos inovadores e no desenvolvimento de seus empreendimentos.
A Agipi oferece às empresas incubadas um conjunto de serviços voltados ao fortalecimento e à consolidação dos negócios, como infraestrutura física e compartilhada, apoio ao planejamento e acompanhamento do desenvolvimento dos negócios, além de capacitações, assessorias e consultorias nas áreas de empreendedorismo, tecnologia, mercado, capital e gestão. Também atua como ponte com instituições de ensino e pesquisa, pesquisadores e especialistas e apoia a elaboração de projetos para captação de recursos junto a agências de fomento e investidores.

Foto: Aline Jasper/UEPG
“Estamos muito felizes por receber duas novas empresas que estão tentando se viabilizar para ir ao mercado de produtos inovadores”, enfatiza o vice-reitor da UEPG e membro da banca de avaliação, professor Ivo Mottin Demiate. “Uma empresa que trabalha com materiais alternativos e ecológicos, biodegradáveis, sustentáveis a partir de fungos, a Muush; e um outro projeto muito interessante na área de saúde animal, em um primeiro momento, mas que também pode ser expandida para a saúde humana, que é um gel cicatrizante à base de subproduto da tilápia, a Cicatripep”.
“O processo de avaliação das potenciais startups significa que a aplicação do planejamento estratégico da Inprotec da Agipi, com vistas a consistir o processo de inovação, empreendedorismo e tecnologia da universidade em relação à comunidade e empresas, está em pleno andamento, pois cada uma, em que pese tenham vieses diferentes em princípio, poderão atuar em parceria, não só entre si, como também com outras áreas”, destaca o chefe da Incubadora de Projetos Tecnológicos, Carlos Ubiratan da Costa Schier.
Em nível avançado no processo de incubação, as empresas avaliadas ampliam a carteira de startups da Agipi e contribuem para a qualificação da Agência para obter certificações Cerne (Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos) nos níveis 2, 3 e 4, além de ampliar sua evidência e importância no ecossistema de inovação e empreendedorismo na cidade, região e mesmo em nível estadual.
“Ambas fazem parte do esforço da equipe da Agipi em tornar a agência uma das referências na parceria da universidade com as políticas públicas do Estado em integração com o mercado na busca dos melhores resultados possíveis, tanto em termos de desenvolvimento econômico-social, quanto em soluções para aplicação efetiva na vida das pessoas e empresas”, complementa Schier.
Além das duas startups que entrarão no rol da Agipi, são cinco empreendimentos incubados atualmente: Blue Rise, Breven Law, Expurgos, Peplus e Virtwell. A agência também presta apoio a modelos de negócios ou projetos e encaminha para pré-incubação no Centro de Educação Empreendedora (CEE).
Cicatripep
O potencial já é reconhecido: o projeto que deu origem à Cicatripep já participou do Programa de Propriedade Intelectual com Foco no Mercado (Prime), do Governo do Paraná, no qual foi um dos projetos premiados. Agora, o objetivo é partir da pesquisa científica para a aplicação comercial. “Nosso interesse em procurar a Agipi é a gente tirar do balcão do laboratório e ter esse olhar e experiência mais comercial para nos ajudar a alavancar nosso projeto de uma escala mais acadêmica para uma escala mais comercial”, conta o professor Flávio Luís Beltrame.
O sucesso do produto também pode gerar um incentivo maior à pesquisa e incitar novos projetos, melhorias e testagens cada vez mais rápidas, além de potencializar a conquista de bolsas para pesquisadores. “É empolgante ver que um produto de pesquisa, de dentro do laboratório, pode chegar no mercado e, mais do que isso, ajudar pessoas e animais, no nosso caso. Isso é muito enriquecedor e satisfatório. Eu acho que isso é o objetivo principal”, complementa.
Peixes
Justiça autoriza desembarque de tilápia vietnamita em Santa Catarina
Decisão do TJ-SC libera apenas cargas contratadas antes da portaria estadual, mas mantém veto à venda e impõe exigências sanitárias rigorosas para evitar riscos à aquicultura local.
Peixes
Falta de frigoríficos habilitados limita exportações de tilápia em Minas Gerais
Terceiro maior produtor do país, estado ainda não conta com plantas certificadas para o mercado internacional.











