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“Tilápia é a queridinha do brasileiro”, afirma secretário de Aquicultura e Pesca

Jorge Seif Jr foi até o Oeste do Paraná para ouvir a demanda dos piscicultores da região

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Francine Trento/OP Rural

Nos últimos dias o secretário de Aquicultura e Pesca do Governo Federal, Jorge Seif Jr. esteve na região Oeste do Paraná para conversar com produtores e lideranças do setor aquícola regional. Entre os municípios visitados estiveram Palotina, Nova Santa Rosa e Marechal Cândido Rondon. A região Oeste do Paraná é uma dar maiores produtoras de tilápia do Brasil.

Em um encontro nesta quarta-feira (11) na Associação Comercial e Empresarial de Marechal Cândido Rondon (Acimacar) o secretário se reuniu com o prefeito, vereadores, lideranças e produtores para ouvir as demandas do setor produtivo, além de informar as ações que estão sendo desenvolvidas pelo Governo Federal a respeito da piscicultura.

Segundo Seif, o Paraná é um grande produtor da piscicultura e a região Oeste tem um diferencial. “Desde 2019 tenho recebido convites para participar de agendas aqui e conhecer a região. E realmente, as cooperativas e toda a produção e industrialização aqui é grande, o que tem feito, inclusive, com que o produtor brasileiro consiga acessar tudo de forma mais fácil”, comentou.

Ele afirma que a tilápia é a queridinha do brasileiro e, apesar de não ser uma espécie nativa, se deu muito bem, especialmente no Paraná. “Eu vim até aqui para conversar com os produtores e saber o que o Ministério da Agricultura, a partir da Secretaria de Aquicultura e Pesca, pode fazer para melhorar a questão do relacionamento do Governo Federal com o produtor brasileiro”, destacou.

De acordo com o prefeito de Marechal Cândido Rondon, Márcio Rauber, o carro-chefe do município, assim como do restante da região, é o agronegócio. “Graças a esse agro forte que temos na região conseguimos auxiliar o Governo Federal para enfrentar problemas que atingiram a economia. Temos demandas e desejos aqui na região, precisamos de segurança jurídica e financeira para a comercialização dos peixes que são produzidos aqui. Sabemos que o Governo Federal trabalha para evoluir isso”, afirmou.

Produção no Lago de Itaipu

Jorge Seif Jr. informou aos presentes que as tratativas de uma antiga demanda da região estão andando, que é a produção de tilápias no lago de Itaipu. “Somente no lago de Itaipu podemos produzir 400 mil toneladas a mais de peixes, sendo 200 mil no lado brasileiro e outras 200 mil toneladas do lado paraguaio”, diz.

O secretário explicou que problemas técnicos existiam que impossibilitava a pauta de andar, como, por exemplo, o caso da tilápia não ser um peixe nativo brasileiro e poder ser uma ameaça para aqueles que são. “Por isso desenvolvemos um trabalho junto com o Ministério do Meio Ambiente, Ibama, universidades e profissionais do setor para mostrar que a tilápia é produzida na região há 50 anos e não representa nenhuma ameaça as espécies nativas. Dessa forma, toda a parte documental aqui no Brasil já está bem alinhada”, conta.

Porém, o próximo passo agora e que está gerando outro entrave é quanto aos acordos com o governo paraguaio. “Como sabem, a Itaipu é binacional, por isso precisamos de um aval por parte do governo do Paraguai para compartilharmos os recursos. Hoje precisamos que o governo paraguaio altera uma linha na constituição deles e é nessa parte que complica. Não é algo impossível de ser feito e eu tenho convicção que vamos conseguir. Mas, infelizmente, isso não acontece na velocidade que gostaríamos”, menciona.

O objetivo agora do Governo Federal, explica Seif, é mostrar ao governo paraguaio que é bom para os dois países que estas liberações sejam feitas. “Por isso estamos junto com o Ministério das Relações Exteriores nessa batalha para conseguir, além da própria ministra Tereza Cristina que está se empenhando para conseguirmos isso”, destaca.

O prefeito de Marechal Cândido Rondon, concorda com o secretário e explica: “Somente na nossa região a produção aumentaria em 25%”, diz.

Demandas da região

Na sua visita, o secretário também recebeu um ofício do Sindicato Rural apontando as principais demandas quanto a piscicultura da região. Quanto a este quesito, alguns dos pontos solicitados foi explicado pelo secretário. O primeiro deles foi quanto a taxa de licenciamento que não são padronizadas e são muito caras. “Esta é uma demanda que compete 100% ao Governo Estadual. Existe uma diferença que são os lagos da União, que nestes o Governo Federal intervém. Porém, o sistema de produção utilizado aqui na região é o de tanque escavado e por isso depende do governo estadual. Nós podemos ajudar, mas de forma mais política, conversando com o governador Ratinho e demonstrando a importância destas demandas”, diz.

Outra questão foi quanto a energia elétrica. “O presidente (Michel) Temer assinou um decreto extinguindo a energia rural o isso prejudica também os piscicultores, uma vez que muitos utilizam os aeradores. Porém, como foi um decreto presidencial, nós não podemos simplesmente revogar, precisamos que um PL seja votado para isso. Dessa forma, um PL já está em andamento. Assim, o que vocês podem fazer é cobrar de seus debutados para pautar esse PL e derrubar o decreto”, explicou.

A carga tributária na ração de peixes foi outro ponto apresentado. “Temos hoje no Brasil muitos setores de criação de proteína animal. O setor avícola já está bem consolidado no mercado nacional e tem isenção de pis/cofins. Sabemos que a ração representa 70% dos custos de produção atualmente e isso tem impactado diretamente o produtor. Por isso, alguns deputados nos procuraram para que outros setores, incluindo a piscicultura, também tenham esse benefício que hoje é ofertado somente para a avicultura. E o que nos foi informado é que esta questão entrará em discussão na Reforma Tributária que vem sendo desenvolvida pelo Ministério da Economia”, conta.

Números

Principal responsável pela cadeia da piscicultura nacional, o Paraná ampliou a liderança nacional na produção de tilápias. O volume em 2020 chegou a 166 mil toneladas, um aumento de 14% em relação a 2019, quando foram comercializadas 146.212 toneladas. O resultado é cerca de 135% superior ao obtido por São Paulo, vice-líder com 74.600 toneladas. O bom desempenho do Estado foi puxado pelo modelo cooperativista de integração. Cooperativas como Copacol e C.Vale, ambas instaladas na região Oeste, fizeram com que a piscicultura paranaense crescesse em um ritmo maior do que o restante do país.

Já nas exportações o Estado assumiu a liderança no segundo trimestre de 2021. Com faturamento de US$ 1,22 milhão de abril a junho, o Estado superou o Mato Grosso do Sul, cujas vendas internacionais somaram US$ 993,9 mil no mesmo período, e Santa Catarina, terceiro lugar, com US$ 763,37 mil.

Na comparação com o primeiro trimestre, quando o faturamento das exportações de tilápia somou US$ 747 mil, o crescimento foi de 63%, enquanto as perdas se aproximaram de 20% no MS. Os dados são do Ministério da Economia e foram elaborados pela Embrapa Pesca e Aquicultura. A divulgação é feita em parceria com a Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR).

No primeiro semestre de 2021, o Paraná foi responsável por 32% do faturamento brasileiro pelas exportações de tilápia, com US$ 1,97 milhão, atrás do Mato Grosso do Sul (37%), com US$ 2,21 milhão e na frente de Santa Catarina (19%), com US$ 1,18 milhão. Apenas Bahia e São Paulo também contam com fatia do mercado.

Quanto aos subprodutos da tilápia paranaense que mais cresceram entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano, o destaque ficou com o filé congelado, que passou de US$ 168 para US$ 59.563 (11,9 toneladas), crescimento de 35.354%. Já o valor das exportações da tilápia inteira congelada passou de US$ 232.380 no primeiro trimestre para US$ 512.690 no segundo (260,2 toneladas), aumento de 121%.

Quanto aos tipos de produtos da tilápia paranaense comercializados para outros países no período, 40% dizem respeito àqueles não destinados à alimentação humana; 38% correspondem às tilápias inteiras congeladas; seguido por filés frescos ou refrigerados (19%) e 3% aos filés congelados.

O volume total de carne de peixe exportado pelo Paraná no primeiro semestre atingiu 751 toneladas, representando uma alta de 201% quando comparado ao montante de 249 toneladas exportado no mesmo período de 2020, segundo a Secretaria de Agricultura e do Abastecimento. Do volume, 53% corresponde à tilápia, enquanto que o principal destino foi os EUA.

Fonte: O Presente Rural

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Aurora Coop leva produtores e colaboradores à China em ação pelos 57 anos

Concurso cultural premia três histórias com viagem a Xangai e visita à primeira unidade internacional da cooperativa.

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O colaborador Paulo José Frantz, do Frigorífico Aurora Coop de Maravilha/SC, foi o destaque das unidades industriais

Ao completar 57 anos nesta quarta-feira (15), a Aurora Coop celebra sua trajetória ao lado de quem a constrói diariamente. A cooperativa promoveu o concurso cultural “Meu trabalho alimenta o mundo” e premiou três participantes com uma viagem à Xangai, na China, para conhecer a primeira unidade internacional da Aurora Coop.

A proposta convidou cooperados e colaboradores a refletir sobre o próprio papel dentro da cadeia produtiva e a responder como suas atividades contribuem para levar alimentos a mais de 80 países. O resultado foi expressivo: 707 histórias enviadas por colaboradores da Aurora Coop e outras 115 por empresários rurais de cooperativas filiadas dos segmentos de suinocultura e avicultura, que produzem para exportação.

Produtora Roberta Kickow, de Iporã do Oeste/SC, associada à Cooper A1, foi escolhida entre os empresários rurais participantes

A seleção dos vencedores contemplou três categorias. Entre os empresários rurais, foi escolhida a produtora Roberta Kickow, de Iporã do Oeste/SC, associada à Cooper A1, cooperativa filiada do Sistema Aurora Coop. Nas unidades industriais, o destaque ficou com o colaborador Paulo José Frantz, do Frigorífico Aurora Coop de Maravilha/SC. Entre as demais unidades, a vencedora foi Diana Graminho, da matriz, em Chapecó/SC.

Como premiação, os três viajarão em maio para Xangai, onde permanecerão por sete dias. O roteiro inclui visita ao escritório da Aurora Coop na cidade, participação na SIAL Xangai 2026 — uma das maiores feiras de alimentos do mundo — e atividades culturais. A viagem ocorre em um momento simbólico para a cooperativa, que inaugurou a Aurora Coop Xangai, a primeira unidade internacional da cooperativa.

O coordenador de Marketing Internacional da Aurora Coop, Leandro Merlin, acompanhará o trio e destaca a proposta da experiência. “A campanha é uma celebração de quem faz a cooperativa acontecer todos os dias. Em Xangai, será possível compreender, de forma concreta, o alcance desse trabalho em um ambiente global, por meio de uma cultura totalmente diferente da nossa”, sublinha.

Entre as demais unidades da Aurora Coop, a vencedora foi Diana Graminho, da matriz, em Chapecó/SC

Para o diretor internacional da Aurora Coop, Dilvo Casagranda, o concurso estimulou uma leitura mais ampla sobre o funcionamento da cooperativa. “Somos uma cadeia formada por muitos elos, e todos têm sua importância. O empresário rural, a indústria e as áreas agropecuárias, comerciais e corporativas atuam de forma integrada para atender às exigências do mercado internacional e entregar ao mundo alimentos de excelência. Queremos que os representantes de toda essa cadeia ampliem sua visão e levem esse aprendizado aos demais colegas”.

O presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, destaca o significado da data e o reconhecimento às pessoas que sustentam a cooperativa. “Celebrar os 57 anos da Aurora Coop passa, necessariamente, por reconhecer quem está na base de tudo o que construímos até aqui. Este concurso nos permitiu conhecer histórias que mostram, com muita clareza, como o trabalho de cada pessoa se conecta a algo maior: garantir prosperidade para todos que fazem parte desse grande empreendimento cooperativo. Valorizar essas histórias é reconhecer que a nossa presença global nasce do esforço de mais de 150 mil famílias que fazem a nossa cooperativa avançar com consistência e responsabilidade”.

Fonte: Assessoria Aurora Coop
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Chuvas irregulares e temperaturas acima da média elevam risco para safrinha do milho em 2026, aponta StoneX

Fase de transição do El Niño-Oscilação Sul indica 60% de chance de neutralidade até junho e possibilidade de retorno do El Niño no segundo semestre, ampliando a variabilidade climática e a incerteza sobre o planejamento agrícola no Brasil e na América do Sul.

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Foto: Fernando Dias/Seapi

As previsões climáticas para os próximos meses indicam um período de transição do El Niño-Oscilação Sul (ENOS), com maior probabilidade de neutralidade ao longo do outono e do início do inverno e risco crescente de fortalecimento do El Niño no segundo semestre de 2026. O cenário, analisado na 35ª edição do Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities da StoneX, lançado na última terça-feira (14), reforça a necessidade de cautela do agronegócio diante de chuvas mais irregulares, temperaturas acima da média em diversas regiões e impactos regionais desiguais sobre a produção. O relatório pode ser baixado gratuitamente clicando aqui.

Segundo os principais centros internacionais de monitoramento climático, a chance de neutralidade do ENOS é de cerca de 60% entre

Analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Carolina Jaramillo Giraldo: “Os próximos meses de transição devem ser marcados por um cenário climático instável” – Foto: Divulgação/StoneX

março e maio e de 70% entre abril e junho, com projeções semelhantes se estendendo até julho. A partir do segundo semestre, os modelos passam a indicar aquecimento do Pacífico Equatorial, com aumento da probabilidade de formação de um El Niño. “Os próximos meses de transição devem ser marcados por um cenário climático instável, em que o sinal do oceano aponta para neutralidade, enquanto o aquecimento global de fundo segue pressionando as temperaturas e aumentando a volatilidade regional”, afirma a analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Carolina Giraldo, acrescentando: “Isso exige decisões mais cautelosas no campo, porque os padrões clássicos do ENOS já não explicam, sozinhos, o comportamento do clima.”

Clima entre abril e junho

As análises mais recentes da temperatura da superfície do mar indicam anomalias positivas em escala global para o trimestre abril–maio–junho, incluindo sinais de aquecimento no Pacífico Equatorial e no Atlântico Sul. Este último pode favorecer episódios pontuais de maior aporte de umidade para o Sul do Brasil, especialmente quando combinado à atuação de sistemas atmosféricos regionais.

Foto: Divulgação/Pixabay

Em termos de precipitação, abril apresenta sinais de chuvas abaixo da média em regiões do Sudeste Asiático, Indonésia e Sul da Austrália, enquanto partes do Equador, da Colômbia e do Norte da Argentina tendem a registrar volumes acima da média. Em maio, a tendência de chuvas mais elevadas pode alcançar áreas do Noroeste do Brasil, ao passo que América Central e Norte da América do Sul entram em um período mais seco.

Para junho, os modelos indicam neutralidade pluviométrica em grande parte da África e chuvas acima da média em áreas do Brasil e do extremo oeste da Colômbia. “O ponto-chave não é apenas quanto vai chover, mas quando e onde. A irregularidade espacial e temporal das precipitações permanece como o principal desafio para o agro no curto prazo”, destaca Carolina.

Impactos esperados para o agronegócio

Na América do Sul, o cenário de transição climática amplia as incertezas sobre a finalização da safrinha do milho. A possível intensificação da corrente de jato subtropical pode dificultar o avanço regular de frentes frias pelo interior do continente, reduzindo a umidade no Sudeste e no Centro-Oeste e antecipando o fim das chuvas em estados como São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná. Esse movimento pode afetar a formação de biomassa e a produtividade em fases críticas do ciclo agrícola.

Apesar disso, a umidade observada em parte do Brasil nos meses anteriores é compatível com indícios de supersafra de grãos em

Foto: Gilson Abreu/AEN

2025/2026 e favorece a recuperação parcial de culturas como café e cana-de-açúcar, especialmente em regiões com melhor recomposição hídrica.

Em contrapartida, episódios recentes de excesso de chuva em estados como Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais mostraram que volumes elevados também podem impor restrições operacionais, atrasar colheitas e comprometer janelas ideais de plantio. “O agro está lidando com um clima mais errático. O mesmo sistema que traz benefício para uma região pode gerar perdas em outra. Por isso, o planejamento precisa considerar margem de segurança e gestão ativa de risco climático”, avalia a analista.

Segundo semestre no radar

Para o segundo semestre, o relatório da StoneX alerta para o risco adicional da sinergia entre um possível El Niño e o Dipolo Positivo do Índico (+IOD). Caso ambos se consolidem a partir de julho, o risco de seca severa tende a aumentar em regiões da Oceania e também no Norte e Nordeste do Brasil, o que pode afetar cadeias agrícolas estratégicas e elevar a volatilidade dos mercados. “Mesmo com a neutralidade no curto prazo, o segundo semestre merece acompanhamento constante. O clima está em transição, e as decisões tomadas agora precisam levar em conta esse grau elevado de incerteza”, salienta Carolina.

Fonte: Assessoria StoneX
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JBS Terminais registra alta de 60% no trimestre e consolida retomada em Itajaí

Crescimento é sustentado por foco em cargas estratégicas, como proteínas, madeira e setor automotivo.

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Foto: Tanajura/Divulgação/JBS

A JBS Terminais expandiu sua capacidade operacional no Porto de Itajaí em cerca de 330% desde o início das atividades, em outubro de 2024. No intervalo de um ano e meio, a Companhia movimentou mais de 560 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), com crescimento médio mensal de 12%. O desempenho reforça a trajetória de retomada do terminal portuário e sua relevância na malha logística aquaviária nacional.

“Para alcançar esse patamar, a JBS Terminais investiu no ativo. Hoje, mais de 3.000 clientes confiam na Companhia e na estrutura ofertada no Porto de Itajaí como uma das principais portas de entrada e saída do comércio internacional”, afirma Aristides Russi Junior, presidente da JBS Terminais.

Fotos: Claudio Neves/Portos do Paraná

A performance da JBS Terminais no Porto de Itajaí cresce como reflexo da retomada consistente da operação. No primeiro trimestre de 2026, ante o mesmo período do ano passado, foi registrado um avanço de mais de 60% na movimentação de TEUs. A estratégia para o ramp-up da operação passa por investimentos para potencializar o terminal e foco comercial em nichos específicos, como carnes, madeira, maquinário e o setor automotivo.

Segundo Russi, com o avanço consistente dos volumes e a ampliação da base de clientes, a JBS Terminais consolida um novo patamar operacional no Porto de Itajaí e reforça o papel da infraestrutura logística como vetor de desenvolvimento econômico regional e nacional. “Nosso compromisso é conectar Itajaí e Santa Catarina aos grandes mercados globais.”

Desde o início da operação, a Companhia investiu aproximadamente R$ 220 milhões em modernização tecnológica e infraestrutura. O aporte viabilizou a aquisição de dois guindastes móveis de última geração, com capacidade para 125 toneladas e alcance de até 20 fileiras de contêineres, ampliando a produtividade nas operações de embarque e desembarque.

A estratégia também fortaleceu a vocação do terminal para o setor de proteína e cargas refrigeradas, com a instalação de 1.708 tomadas para reefers. A expansão da capacidade elétrica posiciona Itajaí como um dos principais hubs para produtos perecíveis no Sul do país, atendendo às demandas de exportadores e importadores com alto padrão de controle.

No fluxo terrestre, a implementação de oito gates reversíveis – acessos de entrada e saída que podem ter o sentido ajustado conforme a necessidade operacional – trouxe ganhos relevantes de agilidade e redução de filas, aumentando a eficiência na integração entre porto e rodovias.

“Para a retomada do Porto de Itajaí foi fundamental o investimento, para oferecer uma estrutura moderna e segura, para equiparar com outros terminais relevantes. A combinação de equipamentos de alta performance, infraestrutura consistente e gestão focada em eficiência é o que sustenta esse novo ciclo de crescimento”, destaca o executivo.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Atualmente, o terminal conta com área operacional de 180 mil metros quadrados, 1.030 metros de cais e quatro berços com 14 metros de profundidade. Essa estrutura permite operar com 10 linhas de navegação regulares e sete escalas semanais, conectando o estado de Santa Catarina a destinos estratégicos na Ásia, na Europa, em toda a América, Oriente Médio e África.

Refletindo a retomada do Porto de Itajaí como infraestrutura estratégica, o volume de embarcações atendidas no ano passado foi 50% superior ao registrado em 2022, período pré-paralisação. Essa tendência de alta se consolida no primeiro bimestre de 2026, que já apresenta um fluxo de navios 26% acima do patamar anterior à interrupção das atividades. Ao todo, a JBS Terminais soma cerca de 400 escalas em um ano e meio de operação.

Fonte: Assessoria JBS
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