Suínos
Teste da Embrapa mostra na tela do computador estimativa de presença de salmonela em granjas de suínos
Um teste simples, para ser feito no computador, que aponta os fatores de risco para a salmonela nas granjas que produzem suínos. É só responder 12 perguntas de múltipla escolha para receber um índice de provável contaminação e o que precisa ser corrigido. Este é o Salmonelômetro, um software desenvolvido pela Embrapa Suínos e Aves de Concórdia (SC), unidade descentralizada da empresa de pesquisa agropecuária vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
O desenvolvimento do Salmonelômetro sintetiza em torno de dez anos de pesquisa da Embrapa sobre fatores de risco para a presença da salmonela em carcaças de suínos e faz parte do esforço da cadeia produtiva para oferecer ao consumidor um alimento mais seguro. Ao mesmo tempo, ajuda a consolidar a presença da carne suína brasileira em mercados internacionais que exigem evidências do controle da bactéria.
A ideia de um teste que pudesse ser feito a qualquer momento surgiu da apresentação do resultado final do Projeto Salmonela desenvolvido na Embrapa Suínos e Aves. Ao mesmo tempo, foi identificada uma demanda da cadeia produtiva, que buscava aprimorar o controle em torno da bactéria. O passo seguinte foi definir qual agroindústria seria parceira do projeto para testar na prática os protocolos de controle da salmonela que seriam divulgados por meio do Salmonelômetro. Depois, o conteúdo passou por um processo de validação com técnicos e produtores.
A experiência do Salmonelômetro também mostra como é possível aperfeiçoar o olhar a respeito de como a comunicação pode fazer parte das soluções tecnológicas oferecidas pela empresa. Em feiras e eventos agropecuários, o Salmonelômetro pode ser acessado numa tela de 52 polegadas sensível ao toque. O visitante, principalmente técnico ou produtor, responde as perguntas na hora e já recebe orientações e material da Embrapa sobre os fatores de risco da salmonela e como evitá-la.
"Ganham o pesquisador e a Embrapa no momento em que o contato com o público-alvo acontece com mais qualidade. E ganha, principalmente, o produtor, quando recebe um serviço de informação que realmente pode ajudá-lo a aperfeiçoar o trabalho que desenvolve no dia a dia da granja", diz o analista Armando Lopes do Amaral, um dos líderes do projeto.
O Salmonelômetro e o folder com informações podem ser acessados no site da Embrapa, no endereço www.embrapa.br/suinos-e-aves.
Fonte: Ass. Impr. da Embrapa

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.





