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Terminal de Contêineres de Paranaguá atinge marca histórica de 1,5 milhão de TEUs movimentados

Equivalente a 9.144 quilômetros em comprimento de contêineres, aproximadamente a mesma distância em linha reta entre Paranaguá e Barcelona, na Espanha.

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Foto: Divulgação/TCP

O Terminal de Contêineres de Paranaguá atingiu a marca histórica de 1,5 milhão de TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés) movimentados pela primeira vez em seus 26 anos de história. O feito foi celebrado em cerimônia no cais do Terminal, na manhã desta quarta-feira (18), e contou com a presença de lideranças da TCP, empresa que administra o Terminal, e da Portos do Paraná.

Como comparativo, a medida de 1,5 milhão de TEUs é equivalente a 9.144 quilômetros em comprimento de contêineres, aproximadamente a mesma distância em linha reta entre Paranaguá e Barcelona, na Espanha (9.085 quilômetros).

Rafael Stein Santos, gerente institucional e jurídico da TCP, lembra que “em 2021 comemoramos a marca de 1 milhão de TEUs. Hoje, apenas 3 anos após este feito, atingimos 1,5 milhão de TEUs movimentados, um aumento de 50%, que demonstra a solidez e, acima de tudo, o profissionalismo da companhia e do time que fez isso acontecer. Especialmente neste último ano, em que o volume operado superou qualquer expectativa, o Terminal pode contar com a estrutura entregue pelos investimentos realizados nos últimos anos. O apoio da autoridade portuária, marinha e praticagem também foi essencial para este marco. Esperamos consolidar ainda mais a TCP e o Porto de Paranaguá nos próximos anos como um corredor de exportação e importação de referência para todo mercado global”.

Durante o evento, autoridades se reuniram no costado para realizar um brinde ao içamento simbólico do contêiner de número 1.500.000, que foi embarcado no navio Maersk Laguna, que possui 300 metros de comprimento (LOA), 45 metros de largura (boca) e capacidade para transportar 7.564 TEUs.

A atualização do calado – que corresponde à distância entre o ponto mais profundo da embarcação (quilha) e a superfície da água – realizada pela Portos do Paraná, aliada às obras de derrocagem, que retiraram parte de uma formação rochosa que atrapalhava a navegação, traz mais segurança e produtividade para todo o complexo portuário. O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, explica que o Porto de Paranaguá está apto a receber navios mais pesados, que realizarão manobras e operações com maior segurança e eficiência. “Também teremos a redução do tempo de espera para atracação e desatracação, o que gera uma vantagem financeira aos clientes, que podem operar um volume maior de mercadorias em uma única viagem de forma mais rápida”, explicou Garcia.

Foto: Rodrigo Félix Lea

Nos últimos dois anos, a TCP aplicou mais de R$ 370 milhões em investimentos, que abrangeram a construção de uma subestação de energia, a expansão do número de tomadas para armazenagem de contêineres refrigerados (reefer), a modernização do portões de acesso ao pátio de operações (gate) e das instalações do prédio de manutenção e reparo, assim como a aquisição de 11 novos guindastes pórticos sobre pneus (RTG) e 17 caminhões de terminal (TT).

Exportações e importações movimentam mais de 10 milhões de toneladas

No último balanço divulgado pelo Terminal, que contempla os resultados até o fim de novembro, a soma do volume de cargas importadas e exportadas havia ultrapassado a marca de 10 milhões de toneladas (apenas volume de carga, sem contar o peso dos contêineres).

Foto: Roberto Dziura

As exportações tiveram um aumento de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior, número que passou de 481.153 TEUs para 586.000 TEUs. O maior incremento foi no embarque de commodities agrícolas, que subiu 33% e chegou à marca de 217.519 TEUs. Ainda assim, carnes e congelados mantém o protagonismo no Terminal de Contêineres de Paranaguá como sendo o segmento com o maior volume de exportações, atingindo a marca de 233.314 TEUs.

Já as importações subiram 20% entre janeiro e novembro de 2024, chegando a 298.004 TEUs. Os destaques foram para o segmento de bens de consumo (94.873 TEUs), que teve alta de 20%, e automotivo (80.884 TEUs), com alta de 11%.

Esse volume de cargas foi transportado pelos 910 navios que atracaram no cais da TCP ao longo dos 11 meses deste ano, número 21% superior às 749 embarcações registradas até novembro de 2023. “Em 2024, a oferta de serviços marítimos de longo curso foi ampliada e as operações de cabotagem foram retomadas, consolidando ainda mais a liderança nacional da TCP com um total de 25 escalas semanais. Além disso, com a atracação dos primeiros navios de 366 metros de comprimento — os maiores em operação no país — e o recente aumento do calado operacional, reforçamos ao mercado que a TCP está firmemente posicionada para se tornar um dos principais hubs portuários da costa leste da América do Sul”, pontua Carolina Merkle Brown, gerente comercial de armadores da TCP

Fonte: Assessoria TCP

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Notícias

Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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