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Termina em 31 de outubro inscrições para novilhas na Prova de Leite a Pasto da Embrapa Cerrados
São oferecidas 20 vagas para novilhas da raça Gir Leiteiro, 20 para novilhas Guzerá, 20 para novilhas Sindi e seis vagas para novilhas de cada cruzamento.

Os criadores de bovinos das raças Gir Leiteiro, Guzerá, Sindi e cruzamentos têm até o dia 31 de outubro para inscreverem novilhas na 9ª Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto do Zebu Leiteiro no Centro de Tecnologias para Zebuínos Leiteiros (CTZL) da Embrapa Cerrados (DF), que será realizada em Brasília entre 2023 e 2024. Coordenada pelo CTZL e pela Associação Criadores de Zebu do Planalto (ACZP), a Prova visa ao melhoramento genético das raças zebuínas de aptidão leiteira por meio da identificação de matrizes dentro de grupos contemporâneos de cada raça, com potencial genético para a produção de leite a pasto.
Os técnicos vão identificar as melhores novilhas das raças Gir, Sindi, Guzerá e cruzamentos que, em 305 dias de lactação em pasto rotacionado com suplementação, se destacarem nos atributos produção de leite, reprodução, idade ao parto, qualidade do leite, persistência de lactação e na avaliação morfológica.
Segundo a pesquisadora Isabel Ferreira, coordenadora da Prova, a realização da avaliação zootécnica tem como premissas a seleção genética confiável, com no mínimo cinco meses de mensuração de leite; o sistema de produção pecuária característico do Brasil, no qual o pasto é base alimentar sustentável; e a produção do leite seguro e saudável, sem qualquer aditivo ou artificialismo.
Ela acrescenta que no período de adaptação, antes do parto, as novilhas são submetidas à doma. “Isso garante bem-estar animal no período de estresse que é o parto, além de adaptação à ordenha”, explica. Além disso, a Prova contempla o manejo nutricional e sanitário dos bezerros. “Assim, ao final da Prova, eles são devolvidos aos parceiros em boa condição corporal”, afirma.
A Prova tem a duração de 12 meses, sendo dois meses de adaptação com dieta ajustada e 10 meses de avaliação. As novilhas deverão parir entre 1º de dezembro de 2023 e 15 de fevereiro de 2024, de acordo com os períodos limites de parição estabelecidos pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ). Para isso, devem ter sido inseminadas ou cobertas entre 1º de março e 10 de abril de 2023. Os animais darão entrada no CTZL até 31 de outubro deste ano, onde permanecerão até janeiro de 2025. Os resultados serão divulgados a partir de abril de 2025.
São oferecidas 20 vagas para novilhas da raça Gir Leiteiro, 20 para novilhas Guzerá, 20 para novilhas Sindi e seis vagas para novilhas de cada cruzamento. As vagas serão preenchidas de acordo com a ordem de chegada das inscrições. Cada criador poderá inscrever até três animais de cada raça.
Poderão participar somente novilhas registradas na ABCZ, inscritas nas categorias PO (puro de origem) ou PA (puro por avaliação), devendo estar obrigatoriamente gestantes de sete meses, devendo o parto ser efetivado durante o período de adaptação no CTZL.
O valor de inscrição de uma novilha é R$ 2.800. Se forem inscritas duas novilhas, o valor é de R$ 2.500 para cada uma. Caso inscreva três animais, o valor individual é de R$ 2.200. O pagamento pode ser dividido em cinco parcelas mensais.
As inscrições dos animais são feitas por meio do formulário acessado neste link:
Todos os detalhes sobre a 9ª edição da Prova estão dispostos no regulamento, que pode ser acessado aqui.
Para mais informações, entre em contato com os pesquisadores Isabel Ferreira e Carlos Frederico Martins (61-3506-4063; isabel.ferreira@embrapa.br; carlos.martins@embrapa.br) ou com a ACZP (Marcelo Toledo – 61-3386-0025; marcelo@geneticazebuina.com.br).

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos
Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.





