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Notícias Na Arábia Saudita

Tereza Cristina debate cooperação técnica e tem encontro com setor avícola

País é segundo destino da missão ao Oriente Médio, iniciada no dia 11 deste mês

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Divulgação/Mapa

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) iniciou na segunda-feira (16) a agenda de compromissos na Arábia Saudita, segundo destino da missão ao Oriente Médio. O primeiro compromisso foi uma reunião com o vice-ministro do Meio Ambiente, Água e Agricultura, Mansour bin Hilal Al Mushaiti. Os dois conversaram sobre acordo bilateral de cooperação técnica na agropecuária.

A ministra tratou também das exportações para o país árabe. Grandes importadores de carnes de frango e bovina, a Arábia Saudita demonstrou interesse na comercialização de forragem para ração animal produzida no Brasil.

Em 2018, os sauditas importaram mais de 486 mil toneladas de carne de frango (in natura), que totalizaram US$ 804 milhões. A importação de carne bovina (in natura) somou 41,93 mil toneladas, o equivalente a US$ 154 milhões. Outros produtos buscados são açúcar (bruto e refinado),  soja (grão e farelo), milho, café solúvel, ovos e café verde.

Tereza Cristina ressaltou que o ministério manterá um canal de diálogo aberto com a Arábia Saudita para facilitar os negócios. “Colocando na mesa de forma transparente o que cada lado quer, fica mais fácil caminhar para o êxito, para o que queremos [os dois países]”, disse.

O vice-ministro saudita agradeceu o interesse do Brasil em vender produtos agropecuários para seu país e buscar novos acordos.

Após a reunião, a ministra teve um almoço de trabalho com representantes do setor avícola saudita, oferecido pelo embaixador do Brasil na Arábia Saudita, Marcelo Della Nina, na residência oficial.

Para os empresários, Tereza Cristina destacou que o Ministério da Agricultura trabalha para facilitar as parcerias e oportunidades de negócios. “Quero dizer que o Ministério está pronto para facilitar a vida dos empreendedores, o Ministério não pode atrapalhar. Podemos fazer muito mais juntos e em parceria”.

Ela informou que o presidente Jair Bolsonaro deverá visitar a região em outubro. “Espero levar resultados positivos e os que não estiverem prontos que o presidente Jair Bolsonaro possa, em outubro, anunciar os avanços”.

Acompanham a ministra o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Orlando Ribeiro; a diretora de Promoção Comercial, Investimentos e Cooperação, Márcia Nejaim; o adido agrícola em Riade, Marcel Moreira; e o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, o deputado federal Alceu Moreira.

Fonte: Mapa

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Calor extremo amplia risco sanitário e pressiona cadeias de proteína animal

Com temperaturas acima da média e maior variabilidade climática, setor reforça biossegurança para proteger produção e preservar exportações recordes de carne bovina.

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Foto: Roberto Dziura Jr

A temporada de verão mantém e tende a intensificar o padrão de calor extremo observado no último ano no Brasil. Em 2025, as temperaturas ficaram acima da média em grande parte do território nacional, e os primeiros meses da estação já registram episódios de calor intenso combinados com maior instabilidade climática. O ambiente favorece a proliferação de vírus, bactérias e vetores, elevando o risco sanitário nas propriedades rurais.

Foto: Divulgação/Cidasc

O cenário impõe um desafio direto ao agronegócio, especialmente às cadeias de proteína animal, cuja competitividade externa depende do controle rigoroso de sanidade. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), indicam que, em 2025, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram recorde de 3,5 milhões de toneladas embarcadas.

O aumento das temperaturas intensifica o estresse térmico nos animais, amplia a carga microbiana nos ambientes de produção e eleva o risco de contaminação durante transporte e manejo. Para o engenheiro eletricista Vinicius Dias, com especialização em Qualidade da Energia Elétrica, a resposta precisa ser estrutural. “Eventos climáticos extremos favorecem o avanço de patógenos. As altas temperaturas aceleram a multiplicação microbiana e pressionam todo o sistema produtivo. Depender apenas de higienização manual já não basta. A tecnologia se tornou prioridade para garantir padronização, rastreabilidade e resposta ágil a ameaças sanitárias”, ressalta Dias.

Engenheiro eletricista Vinicius Dias, com especialização em Qualidade da Energia Elétrica: “O Brasil só manterá sua posição no comércio global se conseguir comprovar, com dados, que adota práticas preventivas e consistentes. O controle sanitário deixou de ser um custo operacional e se tornou uma garantia de continuidade do negócio” – Foto: Arquivo pessoal

Soluções automatizadas de biossegurança permitem hoje monitorar etapas críticas, como limpeza de veículos, desinfecção de equipamentos, circulação de pessoas, controle de temperatura e fluxo de animais. A digitalização desses processos gera registros auditáveis, que facilitam a comprovação de conformidade perante mercados exigentes, como União Europeia, China e países do Oriente Médio. “O Brasil só manterá sua posição no comércio global se conseguir comprovar, com dados, que adota práticas preventivas e consistentes. O controle sanitário deixou de ser um custo operacional e se tornou uma garantia de continuidade do negócio. Com verões mais quentes e instabilidade climática crescente, a prevenção precisa ser contínua, integrada e cada vez mais tecnológica”, destaca Dias.

A combinação entre aquecimento global, maior frequência de eventos climáticos extremos e exigências sanitárias mais rigorosas desloca a proteção sanitária para o centro da estratégia de competitividade do setor. Para a pecuária brasileira, o desafio vai além da estação: trata-se de estruturar sistemas resilientes capazes de assegurar produtividade e acesso a mercados ao longo de todo o ano.

Fonte: O Presente Rural com Grupo Setta
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Câmara Setorial do Trigo de São Paulo abre agenda de 2026 com debate sobre safra e mercado no estado

Reunião em 05 de março, na Cooperativa Capão Bonito, discutirá próximo ciclo produtivo e expectativas de produção.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O setor do trigo de São Paulo se reúne no dia 05 de março para a primeira reunião da Câmara Setorial do Trigo do estado, que será realizada no auditório da Cooperativa Capão Bonito, a partir das 10 horas. O encontro, que terá transmissão on-line, pelo canal do Sindustrigo no YouTube, promove debates estratégicos voltados ao cenário produtivo e de mercado da cultura no estado, além da eleição do presidente que assume o grupo por dois anos.

Os interessados em acompanhar a transmissão online podem se inscrever clicando aqui.

Entre os temas em pauta estão a avaliação dos materiais disponíveis e as novidades para a próxima safra, com apresentações da OR Sementes, GDM Seeds e do Instituto Agronômico de Campinas (IAC). Também serão discutidos o andamento do plantio, as expectativas de produção e produtividade, a partir de reporte das principais cooperativas do estado, e a conjuntura do trigo nos mercados nacional e internacional, que será apresentada pelo consultor em Gerenciamento de Riscos da StoneX, Jonathan Pinheiro.

Segundo o presidente da Câmara, Nelson Montagna, a reunião marca o início de um ciclo estratégico para o setor que, diante do atual patamar de preços, tem como expectativa a manutenção da área cultivada em São Paulo, com eventuais ajustes pontuais relacionados à rotação de culturas.

O dirigente explica que a última safra apresentou boa qualidade e que a perspectiva é de repetição desse desempenho no próximo ciclo. Montagna também reforça a importância de manter o estímulo ao aumento da produção paulista, especialmente considerando a expectativa de crescimento da moagem no estado, impulsionada pela reforma tributária.

“São Paulo deve ampliar de forma significativa sua capacidade de processamento, o que abre espaço para maior absorção do trigo produzido localmente. Ainda que a reforma possa favorecer a competitividade de grãos oriundos de outras regiões, o estado segue com condições favoráveis para fortalecer sua própria cadeia produtiva”, afirma.

Fonte: Assessoria Sindustrigo
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Soluções de rastreabilidade, energia e segurança alimentar na Mercoagro 2026

Espaço dedicado à inovação concentrará 20 startups com tecnologias para eficiência energética, controle microbiológico, automação industrial, logística inteligente e proteção de dados, conectando soluções aplicáveis às demandas das plantas frigoríficas e da cadeia de proteína animal.

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Foto: Divulgação/Mercoagro

O Salão da Inovação da Mercoagro 2026 – Feira Internacional de negócios, processamento e industrialização da Carne, reunirá 20 startups e empresas de base tecnológica com soluções aplicáveis à cadeia produtiva da indústria da carne, de 17 a 20 de março, no Parque de Exposições Tancredo Neves, em Chapecó. O espaço integra a programação da feira e foi definido por edital, com foco em aproximar tecnologias do mercado e ampliar oportunidades de visibilidade, networking e negócios.

A iniciativa é organizada em parceria entre ACIC, Mercoagro, Pollen Parque Científico e Tecnológico, Unochapecó e Sebrae/SC. A proposta é apresentar, em um mesmo ambiente, soluções capazes de responder a demandas atuais das plantas frigoríficas e de toda a cadeia de proteína animal, como eficiência energética, conformidade socioambiental, automação, controle microbiológico, logística e cibersegurança.

CONHECA AS STARTUPS E AS SOLUÇÕES

Bases – plataforma digital para organizar e validar documentação socioambiental de produtores rurais, reunindo dados de rastreabilidade, regularidade fundiária e conformidade ambiental, social e fiscal em um fluxo padronizado e auditável.

Bit Energy – solução integrada de hardware IoT e software para monitoramento contínuo de sistemas de refrigeração industrial, com foco em eficiência energética, manutenção preditiva e segurança da cadeia do frio.

Cenion – fabricação de baterias de íons de lítio e sistemas de carregamento para equipamentos industriais de movimentação de cargas, com maior autonomia, carregamento otimizado e redução de manutenção.

Colbratec / SMG Tec – sistema inteligente com sensores e automação para identificar vazamentos de GLP e realizar bloqueio automático, elevando segurança operacional e reduzindo desperdícios.

Dashzoom – IoT industrial para monitorar desempenho produtivo, com indicadores como OEE, consumo de utilidades e eficiência operacional, transformando dados de máquinas em dashboards para decisão.

Dimo – visão computacional com inteligência artificial para identificação automática de frangos vivos na linha pós-abate e pré-escaldagem, operando em tempo real e offline.

Duo Phage Dx – diagnóstico microbiológico com bacteriófagos recombinantes para detecção mais rápida de patógenos como Salmonella, Listeria e E. coli, reduzindo o tempo de resposta laboratorial.

Eenex Food Ingredients – processos industriais para geração de proteínas funcionais, colágenos e gorduras purificadas a partir de matérias-primas da cadeia frigorífica, agregando valor a subprodutos.

Energia Boa – automação e monitoramento inteligente de biodigestores para produção eficiente de biogás, com controle em tempo real, otimização energética e maior segurança operacional.

Grafos Tech – plataforma de gestão logística com algoritmos para planejar, otimizar e monitorar transporte em tempo real, aumentando previsibilidade e reduzindo tarefas manuais.

Guia Lean – plataforma digital para gestão da qualidade, auditorias e melhoria contínua baseada em Lean Manufacturing, digitalizando checklists, planos de ação e controles de processo.

Hub89 Inovação – software de gestão de inovação corporativa para estruturar programas internos e inovação aberta, organizando projetos, desafios, indicadores e portfólio.

Mentor Tecnologia – plataforma de gestão estratégica que integra indicadores, metas e execução operacional, conectando planejamento às rotinas e decisões do dia a dia.

Myozone – equipamentos industriais de ozonização para desinfecção de água, ambientes e superfícies, com redução de carga microbiana e aplicação em rotinas sanitárias.

PecSmart – IoT e inteligência artificial para monitoramento em tempo real de ração, peso animal e sanidade respiratória, gerando dados para melhorar desempenho zootécnico.

Redrive – CRM e automação comercial com inteligência artificial para geração, qualificação e gestão de leads em múltiplos canais digitais.

Registro Digital – monitoramento de reputação, vulnerabilidades digitais e vazamentos de dados com uso de inteligência artificial, reforçando segurança cibernética e proteção de ativos.

Triefe Sensores Industriais – sensores ópticos de nível para controle de líquidos em ambientes industriais alimentícios, com precisão, robustez e confiabilidade sanitária.

XGraphene – aplicações industriais de grafeno em revestimentos, componentes e embalagens para maior resistência, eficiência térmica e durabilidade, reduzindo manutenção e ampliando shelf-life.

Yak Tractors – tratores 100% elétricos com foco em eficiência energética e operação sustentável, contribuindo para descarbonização e modernização da base produtiva.

A Mercoagro é uma realização da Associação Comercial, Agronegócio e Serviços de Chapecó (ACIC) e conta com parceria da Prefeitura de Chapecó e patrocínio da Aurora Coop, BRDE, Unimed Chapecó e Sicoob, além do apoio institucional do Nucleovet, Chapecó Convention & Visitors Bureau, Fiesc / Senai, Sebrae/SC, SESI, Unochapecó e Pollen Parque.

Fonte: Assessoria Mercoagro
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