Conectado com

Notícias Posse

Tereza Cristina dá posse a secretários com ministério fortalecido

Ministra disse que um só ministério olhará para todos os produtores e que o país tem modelo ambiental a ser seguido

Publicado em

em

Antonio Araujo/Mapa

A ministra Tereza Cristina deu posse nesta quarta-feira (02) aos secretários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), destacando o retorno da agricultura familiar e da pesca para a pasta. Durante seu pronunciamento, enfatizou que “um só ministério olhará com igual destaque para todos os produtores”.

“A agricultura familiar terá integral apoio de nossas áreas de inovação, pesquisa, assistência técnica e extensão”, afirmou, destacando “a urgente necessidade de realizarmos titulações de terras, pois o cenário atual implica absoluta insegurança jurídica e impede acesso aos recursos de crédito, inviabilizando a produção e determinando subordinação aos programas sociais”.

Sobre a pesca e aquicultura, a ministra lembrou que o país tem cerca de 8.000 km de costa marítima e cerca de 12% de toda água doce do planeta e que “teremos obrigação de aplicar todo este potencial em favor da produção de alimentos gerando emprego e renda”.

Observou que “o setor agropecuário apoiou em peso a candidatura do presidente Bolsonaro” e que “é natural, portanto, haver grande expectativa de importantes avanços nesta área”.

Destacou a importância dos servidores do Mapa e “desafios da transformação digital e de outras novas tecnologias” que devem estar presentes nas atividades internas da casa. A relação que já mantinha com o ministério, segundo a ministra, lhe permitiu testemunhar “muito comprometimento e amor dos competentes quadros desta casa”.

Preservação

Em relação ao meio ambiente, lamentou que “acusações absolutamente infundadas partem de todos os lados, inclusive de organizações internacionais estabelecidas amistosamente em nosso país”. E que “a discussão honesta deveria partir de uma premissa básica: o Brasil é um país com legislação ambiental extremamente avançada e que mais soube preservar suas florestas nativas e matas ciliares. Nosso país é um modelo a ser seguido; jamais um transgressor a ser recriminado”.

Argumentou serem “relevantes as questões relacionadas ao clima, à sustentabilidade e à biodiversidade”. Ressaltou que são 466 milhões de hectares registrados no Cadastro Ambiental Rural (CAR) “ uma base espetacular que permite o monitoramento e o eventual combate ao desmatamento em 5,4 milhões de propriedades rurais”.

Sobre a disputa no mercado internacional, afirmou que “o agronegócio brasileiro estará a postos para negociar com o mundo nas áreas da propriedade intelectual, das indicações geográficas, dos recursos genéticos, da rotulagem, do bem-estar animal, da produção orgânica e das questões trabalhistas e sociais”.

E que o país, “na condição de segundo maior exportador de alimentos do mundo, tem as maiores perspectivas de expansão”. Falou ainda em superar barreiras internacionais “por vezes impostas através de critérios tarifários ou sanitários duvidosos”;.

Novos secretários

Tereza Cristina deu posse nas secretarias de Política Agrícola ao servidor do Mapa, Eduardo Sampaio Marques; de Defesa Agropecuária, José Guilherme Tollstadius Leal, de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Júnior; de Agricultura Familiar e Cooperativismo, Fernando Henrique Kohlmann Schwanke; de Relações Internacionais do Agronegócio, o embaixador Orlando Leite Ribeiro e: Secretaria Especial de Assuntos Fundiários, Nabhan Garcia.

O secretário executivo, Marcos Montes, deputado federal, assinou o termo de posse mas vai assumir o cargo efetivamente quando encerrar seu mandato na Câmara Federal, em 1º de fevereiro. A nova Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação ainda não tem titular nomeado.

Fonte: Mapa
Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

vinte − 14 =

Notícias Mercado

Boi gordo mantém perspectiva de elevação nos preços

Mercado físico de boi gordo registrou altas pontuais nos preços ao longo da semana

Publicado em

em

Arquivo/OP Rural

O mercado físico de boi gordo registrou altas pontuais nos preços ao longo da semana. “O ambiente de negócios segue sugerindo pela continuidade deste movimento na próxima semana, mesmo que isso aconteça de maneira comedida”, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Segundo ele, a oferta de animais terminados permanece restrita, sem indícios de alterações desse quadro durante a primeira quinzena de agosto. “A reposição entre atacado e varejo tem ocorrido em boa velocidade ao longo da cadeia produtiva no decorrer da primeira semana de agosto. Enquanto isso, a demanda doméstica de carne bovina vai reagindo, com a celebração do Dia dos Pais como um motivador adicional do consumo”, assinalou.

No mercado atacadista, os preços da carne bovina permaneceram firmes. Conforme Iglesias, o panorama ainda aponta para reajustes no decorrer da primeira quinzena de agosto, com a reposição entre atacado e varejo fluindo de maneira satisfatória, e o Dia dos Pais ocupando um papel relevante para a evolução dos preços em São Paulo nesta semana.  

Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade à prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 06 de agosto:

  • São Paulo (Capital) – R$ 226,00 a arroba, contra R$ 225,00 a arroba em 30 de julho (+0,44%).
  • Goiás (Goiânia) – R$ 220,00 a arroba, ante R$ 218,00 a arroba (+0,92%).
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 223,00 a arroba, ante R$ 220,00 a arroba, subindo 1,36%.
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 220,00 a arroba, ante R$ 217,00 a arroba (+1,4%).
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 207,00 a arroba, contra R$ 205,00 a arroba (+0,98%).

Exportação

As exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada do Brasil renderam US$ 690,742 milhões em julho (23 dias úteis), com média diária de US$ 30,032 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 169,247 mil toneladas, com média diária de 7,358 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.081,30.

Na comparação com julho de 2019, houve ganho de 30,19% no valor médio diário, alta de 27,07% na quantidade média diária e avanço de 2,45% no preço médio. Os dados da Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Agência SAFRAS
Continue Lendo

Notícias Mercado

Embarques de soja do Brasil devem crescer em 2020 e 2021, aponta SAFRAS

Forte demanda chinesa deverá resultar em aumento nas exportações brasileiras de soja, tanto em 2020 como em 2021

Publicado em

em

Divulgação/MAPA

A forte demanda chinesa deverá resultar em aumento nas exportações brasileiras de soja, tanto em 2020 como em 2021. As exportações de soja do Brasil deverão totalizar 83 milhões de toneladas em 2021, subindo 2% sobre o volume de 2020, projetado em 81 milhões de toneladas. A previsão faz parte do quadro de oferta e demanda brasileiro, divulgado por SAFRAS & Mercado.

“Com o Brasil devendo colher nova safra recorde em 2021, as exportações devem continuar crescendo, diante de uma demanda chinesa firme’, avalia o analista de SAFRAS, Luiz Fernando Roque. Segundo ele, a demanda por biodiesel e por exportação de carnes deverão levar a um maior esmagamento. “Com isso, os estoques tendem a continuar apertados”, completa.

SAFRAS indica esmagamento de 45 milhões de toneladas em 2021 e de 44 milhões de toneladas em 2020, representando um aumento de 2% entre uma temporada e outra.

Em relação à temporada 2021, a oferta total de soja deverá subir 3%, passando para 134,026 milhões de toneladas. A demanda total está projetada por SAFRAS em 131,6 milhões de toneladas, crescendo 2% sobre o ano anterior. Desta forma, os estoques finais deverão subir 11%, passando de 2,185 milhões para 2,426 milhões de toneladas.

Subprodutos

SAFRAS trabalha com uma produção de farelo de soja de 34,6 milhões de toneladas, com aumento de 2%. As exportações deverão cair 1% para 16,7 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno está projetado em 17,2 milhões, aumento de 4%. Os estoques deverão subir 38% para 2,529 milhões de toneladas.

A produção de óleo de soja deverá subir 2% para 9,1 milhões de toneladas. O Brasil deverá exportar 760 mil toneladas, com queda de 20% sobre o ano anterior. O consumo interno deve subir de 8,23 milhões para 8,4 milhões de toneladas. O uso para biodiesel deve subir 6% para 4,55 milhões de toneladas. A previsão é de recuo de 6% nos estoques para 167 mil toneladas.

Comercialização

A comercialização da safra 2019/20 de soja do Brasil envolve 95,7% da produção projetada, conforme relatório de SAFRAS & Mercado, com dados recolhidos até 7 de agosto. No relatório anterior, com dados de 3 de julho, o número era de 92,9%.

Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 78% e a média para o período é de 81%. Levando-se em conta uma safra estimada em 124,913 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 119,578 milhões de toneladas.

A venda antecipada para 2020/21 pulou de 39,8% no início de julho para 43,3%. A comercialização da safra futura está bem acelerada na comparação com o ano anterior, quando o índice era de 15,7%, e também supera a média normal para o período, de 16%.

Com a próxima safra projetada em 131,691 milhões de toneladas, o total já comprometido por parte dos produtores chega a 57,049 milhões de toneladas, antes mesmo do início do plantio.

“A comercialização está naturalmente evoluindo de forma mais lenta frente aos meses anteriores, devido ao pouco volume disponível para o restante dessa temporada e grande volume já antecipado da nova safra”, explica o analista de SAFRAS, Luiz Fernando Roq      ue.

Segundo ele, os produtores começam a focar nos preparativos o plantio da temporada 2020/21, que inicia em setembro.

Fonte: Agência SAFRAS
Continue Lendo

Notícias Mercado

Agentes projetam safras recorde com trigo no Paraná e no RS

Clima é o principal ponto de atenção do mercado brasileiro de trigo

Publicado em

em

Divulgação/AENPr

O clima é o principal ponto de atenção do mercado brasileiro de trigo. Conforme o analista e consultor de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, as condições meteorológicas no Brasil e na Argentina são essenciais para a formação de preços do grão no cenário interno.

A safra brasileira 2020 está em fase de desenvolvimento, com a colheita prevista para iniciar no final de agosto no Paraná e em outubro no Rio Grande do Sul. Assim, a expectativa é de que a entrada da oferta no mercado comece a pressionar uma queda nos preços de referência a partir de setembro. Os produtores argentinos enfrentam o clima seco preocupante, mas a expectativa segue de uma safra cheia no país.

Paraná

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, as lavouras tiveram uma leve piora no quadro de desenvolvimento ao longo da semana. Nesse momento, 88% das lavouras de trigo do estado estão em boas condições, 10% em situação média e 2% em condições ruins. As lavouras se dividem entre as fases de crescimento vegetativo (36%), floração (34%), frutificação (26%) e maturação (4%).

O plantio da safra 2020 de trigo do estado foi estimado em 1,133 milhão de hectares, contra 1,028 milhão de hectares em 2019, alta de 10%.

A produção deve ficar em de 3,686 milhões de toneladas, 72% acima das 2,141 milhões de toneladas colhidas na temporada 2019. A produtividade média é estimada em 3.252 quilos por hectare, acima dos 2.205 quilos por hectare registrados na temporada 2019.

O gerente de suprimentos do Moinho Globo, Rui Souza, acredita que a safra de trigo do Paraná pode ser recorde em 2020. Segundo ele, as lavouras semeadas com a cultura neste ano são as melhores nos últimos dez anos. Ele crê que o estado pode superar o maior volume produzido na história, em 2014 – 3,79 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab).

Rio Grande do Sul

As lavouras de trigo do Rio Grande do Sul entraram em fase de floração. Segundo boletim semanal da Emater/RS, 2% estão nesta fase mais avançada, enquanto 98% ainda estão em desenvolvimento vegetativo ou germinação. O desenvolvimento está de acordo com a média dos últimos cinco anos, mas, em igual momento do ano passado, 3% das lavouras já estavam em floração.

A semana iniciou com a ocorrência de chuvas de média a baixa intensidade e temperaturas mais baixas; na segunda metade, a elevação das temperaturas e o predomínio de sol no estado favoreceram o desenvolvimento do trigo. As geadas ocorridas em algumas localidades não afetaram significativamente os cultivos.

“Não se surpreendam se o Rio Grande do Sul entregar ao mercado mais de 3 milhões de toneladas em 2020”, disse o presidente da Câmara Setorial de Culturas de Inverno do RS, Hamilton Jardim. O dirigente acredita, também, numa área surpreendente superior a 930 mil hectares. Jardim falou em evento online realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Trigo (Abitrigo) para debater a safra 2020.

Fonte: Agência SAFRAS
Continue Lendo
PORK EXPO

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.