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Avicultura

Tensão no mar vermelho preocupa setor avícola nacional

Juntos, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos receberam 145,9 mil toneladas de carne de frango neste ano, correspondendo por 18,2% do volume embarcado pelo Brasil a todos os destinos no primeiro bimestre

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os embarques brasileiros de carne de frango cresceram no 1º bimestre deste ano para a maioria dos países do Oriente Médio. Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) ressaltam que, no entanto, os envios da proteína nacional a territórios próximos do Mar Vermelho apresentam queda neste ano.

As exportações aos principais destinos da carne de frango brasileira no Oriente Médio, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, caíram leve 1,3% comparando-se o volume de janeiro a fevereiro de 2024 com o do último bimestre de 2023 (novembro e dezembro), mas avançaram expressivos 18% em relação ao primeiro bimestre do ano passado, segundo dados da Secex.

Juntos, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos receberam 145,9 mil toneladas de carne de frango neste ano, correspondendo por 18,2% do volume embarcado pelo Brasil a todos os destinos no primeiro bimestre.

Por outro lado, as exportações brasileiras ao Iêmen e Egito diminuíram significativamente nos primeiros meses deste ano, o que pode estar ligado à tensão no Mar Vermelho.

Nos dois primeiros meses de 2024, dados da Secex mostram que os envios de carne de frango brasileira ao Egito e ao Iêmen somaram 13,1 mil toneladas e 4,5 mil toneladas, respectivamente. No caso do Egito, esse volume está 28,7% inferior ao escoado no último bimestre de 2023 e expressivos 57,7% abaixo da quantidade registrada de janeiro a fevereiro do ano passado.

Ao Iêmen, as exportações brasileiras da proteína de 2024 estão 27,6% inferiores às do último bimestre de 2023 e significativos 21,4% abaixo das de janeiro e fevereiro do ano passado. O Iêmen, inclusive, foi o 12º maior destino da carne brasileira ao longo de 2023.

Atentos a esse cenário, alguns agentes do setor avícola nacional consultados pelo Cepea se mostram preocupados, tendo vista que o Brasil é o maior fornecedor global de carne de frango Halal para países do Oriente Médio.

Fonte: Assessoria Cepea

Avicultura 25 anos de trajetória

Lar se transforma na terceira maior produtora de frango do Brasil

Cooperativa diversifica seu portfólio de produtos com processos que agregam valor, oferecendo uma gama maior de produtos e aumentando a competitividade no mercado interno e externo.

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Fotos: Divulgação/Comunicação Lar

A Lar Cooperativa Agroindustrial, uma das maiores e mais influentes cooperativas agropecuárias do Brasil, celebra seus 25 anos de trajetória no setor avícola com uma história marcada por desafios superados, inovações tecnológicas e uma sólida estratégia de crescimento.

Fundada com o objetivo de transformar a produção avícola brasileira, em pouco mais de duas décadas a Lar se consolidou como a terceira maior produtora de frangos do Brasil e quarta maior da América Latina.

Em entrevista exclusiva ao Jornal O Presente Rural, o presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues, compartilha o caminho trilhado na avicultura comercial e as práticas que impulsionaram o crescimento sólido na atividade. “Enfrentamos muitos desafios no começo, desde a falta de infraestrutura até a necessidade de estabelecer processos eficientes. No entanto, cada obstáculo foi superado com muito trabalho, determinação e um bom planejamento” afirma, orgulhoso.

A história da avicultura na Lar começou modestamente em 1999, com o abate de 40 mil aves por dia em um único turno. Este marco inicial estabeleceu a base para uma série de expansões e inovações que viriam nos anos seguintes. Já em 2000, a capacidade de abate foi ampliada para 100 mil aves diárias, com a adição de um segundo turno de trabalho. Esse aumento representou um passo significativo para a cooperativa, consolidando seu compromisso com o crescimento e a eficiência operacional.

Em 2004, todas as operações foram centralizadas na Unidade Industrial de Carnes, consolidando a infraestrutura e otimizando os processos produtivos. O ano de 2012 marcou a inauguração de uma nova linha de abate, elevando a capacidade total para 200 mil aves por dia, demonstrando a constante busca por modernização e aumento da produtividade.

A diversificação dos produtos foi um dos pilares para o sucesso contínuo da Lar. Em 2014, a cooperativa inaugurou a Unidade Industrial de Linguiça, ampliando seu portfólio e atendendo a uma demanda crescente por produtos processados de alta qualidade.

O ano de 2015 foi marcado pela introdução do abate aos sábados na unidade frigorífica de Matelândia, PR. Em 2017, a Lar deu um passo ousado ao arrendar a massa falida da Chapecó em Cascavel, PR, uma movimentação estratégica que culminou na aquisição total em 2019. “Esta aquisição não só aumentou nossa capacidade produtiva, como também expandiu a presença da cooperativa no mercado” enalteceu Rodrigues.

No ano seguinte, a cooperativa começou os abates aos domingos em Matelândia, PR, e adquiriu a Frango Granjeiro. Em janeiro de 2021, a intercooperação com a Copagril marcou uma nova era de parcerias estratégicas, fortalecendo a posição da Lar no mercado. O início dos abates aos domingos nas unidades de Cascavel e, posteriormente, em Rolândia, Paraná, e Marechal Cândido Rondon, Paraná, refletiu a busca contínua por maximizar a produção e atender a demanda crescente.

O compromisso com a inovação tecnológica e a sustentabilidade ficou ainda mais evidente em 2022, com o início do reuso de água na unidade frigorífica de Rolândia.

Em 2023, a capacidade de abate foi ampliada para 195 mil aves diárias nas plantas frigoríficas de Marechal Cândido Rondon e Rolândia. Em agosto do mesmo ano, a Lar aumentou sua capacidade de abate para 500 mil aves por dia e passou a fazer o reuso de água na Unidade Industrial de Aves (UIA). Para 2024, a cooperativa projeta alcançar 1,1 milhão de aves abatidas/dia nas quatro unidades industriais. “No Paraná, a Lar representa 14,40% do abate de aves e 13,37% das exportações avícolas” ressalta o presidente da Lar, com orgulho.

Projeção da Lar

Presidente da Lar Cooperativa Agroindustrial, Irineo da Costa Rodrigues: “A Lar sempre focou em estar próxima aos clientes, entendendo suas necessidades e expectativas e disponibilizando equipes profissionalmente preparadas para bom atendimento”

Ao longo das últimas duas décadas, Rodrigues salienta que a cooperativa alcançou importantes marcos no setor avícola, que a posicionaram entre as maiores empresas agropecuárias da América Latina, entre eles a construção da Unidade Produtora de Pintainhos, eliminando a dependência do mercado para aquisição de pintos de um dia; a separação e ampliação da Unidade Produtora de Recria; a construção e modernização dos incubatórios, com adoção de tecnologias de ponta; o desenvolvimento de parcerias de intercooperação com a Copagril e, mais recentemente, com a Primato; a implantação do segundo turno de produção na Unidade Industrial de Aves (UIA); a introdução de uma segunda linha de abate na UIA; o início das operações aos sábados e domingos, aumentando a capacidade produtiva; a aquisição de três novas unidades industriais de aves; a otimização das plantas de abate, permitindo o processamento de até 1,1 milhão de aves por dia; e o desenvolvimento e expansão da linha de produtos industrializados, incluindo a instalação de uma fábrica de linguiças. “Esses marcos foram fundamentais para o crescimento e a consolidação da indústria avícola da Lar Cooperativa, com foco na inovação e na melhoria contínua dos processos produtivos” pontua Rodrigues.

Estratégias inovadoras para superar desafios

A Lar Cooperativa, em seu início de operações, enfrentou uma série de desafios que foram superados por meio de estratégias inovadoras e eficazes, consolidando-se como um exemplo de resiliência no setor do agronegócio.

Entre elas, a cooperativa encontrou uma dupla solução para a escassez de mão de obra e a falta de qualificação dos trabalhadores ao investir na automação de processos e na capacitação de seus colaboradores, oferecendo treinamentos, cursos técnicos e até cursos superiores. “Essas iniciativas em conjunto aumentaram a eficiência operacional e melhoraram de forma expressiva a qualificação da força de trabalho empregada na Lar” exalta.

Para manter as operações durante os finais de semana, a Lar implementou um sistema de bonificação para os funcionários que trabalham nesses dias e criou um rodízio de folgas durante a semana. “Firmamos acordos coletivos junto aos sindicatos e alinhamos com o Ministério da Agricultura e Pecuária um modelo de operação que teve a necessidade de aumentar o efetivo de fiscais federais” menciona o presidente da Lar.

Para superar a escassez hídrica, a Lar implementou um sistema pioneiro de reutilização de água, que se tornou referência nacional. Além disso, otimizou processos industriais para reduzir o consumo de água, demonstrando seu compromisso com a sustentabilidade e a inovação.

E para assegurar um fornecimento de energia elétrica estável e eficiente, a cooperativa construiu subestações com alimentadores exclusivos, que recebem energia diretamente da rede de alta tensão de 138kV. Além disso, implantou novas redes de alimentação, investiu em energia solar e otimizou processos para torná-los mais eficientes em termos de consumo de energia.

Maior qualidade e eficiência

As principais estratégias definidas pela Lar para melhorar a produção avícola no campo, segundo Rodrigues, incluem um grande investimento na produção de pintainhos de alta qualidade, essencial para obter frangos de corte de padrão superior e atender ao mercado de maneira diferenciada. “A Lar utiliza instalações avançadas para a recria de aves, produção de ovos férteis e incubatórios, que maximizam o potencial genético das aves e da taxa de nascimento dos pintainhos” enfatiza o presidente da Lar, acrescentando: “Há um esforço contínuo da equipe técnica para melhorar as estruturas dos associados integrados, o que permite que eles possam acompanhar o desenvolvimento genético, nutricional e de manejo na atividade. Além disso, a capacitação constante e disciplinada de toda a equipe técnica, operacional e de gestão é promovida para garantir a excelência na produção”.

A Lar também tem se destacado na indústria avícola através de inovações em seus processos e tecnologias de produção. Entre as principais iniciativas, Rodrigues destaca a automação de processos produtivos, com investimentos em linhas automáticas de desossa, evisceração, classificação, pesagem, embalagem, transporte e estocagem, o que aumenta a eficiência e precisão, reduzindo desperdícios e melhorando a qualidade dos produtos. “A cooperativa também otimiza os processos de aquecimento e refrigeração em suas plantas para garantir maior eficiência energética” revela o executivo.

Além disso, a Lar diversifica seu portfólio de produtos com processos que agregam valor, oferecendo uma gama maior de produtos e aumentando a competitividade no mercado interno e externo. Outro destaque é a agregação de valor à produção com linhas de produtos empanados, cozidos, linguiças de frango, congelamento IQF e produção de cortes temperados.

Mercado externo

A cooperativa estruturou sua estratégia de avicultura com foco claro no mercado internacional desde o início do abate, conquistando rapidamente habilitações para atender países com os mais altos padrões de exigência. Ao longo dos anos, a estratégia comercial da Lar evoluiu para construir a confiança da marca em diversos mercados globais, permitindo o destino de sua produção para mais de 90 países e operando através de mais de 100 portos diferentes anualmente, destinando cerca de 40% da sua produção para exportação. “A estratégia internacional da Lar está centrada em oferecer produtos de alta qualidade, atualmente com mais de 90 itens, focando no desenvolvimento de relações de longo prazo com clientes em mercados de valor agregado e focados na importação” afirma Rodrigues.

Segundo o executivo, esse compromisso com a qualidade e a regularidade permitiu a Lar consolidar sua presença internacional, com 25 anos no Oriente Médio, 24 anos no Japão, 23 anos na Europa e 20 anos na China, atuando regularmente com parceiros estratégicos e sendo aceito em todos os canais de venda, incluindo indústrias de processamento, redes de fast food, supermercados e centros de distribuição. “Para atingir esse marco e sucesso, a Lar sempre focou em estar próxima aos clientes, entendendo suas necessidades e expectativas e disponibilizando equipes profissionalmente preparadas para bom atendimento, seja em conhecimento técnico ou em domínio de idiomas como inglês e espanhol, especialmente para atuação na área comercial do mercado internacional” expõe Rodrigues.

Além do mercado externo, a Lar também investiu no desenvolvimento sustentável de canais de venda no mercado brasileiro, um dos maiores consumidores de frango per capita do mundo. Atualmente, com mais de 200 itens disponíveis no mercado nacional, a marca Lar está presente em todos os estados brasileiros.

Os principais mercados de exportação da Lar incluem também China, Europa, Japão, países do Oriente Médio, México, Coreia do Sul e África do Sul. Além disso, a Lar está explorando mercados emergentes como República Dominicana, Angola, Rússia, Singapura e Filipinas.

Assistência técnica e desenvolvimento dos associados

Um dos pilares do sucesso da Lar é a assistência técnica oferecida aos seus associados. Para garantir a qualidade e a eficiência na produção, a cooperativa conta com um time técnico que acompanha os produtores integrados com visitas constantes, para que juntos possam otimizar os indicadores zootécnicos e garantir o status sanitário adequado. “Treinamentos e capacitações são realizados continuamente tanto para a equipe técnica quanto para os produtores integrados, melhorando seus resultados e rentabilidade. A realização do Fórum +Pecuária, com forte participação dos integrados, permite a atualização sobre temas técnicos, manejo, tendências de produção e cenário do mercado mundial” detalha Rodrigues.

O executivo também destaca que são realizadas reuniões da CooperAves, CooperOvos e CooperOvosférteis, que têm como objetivo aproximar, atualizar e engajar os associados com os cuidados necessários que contribuem para o bom desempenho da atividade e da propriedade. “Levamos informações importantes sobre o andamento da atividade avícola e uma apresentação técnica com um tema pertinente ao momento. Também promovemos pequenas reuniões em grupos menores para discussões sobre pontos críticos de manejo, proporcionando interação entre integrados e técnicos responsáveis, facilitando assim a troca de experiências bem-sucedidas” frisa.

Biosseguridade e sustentabilidade

A Lar Cooperativa implementa práticas rigorosas de biosseguridade e sustentabilidade para garantir a saúde e o bem-estar das aves em todos os elos da cadeia. Seguindo categoricamente todas as legislações pertinentes à atividade, a biosseguridade é uma prioridade, sem tolerância para práticas que possam comprometer a sanidade do plantel. Entre as medidas adotadas estão a inspeção de caminhões e demais veículos, uso de roupas adequadas, higienização das mãos e calçados, cumprimento de checklists de verificação de itens de biosseguridade, regulamentação de contato com outras aves e acesso restrito às granjas, além de banhos na entrada e saída dos núcleos de recria e produção de ovos férteis e incubatórios.

Indicadores como mortalidade e condenações são monitorados para avaliar se a saúde e o bem-estar das aves estão sendo atingidas. “A manutenção dos índices de mortalidade e baixas condenações evidenciam o compromisso da Lar com a saúde e o bem-estar animal” evidencia Rodrigues, ampliando: “Também são práticas constantes e corriqueiras na Lar treinamentos com equipes de apanhe de aves, visitas anuais dessas equipes às unidades industriais de abate e acompanhamento dos indicadores de condenações com os responsáveis ​​pelo carregamento das aves”.

Além disso, a cooperativa trabalha para garantir o uso consciente de antibióticos, evitando que as aves sofram por falta de tratamento, sempre com um tempo técnico preparado para atender a todas as legislações aplicadas pelos mercados internos e externos.

Práticas sustentáveis em suas operações

A Lar Cooperativa integra práticas sustentáveis ​​em toda a sua cadeia de valor, desde a produção no campo até a distribuição global de seus produtos. No âmbito ambiental, a cooperativa segue rigorosamente os requisitos legais e consolida o Programa Prioridade Ambiental, uma estratégia para identificar oportunidades e adotar práticas que promovam a consciência e a responsabilidade ambiental. Este programa define indicadores com metas anuais nas áreas de uso sustentável da água e gestão dos efluentes, qualidade do ar, destinação de resíduos sólidos, eficiência energética e educação ambiental.

No campo, a Lar recomenda boas práticas agrícolas e de agricultura regenerativa e de precisão, como o uso eficiente de recursos hídricos, rotações de culturas, uso consciente de defensivos agrícolas e bioinsumos, manejo integrado de pragas, assistência técnica especializada, utilização de drones, maquinários agrícolas mais eficientes e de cultivares tolerantes e resistentes às mudanças climáticas, dentre outras tecnologias disponíveis. “Incentivamos a aplicação de tecnologias na agricultura e na produção animal para aumentar a eficiência dos processos e a produtividade dos associados. Utilizamos tecnologias como controle de temperatura de aviários em tempo real, automatização de alimentadores e no fornecimento de água, utilização de exaustores com maior eficiência, aprimoramento do processo de compostagem com uso de roto acelerador e desidratador” detalha Rodrigues, complementando: “E na alimentação das aves, utilizamos enzimas nutricionais de forma consciente para promover a sustentabilidade através da melhor gestão dos custos de produção e dos índices zootécnicos”.

Em toda a cadeia de produção das aves, Rodrigues atesta que são adotados procedimentos de bem-estar animal, garantindo condições de vida adequadas, espaço suficiente para comportamentos naturais e cuidados veterinários adequados. “Investimos na capacitação contínua dos funcionários com treinamentos, workshops e cursos especializados para manter as atualizações com as melhores práticas do mercado e as novas tecnologias. Realizamos eventos e fóruns para promover a adoção de boas práticas e contribuir para uma produtividade eficiente no setor agropecuário” reforça.

Além disso, a Lar promove programas como o Cooperjovem, que visa a educação cooperativista e ambiental, e o Programa Herdeiros do Campo, focado na sucessão familiar e planejamento da propriedade. E ainda possui o Comitê Feminino, que incentiva a formação de lideranças femininas e a participação das associadas na gestão da cooperativa.

Em suas indústrias de Matelândia e Rolândia, a Lar implementou sistemas de aproveitamento de água, promovendo economia na captação de água e menor impacto ambiental. “Também utilizamos energia gerada de fontes limpas e renováveis, como solar, eólica, biomassa e pequenas hidrelétricas, além de tecnologias que economizam o consumo, como sistemas de refrigeração eficientes e a otimização de equipamentos”.

Rodrigues também enaltece o investimento da cooperativa em pesquisa, desenvolvimento de produtos e tecnologias inovadoras para aumentar a eficiência operacional e a adoção de programas e certificações de qualidade reconhecidas internacionalmente, demonstrando o compromisso da Lar com a segurança dos alimentos. Em relação ao transporte e logística da produção, a Lar otimizou suas rotas de entrega das rações e de aves, usando veículos mais eficientes e explorando opções de transporte de baixo impacto, como ferroviário ou marítimo, quando possível. “Essas práticas refletem nosso compromisso com a responsabilidade ambiental, social e de gestão transparente em todas as etapas da cadeia de valor” enaltece.

Inovação e tecnologia

Nos últimos anos, a Lar Cooperativa implementou diversas soluções inovadoras que impactaram de forma expressiva a produção avícola, focando na automatização dos processos, integração de sistemas, uso de tecnologias avançadas e fontes alternativas de energias renováveis. Entre os principais projetos citados por Rodrigues está o desenvolvimento do ábaco digital, criado pela equipe da Unidade Industrial de Aves em Matelândia, que permite acompanhar em tempo real a qualidade dos lotes na indústria, e foi patenteado.

A cooperativa também lançou projetos piloto para a instalação de equipamentos de sensoriamento nos aviários e utilizou inteligência artificial para melhorar o processo de coleta de aves, calculando rotas e programando equipes com maior eficiência. “A adoção do aplicativo Lar Digital facilita o acesso à informação e a tomada de decisões ao disponibilizar na palma da mão, de forma segura e rápida, dados digitais sobre a produção” diz Rodrigues.

Além disso, a Lar implementou um inovador sistema de reaproveitamento de águas, um dos mais modernos do país, que trata de todo o efluente industrial, reaproveitando a água tanto para o consumo humano quanto para os processos de industrialização do frango. “Essas tecnologias não só melhoram o desempenho operacional, mas também garantem a produção de alimentos de alta qualidade alinhados às práticas sustentáveis” assinala o presidente da Lar.

A inovação faz parte da cultura e dos valores da Lar, sendo fundamental para o crescimento sustentável da cooperativa e do setor avícola. Em sua visão de futuro, a Lar planeja continuar adotando novas tecnologias emergentes para aumentar a eficiência operacional, a produtividade e a segurança dos processos, mantendo o compromisso com o bem-estar animal e a sustentabilidade do negócio. “Com esses esforços, a Lar busca ampliar sua produção de alimentos, expandir o alcance da marca e contribuir para um futuro mais sustentável” revela Rodrigues.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor de cooperativismo, acesse a versão digital de especial cooperativismo, clique aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

Opinião científica revela benefícios da modernização na inspeção sanitária de abatedouros de frango

Publicação é uma das etapas do projeto, que avalia toda a coleta de dados e serve de base para a execução das demais fases da pesquisa. No total, são 27 capítulos que foram escritos por todos os colaboradores do projeto.

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Foto: Lucas Scherer/Embrapa Suínos e Aves

A Embrapa Suínos e Aves publicou em sua base de dados um documento de opinião científica sobre a aplicação de procedimentos de inspeção com base em risco na cadeia produtiva de aves do Brasil. O documento é uma resposta à demanda do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), representado pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), apresentada para a Embrapa em 2014. Para atender a esta demanda, foi iniciado o trabalho para “Revisão e modernização dos procedimentos de inspeção ante mortem e post mortem aplicados em abatedouros-frigoríficos de frangos de corte com inspeção federal”.

O projeto tem participação da equipe da Embrapa Suínos e Aves e especialistas das Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), da Universidade de São Paulo (USP), do Instituto Federal Catarinense (IFC) e da Universidade Federal da Fronteira Sul (IFFS). Também contribuíram as equipes técnicas do Dipoa, Sipoas (Serviços de Inspeção de Produtos de Origem Animal) e SIFs (Serviços de Inspeção Federal), em especial na etapa final de validação em abatedouros frigoríficos registrados no SIF.

A publicação é uma das etapas do projeto, que avalia toda a coleta de dados e serve de base para a execução das demais fases da pesquisa. No total, são 27 capítulos que foram escritos por todos os colaboradores do projeto.

Para acessar o documento, clique aqui.

Fonte: Embrapa Embrapa Suínos e Aves
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Avicultura

Ministério da Agricultura confirma foco de doença de Newcastle no Rio Grande do Sul

Mapa já está adotando procedimentos para contenção da doença. O consumo de produtos avícolas inspecionados pelo Serviço Veterinário Oficial permanece seguro e sem contraindicações.

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Foto: Leonardo Wen

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou, na noite de quarta-feira (17), um foco da doença de Newcastle (DNC) em estabelecimento de avicultura comercial de corte, localizado no município de Anta Gorda, na região do Vale do Alto Taquari, no estado do Rio Grande do Sul.

O vírus foi identificado em um lote de frango de corte. A notificação foi atendida pelo Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS), no dia 08 de julho, e as amostras colhidas foram encaminhadas para o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como laboratório de referência internacional para o diagnóstico da DNC, que confirmou o positivo.

A investigação epidemiológica do caso foi conduzida pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi) que encaminhou as amostras para a análise laboratorial.

O Mapa esclarece que o estabelecimento avícola foi imediatamente interditado, incluindo suspensão de movimentação das aves, a partir do primeiro atendimento pela Seapi.

Neste momento, a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Mapa, em conjunto com a Seapi, irá aplicar os procedimentos de erradicação do foco estabelecidos no Plano de Contingência de Influenza aviária e doença de Newcastle, com a eliminação e destruição de todas as aves e limpeza e desinfecção do local.

Também será realizada investigação complementar em raio de 10km ao redor da área de ocorrência do foco, além de outras medidas que forem necessárias conforme avaliação epidemiológica. “As equipes da Secretaria da Agricultura já atuaram preventivamente em um raio de 3 km, com visitas em granjas avícolas de corte comercial e nenhum outro caso suspeito foi detectado. A partir de agora, as equipes passam a atuar em, no mínimo, 775 propriedades rurais que temos cadastradas em nossos sistemas, que incluem a avicultura comercial e de subsistência, para investigação clínica e epidemiológica, além de orientações das medidas de biosseguridade das granjas e sensibilização da população para a notificação de suspeitas. Barreiras sanitárias também devem ser realizadas na região”, afirma o diretor adjunto do DDA, Francisco Lopes.

O Mapa ressalta que o consumo de produtos avícolas inspecionados pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO) permanece seguro e sem contraindicações.

Doença de Newcastle
A doença de Newcastle (DNC) é uma enfermidade viral que afeta aves domésticas e silvestres, causando sinais respiratórios, frequentemente seguidos por manifestações nervosas, diarreia e edema da cabeça nestes animais.

De notificação obrigatória a OMSA, ela é causada pela infecção por vírus pertencente ao grupo paramixovírus aviário sorotipo 1 (APMV-1), virulento em aves de produção comercial.

Os últimos casos confirmados no Brasil ocorreram em 2006 e em aves de subsistência, nos estados do Amazonas, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

Fonte: Com assessoria Mapa/Seapi
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