Conectado com

Notícias Clima

Tempo deve continuar favorável ao milho safrinha no Paraná

Segundo Climatempo, fatores que bloqueavam El Niño se desfizeram e a tendência é de que chova de forma regular nos meses cruciais para a lavoura

Publicado em

em

Arquivo/OP Rural

A estiagem e as altas temperaturas que provocaram a quebra da safra de soja no Paraná colocaram o produtor em alerta. Enquanto o plantio do milho safrinha avançava, era inevitável que muitos agricultores olhassem para o céu, se perguntando se as chuvas, enfim, cairiam no período certo, evitando um novo revés. Para alívio dos produtores do cereal (e demais culturas de inverno), desta vez, as perspectivas são boas: segundo o instituto meteorológico Climatempo, as precipitações devem ser regulares e abundantes, principalmente no período de enchimento de grãos.

“A tendência é de que tenhamos [o clima] dentro da normalidade, com chuvas bem distribuídas, o que deve fazer com que tenhamos uma safrinha cheia de milho. Não deve se repetir o estresse que o produtor enfrentou com a soja. O mercado está contando com essa boa perspectiva”, assinala João Castro, agrometeorologista do Climatempo.

A chave de tudo está no El Niño –fenômeno climatológico que se caracteriza pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico e que provoca chuvas volumosas no Sul do continente. No fim do ano passado, condições atmosféricas anormais para o período coibiram os efeitos do El Niño e bloquearam as frentes frias, que trariam chuvas ao Paraná, por exemplo. De acordo com o Climatempo, esses fatores de bloqueio já não existem mais, normalizando o cenário.

“A boa notícia é que essas condições deixaram de atuar. A gente espera, então, um efeito normal de El Niño, com chuvas em volumes até ligeiramente acima da média, ou seja, com boas perspectivas em relação ao volume hídrico”, aponta Castro.

O relatório mais recente do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e CLIMA Abastecimento (Seab) aponta que 91% da área prevista para o milho safrinha já foram plantadas. Por isso, os meses de março e, principalmente, abril serão determinantes para os produtores do Paraná. Segundo o agrometeorologista do Climatempo, é fundamental que chova nesses meses. E isso deve ocorrer.

“Teremos março, abril e maio chovendo bem, garantindo a safrinha. Os volumes são variáveis, mas, no Paraná, podemos esperar que as chuvas caiam em torno de uma média dos 150 milímetros por mês, o que é muito bom”, avalia. “Até junho e julho, o produtor não deve ter problemas para colher”, acrescenta. De modo geral, a lavoura de milho safrinha vem se desenvolvendo bem em todo o Estado. Segundo o Deral, 6% da área plantada estão em estado médio e 94%, em boas condições.

Após amargar perdas com a soja, o produtor Egon Portz, de Toledo, no Oeste do Paraná, já concluiu o plantio de milho safrinha. Em fase de enchimento de grãos, a lavoura vai muito bem. “Até agora, o tempo está ajudando bastante. Se continuar assim, nós vamos ter uma produtividade muito boa e conseguiremos tirar um pouco do que perdemos com a soja”, diz.

Fonte: Sistema FAEP
Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

vinte + 14 =

Notícias Mercado Interno

Mercado de milho é sustentado por alta do dólar e preços reagem

Alta do dólar e a subida em Chicago elevam as cotações nos portos para as exportações

Publicado em

em

Divulgação

O mercado brasileiro de milho teve uma semana de melhora nas referências de preço, interrompendo o ciclo de baixas. O mercado vinha bem pressionado por boa oferta e expectativa com a chegada da safrinha. Segue a pressão com a colheita adiante da safrinha, mas a alta do dólar na semana, e o avanço também visto na Bolsa de Chicago para o milho, garantiram sustentação e levaram ao aumento das cotações.

A alta do dólar e a subida em Chicago elevam as cotações nos portos para as exportações. Pouco a pouco, isso também vai passando para o mercado disponível, com produtores dosando a oferta e com os preços reagindo. Tudo isso acaba sendo limitado pela chegada da safrinha adiante, que traz um viés de baixa para as cotações.

No balanço da semana, a cotação em Campinas/CIF subiu de R$ 33,50 para R$ 36 a saca de 60 quilos na base de venda. Já na mogiana paulista, o preço avançou de R$ 31,50 para R$ 32,50.

Em Cascavel, no Paraná, o preço avançou no comparativo semanal de R$ 30 para R$ 31 a saca na venda. Já no Rio Grande do Sul, o preço se manteve em R$ 34 a saca.

Exportações

As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 44,7 milhões em maio, até o dia 12, com média diária de US$ 6,4 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 253,2 mil toneladas, com média de 36,2 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 176,40.

Na comparação com a média diária de abril, houve uma elevação de 69,1% no valor médio exportado, uma alta de 78,3% na quantidade média diária e perda de 5,2% no preço médio. Na comparação com maio de 2018, houve ganho de 1.319% no valor médio diário exportado, elevação de 1.235% na quantidade média diária de volume e valorização de 6,3% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Agência SAFRAS
Continue Lendo

Notícias Mercado Interno

Demanda mais fraca volta a pressionar mercado de frango

Movimento é bastante natural, uma vez que a reposição é mais lenta em um período com menor apelo ao consumo

Publicado em

em

Arquivo/OP Rural

A avicultura de corte apresentou alguma queda das indicações de preços para os cortes negociados no atacado e na reposição ao longo da semana, bem como para os preços do frango vivo em algumas praças do país. De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, esse movimento é bastante natural, uma vez que a reposição é mais lenta em um período com menor apelo ao consumo.

De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo, os preços tiveram mudanças para os cortes congelados de frango ao longo da semana. O quilo do peito no atacado passou de R$ 5,90 para R$ 5,70, o quilo da coxa de R$ 4,95 para R$ 4,90 e o quilo da asa de R$ 7,30 para R$ 7,20. Na distribuição, o quilo do peito retrocedeu de R$ 5,95 para R$ 5,80, o quilo da coxa de R$ 5,05 para R$ 5 e o quilo da asa de R$ 7,50 para R$ 7,40.

Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi de alterações nos preços ao longo da semana. No atacado, o preço do quilo do peito passou de R$ 6 para R$ 5,80, o quilo da coxa de R$ 5,07 para R$ 5,02 e o quilo da asa de R$ 7,38 para R$ 7,28. Na distribuição, o preço do quilo do peito baixou de R$ 6,05 para R$ 5,90, o quilo da coxa de R$ 5,17 para R$ 5,12 e o quilo da asa de R$ 7,58 para R$ 7,48.

Iglesias comenta que o mercado ainda carrega otimismo em torno das exportações destinadas à China, tanto que já é perceptível um aumento do alojamento de pintos de corte para atender esse adicional de consumo. “Os custos de produção são mais amenos, observando o comportamento dos preços do milho durante as últimas semanas”, afirma.

O levantamento semanal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil indicou que, em Minas Gerais, o quilo vivo baixou de R$ 3,55 para R$ 3,50. Em São Paulo o quilo vivo seguiu em R$ 3,60.

Na integração catarinense a cotação do frango seguiu em R$ 2,56. No oeste do Paraná o preço continuou em R$ 3,25 na integração. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo permaneceu em R$ 3,20.

No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango cedeu em R$ 3,50 para R$ 3,45. Em Goiás o quilo vivo retrocedeu de R$ 3,50 para R$ 3,45. No Distrito Federal o quilo vivo caiu de R$ 3,55 para R$ 3,50.

Em Pernambuco, o quilo vivo permaneceu em R$ 4,55. No Ceará a cotação do quilo vivo continuou em R$ 4,55 e, no Pará, o quilo vivo seguiu em R$ 4,65.

Fonte: Agência SAFRAS
Continue Lendo

Notícias Safra de Inverno

Plantio do trigo avança no PR e clima atrapalha preparos no RS

Liquidez tende a permanecer lenta até o ingresso da nova safra, devido à maior disponibilidade do produto

Publicado em

em

Divulgação

O mercado brasileiro de trigo acompanha o plantio no Paraná e os preparos no Rio Grande do Sul. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, a liquidez tende a permanecer lenta até o ingresso da nova safra, devido à maior disponibilidade do produto, atualmente escasso nas principais praças de comercialização do país.

Paraná

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, que o plantio da safra 2018/19 do estado atinge 46% da área prevista de 1,023 milhão de hectares, deve cair 6% frente aos 1,101 milhão de hectares cultivados em 2018.

Segundo o Deral, 97% das lavouras apresentam boas condições de desenvolvimento e 3% condições médias, na fase de germinação (43%) e crescimento vegetativo (57%).

Rio Grande do Sul

A semana apresentou clima chuvoso e úmido no Rio Grande do Sul, não dando condições para o início do plantio de trigo nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões, onde se aguarda clima seco para iniciar a implantação da safra. Assim, se o tempo firmar e a umidade do solo permitir, deverá ser iniciado o plantio de trigo da safra 2019 nessas regiões.

Continua a busca de crédito para custeio das lavouras junto aos agentes financeiros, com encaminhamento de documentos (atualização da Declaração de Aptidão ao Pronaf – DAP) e a coleta das amostras de solo para análise. Recursos de custeio para compra de insumos para as lavouras de trigo foram liberados para alguns produtores.

Conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar, o preço do trigo é em média R$ 40,98/sc. no Rio Grande do Sul, leve queda em relação à semana anterior.

Fonte: Agência SAFRAS
Continue Lendo
Ecobiol- Evonik
Conbrasul 2019
Biochem site – lateral

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.