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“Tempestade perfeita” na China deve beneficiar produtores de carne do Brasil

Preocupações sanitárias e alimentares na China tende a alavancar a demanda por proteínas da América do Sul

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Arquivo/OP Rural

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirmou que uma “tempestade perfeita” de preocupações sanitárias e alimentares na China tende a alavancar a demanda por proteínas da América do Sul, fato que contribuiu para que ações de frigoríficos brasileiros subissem no pregão na segunda-feira (03).

A China reportou um surto de gripe aviária no sábado (01), enquanto milhões de frangos enfrentam a perspectiva de desnutrição em meio ao isolamento (“lockdown”) da província de Hubei, próxima ao epicentro da epidemia de coronavírus.

Isso ocorre em um momento em que os fornecedores chineses de carnes ainda lutam contra os efeitos da peste suína africana, doença mortal que dizimou quase metade da criação de porcos do país asiático, a maior do mundo. “Peste suína africana, coronavírus e a gripe aviária influenciam os hábitos do consumidor e podem aumentar a demanda chinesa por carnes do Brasil”, disse à Reuters o presidente da ABPA, Francisco Turra, em entrevista via telefone. “Nossos representantes na China nos contam que a grande preocupação deles é a segurança alimentar.”

Como fonte segura de carnes, o Brasil —que nunca registrou um caso de gripe aviária ou peste suína africana— deve se beneficiar da situação, segundo Turra. Ele acrescentou que o país possui capacidade para atender ao menos parte da demanda adicional por frango importado, tendo processado cerca de 6 bilhões de aves no ano passado.

As ações da maior exportadora de frangos do mundo, a BRF, chegaram a avançar 6% nesta segunda-feira, antes de a empresa devolver ganhos, fechando com alta de 3,4%. Já os papéis da rival JBS subiram até 3,7% na B3, embora tenham encerrado a sessão com avanço de 2%. A Bloomberg noticiou na quinta-feira, citando cartas da associação de produtores de aves de Hubei, que o “lockdown” da província ameaça mais de 300 milhões de frangos, devido à iminente escassez de ração.

Turra disse que a ameaça vem em um momento em que a China tenta ampliar a produção local de frango, visando a substituição da carne de porco —cuja produção recuou fortemente por causa da peste suína— pela de aves. Antes dos problemas associados ao coronavírus e à gripe aviária, era esperado que a China produzisse cerca de 12 milhões de toneladas de frango neste ano, enquanto o Brasil tende a produzir por volta de 14 milhões de toneladas, disse Turra.

No ano passado, as importações de frango brasileiro pela China avançaram 34%, enquanto os embarques de carne suína saltaram 61%, de acordo com dados da ABPA.

Fonte: Reuters
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Notícias Piscicultura

Copacol anuncia parceria com frigorífico de peixes Tilápia Pisces

Segundo nota, com esta aquisição a Copacol tem o intuito de ampliar a estrutura voltada a piscicultura

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Divulgação

A Cooperativa Agroindustrial Consolata (Copacol), com sede em Cafelândia, PR, anunciou essa semana a transação comercial das instalações da unidade industrial de peixes do Frigorífico Tilápia Pisces, que fica em Toledo, no Oeste do Paraná.

Segundo uma nota encaminhada pela Copacol, com esta aquisição a cooperativa tem o intuito de ampliar a estrutura voltada a piscicultura. “A Copacol está alicerçada na missão de implantar ações de cooperação ao agronegócio, com o propósito de fomentar o desenvolvimento regional por meio da diversificação de renda, impulsionar a geração de emprego e proporcionar oportunidades aos cooperados”, diz a nota.

As instalações do frigorífico possuem capacidade de abate de 40 mil tilápias/dia e ficam em uma área de 57 mil metros quadrados na estrada rural de acesso ao Distrito de São Luís do Oeste. “O acordo firmado entre o presidente da Copacol, Valter Pitol, e o sócio proprietário da Tilápia Pisces, Sidney Godinho, preserva o atual quadro de colaboradores e as demais ações da unidade industrial de peixes”, finaliza a nota.

Fonte: O Presente Rural com informações da Assessoria
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Notícias Comércio Exterior

Esmagamento de soja nos EUA bate recorde mensal em junho, diz Nopa

Membros da Nopa, que realizam cerca de 95% de todo o processamento de soja nos EUA, esmagaram 167,263 milhões de bushels de soja no mês passado

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REUTERS/Dan Koeck

O esmagamento de soja nos Estados Unidos recuou pelo terceiro mês consecutivo em junho, mas a queda de 1,4% foi menor do que o esperado e o volume atingiu um recorde para meses de junho, disse a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas (Nopa, na sigla em inglês) na quarta-feira (15).

Os membros da Nopa, que realizam cerca de 95% de todo o processamento de soja nos EUA, esmagaram 167,263 milhões de bushels de soja no mês passado, volume inferior aos 169,584 milhões de bushels processados em maio, mas que supera os 148,843 milhões de bushels esmagados em junho de 2019.

Esse foi o maior volume processado em um mês de junho na história, superando o nível de junho de 2018, segundo dados da Nopa. O resultado também ficou acima de todas as estimativas do mercado compiladas pela Reuters.

Em média, era esperado um processamento de 162,168 milhões de toneladas, de acordo com estimativas de nove analistas. As previsões variavam de 157 milhões a 166 milhões de bushels.

Os estoques de óleo de soja entre os membros da Nopa tiveram queda maior do que a projetada pelo mercado, para 1,778 bilhão de libras-peso — a média das expectativas de analistas para os estoques no mês era de 1,813 bilhão de libras-peso.

Já as exportações de farelo de soja avançaram em junho, atingindo 835.403 toneladas, ante 776.677 toneladas em maio e 554.867 toneladas em junho de 2019.

Fonte: Reuters
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Notícias Mercado

Exportações de 6 frigoríficos argentinos à China são suspensas por casos de Covid-19

China é o principal destino das exportações de carne bovina da Argentina

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REUTERS/Marcos Brindicci

Seis frigoríficos da Argentina tiveram suas exportações de carne para a China suspensas temporariamente depois de registrarem casos de coronavírus entre trabalhadores, disse na quarta-feira (15) o presidente do Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa) argentino.

A China é o principal destino das exportações de carne bovina da Argentina e, segundo Carlos Alberto Paz, chefe do Senasa, a decisão de deslistar as empresas foi tomada depois de Pequim pedir para o governo argentino oferecer garantias de segurança em meio à pandemia de coronavírus.

Seis dos 88 frigoríficos autorizados a exportar para a China, entre eles unidades da FRIAR e da Frigorífico Rioplatense, “não estão exportando temporariamente”, disse Paz, acrescentando que “assim que as fábricas estiverem em condições de voltar a exportar, voltaremos a habilitá-las”.

Segundo o Ministério da Agricultura argentino, 76% das 328.170 toneladas de carne bovina embarcadas pelo país sul-americano entre janeiro e maio tiveram como destino a China. “Eles (China) nos perguntaram que garantias poderíamos dar para que tivessem a segurança com os produtos que importam, e nós demos essas garantias”, afirmou Paz.

Até a quarta-feira, a Argentina registrou 106.910 casos de coronavírus, com 1.987 mortes, de acordo com dados oficiais.

Fonte: Reuters
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