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Tecpar é referência nacional em análise de embalagens que têm contato com alimentos
Serviço é desenvolvido para apoiar a indústria de embalagens e indústria alimentícia no país, avaliando a conformidade destes produtos com regulamentações nacionais e internacionais.

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) é referência nacional na realização de ensaios em embalagens para uso em contato com alimentos. O serviço é desenvolvido para apoiar a indústria de embalagens e indústria alimentícia no país, avaliando a conformidade destes produtos com regulamentações nacionais e internacionais.
A embalagem para alimentos tem papel fundamental na cadeia produtiva da indústria alimentícia. Ela é responsável pela proteção de um produto, da fabricação até o consumo final. No Brasil, tanto a empresa que fabrica como aquela que comercializa embalagens deve garantir que o produto atenda aos requisitos mínimos definidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A qualidade destes itens deve ser avaliada e aprovada por meio de ensaios específicos, feitos em laboratórios qualificados.
O diretor-presidente do Tecpar, Jorge Callado, ressalta que o instituto possui uma equipe especializada em análise de materiais, que utiliza equipamentos de ponta para avaliar a segurança e a qualidade de produtos que estão sendo disponibilizados ao mercado.
“Os procedimentos de análise realizados pelo Tecpar seguem os mais rígidos controles de qualidade, atendendo a todas as normativas determinadas pela legislação. Também garante que os resultados produzidos pelo laboratório sejam tecnicamente válidos para atender exigências dos mercados de importação e exportação”, afirma.
As embalagens destinadas ao contato com alimentos podem transferir substâncias que representam risco à saúde de quem consome os produtos. Por isso, a Anvisa determina o limite máximo de migração permitido, sem prejudicar a segurança alimentar.
“O ensaio de migração, que avalia a passagem de substâncias presentes nas embalagens para os alimentos, deve ser realizado em todos os tipos de embalagens e materiais que entram em contato com alimentos e bebidas para consumo humano”, explica a gerente do Centro de Tecnologia em Saúde e Meio Ambiente do Tecpar, Daniele Adão.
Com base na normativa da Anvisa, os técnicos do Tecpar balizam os ensaios que definem, por exemplo, quais soluções melhor simulam o contato entre o alimento e a embalagem. Para aferir a qualidade dela, são feitos ensaios de migração total e específica, além de diferentes testes, como ensaios de capacidade de empilhamento, compressão vertical, gramatura, umidade, cor, entre outros.
Os resultados dos testes são apresentados em um laudo técnico, que atesta se o produto está ou não em conformidade com a legislação.
Padrão de qualidade
Nos últimos quatro anos, o Tecpar realizou cerca de 800 ensaios para assegurar a qualidade de embalagens. Os
clientes são empresas de todo o Brasil que buscam se adequar ou manter a conformidade com regulamentações nacionais e internacionais.
Entre as empresas que têm suas embalagens avaliadas e validadas pelo Tecpar está a Nestlé Brasil. Para atender aos padrões de qualidade internos, a empresa só contrata fornecedores de embalagens que tenham seus produtos avaliados e aprovados por laboratórios previamente cadastrados.
Há três anos ela buscou o Tecpar com o objetivo de estabelecer uma parceria para a análise de embalagens de seus fornecedores. Depois de passar por uma rígida vistoria e atender a todos os requisitos técnicos estabelecidos pela multinacional, os laboratórios do Tecpar foram qualificados e cadastrados junto à Nestlé.
Excelência
Os ensaios de embalagens nos laboratórios do Tecpar são acreditados pela Coordenação Geral de Acreditação do Inmetro e estão habilitados pela Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos em Saúde (Reblas) da Anvisa. A acreditação é o reconhecimento internacional de que o laboratório está operando com sistema de qualidade documentado e tecnicamente competente.
Recentemente, o Tecpar ampliou seu escopo de serviços acreditados, com a inclusão de novos ensaios de migração total em embalagens e equipamentos de cerâmica, vidro ou metal esmaltados ou vitrificados, além de ensaios que determinam se há cádmio e chumbo nessas embalagens.

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Governo federal prepara decreto de salvaguardas para acordo Mercosul-UE
Texto será analisado pela Casa Civil e estabelece mecanismos para proteger produtores nacionais em caso de aumento das importações europeias.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, afirmou na quarta-feira (25) que o decreto sobre as salvaguardas do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) será enviado para a Casa Civil, onde passará por análise jurídica antes da publicação. A salvaguardas são instrumentos de proteção a produtores nacionais. 


Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik
O texto prevê mecanismos para proteger produtos agrícolas, caso sejam sancionados por organismos europeus. Isso porque, no final do ano passado, o Parlamento Europeu aprovou regras mais rígidas para importações agrícolas vinculadas ao acordo com o Mercosul, cujas medidas seriam acionadas se importações em grande volume causarem ou ameaçarem prejuízo grave aos produtores europeus.
O setor do agronegócio nacional quer que essas salvaguardas sejam assumidas também pelo governo brasileiro, em caso de aumento das importações de produtos europeus concorrentes. “Sempre há uma preocupação de alguns setores. Então, nós estamos encaminhando a proposta, para passar pelos ministérios, o decreto de salvaguardas”, declarou o vice-presidente.
A fala foi feita após reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), relator do projeto que ratifica o acordo entre o bloco europeu e o sul-americano, que vai criar uma das maiores zonas de livre comércio do planeta, com produção avaliada em US$ 22 trilhões e mercado consumidor de 720 milhões habitantes.
A Casa Civil poderá consultar outros ministérios, como a Fazenda, para depois enviar o decreto para assinatura do presidente da

Bandeira do Mercosul
República, antes que o Senado Federal aprove a ratificação do acordo. O texto da ratificação foi aprovado na quarta-feira pelo plenário da Câmara dos Deputados.
Como funcionam as salvaguardas
Salvaguardas são mecanismos previstos em acordos comerciais que permitem a um país reagir a surtos de importação decorrentes da redução de tarifas negociadas. Caso fique comprovado dano grave à produção nacional, o governo pode:
- Estabelecer cotas de importação;
- Suspender a redução tarifária prevista no acordo;
- Restabelecer o nível de imposto anterior à vigência do tratado.
O decreto deverá definir prazos, procedimentos de investigação e condições para aplicação das medidas.
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Câmara autoriza uso de até R$ 500 milhões do FGO para crédito do Pronaf
Projeto visa ampliar garantias para agricultores familiares sem impactar as contas da União e segue para sanção presidencial.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (16) o Projeto de Lei 2213/25, que autoriza o uso de recursos do Fundo Garantidor de Operações (FGO) para cobrir ações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O texto, de autoria do Senado, segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
Administrado pelo Banco do Brasil, o FGO facilita o acesso ao crédito por empresas e setores específicos, diminuindo os riscos para os bancos.
De acordo com o projeto, até R$ 500 milhões do FGO poderão ser utilizados para garantir as operações do Pronaf, que oferece linhas de crédito com condições especiais a agricultores familiares. O texto aprovado altera a Lei 13.999/20, que institui o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).
Um ato conjunto dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e da Fazenda definirá como esses recursos serão alocados, quais limites máximos de garantia poderão ser concedidos, os critérios de elegibilidade dos agricultores familiares e de suas cooperativas.
O ato deve indicar ainda quais operações do Pronaf poderão receber cobertura do FGO. As instituições financeiras autorizadas a operar

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
crédito rural no Pronaf poderão solicitar essa garantia, respeitados os limites proporcionais de suas carteiras e o montante efetivamente aportado pela União e pelos demais cotistas.
O relator do projeto, deputado Rogério Correia (PT-MG), disse que a medida não produz impacto orçamentário ou financeiro imediato sobre as contas da União. O deputado citou o Balanço Patrimonial Consolidado do próprio FGO, referente a dezembro de 2024, que mostra que o fundo detinha R$ 43 bilhões em ativos totais, o que demonstra, segundo Correia, que a eventual destinação de até R$ 500 milhões para operações do Pronaf representa uma fração modesta de sua capacidade financeira.
“A medida não afeta sua aptidão [do FGO] para dar cobertura às garantias relacionadas ao Pronampe, nem compromete a estabilidade do fundo. Diante desse cenário, conclui-se que o projeto não produz impacto orçamentário ou financeiro imediato sobre as contas da União, uma vez que apenas autoriza a utilização de recursos já existentes no FGO”, afirmou
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Argentina e Uruguai aprovam Acordo Mercosul-UE; Brasil ainda depende de aval do Senado
Após sessões extraordinárias em Montevidéu e Buenos Aires, países iniciam processo de integração comercial.







