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Tecnoshow Comigo recebe 120 mil visitantes e reforça apoio ao produtor em cenário desafiador

Além de vitrine de negócios, feira se posiciona como polo de difusão de conhecimento e práticas sustentáveis, conectando o campo às demandas globais e às soluções de produtividade.

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Foto: Tecnoshow COMIGO

Em um cenário global de incertezas econômicas e margens estreitas para o setor produtivo, a Tecnoshow Comigo 2026 posiciona-se como parceira do produtor rural ao ir além das transações comerciais e se consolidar como uma plataforma de difusão tecnológica e suporte estratégico para o dia a dia no campo. Com um público de 120 mil visitantes, a feira demonstra que o interesse pelo conhecimento e pela inovação permanece em alta.

Para o coordenador-geral da Tecnoshow Comigo, Claudio Teoro, o atual momento do agronegócio exige cautela e planejamento. Com a queda nos preços das commodities e o custo elevado do crédito, a feira se adapta para ser o espaço onde o produtor encontra condições mais favoráveis para investimentos essenciais. “O agro passa por um momento difícil, com uma paridade de troca bem diferente de anos anteriores. Por isso, os expositores vieram para cá com essa consciência, empenhados em oferecer as melhores condições comerciais possíveis dentro do que o mercado permite”, pontuou Teoro.

Pronunciamento de encerramento da Tecnoshow COMIGO 2026

De acordo com o presidente-executivo da Comigo, Dourivan Cruvinel, como reflexo natural do mercado, o volume de investimentos em bens de capital, como maquinário, foi mais conservador nesta edição, enquanto o segmento de insumos, essencial para a continuidade da atividade, apresentou recuo menor. “Este foi um ano desafiador para o agronegócio, com um cenário de incertezas, custos elevados e maior cautela por parte do produtor. Naturalmente, isso se refletiu na dinâmica da feira, com uma redução em torno de 30% no volume de comercialização em relação às edições anteriores. Ainda assim, entendemos que é nosso papel tratar esses números com total transparência, porque a Tecnoshow Comigo sempre foi um retrato fiel do momento do setor. Mais do que os resultados imediatos, o que vemos aqui é a resiliência do produtor rural, que segue buscando informação, tecnologia e boas oportunidades para tomar decisões mais seguras”, completou o presidente do Conselho de Administração da Comigo, Antônio Chavaglia.

Feira impulsiona economia e movimenta Rio Verde

A realização da Tecnoshow Comigo 2026 gerou impactos positivos diretos na economia de Rio Verde, com forte movimentação em diversos setores. De acordo com o prefeito Wellington Carrijo, o evento injetou cerca de R$ 90 milhões no município ao longo da semana, além de registrar 100% de ocupação da rede hoteleira e aumento de 8,5% na arrecadação local.

O fluxo também foi intenso na logística da cidade, com registro de 128 operações no aeroporto municipal durante o período da feira. Para o prefeito, os números reforçam o papel do agronegócio como motor do desenvolvimento econômico e destacam a importância da Tecnoshow Comigo não apenas para o setor, mas para toda a dinâmica urbana e produtiva de Rio Verde.

Números reforçam a grandiosidade da feira

O presidente do Conselho de Administração da COMIGO, Antonio Chavaglia: “Mais do que os resultados imediatos, o que vemos aqui é a resiliência do produtor rural, que segue buscando informação, tecnologia e boas oportunidades para tomar decisões mais seguras”

A feira reuniu cerca de 710 expositores, distribuídos em uma área de 65 hectares, o equivalente a 90 campos de futebol. Ao longo da feira, mais de 500 animais foram expostos e o público teve acesso a mais de 30 plots agrícolas demonstrativos, além de uma programação de palestras que ultrapassou 200 horas de conteúdo técnico, acompanhadas por mais de 8,4 mil pessoas.

Entre as ações de engajamento, a feira registrou a conclusão de 1.589 “Passaportes das Conexões”, iniciativa que incentivou cooperados a percorrer diferentes espaços do evento. Já a dinâmica do “Adesivo de Conexão” resultou em 1.118 duplas formadas entre visitantes, estimulando a interação e reforçando o conceito “O Agro Conecta”.

A estrutura do evento também se destacou pela capacidade de receber o público, com estacionamento que recebeu cerca de 70 mil veículos e heliponto que registrou 20 aeronaves ao longo dos cinco dias de evento.

No campo da sustentabilidade, foram distribuídas 23 mil mudas de árvores nativas e a feira coletou 46 toneladas de resíduos recicláveis. O evento também contou com um espaço destinado a ações e apresentações para crianças, o “Sementinhas do Agro”. Ao longo dos cinco dias, cerca de 4,5 mil pessoas assistiram a duas peças teatrais e oficinas temáticas que buscam aproximar o público infantil do universo do campo de forma lúdica e educativa.

IA transforma dados da fazenda em decisões estratégicas

A inteligência artificial deixou de ser um conceito futurista para se tornar uma aliada prática na gestão rural. No último dia da Tecnoshow Comigo 2026, o CEO da Bit Electronics, Igor Serafim, mostrou como produtores de todos os tamanhos podem utilizar esse tipo de ferramenta para analisar custos e otimizar a performance de máquinas. “A IA funciona como um consultor 24 horas que ajuda a identificar onde o produtor está perdendo dinheiro”, destacou Serafim.

O palestrante reforçou ainda que o primeiro passo para o sucesso tecnológico é a organização dos dados, permitindo que a fazenda alcance níveis de eficiência comparáveis aos grandes grupos do setor.

Entenda a aplicação da inteligência artificial na rotina do campo clicando aqui.

Mulheres do agro

A valorização do papel das mulheres no campo e a construção de um legado sólido para as próximas gerações foram temas centrais do painel “A importância das produtoras rurais no agro: valorização e legado no campo”, promovido na manhã da sexta-feira, no Auditório 1. O encontro reuniu lideranças femininas que mostraram, na prática, como o protagonismo das mulheres tem transformado o agronegócio brasileiro.

Dados apresentados durante o painel indicam que as mulheres representam cerca de 30% da força de trabalho no agronegócio brasileiro, número que tende a crescer com a entrada de novas gerações mais conectadas à inovação e à gestão. Nesse cenário, habilidades como liderança, comunicação, inteligência emocional e alta performance são apontadas como diferenciais competitivos.

Acesse o conteúdo completo do painel clicando aqui.

Edição 2027 confirmada

A edição da Tecnoshow Comigo 2027 já está com data definida. A feira, realizada pela Cooperativa Comigo, será realizada entre os dias 05 e 09 de abril, em Rio Verde (GO).

Fonte: Assessoria Tecnoshow COMIGO

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Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo

Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

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Foto: Shutterstock

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação

A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.

“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.

Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Como acessar

O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.

“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.

Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.

“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.

A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras

Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

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Fotos: Claudio Neves

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.

“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.

Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay. 

Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.

“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.

Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.

O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.

Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.

Fonte: Agência Brasil
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EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil

Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

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Foto: Allan Santos/PR

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação

A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.

Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.

Brasil entre os países com maior alíquota proposta

Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.

A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação

dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.

Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.

Instrumento de pressão comercial

A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.

A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.

Consulta pública antes da decisão final

As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.

As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.

Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.

Fonte: O Presente Rural
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