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Tecnoshow Comigo estimula comércio e movimenta economia na região Sudoeste de Goiás
Durante a feira, a previsão é de aumento de 250% na movimentação de restaurantes e bares em Rio Verde, sede do evento, assim como 100% de ocupação na rede hoteleira da cidade e de municípios vizinhos. Também são criados 12,5 mil empregos diretos e indiretos.

Além de proporcionar difusão de tecnologia e informação para visitantes de vários estados brasileiros e até de outros países, a Tecnoshow Comigo contribui para estimular o comércio e movimentar a economia dos municípios da região Sudoeste de Goiás, especialmente de Rio Verde (GO), cidade onde ocorre a feira. De acordo com pesquisa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do município, a Tecnoshow Comigo traz crescimento de 12,4% na arrecadação de Rio Verde no período de realização do evento – que neste ano será de 27 a 31 de março. Além disso, segmentos como restaurantes aumentam até 250% a movimentação na semana da feira, enquanto a rede hoteleira registra 100% de ocupação.

Fotos: Divulgação/Prefeitura de Rio Verde
Nos hotéis, as reservas costumam ser feitas até mesmo com um ano de antecedência, assim que termina o evento e a data de realização da feira do próximo ano é divulgada. Nestas situações, as empresas que expõem e comercializam produtos na Tecnoshow são responsáveis pela maioria dos pedidos antecipados de reserva. Em alguns casos, os estabelecimentos efetuam lista de espera que somam mais de 50 pessoas aguardando vaga, em caso de desistência. No Acapu Hotel, localizado em Rio Verde, por exemplo, todas as reservas são pagas com antecedência e, em casos de cancelamento, não há reembolso. Para a gerente do local, Renata Martins, a Tecnoshow Comigo traz um boom para os negócios de Rio Verde e região. “Não impacta somente os dias da feira, mas gera um fluxo. A movimentação existe enquanto as pessoas estão aqui. Depois que vão embora, ficam os negócios que foram gerados, os insumos que foram vendidos, as máquinas agrícolas que vão plantar, gerar emprego, mão de obra, mais dinheiro e consumo para a região. É o reflexo do agronegócio para a nossa região”, explica.
Com o aumento de visitantes na cidade por causa da feira, os setores de comércio e de serviços também são obrigados a mudar a rotina e inclusive contratar mais profissionais para atender a demanda. A rede Tarantella, gerenciada por Cláudio Bueno, atualmente conta com churrascaria, bar e pizzaria. Para se preparar para o período do evento, o gerente explica que organiza melhorias em infraestrutura, aquisição de insumos e novas contratações de equipe. “A gente gera mais vagas de empregos nesta época. Por mais que sejam serviços temporários, acaba que existem mais oportunidades de emprego para os moradores da região por causa da feira”, destaca.
De acordo com a Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo), organizadora do evento, a estimativa é que a feira contribua para a criação de 12,5 mil empregos diretos e indiretos, seja na cidade ou nos preparativos, organização e atendimento na Tecnoshow. Empresários de todos os ramos fazem contratações pontuais de profissionais freelancers para atender ao aumento do público, não somente em hotéis ou área de alimentação, mas também em empresas de propaganda e publicidade, produção gráfica, montagem de estandes, aluguel de veículos, entre outros.
Com tanto investimento em estrutura e contratações é necessário planejamento prévio e organização para garantir o bom funcionamento dos estabelecimentos durante a feira. Por isso, a Associação Comercial e Industrial de Rio Verde (Acirv) promove treinamentos e capacitação para garantir atendimento de qualidade. “No decorrer de cada ano, a Acirv tem investido em treinamentos e palestras de forma ampla, com vistas a capacitar o empresariado a participar de feiras e eventos, bem como treinamentos voltados à qualidade no atendimento. É o ponto crucial para bem receber os visitantes em feiras de grande importância, como é o caso da Tecnoshow Comigo”, explica o presidente, Eduardo Lobo.
Sobre a Tecnoshow Comigo
Com a proposta de auxiliar o produtor rural, a Comigo iniciou, em 2002, o trabalho de geração e difusão de tecnologias agropecuárias, em Rio Verde, numa área que hoje ultrapassa 170 hectares (área total do CTC). Neste local, a cooperativa promove experiências tecnológicas o ano todo, em parceria com diversas instituições de pesquisa, de ensino e outras empresas, e realiza a Tecnoshow.
A diversidade é uma marca registrada do evento. São máquinas e equipamentos agropecuários, plots agrícolas, animais das mais variadas espécies, palestras técnicas e econômicas, ações socioambientais e dinâmicas de pecuária, entre outros produtos e serviços. Trata-se de uma extensa vitrine de tecnologias para o homem do campo, seja pequeno, médio ou grande produtor.

Colunistas
Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?
Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.
Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.
Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.
Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.
Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.
O sucesso desta ação teve três pontos centrais:
1) Análise
O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.
2) Integração
O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.
3) Correção
Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.
A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.
Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?
Notícias
Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações
Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.
O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.
Notícias
Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais
Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.
Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN
O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.
Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.



