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Tecnoshow Comigo conecta produtores rurais às principais tendências do setor
Feira reúne pesquisa, inovação e soluções práticas para o campo.

Pesquisa, tecnologia e inovação são destaques da Tecnoshow Comigo, o mais importante espaço de demonstração de tecnologia do Cerrado, que traz para o produtor rural as novidades do agronegócio em um espaço que agrega plots agrícolas com soluções do Centro Tecnológico Comigo (CTC) e de empresas expositoras.
Segundo o coordenador de palestras da Tecnoshow, o engenheiro agrônomo Eduardo Hara, as demonstrações funcionam como uma forma de os produtores verificarem no campo as possíveis respostas para os problemas que enfrentam em suas propriedades diariamente. “A feira proporciona um espaço completo com campos demonstrativos que fornecem ao visitante a oportunidade de conferir as técnicas e tecnologias aplicadas no campo, bem como conversar com técnicos e especialistas que podem auxiliar com as dificuldades que enfrentam no trabalho diário”.
“A Tecnoshow é hoje um importante canal de difusão de tecnologia, conectando expositores diretamente aos produtores rurais. Essa interação cria um espaço único para que as empresas compreendam as demandas do campo, enquanto os visitantes trazem suas experiências de uso, que serão o combustível para os próximos testes”, destaca Hara. Ele enfatiza que a feira é uma oportunidade singular para os produtores conhecerem inovações, testarem tecnologias e avaliarem se elas atendem às necessidades específicas de suas propriedades.
Produtor de soja, milho e sorgo na região de Riverlândia, distrito de Rio Verde (GO), Diogo Moreira Martins, representante da segunda geração da família à frente de sua fazenda, esteve na Tecnoshow e destacou que, para ele, o evento é um centro tecnológico para descobrir novidades do mercado. “É o lugar perfeito não só para solucionar dúvidas, mas também para gerar dúvidas, nos desafiar a melhorar, nos questionar ‘por que a minha planta não está igual àquela variedade?’”, pontua. Ele conta que foi por meio da visita a uma edição anterior da feira que conseguiu inserir o primeiro trator na sua propriedade, de pequeno porte. “Trouxemos mais tecnologia para nossas operações de uma forma que encaixava com a nossa realidade”.
Novidades para a soja do Centro-Oeste

Durante a Tecnoshow Comigo, a Embrapa lançou duas novas cultivares de soja, BRS 1075IPRO e BRS 774RR, desenvolvidas para atender às demandas do Centro-Oeste, região onde têm mostrado excelentes resultados. A BRS 1075IPRO, equipada com a tecnologia Intacta RR2 PRO, é resistente a lagartas e ao glifosato, além de apresentar produtividade 7% superior na região, com destaque para a resistência a doenças como cancro da haste e podridão radicular de Phytophthora. Já a BRS 774RR, também transgênica, mostrou um incremento de 4,2% na produtividade local, com resistência a doenças como podridão parda da haste e nematoide de cisto, sendo uma opção estratégica para áreas de refúgio. A Embrapa apresentou ainda o arroz BRS A503, ampliando as opções de cultivares adaptadas ao perfil produtivo do Centro-Oeste.
Palestras técnicas e de mercado
Seguindo com a programação de palestras da feira, o auditório 1 recebeu o pesquisador da Embrapa Soja, Maurício Meyer, que destacou a importância de os produtores de soja estarem bem-informados sobre as doenças mais comuns, a biologia dos patógenos responsáveis e as medidas que podem ser adotadas para minimizar os impactos na lavoura. “O mofo branco e a ferrugem, por exemplo, são doenças foliares que comprometem os resultados do produtor e podem ser identificadas assim que a soja começa a se desenvolver”, destacou.

Foto Comigo
A convite da Comigo, o ex-ministro Aldo Rebello discutiu o cenário atual da geopolítica agropecuária brasileira. Em sua palestra, explicou que o mundo hoje enfrenta duas agendas cruciais: a segurança energética e alimentar. “Não podemos viver sem essas duas questões, e os recursos para produzi-las são limitados. No entanto, o Brasil tem a capacidade de atendê-las”.
A programação de palestras, demonstrações e dinâmicas segue até o fim do evento, em três auditórios e no espaço “Dinâmicas da Pecuária”.
Arte e tradição reunidas no Pavilhão da Agricultura Familiar
O espaço destinado à produção artesanal segue como uma tradição da Tecnoshow Comigo. Neste ano, o Pavilhão da Agricultura Familiar e Artesanato, localizado ao lado do Pavilhão 2, reúne 25 estandes com itens produzidos de forma artesanal em diversas regiões do estado e do Brasil, como Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Distrito Federal, Espírito Santo e Santa Catarina.
Segundo a coordenadora comercial da Tecnoshow, Mariluce Siqueira, nesta edição, além dos expositores individuais, estão presentes no pavilhão membros da Associação de Artesãos Mãos de Rio Verde (AMARV), da ACAFA, uma associação de agricultores e artesãos de Santa Vitória, em Minas Gerais, e da Associação de Sacramento de Artesãos, Artistas e Gastronomia Típica (ASAA).
“Já rodei o Brasil em várias feiras agro, mas esse é um evento diferenciado. Aqui há muito respeito pelo artesão, um público muito dinâmico e as vendas são surpreendentes”, resume o expositor José Divino Camargo, que trouxe de Goiás Velho – a quase 300 km de Rio Verde – panelas e vasos de barro, entre outros itens do mesmo material. “São peças que representam o artesanato ‘raiz’ da minha cidade e do estado”, complementa.
Confira mais informações sobre os itens disponíveis clicando aqui.

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Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões
Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.
Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.
Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.
Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”
O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.
A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.
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Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea
Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.
O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).
Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.
No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.
Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.
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Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina
Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan
Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.
Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.
Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.
O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.
Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.
Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.
O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.
Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação
“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.
A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.



