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Tecnologias sustentáveis norteiam programação da 28ª Expotécnica

Extensionistas e pesquisadores do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná se dedicam há meses aos preparativos do evento, que acontece de 12 a 14 de Julho, na Comunidade 21 de Sabáudia. Serão abordados temas como ferrugem asiática, enfezamento do milho, uso de drones, crédito rural.

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Será realizada entre quarta (12) e sexta-feira (14), em Sabáudia, no Norte do Paraná, a 28ª Expotécnica, evento realizado pelo Governo do Estado, por meio do IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural – Iapar-Emater), que neste ano tem como tema as tecnologias sustentáveis que estão ao alcance do produtor. Os extensionistas e pesquisadores do IDR-Paraná se dedicam há meses aos preparativos da Expotécnica e a previsão é receber quatro mil pessoas para as atividades que acontecerão na Comunidade 21, no sítio do produtor Cláudio Vicente D’Agostini.

Fotos: Divulgação/IDR-Paraná

A iniciativa tem a parceria da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento e a Prefeitura de Sabáudia. O evento será aberto na quarta-feira, às 9h, com o 28º Encontro da Mulher, que debaterá a agricultura familiar e a previdência social. O objetivo é levar à população rural informações sobre seus direitos e deveres quanto à aposentadoria.

Por lei, o produtor familiar tem o direito de se aposentar como segurado especial rural. Para isso, é necessário observar regras e critérios de acesso que são distintos de outras modalidades de aposentadoria. Esses aspectos serão debatidos durante o encontro a fim de ampliar e facilitar o acesso de todos que têm direito a dua

Na quarta-feira iniciam os eventos técnicos da Expotécnica. Às 13h30 especialistas vão discutir a eficiência no controle da ferrugem asiática da soja. Os participantes vão conhecer as novidades, como produtos mais eficazes testados pela Rede Ensaios Cooperativos, coordenada pela Embrapa-Soja, para o controle da ferrugem e a legislação estabelecida no Paraná sobre o vazio sanitário da soja. Serão analisados o trabalho desenvolvido nas estações de plantio e os produtos mais utilizados pelos produtores na última safra, a partir da recomendação da pesquisa oficial.

Na quinta-feira, os debates vão girar em torno do Plano Safra 2023/2024 e as soluções financeiras para a agropecuária. Apesar de o crédito rural ser a principal estratégia para financiar o desenvolvimento rural e fortalecer a agricultura familiar, o ambiente de insegurança e dúvidas quanto às regras para o financiamento de atividades agropecuárias impedem que esta política pública seja amplamente difundida. As linhas de crédito, regras de acesso, carência e possibilidades de investimento no campo e na agricultura familiar serão amplamente discutidos com os produtores.

Enfezamento do milho

Na sexta-feira, a partir das 09 horas, as atenções estarão voltadas para a palestra sobre a tolerância de cultivares e híbridos de milho ao complexo de enfezamento. Essa discussão é imprescindível pois o problema, causado pela cigarrinha-do-milho, vem se alastrando pelo Estado. De acordo com levantamentos, nas últimas cinco safras já foram observadas perdas de até 40% da produção em algumas lavouras.

Este panorama exige um bom conhecimento e o uso de boas estratégias de controle por parte dos produtores. Eliminar plantas espontâneas (tigueras), tratar as sementes, fazer a semeadura simultânea e usar híbridos tolerantes são algumas práticas apontadas pelos especialistas.

O produtor deve, ainda, fazer o monitoramento da lavoura para avaliar a presença e necessidade de controle com produtos químicos aliados aos biológicos. O IDR-Paraná avalia os híbridos mais cultivados no Estado, em parceria com a Embrapa Milho e Sorgo e cooperativas. Com esse trabalho foi possível diferenciar híbridos menos suscetíveis ao enfezamento do milho. Os resultados dessa pesquisa poderão ser conhecidos durante a Expotécnica.

Drones

A partir das 13h30 os produtores poderão saber como a tecnologia pode ser uma aliada na agricultura, com uma palestra sobre o uso de drones no controle de plantas invasoras, pragas e doenças da soja. Além disso, os especialistas também vão dar orientações sobre a tecnologia de aplicação de insumos nas lavouras.

Especialistas da Embrapa-Soja apresentarão resultados de pesquisas sobre a eficiência do controle de Pragas e Plantas Invasoras com o uso de drones na cultura da soja e pesquisadores do IDR-Paraná apresentarão resultados de ensaios feitos para melhorar a eficiência da aplicação e a economia com o uso dos drones em pulverizações.

O equipamento pode ser usado em intervenções rápidas e quando não é possível utilizar os tradicionais pulverizadores. Outra vantagem dos drones é evitar perdas pelo amassamento das plantas nas lavouras durante a operação. Porém, é preciso respeitar os limites impostos pelo clima para garantir a máxima eficiência, economia e evitar a deriva de produtos, sinônimo de desperdício e poluição do ambiente.

Circuito técnico

Além das palestras, a Expotécnica conta com um circuito técnico para demonstrar diversas práticas e tecnologias aos produtores. São dez estações que vão tratar de temas diversos como uso do calcário, o gesso e fertilizantes para diminuir os custos e produzir mais; o papel do revolvimento do solo na perda de matéria orgânica e água disponível para as plantas; como elaborar mixes e manejar plantas de serviço na safrinha e no inverno; uso de robôs na agropecuária e rally de drones.

O circuito ainda contempla a demonstração de diversas cultivares de trigo, triticale e centeio. Pesquisadores e extensionistas estarão em todas as estações para prestar os esclarecimentos necessários aos visitantes. Interessados em participar da 28ª Expotécnica podem fazer sua inscrição nos escritórios municipais do IDR-Paraná ou pelo site www.idrparana.pr.gov.br.

Fonte: AEN-PR

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Super El Niño tem formação captada por satélites espaciais; veja o vídeo

Vídeo divulgado pela Agência Espacial Europeia mostra as primeiras anomalias de temperatura no Oceano Pacífico e revela como pequenas mudanças podem desencadear impactos climáticos em escala global.

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Reprodução/ESA

Pela primeira vez, o surgimento de um novo episódio de Super El Niño pode ser acompanhado em detalhes a partir do espaço. Um vídeo divulgado pela Agência Espacial Europeia (ESA) revela as primeiras alterações na temperatura da superfície do Oceano Pacífico e mostra como um dos fenômenos climáticos mais influentes do planeta começa a se formar.

As imagens foram produzidas a partir de dados coletados por satélites entre os dias 1º e 07 de junho. O material destaca anomalias térmicas, diferenças entre as temperaturas registradas atualmente e a média observada entre 1991 e 2020, consideradas pelos cientistas um dos primeiros sinais do fenômeno.

Reprodução/Nasa

Embora as variações de temperatura pareçam discretas, elas têm grande relevância para o equilíbrio climático global. Isso porque os oceanos armazenam enormes quantidades de calor e pequenas mudanças podem alterar significativamente a troca de energia entre o mar e a atmosfera.

Segundo a ESA, o uso das anomalias permite identificar com maior precisão as fases iniciais do El Niño. “O fenômeno geralmente começa como uma mudança sutil em relação ao que é considerado normal”, explica a agência. Por isso, a comparação com uma média histórica ajuda a evidenciar transformações que, à primeira vista, passariam despercebidas.

O El Niño ocorre quando os ventos alísios, que normalmente empurram as águas superficiais do Pacífico para Oeste,  enfraquecem. Com isso, águas mais quentes se deslocam em direção à Costa Oeste da América do Sul, modificando a circulação atmosférica e alterando os padrões de chuva e temperatura em diversas regiões do planeta.

Os efeitos costumam ser sentidos em diferentes continentes. Dependendo da intensidade do fenômeno, podem ocorrer ondas de calor mais severas, secas prolongadas, chuvas excessivas e tempestades mais intensas, com impactos sobre a agricultura, a disponibilidade de água, a geração de energia e a economia.

Pesquisadores também alertam que o aquecimento global pode influenciar a frequência e a intensidade desses eventos, ampliando seus efeitos e tornando os extremos climáticos ainda mais pronunciados.

Fonte: O Presente Rural
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NOAA vê risco de Super El Niño e mercado acompanha impactos sobre as safras

Fenômeno climático pode elevar temperaturas e alterar o regime de chuvas em diversas regiões produtoras do mundo, com reflexos sobre culturas tropicais e preços das commodities agrícolas.

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Foto: Divulgação

A possibilidade de um Super El Niño voltou ao radar dos produtores rurais e dos mercados agrícolas internacionais. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou a formação do fenômeno e indicou que há 63% de probabilidade de ele atingir forte intensidade até 2027.

Foto: Divulgação

Caso a projeção se confirme, o fenômeno poderá alterar o regime de chuvas e elevar as temperaturas em importantes regiões produtoras do mundo, influenciando a oferta global de alimentos e o comportamento dos preços agrícolas.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial Oriental, provocado pelo enfraquecimento dos ventos alísios. O fenômeno ocorre naturalmente a cada dois a sete anos e costuma durar entre nove e 12 meses.

Mudanças no clima afetam produção agrícola

Os efeitos do El Niño não se distribuem de forma uniforme pelo planeta. Historicamente, o fenômeno está associado a períodos de seca em regiões do Sul e Sudeste da Ásia, Austrália e África Austral, ao mesmo tempo em que favorece chuvas acima da média em áreas do sul da América do Sul e dos Estados Unidos.

Essas alterações climáticas têm impacto direto sobre a agricultura, especialmente em culturas tropicais, conhecidas

Foto: Jose Fernando

no mercado internacional como “soft commodities”. Nesse grupo estão produtos como café, açúcar, cacau, algodão e suco de laranja, cujas produtividades são altamente sensíveis a mudanças de temperatura e disponibilidade de água.

Secas prolongadas, ondas de calor ou excesso de chuvas podem comprometer a produtividade, atrasar colheitas e alterar a qualidade dos produtos, reduzindo a oferta global.

Mercado acompanha riscos para as commodities

Além dos efeitos sobre a produção, episódios anteriores de El Niño costumam influenciar os preços agrícolas.

Foto: Divulgação

Historicamente, os mercados registraram valorização de diversas commodities em períodos marcados pelo fenômeno, especialmente quando eventos climáticos extremos afetaram grandes países produtores.

A preocupação atual é ampliada pelo ambiente já desafiador enfrentado pelos agricultores em várias regiões do mundo. Custos elevados de produção, oscilações nos preços dos fertilizantes e do diesel e as tensões geopolíticas recentes aumentam a sensibilidade do mercado a qualquer risco climático adicional.

Especialistas observam que ainda é cedo para estimar a intensidade dos impactos sobre cada cultura. No entanto, a confirmação do fenômeno pela NOAA e a possibilidade de um episódio mais intenso colocam novamente o clima entre os principais fatores de atenção para produtores, tradings e investidores.

Se o El Niño ganhar força nos próximos meses, as consequências poderão ir além das lavouras, influenciando preços de alimentos, fluxos de comércio internacional e a rentabilidade de diversas cadeias do agronegócio.

Fonte: O Presente Rural
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Cooperativas passam a ter acesso a fundos regionais e ganham reconhecimento como patrimônio cultural do Brasil

Novas leis ampliam as fontes de financiamento para projetos no Norte, Nordeste e Centro-Oeste e reconhecem oficialmente a contribuição histórica do cooperativismo para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.

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Foto: Shutterstock

O cooperativismo brasileiro ganhou duas novas legislações a partir desta quarta-feira (17). Publicadas no Diário Oficial da União, a Lei Complementar nº 231 e a Lei nº 15.433 ampliam o acesso das cooperativas a recursos de fundos regionais de desenvolvimento e reconhecem oficialmente o cooperativismo como manifestação da cultura nacional.

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A Lei Complementar nº 231 inclui as cooperativas entre os beneficiários do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Já a Lei nº 15.433 estabelece que o cooperativismo integra o patrimônio cultural brasileiro e determina que o Estado garanta a livre atividade das cooperativas e apoie seu desenvolvimento, conforme previsto na Constituição Federal.

As duas medidas têm potencial para ampliar investimentos em setores estratégicos, especialmente no agronegócio, agroindústria e infraestrutura, além de reforçar o papel econômico e social desempenhado pelas cooperativas em diferentes regiões do país.

Acesso a recursos

A principal mudança econômica vem com a Lei Complementar nº 231. Com a nova regra, as cooperativas organizadas de acordo com a legislação específica do setor passam a poder acessar recursos dos fundos regionais para financiar projetos produtivos.

Na prática, a medida amplia as fontes de financiamento para investimentos em agroindústria, armazenagem,

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infraestrutura, logística e outras iniciativas com potencial de gerar emprego e renda.

Os fundos regionais têm justamente a função de estimular atividades produtivas e reduzir desigualdades econômicas, com foco nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Para o cooperativismo agropecuário, a mudança abre novas possibilidades de investimentos em cadeias produtivas que já têm forte presença nessas regiões.

Foto: Divulgação

Reconhecimento cultural

A segunda medida publicada é a Lei nº 15.433, que reconhece oficialmente o cooperativismo como manifestação da cultura nacional.

O texto destaca a contribuição histórica do modelo para a formação econômica e social do país e associa o cooperativismo a valores como colaboração, ajuda mútua, participação democrática e gestão coletiva.

Além do reconhecimento simbólico, a lei determina que o Estado assegure a livre atuação das cooperativas e incentive seu desenvolvimento, em consonância com os princípios previstos na Constituição Federal.

Importância econômica

O reconhecimento institucional ocorre em um momento de expansão do cooperativismo brasileiro.

Foto: Shutterstock

No agronegócio, as cooperativas respondem por parcela expressiva da produção e exportação de grãos, carnes, leite e diversos outros produtos. Também desempenham papel relevante na assistência técnica aos produtores, no fornecimento de insumos e no acesso ao crédito.

Com maior acesso a recursos e respaldo legal ampliado, o setor ganha novos instrumentos para investir e ampliar sua participação no desenvolvimento econômico regional e nacional.

Fonte: O Presente Rural
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